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COSMéTICAS.net

o «ESPAÇO» onde nem tudo o que parece é... música para os ouvidos !?

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o «ESPAÇO» onde nem tudo o que parece é... música para os ouvidos !?

O Alienista

03.09.09 | PortoMaravilha

A novela "O Alienista" do escritor Brasileiro , Machado de Assis, faz parte das maravilhas da literatura mundial. São setenta páginas  de humor que podem e devem ser colocadas entre todas as mãos .

A estória é simples : Simão Bacamarte parte para Coimbra para aperfeiçoar os seus estudos e teorias. Regressa, em seguida, à sua terra natal : Itaguai, povoado do Estado do Rio.  Decidido a pôr em prática e em aplicar  as suas teorias manda construir uma Casa Verde. É nesta Casa Verde que mandará internar todos aqueles que lhe parecem loucos. Inclusive a sua esposa : hesitar entre um colar ou uma pulseira é um indício dum comportamento contrário ao bom senso e a razão.

 

A novela escrita em 1881 denuncia, quase com um século de antecedência, o arbitrário do poder médico. Foi preciso esperar os anos 1970 para ver aparecer uma corrente médica contestar os dogmas da psiquiatria.

A novela levanta bem a problemática : O alienista é aquele quem cura a loucura ? Aquele que a fabrica ou aquele que a transporta ?

 

E Viva o Porto ! 

movimento CHICo comé que é 2013

02.09.09 | Paulo Jerónimo

Não precisa de tachos. o homem sabe comé que se faz dinheiro. ADERE AO MOVIMENTO enviando um mail para diaconodoespaco@sapo.pt com o assunto: FORCA CHICO! Movimento de protesto de cidadãos do zé povinho fartos da classe política partidária. Faremos chegar este protesto a Presidência da República. Bora lá ganhar embalo para as eleições de 2013.

Bideos de campanha: 

 

 

ADERIRAM AO MOVIMENTO:02

Não habia, nexexidade! Contenxão P.F.

02.09.09 | Diácono do Espaço

ABAIXO À NABEGAXÃO:

 

O Diácono do Espaço pede contenxão aos bixitantes e editores do Coxméticas, uhm, pois exte linguaxar axxoberbado na utilexaxão de gerúndios do calão são coixas do demó. Caxo contrário, o lapix axul terá de actuar, uhm.

 

Aprobeitai para compreender o termo das palavras que uxais-ix, como muito bem fex o candidato as autárquicas 2013 , o irmão Pedro Olibeira, em explicar. Que o Xenhor estexa, uhm, xempre contigo. Irmãos botai Pedro - o Apóstolo 2013.  Bem hajax:

 

"[...]  Vai para o caralho vem do tempo das caravelas,ie, é uma expressão do mar.O caralho é o "cesto" que ficava no topo do mastro e que para além de ser o ponto de vigia também servia para disciplinar os mais arruaceiros.Como castigo era normal o capitão mandar o marinheiro de castigo para o caralho.Vai para o Caralho!


O FMEA é uma ferramenta avançada de qualidade, para identificar possiveis falhas em determinados processos e assim elaborar planos de prevenção.Era bom que fosse aplicado na vida pública e politica...
abr

Pedro Oliveira a 2 de Setembro de 2009 às 08:44

 

O Psiquiatra !

02.09.09 | PortoMaravilha

O psiquiatra gatafunhou CARALHO+CABRÃO = GRANDE FODA, rasgou a página e entregou-a à enfermeira.

Quem escreve isto é António Lobo Antunes. É sem dúvida, actualmente, um dos maiores autores de Língua Portuguesa. E, após F. Pessoa, aquele, que mais foi traduzido no estrangeiro e vendido ( pelo menos em França ).

 

Vejamos a tradução Francesa  : Le psychiatre gribouilla  ENFOIRÉ+MERDE = SACRÉ MERDIER, arracha la feuille et la remit à l'infirmière.

( consultar : " Memória de elefante", ed. Dom Quixote, p18 , 1983 / para tradução Francesa Christian Burgois Editeur, p 21, Paris 1998 ).

 

António Lobo Antunes sempre se queixou, talvez por isso tenha mudado várias vezes de tradutor, que os seus palavrões nem sempre apareciam com a afectividade, a sexualidade, etc. original. Com efeito, basta pegar na tradução Francesa, acima referida, para entender que não corresponde ao original.

 

Mas o que fazer ? As línguas têm um sexo !

Tá bom ! Para os mais puristas, eu corrijo : As palavras têm um sexo.

A brincar, a brincar... se pode expressar o essencial.

Quando ouvimos falar um Português que aprendeu ( e reconheça-se a fantástica capacidade dos Portugueses em aprender línguas ) Francês, não podemos deixar de perceber que, por vezes, há deslizes.

Deslizes naturais e saudáveis : Por vezes, o Português dirá : La courage, em vez de Le courage ; Une arbre, em vez de, Un arbre, etc.

 

Para o Português, coragem é do género feminino. Para o Francês, do género masculino.

Quem disse que as línguas não tinham sexo ?

Deslizes naturais e saudáveis que nos ensinam que o Mundo é grande e, também, que conceptualizar a coragem, a árvore, etc.,  como masculina ou feminina não é igual !

 

E Viva o Porto !

ó gENTE dA mINHA tERRA. [reeditado]

01.09.09 | Paulo Jerónimo
Muitos dos que nos têm visitado Já nós conheciam, a mim do gERAÇÃO rASCA, ao Monsieur das 00:01, PortoMaravilha, das caixas de comentários quer no gERAÇÃO como do Vila Forte, e ainda outros, que nos conheciam do BiBó PoRtO, carago!! onde ambos escrevemos e nos conhece-mos apesar da distância. Pelo que a novidade não sei se será muita ou pouca quando aqui entram (digam-nos vocês), à excepção dos jeitosos que não largaram esta madrugada o Cosméticas reencaminhados pelo google no que se imagina uma extasiante Ménage à trois entre as palavras sexo, lingua e caralho do post anterior. E eu aqui a zelar pelo bom nome da casa, monsieur... vamos lá ver, PM, deves querer ser despedido antes mesmo do primeiro ordenado, pá.
 
Vem isto a propósito de que, pelo facto de já vários serem seguidores dos escritos, reconhecerão o texto provavelmente que passo a publicar, e cuja novidade aparece no fim do mesmo, o motivo da sua reedição.
para os googleiros, não queremos continuar a desapontar-vos:
foto | Marta Ferraria  www.mfotografia.com 
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Domingo, 21 de Setembro de 2008
ó gENTE dA mINHA tERRA.

O Ano passado tive opurtunidade de visitar a cidade universitária de Cambridge, em Inglaterra.

Permaneci por lá alguns dias com um casal amigo, cujo marido, rapaz empreendedor e na força da Juventude, após as típicas desilusões lusas, tinha optado por se instalar em terras de Sua Majestade e iniciar um negócio que prospera  por esta altura numa outra cidade Europeia.

Em conversas à mesa, foi inevitavel acabar-mos a comparar o nosso País de origem com Inglaterra, as culturas, atitudes, oportunidades e as suas gentes. Ele argumentava-me que por lá, também eu teria boas oportunidades se quise-se desenvolver o ofício que pratico, que em Portugal trabalhar é para aquecer, e coisas do gênero, ao que eu respondia que me sentia  no dever e obrigação de me esforçar e contribuir para o desenvolvimento do meu País, e pelo que a ter que contribuir para a riqueza de alguém, preferia faze-lo pela minha terra.

Mas ele estava  irredutivel , extremamente  decepcionado  com  Portugal , e não 

Estudante universitário, Cambridge

queria

ouvir  falar nos próximos tempos sobre o jardim a beira mar plantado.Eu compreendia-o, e por aqueles dias tentei conhecer um pouco mais da cídade e da mentalidade dos Ingleses. Sinceramente pouco me dislumbra o estilo Inglês, onde impera algum bom humor, mas sobretudo,  o cinismo, arrogância quanto baste  - daí renderem-se ao estilo do «Zé» Mourinho - e algum desleixo, bem que chegue... Enfim, um País de Rainhas e habituado a "Reinar".

Voltei um Português ainda mais convicto, e pensei quando aterrei, o quanto amo as minhas gentes, as minhas terras, o meu País. O quão bom é poder beber um BOM café por cinquenta cêntimos, andar de comboio ou táxi por tuta e meia, ter sol de verão ou inverno, ou mesmo em dias maus, haver pelo menos um FC Porto que não desilude e orgulha pelo mundo fora.

Volta e meia, quando reflito no estado do meu Portugal, o quanto piorou neste último ano, a atitude de quem nos norteia e com que interesses, recordo-me das conversas à mesa lá em Inglaterra com o meu amigo.

Vejo o meu Povo cada vez mais de ombros encolhidos, a arrastar os pés pelas calçadas gastas, a rabiscar o fundo dos bolsos cada vez com mais dificuldade a procura dos cinquenta cêntimos para o café. Meio Portugal que trabalha para sustentar  o outro meio, uma praga de parasitas e subsidió-dependentes. O xico-espertismo em alta, e a juventude competente a partir.

E é este o triste fado de mais um jovem da Geração «à rasca», por enquanto ainda iludido de que vale a pena  esforçar-se ao lado das suas gentes. Que um dia, revia-se entre os seus que voltavam o fundo das costas ao ministro, mas não consegue voltar costas ao seu País.  A pergunta que se impõe é, até quando dura a idade da inocência?

 

E por que hoje estou mesmo assim, lamechas, mas sempre orgulhoso das origens que tenho, deixo-vos com este link.

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No sábado passado, no jornal das 20:00h na SIC, talvez se tenham deparado com o meu amigo Edgar, o jovem desanimado que partiu para inglaterra e empreendeu na sua paixão e formação académica, o mundo animal, investindo nos répteis depois de dirigir um zoo, negócio que viria a estabelecer na cidade Madrilena, e que quando a crise ameaça bater a porta, em vez de baixar os braços, faz um interregno da bicharada, para se dedicar a isto:

As línguas têm um sexo ?

01.09.09 | PortoMaravilha

Em português emprega-se a palavra "caralho", que designa o sexo masculino, para indicar quem não presta : "És um caralho, vai à merda ! ".

Em Francês, emprega-se a palavra "con", que designa o sexo feminino, para indicar quem não presta : "Tu es un con, va voir ailleurs ! "

Interessante não é ? 

Porque é que as duas palavras não são do mesmo género , querendo expressar o mesmo insulto ?

No dicionário fr-pt a tradução não aparece. No dicionário pt-fr a tradução também não aparece.

Todavia, são duas palavras que fazem mais que parte do cotidiano, quer Francês quer Português.Tive, já há muitos anos, um encontro, aquando uma viagem de estudo, com Miguel Torga. Autor que obteve o Premio Internacional de Poesia.

 

Sempre me ficaram e ficarão gravadas na memória estas suas palavras : "Um dicionário é um cemitério de palavras mortas ".

E Viva o Porto !

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