O filme de Nanni Moretti é um acontecimento cinamatográfico invulgar.

Ele põe em cena o Cardinal Melville que não quer ser Papa.

Não quero, com isto, escrever que o Cardinal de Melville fosse contra o Papado, o capitalismo... Ele queria era ser livre. Daí o seu silêncio e o enorme grito que rasga o silêncio.

 

Tem encontro com a História, mas fica sentado enquanto a multidão o espera vê-lo no balcão, na Praça São Pedro, em Roma.

A noção de responsabilidade colectiva e pessoal é questionada pelo filme.

O Cardinal de Melville é, fantasticamente, incarnado por Michel Piccoli.

Michel Piccoli deu uma grande entrevista à revista Télérama. Passo a traduzir as palavras, deste grande actor, que me parecem pôr em relevo a evolução do cinema (mas também do teatro) no seio das nossas sociedades ocidentais.

 

Leia-se:

A sua carreira dá uma impressão de liberdade, de diversidade, mas também de fidelidade: A Ferreri, Buñuel, Varda, Sautet, Godard, Oliveira...

 

O que sempre me interessou na minha profissão foi de viajar, de poder fazer tudo e ainda mais. Estando sempre atento às pessoas que pediam para trabalhar comigo. Tive a sorte de ter sido escolhido por pessoas excepcionais e duma grande elegância. Foram encontros e relações apaixonantes... Nunca calculei para atingir o cume. O que é o cume? Se queremos guardar prazer para exercer esta profissão, é preciso estarmos disponíveis, egoistamente, para as coisas mais enriquecedoras. Para si mesmo. Mesmo se tenho a pretensão de pensar que fiz muitas coisas que eram enriquecedoras para o público. Mas a profissão de actor é cada vez mais "dificultuoso" ("difficultueux" no texto Francês). Insisto nesta palavra. Hoje todas as moças querem seguir cursos de cinema ou de teatro. Antes, nas famílias abastadas como modestas era uma vergonha, era quase prostituição. Hoje é valorizante...

 

Este post pode ser lido como a continuação de O Papa Terrível

Fonte citada: Télerama, nº 3215, Agosto 2011, p.11 /Foto: Cartaz do filme.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Durante seis meses a MC93 de Bobigny vai acolher uma parte da obra de António Lobo Antunes em residência.

Tal encenação e programação é algo inédito no que toca à cultura Portuguesa em França.

No que diz respeito à divulgação da obra de Lobo Antunes, não deixa de ser questionante que se tenha esquecido o livro que lhe deu uma dimensão internacional.

Os Cus de Judas, talvez por dizer respeito a países que conheceram guerras coloniais, ficou nas brumas da memória. Ou talvez que essa mesma memória ainda não seja bruma e que, por essa razão, se tente apagar o que ainda hoje continua válido :

 

"...eu odiava, Sofia, os que nos mentiam e nos oprimiam, nos humilhavam e nos matavam em Angola, os senhores sérios e dignos que de Lisboa nos apunhalavam em Angola, os políticos, os magistrados, os polícias, os bufos, os bispos, os que ao som de hinos e discursos nos enxotavam para os navios da guerra e nos mandavam para África, nos mandavam morrer em África e teciam à nossa volta melopeias sinistras de vampiros. "

(Extracto da obra Os Cus de Judas)

 

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

A mensagem deixada por António Feio a propósito do filme "Contraluz" (de Fernando Fragata) recentemente estreado.

 

por MrCosmos | link do post

...mas é que este artigo merece ser destacado. Temos pena!

por MrCosmos | link do post
sinto-me:

Depois de hoje ter apanhado um cagaço à moda antiga, perante o tema e imagens que saltam a primeira vista no blogue d' O Homem Que Sabia Demasiado, eis que retomo esta rubrica "lamecha" que nasceu no gERAÇÃO rASCA, e que por lá interrompi sem dar "fio-pavio" à ninguém - luxos a que um blogger se dá quando com determinado traquejo que se adquire da coisa - pois sabe-se que mais dia menos dia, retoma-mos aquela conversa que ficou a meio.

 

E para além do já citado O Homem Que Sabia Demasiado, há blogues que já lá no gERAÇÃO citava, e outros que depois descobri, que basta dizer que gosto, porque sim... ide ver com os vossos próprios olhos: Café Margoso, Bitaites, Juramento sem bandeira , A vida é uma peça de teatro , Novo Benfica , Reflexão Portista , e quando me der na telha, apresento mais.

 

Boas leituras!

por MrCosmos | link do post

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