"Dizem-se muitas caralhices sobre a arte de realizar filmes. É preciso parar com essa empresa de mistificação. Ser realizador não é criar arte como a pintura ou a escrita. É mais próximo do treinador de futebol." S. Mendes

 

Fonte: So Film N°5, Nov 2012, p.76

Nuno

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António Tabucchi foi um europeu convencido. Era Francês, Italiano, Português...?

Era universal como o era o seu combate contra todas as ditaduras. 

Quando jovem, compra em Paris um livro de Pessoa e fica apaixonado, inaugurando uma cumplicidade literária extraordinária.

O seu texto Soustiene Pereira é também feito filme.

É Mastroianni quem desempenha o papel de Pereira.

Um jornalista que toma consciência da natureza do Salazarismo e torna-se opositor do fascismo.

A tradução Francesa de I tre ultimi giorni di Fernando Pessoa.Un delirio é de Jean-Paul Manganaro.

Editada em 1994 pela Seuil, a publicação apresenta desenhos de Júlio Pomar que ilustram Pessoa.

A literatura de Tabucchi é um hino à fantasia e à liberdade.

Nuno

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No seu conjunto, a imprensa Francesa, na última semana de Março, apresentou a polémica e as interrogações técnicas levantadas em torno do restauro do quadro de Leonardo da Vinci: A Santa Ana.

Dois membros da comissão de restauro demitiram-se. Certas críticas continuam. Assim, para alguns, a cara da Virgem parece esmagada.

A operação demorou 18 meses, custou 200 mil euros e foi financiada por um mecenas Chinês.

Diz-se que não é amanhã que terá lugar o restauro dum outro quadro de Da Vinci... O último foi em 1950.

 

Existem tabus que nos escapam?

 

Foto: La Croix, 30 Mar 2012, p.22

Este post deve ser lido como a continuação de Perguntas Indiscretas? Nº7

Nuno

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Parece-me que existe uma obra indispensável para melhor compreender a evolução do jornalismo :

"L'Etat séducteur: Les Révolutions médialogiques du pouvoir" de Régis Débray.

Se esta obra data de 1993 e que o seu teor teórico pode ser posto em causa, também não é menos verdade que nos lega um testemunho indispensável, o de Jean Claude Guillebard, jornalista do Sud-Ouest-Dimanche em 1970.

 

Leia-se:

"... Esperava-se dos nossos artigos que estes emocionassem, raramente, que explicassem. O Biafra esperava que nos interessássemos pela sua causa e, nós, ocupámo-nos, prudentemente, dos seus sofrimentos. O Biafra, por isso, morreu."

 

Fonte: Obra citada, p. 117, Paris, Gallimard, 1993 /  Foto: Contra capa da revista Latitudes, jun 2011

Nuno

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Facebook  censurou a página dum  internauta Francês que publicou o quadro de Courbet :   'A origem do Mundo'.

Porquê ?

 

Até hoje, quase ninguém se lembra que Orlan paradiou A origem do Mundo de Courbet, dando-lhe o título de : 'A origem da guerra'.

Porquê ?

 

Este post pode ser lido como a continuação de "A Transmição simbólica : Folheto nº2 "

Nuno

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Quando a memória nos faz ser Humanidade !

" Debaixo da apartheid não éramos suficientemente brancos e agora não somos suficientemente negros. "

Palavras dum mestiço que mora no Cabo.

 

E agora palavras dum narrador Angolano:

" Nasci na Gabela, na terra do café. Da terra recebi a cor escura do café, vinda da mãe, misturada ao branco defunto do meu pai, comerciante português. Trago em mim o inconciliável e é este o meu motor. Num universo de sim ou não, branco ou negro, eu represento o talvez "

 

Textos : Libération, 4 de Junho de 2010, p.9 e Mayombe, Pepetela ed. 70, p. 16

Imagem : Reprodução, Óleo sobre Tela, Mestiço, Cândido Portinari, 1934

Nuno

Lorsque la mémoire nous fait être Humanité !

"Sous l'apartheid, nous n'étions pas assez blancs et maintenant nous ne sommes pas assez noirs."

Des mots d'un métis habitant Le Cap.

 

Et des mots d'un narrateur angolais :

"Je suis né dans la région de Gabela, le pays du café. J'ai reçu la couleur noire de ma mère qui a été melangée à celle de mon regretté père, un commerçant portugais. Je porte en moi ce qui est inconciliable et cela est ma force. Dans un univers qui ne comprend que le oui ou le non, le blanc ou le noir,  je représente le peut être. "

 

Textes : Libé, 4 juin 2010, p. 9 et Mayombe, Pepetela, ed.70, p.16

Image : Reproduction, toile : Mestiço, Cândido Portinari, 1934

Nuno

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Foi vendido no mês de Maio em leilão um quadro de Picasso por 82,5 milhões de euros.

Mas como uma árvore esconde e não esconde a floresta , o ano passado foi vendido um quadro de Giacometti por 74 milhões de euros.

As bolsas afundam-se ( dizem )  , mas o mercado da Arte ainda vive.

 

Imagem: Libération, 6 de Maio de 2010

Nuno

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As edições "fata morgana" publicaram em 1980 um livro fora de série.

A tiragem foi de 750 exemplares . O que mostra na altura o pouco impacto ou a falta de conhecimento da cultura Portuguesa em França . E não me venham cá falar de Amálias e de Eusébios como embaixadores de Portugal. A tiragem fala só por si.

Este livro apresenta a Ode Marítima de Fernando Pessoa traduzida por Armand Guibert . Revestem ainda mais importância os dois prefácios de Armand Guibert . O primeiro foi escrito entre 1943-1955 e o segundo em 1980. Existe continuidade entre os dois prefácios. No segundo prefácio , Armand Guibert continua a afirmar que " Ode Marítima " não envelheceu.

 

A tradução é ilustrada por Vieira da Silva . (imagem em cima à direita)

Que mais pedir ?

 

Desde então a cultura Portuguesa tem ganho existência na sociedade Francesa .  Fernando Pessoa foi publicado na prestigiada colecção " La Pleiade " .

Nuno

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"o grito "  pintura de Munch

 

" E o pintor, em suma, não diz nada. Cala-se.  E prefiro ainda isso " - Vicent Van Gogh

 

E Viva o Porto !

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Fui convidado pelo MrCosmos a participar neste blog.

Foi com imenso gosto que aceitei. Penso que este blog é de grande qualidade.

Apresentarei temas ligados à Arte ( sim com maiúscula ) porque penso que a Arte é mais verdadeira que a vida. Penso que é a Arte quem faz a vida e não a vida quem faz a Arte.

Mas teremos tempo de conversar e de dialogar sobre esta asserção.

 

 

Quando penso em Arte , não penso forçosamente em grandes nomes ou glórias.

Lembro-me que o primeiro comentário que escrevi, na minha vida, foi numa revista de Banda Desenhada. A Banda Desenhada que, durante décadas, foi tratada de " histórias aos quadradinhos" ou de " livres de images" conseguiu entrar no Louvre. Foi este ano !  

Bela conquista. Esperemos que não se aburguese. Há que estar atento.

Quanto a mim, a Banda Desenhada, sendo de qualidade, aliando o discurso e o retrato feito "mão"  pode ainda dar a entender a imbricação entre a re-presentação , o discurso e o mundo.

 

Tal já não é o caso do vídeo ou da fotografia já que podemos modificar ou re-trabalhar até o infinito a re-presentação, quer do vídeo quer da fotografia.

O vídeo e a foto são anónimos. O traço de lápis é polegar e indicador !

 

Não é um azar se a cultura Japonesa se implantou na Europa graças aos "Manga". E não é um azar se os meninos Franceses optam, em grande número, pelo ensino do Japonês. Bandas Desenhadas, a preto e branco, que se lêem ao contrário.Alguns temas são fora de série. A fixação da re-presentação da realidade ( ou do imaginário)  pela  Banda Desenhada talvez nos lembre os primeiros desenhos simples ( ? )  dos nossos antepessados.

Quem visitou as grutas de Lascaux pode entender o que significa "uma história aos quadradinhos" ou um "livro de pedras em Imagens". Sei que as imagens de Foz de Coa, (muito infelizmente ainda não visitei) segundo amigos, são também uma Banda Desenhada fantástica em pedra.

Deixo o debate em aberto e uma pergunta : Quem já leu : "Huit Siècles d' Histoire ? ". A história de Portugal tratada pelos melhores desenhadores Belgas e Franceses. Foi na altura uma encomenda dum banco Português (anos 80 , salvo erro ). Bem melhor que calhamaços!

 

Oups : Deixei-me ir . Também escreverei a propósito de outros temas.

Mas darei especial relevo à Arte ( BD, Cinema, Literatura, Pintura, Música...). E sempre que possa tentarei mostrar a imbricação entre o todo desta nossa Aldeia Global. Creio que a Arte, destruindo imagens, as ideias que nos parecem convencionais, nos remete para um questionamento individual que nos ajuda a melhor nos compreender.

A Arte que, quanto a mim, não estando ao serviço duma causa, é Revolucionária. Porque quando a Arte está ao serviço duma causa é propaganda.

 

Ficou assim. Mas haveria tanto que escrever...

 E Viva o Porto !

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