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Burgos, Espanha 8h03AM, uma hora a menos em  Portugal.

E vão 6 horas de viagem mais 630 quilómetros na pele desde que apagou aquela ultima beata na calçada, terra dela mesmo, era a calçada de Porto de Mós.

Ele está definitivamente de volta às lides blogosfericas porque, o bom filho a casa torna, e quanto à boçalidade crassa e crescente das efemeras redes sociais, vós sabeis, o Mr. nunca gramou as efemeridades. Saudades...

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Escrito e dirigido por Cristina Boavida, protagonizado por Ana Padrão e Diogo Morgado, este último na sua primeira aparição que o traria para o estrelato, "Amo-te Teresa" é uma co-produção da SIC corria o ano de 2000, que confirma a  reviravolta do panorama televisivo que se vinha encetando desde há três anos, sem a mínima concorrência, por este canal.

E se à TVI e ao já Saudoso Nicolau Breyner com a sua produtora de conteudos NBP, se devem a subida da fasquia do extraórdinário melhoramento da produção de telenovelas em Portugal, que somado ao "grande pontapé" que revirou a seu favor a liderança das audiências nacionais, numa cartada dupla de telenovela com reality show - o primeiro que rebentou no pais e por este canal, com o roteiro exibido na telenovela "Todo o Tempo do Mundo" com Ruy de Carvalho e Eunice Muñoz, e que apartir dai foi sempre a somar; se à RTP, já mais recentemente, se deve o mérito das grandes produções de séries nacionais de alto gabarito, sejam de elas cariz Histórico mas não só;  já na SIC tempos houve (saudades...) em que era esta foi a senhora dos Tele-filmes e cujo expoente máximo do pequeno ecrã foi a a sua primeira longa metragem "Tentação" (1997) , produzida inicialmente para o canal de Carnaxide mas que acabaria a dar cartas no grande ecrã da sétima arte atingindo um recorde de vendas de bilheteira inigualável durante mais de uma década do cinema português. Neste aspecto foi preciso mais de uma década para "A Gaiola Dourada" (2013) do luso-francês Rubén Alves o destronar e que aqui pode recordar.

 

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 Aqui vão umas dicas terapeuticas caseiras tipo "mezinhas d'avó" que a gente tanto gosta na aldeia, porque:

1. Se chegas-te a Lisboa tens de ter noção de que 'aqui é Portugal e o resto é paisagem'.

2. Provinciano: nunca esqueças as tuas origens pois nas mesmas descobrirás segredos terapêuticos que nem a tua gaja sabia que tinhas dentro dessa braguilha. 

3. Se ouves buzinar no transito -sim esse ruído mesmo que te tira do sério a cada 3 minutos- manda-os para um sítio qualquer. Provinciano que se preze nem tem papas na língua, nem se exprime com eufumismos (i.e. adjetivo masculino plural; 'rodriguinhos' em lx)  pois que essas são daquelas palavras de sete e quinhentos.

4. A partir da terceira buzinadela que ouvires, e que mesmo não tendo certeza, assumes como tendo sido para ti, já podes manda-los pr'ó caralho, mas com estilo: acrescenta "morcão" se és do Porto, "vacão" se és de Leiria, ou outro qualquer'ão da tua provincia, que é tão rica nestas terapias.

5. Buzinas, buzinas, e mais buzinas.... sejam 4 da tarde ou 4 da manhã. Os alfacinhas são - tirando os do Belenenses assim mais armados ao pingarelho porque vivem ao lado do Palácio de São Bento - conas todos os dias. Comodistas por natureza. Assim da-lhes portanto o desconto terapêutico de quem tem um QI abaixo dos 69. É que nunca leram as leis de trânsito sobre  a obrigação de substituir as buzinas por sinais de luzes apenas que anoiteça, ou as civis da República Portuguesa no que estabelece sobre horário limite de ruído público. 

6. Em Lisboa conduz sempre de vidro aberto. Faça chuva ou faça sol. És da província, canudo! E vais precisar dele. Para fumar aquele cigarro terapêutico que te restabelece os índices de raciocínio, confiança e calma santa, tantas vezes necessárias para pores a mão de fora e lançares aquele pirete a que só os provincianos se dão ao trabalho. Aquele torcer de dedos bem desenhado. Porque a arte de um pirete aprende-se na provincia. É de coragem e feito com os colhões no sítio, tipo: os  dedos indicador e anelar simetricamente enrolados paralelamente ao "pai de todos" bem centrado e esticado. 

7. quando regressares à província, esquece lá essa moda urbana de que as rotundas são o prolongamento por natureza das várias vias que se lhe confluem, blá,blá... ide más é ler o que do uso da buzina a lei diz. Portanto, deixa-te de merdas e de entrar nas rotundas da aldeia depois, sempre a acelerar. Mesmo sem sinais de stop, as rotundas na província tem um código de conduta próprio para se respeitar.

8. Os piretes são uma arte, já disse. Não os esbanjes. Tinhas nada que ensaiar assim à sucapa - umas linhas aqui acima, que eu bem ví - se és ou não artista de enrolar os dedos simétricamente. Guarda esses ensaios para quando no trânsito, e a ver vamos se com estas terapias não te comportas lindamente no meio do barulho.

 

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música: Satisfaction - Rolling Stones

 

 

  

"Quando a esmola é grande o pobre desconfia" e tanta propaganda que se viu no pré-lançamento do filme de Rúben Alves A Gaiola Dourada - um retrato dos portugueses, resultante da epopeia de sua emigração nas últimas décadas - confesso que me levou a sentar na sala com a esperança e espetativa de que ia enganado.

 

Tentando apaziguar a discussão entre meus dois neurónios frontais contra um ocipital, degladiavam-se: "lá tás tu Paulo... vai-se a ver e na volta o filme até que merece mesmo uma Palma de Ouro, à grande e à francesa (link). Espera..."

1.ª Surpresa: a sala começava a mostrar-se demasiadamente bem composta.

Mais de metade dos lugares ocupados, tendo em conta que estamos ao meio da tarde de um dia de semana, no pais que, contam  as estatísticas, tem a mais baixa taxa de cultura cinéfila (ou de leitura, já agora...) bom, isto por si só já é obra.

 

"Vês o efeito da propaganda? Picardava o neurónio ocipital.

 Achas que sim, oh cromo? Vinte e seis dias depois da estreia nacional? Ripostava um dos do lóbulo frontal.  Em parte, talvez... mas no todo, duvido - atiçava o segundo dos frontais, prosseguindo: Ó "neurónio ressabiado", pá. Aqueles anos de neve na infância passada pelos Pirenéus Bascos afetaram-te mesmo do clima, com certeza..." E a Sala continuava enchendo.

 

É relevante e sintomático o percurso cultural dos Portugueses.

Eles aprenderam a ver televisão, antes mesmo de terem tido oportunidade de aprenderem a ler. Sim, literalmente. E esse fenómeno, de certo modo prolongado pelos próximos 30 anos é determinante para o nível e exigência cultural que demonstramos hoje. Com o aparecimento das primeiras emissões da RTP nos anos 50 num pais maioritariamente analfabeto como o era o nosso, o povo entra em transe com emissões de futebol, festivais da canção ou concursos. Entre os prazeres de assistir, ver e ouvir as emoções de "Gabriela" ao vivo, in loco na pequena "caixa mágica" ou deleitar-se na leitura da mesma, escrita pela pena de Jorge Amado, a escolha seria óbvia.

E se hábitos de leitura  nunca pegaram, os da sétima arte então, nunca vingaram.  Os Portugueses continuam a ser os cidadãos da Europa

que menos cinema frequentam, onde mais salas fecham ou as cadeiras livres abundam.

 

Mas cultura? O que é isso da cultura?

Depois de alguns anos de investimento nesse sentido, o atual governo português retrocede dizendo-nos que, por culpa da crise... há que exterminar, precisamente este Ministério, o da Cultura. Foi a primeira das Reformas de Estado a pôr em prática, aquando da remodelação de Ministérios. A população, a que "sabe ler" inclusive nas entrelinhas, retira daqui outras leituras: demonstram-nos o modo como os dirigentes do país, eles próprios uns incultos, encaram o assunto. Numa atitude "comezinha", "portuguesinha", revivem-se memórias antigas: "cultura é no campo, no lavradio. A cultura do ancinho, da enchada, do terreno que germina. Recupere-se a agricultura, a verdadeira cultura." Como em tudo, há que definir prioridades.

 

Alors, e o filme? O filme... bon, c'est ça: "La Cage Dorée" -  A Gaiola Dourada escreve-se, fala-se e protagoniza-se na mais francesa e incontornável de todas as cidades - aquela que, dentre todas as outras, mais portugueses acolheu em todo o mundo: Paris.

Na película estereotipa-se uma família emigrante portuguesa. Mas a estória extravasa o que se possa considerar ou etiquetar como sendo exclusivamente a imagem ou vivências experimentadas pelos nossos emigrantes franceses. Porque as emoções que ali se vivem, assistindo-se à película, universalizam-se. Serão as mesmas e comuns a quaisqueres outras experiências de vidas em qualquer outro país onde quer que exista um portuga estrangeiro

 

Cada um experienciará o filme à sua maneira mas eis uma das cenas que se me mostrou particularmente das mais marcantes:

Maria e Zé (Rita Blanco e Joaquim de Almeida) na arrecadação da casa vão selecionando alguns haveres, presume-se que para levarem de regresso para a terra natal. Como plano de fundo na imagem temos um grande placard de ferramentas, à imagem do personagem, o Zé, um humilde e prestável pedreiro, biscateiro habilidoso, de quem os vizinhos franceses tanto apreciam e recorrem (interesseiramente).

Enquanto Zé enrola o fio de um berbequim, Maria  puxa de um monte de roupas antigas um par de calças que o filho já há muito não veste desdobrando-o e apelando à memória de Zé: "Lembras-te como o Pedro detestava estas calcas?".

Um mero exemplo de uma entre várias cenas que resultará num potencial reboliço às entranhas de qualquer espectador que tenha vivido noutra comunidade ou cultura fora da sua terra natal. À qual lhe baterá um potente flashback rodeado de emoções à flor-da-pele, vestindo ele próprio aquelas mesmas calças e revendo-se no lugar do filho de emigrante, nas discussões matinais sobre a roupa para vestir e dentre as quais, eram por nós (crianças) de imediato descartadas todas aquelas peças de indumentária que evidenciassem a cultura portuguesa (ou imagem de coitadinho) num pais onde se é forasteiro. Basta o que basta, não se esperá-se que fosse o catraio, o primeiro naquele dia a acordar o estigma sofrido em qualquer recreio escolar estrangeiro pelo "típico filho do pedreiro e mulher a dias portugueses" que os nativos daquela terra fazem questão de nos recordar copiosamente, quotidianamente, direta ou indiretamente.

 

E quando um filme nos arranca consecutivas gargalhadas com a mesma facilidade e naturalidade que a seguir nos leva às lágrimas, então arriscaria que não há dúvida: só podemos estar perante um grande filme, digno do mais prestigiado troféu de cinema francês e europeu, mas para o qual é preciso ser-se Português para o entender em toda a sua plenitude.

BravôPalma de Ouro à Gaiola Dourada!

E desengane-se: mais propaganda sim. É disso que precisam, afinal, os filmes portugueses. Para que os pobres de espírito deste pais deixem de encarar ofertas culturais como esmolas.


 

Paulo C. Jerónimo

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Confirmar a boçalidade patente no povo português em pleno 2013 é preocupante.

As redes sociais dizem que isto é o grande sucesso do verão...
PS: Já agora um pouco de cultura segundo a Wikipédia: "Jah é a forma poética abreviada de Jeová, o nome do Deus Altíssimo. (Êx 15:1, 2)".



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Palma d'Ouro à Gaiola Dourada {#emotions_dlg.unknown}

 

 

 

Dizem que o lançamento em França foi um sucesso. Tem sido uma propaganda tal por cá que até desconfiamos ser película digna de alguma Palma d'Ouro... Aqui o trailer.

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Dizem-me que este é um complexo que existe ou existiu num passado recente um pouco por todas as sociedades de países que foram outrora colonizadores. A ideia deriva duma pseudo atitude envergonhada mas não claramente assumida, de que executar "trabalhos manuais", desprezíveis que são - até porque historicamente estão associados à mão de obra escrava, ou nas décadas mais recentes, à população analfabeta - não será uma ambição por aí além louvável... Cidadão que se preze almeja um oficio mais "intelectual", investirá nisso, desmedidamente se necessário. 

 

Acrescentarei eu que no caso português, como em demais outras matérias, o problema agrava-se, porque, neste capitulo da educação e formação para o mercado de trabalho, levamos mais de 20 anos de atraso em relação à Europa, iludidos que vivemos durante este tempo todo com utopias megalómanas que resultam em conclusões do género: "a atual população de jovens portugueses que chegam ao mercado de trabalho é a melhor preparada e qualificada de todos os tempos".  A questão que se impõe é: qualificada para que? 

Este governo cairá (um dia), não porque em abstrato a linha orientadora delimitada inicialmente fosse de todo errada - era evidente que tínhamos de descer à terra e passar a viver à medida das nossas posses, deixar de nos armar em "novos ricos" - mas cairá então um dia este governo, de tanto baixar as calças e se prostituir a soldo do país que ousou outrora sonhar em desenhar uma cruz suástica para toda a Europa.Dai que faz notícia hoje o Ensino Profissional (EP). Parece que o atual ministro com a pasta da educação, Nuno Crato, quer-me convencer, a mim e a uns quantos que, se o vamos fazer mais e melhor (o EP) é porque a Angela Merkel o demostrou mandou. Sim porque para bom entendedor meia palavra meia notícia (como esta) basta.  

 

 

Deixemos-nos de merdas, que isto não é uma questão de imitar ou ser cordeirinhos dos Alemães e os Portugueses sabem disso muito bem. A lavagem cerebral que determinados políticos bem como o "4.º poder" - a imprensa voraz - gosta de fazer ao público tem tanto de ridículo como de excecional!
O Ensino Profissional em Portugal já tem barbas. Já se tentou implementar e discute-se há muito ano. Salvo erro meu, o espirito subentendido seria o de uma evolução do antigo modelo das Escolas Técnicas, Comerciais e Industriais das quais não sou contemporâneo. Mas o lobby das universidades que rebentavam como cogumelos nos anos 90, aliado ao complexo tuga que se instalou entre os pais da Geração de Abril de que só quem fosse Doutor ou Engenheiro é que era alguém na vida, até porque em boa verdade era essa a realidade que os mesmos viviam, nunca permitiu que esta politica  tivesse pernas para andar.


Por mim falando, pelo menos há 2 décadas, quer desde que conclui o 9.º ano e fui desafiado a integra-lo (o EP), quer pelo tomar conhecimento mais de perto do estado do Ensino enquanto membro executivo de algumas Associações de Pais e Encarregados de Educação que integrei, que defendo esta modalidade de ensino profissionalizado como forte mérito provável de sucesso em grande parte de muitos casos de alunos na entrada e eventual conclusão do ensino secundário. Nesse tempo mais atrasado, inicio dos anos 90 (Governo de Cavaco Silva), existiam directrizes politicas do meu ponto de vista excelentes, não obstante tratar-se do mesmo ministério que pôs a mesma Geração Rasca de estudantes a virar o cu ao ministério da educação - uma vez mais pelo lobby das universidades querer vingar (pagamento de propinas). Recordo que, enquanto aluno a frequentar o secundário em regime profissional tal permitiria p. ex. acumular de apoios monetários (subsidiados pela UE e empresas envolvidas) na ordem dos 30 Contos de Reis por mês (150,00€), isto numa altura em que ainda era cultura enraizada nas famílias os jovens daquela idade começarem a ganhar dinheiro em detrimento dos estudos, e que o ordenado mínimo nacional rondaria os cerca de 40.000$ (200,00€).

 

 

No caso que conheci por dentro, mas havia várias outras soluções no distrito, era um Curso Secundário com a área profissional de desenho de Moldes assistido em CAD CAM, apoiado por várias empresas na Marinha Grande. Houve até vários e variados cursos que arrancaram mas que nunca se percebeu o porque da pujança inicial destas modalidades de ensino secundário profissional arrefecer num ápice, acabando praticamente delegados à gaveta e alí permaneceriam durante vários anos em Banho Maria.

 

Deixou-se cair inclusive tal modalidade num descrédito total. Ainda hoje esta forma de ensino é considerada ou olhada por muitos pais e professores como a solução obvia para alunos burros... Assim como o Ensino para adultos, chamem-lhe "Novas Oportunidades" ou seja lá o que quiserem, continua a pôr em alvoroço a pudica sociedade portuguesa que não admite depois de tanto dinheiro e prestigio pretendido para os seus filhos, que se venha agora atribuir equivalencias aos pobrezinhos!

Há mais de 5 anos que se vinha notando um esforço considerável pelo ministério da educação em tentar recuperar esta modalidade e tempo perdido com o EP. Assim como há varios anos um punhado de profissionais lutam pela credibilização do reconhcimento do sistema de ensino a adultos muito para além da mera estatistica, a partir do desenvolvido das competências adquiridas, não obstante casos tipo "Relvas" fazerem questão de os enxovalhar - o que não deixa de ser curioso: este caso colocou as próprias e insuspeitas todas poderosas Universidades no centro da questão. 


Mas Pronto... hoje o Expresso quer-me convencer que se o vamos fazer (reforço do EP) é porque a A. Merkel mandou. Tá bem abelha! Esqueçam isso.

Conforme o slogan parvo que a empresa alema de grande implementação em Portugal, a Media Markt, gosta de lembrar aos matcho-mans tugas ou aos doutos inteligentes como os vídeos do Prof. Marcelo"eu é que não sou parvo". Se há coisas que interessam e muito ao país de A. Merkel, é saber por exemplo se os latinos portugu€s€s já decidiram qual o próximo carro de alta cilindrada em que que se vão montar. E nesta luta renhida pela defesa dos valores da indústria automóvel europeia até a subsidiaria do bon ami François, que se sabe ser mais "camarada" dos pobrezinhos, Já anda em bicos dos pés a oferecer Renault Clios à assembleia da República! E porque não Fernando Assis? Vide aqui. 

 

 

 

 Paulo C. Jerónimo

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Este video ao ser repescado da minha videoteca caseira e republicado à data corrente aparece um pouco descontextualizado, mas tem a sua razão de ser. 
Convêm talvez referir que o discurso aqui patente de Pinto da Costa é proferido após decisão judicial
 (da verdadeira justiça, a civil) que o inocenta das acusações do Processo Apito Dourado, ao mesmo tempo que a pseudo justiça desportiva de Ricardo Costa na Liga de Futebol punia o FCP com a retirada de 6 pontos na clasificação, já campeão (com mais de 20 pontos de distância para o segundo lugar). Dai o calor do mesmo, e os aplausos em que foi recebido pela congregação portista, e que o mesmo presidente recupere um tom de discurso de guerrilha que já fora chão que dera uvas noutros tempos (anos 90). Quando alguns previam um Dragão ferido, verificasse apenas  ou sobretudo um Dragão bastante acossado.

O ataque incisivo ao FCP (por via do seu presidente J.N. Pinto Costa) foi tão flagrante quanto estúpido ou inócuo. Basta referir que foi este «O Grande Processo» em que a Procuradoria Geral da República, do outro agora cessante, Pinto Monteiro investiu mais dinheiro e recursos.
Num momento em que já se podem começar a escrever para memória futura, as memórias do "insonso" procurador Pinto M. , "há que dar o mérito a quem o tem" (João Pinto - capitão FCP dixit) e referir que sem dúvida se tivermos de enumerar o grande caso que se pode atribuir à passagem de Pinto Monteiro pela Chefia máxima do Ministério Publico Português, foi este... derrubar o FC Porto, com ordem expressa e inédita de recorrer para instâncias superiores sempre que os tribunais não validassem a posição do Ministério Público (que nunca validaram) e assim curiosamente se quis derrubar a única instituição de sucesso resistente, ou evidente, em Portugal, e crítica ao poder central. Sim porque, vá lá, deixemo-nos de estórias da carochinha: o tratamento de investigação e ação não foi igual nem neutro, perante as demais descobertas (acidentais?) patentes e abafadas do panorama desportivo no futebol português.

Muitas linhas já foram escritas sobre o assunto, inclusive por mim na blogosfera em tempo ido, mas o curioso no meio disto tudo, e a esta distância, quando o Pinto abandona a cadeira de Procurador não deixando o sotaque de suas piadelas saudades a ninguém, foi verificar como o "sistema nacional" conseguiu pôr em sintonia discordâncias tão dispares que existiam entre os portistas (como a minha discordância contra a guerra Norte-Sul enveredada por J.N. Pinto da Costa nos anos 90, tempos do Penta) unindo um clube que se vai vendo obrigado a continuar a "chafurdar", na filha da putice que é o futebol Português (hoje com outros donos), e onde o grande mérito de Pinto da Costa reside apenas em ser "A Puta Mais Velha".


Paulo C. Jerónimo
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"O melhor Povo do Mundo" {#emotions_dlg.unknown}

  

Quatro manifestantes em nu integral no protesto frente à Assembleia da República,

após serem públicos os detalhes do Orçamento de Estado 2013, alegando que 'aquelas' são as suas armas para lutar

  


Irónico ou não, facto começa a ser que, 38 anos depois, a afirmação do Ministro Gaspar em relação às atitudes de revolta manifestas pelo povo português, são certamente uma grande questão. Um cravo aqui e teríamos a "cereja no topo do bolo".


Paulo C. Jerónimo

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Captação de imagens no Estágio Progresso I (2005) | Preparação Técnica de Árbitros 1ª Categoria da LPFP

O homem que escreve a crónica aqui linkada, de seu nome Rui Santos, apelidado por uns de anti-SLB - e por isso já foi agredido à saida dos estúdios da SIC -  por outros de anti-FCP, e por outros ainda de anti-SCP, sendo que também a mim os seus argumentos “me tiram do sério” algumas vezes , só vem demonstrando ao longo dos anos ser um dos jornalistas com mais coragem no mundo desportivo.
Ciente de que esta minha assunção será pouco popular entre os adeptos, onde me encaixo, pode ser precisamente na sua impopularidade entre os leitores/espetadores e o facto de ser considerado "anti-todos" dos três grandes clubes do futebol portugês alguns dos argumentos que só demonstram isso mesmo: a sua habitual isenção quando se trata de pensamento critico naquilo que analisa.
A minha mulher já me perguntou algo do tipo: "porquê fazes tanta questão do ouvir, se vais começar já a resmungar com o que ele diz?"
Precisamente por isso, porque normalmente gosto de investir mais tempo com quem me põe a movimentar repetidamente a cabeça no sentido lateral (da esquerda para a direita), discordando, do que quem me suscita ao movimento inverso concordante (cima-baixo), assumindo que sim.
Eu explico caso tenha ficado confuso: dá mais gozo quem nos excita os neurónios pelo trânsito da massa cerebral, do que quem pelo exercício de "cocegas nos ouvidos" nos adormece a massa cinzenta.

 

Concordando com a argumentação da crónica de Rui Santos sobre quem realmente aproveita, ou tenta aproveitar, pressionando a arbitragem -que são as equipas que procuram acautelar por esta via pontos perdidos por falta de um futebol capaz em campo - e sobre a falta de condições e margem de erro para a arbitragem portuguesa, continuo a discordar na sua insistência da "verdade desportiva demagógica", como o é no caso do recurso à vídeo-arbitragem na grande parte da mesma.
Basta, ai sim, perder tempo, a apreciar as guerras de faca e alguidar do folclore televisivo do "dia seguinte" à jornada de futebol, para se chegar a mesma conclusão que ouvi lançada certa vez por um árbito perzpicaz na plateia do XIII Encontro Nacional da Associação de Árbitros Portuguesa (APAF) e que calou o já então comentador desportivo Fernando Seara (pertencente ao painel de intervenientes da mesa do encontro) perante a conclusão lançada pelo árbitro na plateia: "Se é verdade que 3 homens em campo (árbitros) falham  por vezes ao tomar alguma decisão, não é menos verdade, que três homens, num programa televisivo de segunda feira à noite ("Jogo Falado" - onde Fernando Seara era comentador), analisando as mesmas jogadas gravadas, não chegam a conclusão nenhuma ..." .
Este raciocínio (palmas!) só demonstra a subjetividade presente no recurso à video arbitragem: se pode servir de ajuda? pode. Se vai apaziguar os espíritos mais indignados com as decisões contrariantes às vontades? pelo contrário, incendiará mais. Porque depois dirse-a nos programas de segunda feira à noite, e pelos cafés deste pais: "Olha que até depois de verem o lance gravado tiveram coragem de nos roubar!!" 

 

Não sendo a video arbitragem tecnologia de "verdade científica" - ao contrario do "Chip na Bola" e demais tecnologias para a linha de golo - a mesma está ferida de morte numa "cultura da bola" como a nossa. 
E digo isto inclusive com convicção técnica, com a experiência exata e específica na recolha de imagens vídeo para análise posterior de exercícios nos próprios estágios de treino da Arbitragem Portuguesa de 1ª categoria. Existem sempre casos pontuais onde os próprios árbitros (e quem mais capacitados do que eles?) analisando as imagens, não chegam a um concenso. Vão ser os apaixonados comentadores e adeptos que observam as mesmas imagens a chegar lá?
Como tal, e perante uma duvida tão existencial quanto ao dentro ou fora da linha de Grande Área (?) , conforme sucede na dúvida que resulta da decisão do primeiro penalti marcado contra o S.L. Benfica na última jornada, concluir pelas imagens de uma câmara (pensada para os fora-de-jogo)  que não se encontra devidamente alinhada com a linha em causa onde o lance se desenvolve, é uma falásia. Sei-o, tecnicamente, e no exercício especifico de alinhamento de câmaras e recolha de imagens precisamente para avaliação de casos idênticos (em ambiente de treino) que estando a camara atrasada como esta, então os dados estão desde logo viciados para que se possa concluir sim ou não, como Rui Santos, defensor da video-arbitragem, o faz.

 

Depois, mais uma vez, Rui Santos cai em cima de uma personalidade que me convence ser cada vez mais um dos seus "ódios de estimação": Vitor Pereira, Presidente da Comissão de Arbitragem.
Objectivo é que Vitor Pereira tem sido, também ele, considerado "anti-todos os três grandes clubes", seja observando-se as reclamações dos adeptos ou dos vários agentes de futebol entre os 3 Grandes, conforme as coisas correm mais ou menos de feição. Sendo que uns demonstram-no de forma mais espalhafatosa do que outros. Aqui, e escusando-me a fazer juízos de valor sobre os outros, ao contrário da crónica em questão, as conclusões parecem-me também bastante obvias, e conforme já inicialmente concluído no que isto traduz quanto a isenção de atuação. Se agrada/desagrada a todos praticamente em igual medida...

 

Pergunta: sabem qual foi o tema em analise e discussão naquele XIII Encontro Nacional de Arbitragem Portuguesa no longíquo ano de 1999 em Porto de Mós?
Resposta: Andou à volta dos prós e contras quanto ao recurso às novas tecnologias pela arbitragem. A discussão prolongou-se pelos dois anos seguintes: no XIV Encontro em Tomar, e no XV - o de Almada-Seixal, conforme tive oportunidade de acompanhar todos eles perante a solicitação de minhas intervenções técnicas ligadas ao registo e produção audiovisual.
Pois é, a Arbitragem Portuguesa já discutia isto, e penso que deva ter tirado as suas conclusões, há 13 anos atrás...
Vitor Pereira, convidado no XIII encontro a emitir a sua opinião resultante das experiências colhidas pelo próprio nos testes relacionados com o assunto, salvo erro meu, no Mundial de Futebol dos Estados Unidos em que esteve presente, recordo ter pairado sobretudo  a convicção de que as paragens para analise/decisão nos monitores video era prejudicial para a dinámica do jogo e para os próprios atletas que tendiam a "arrefecer" com mais esta paragem de jogo forçada.

 

Captação de imagens no Estágio Progresso II (2007) | Preparação Técnica de Árbitros 1ª Categoria da LPFP

 

No que toca as novas tecnologias a Arbitragem Portuguesa tem estado na vanguarda ao longo dos anos.
Em Porto de Mós, 1999, a Arbitragem Portuguesa foi responsavel por um dos primeiros, senão mesmo o primeiro (pelo menos naqueles moldes) "live Stream", e que sucesso (!) das primeiras transmissões video em direto do encontro na internet, o que alargou o debate e intervenção para pontos tão longiquos quanto o Zimbabwe, onde foi observado. Estavamos 5 anos antes do nascimento do YouTube...
Pela Arbitragem portuguesa tem sido  recorrente o uso e importância dadas ao apoio audiovisual dos treinos/estágios; a nossa é das ligas pioneiras no recurso a comunicação rádio entre a equipa de arbitragem, vulgo auriculares; várias outras ligas da europa, nomeada e concretamente os seus setores de arbitragem, têm os olhos postos no que se faz por cá; organismos como a UEFA e FIFA reconhecem tal vanguarda de métodos implementados pela Arbitragem portuguesa e apoiada também em novas tecnologias; em 2005 os métodos de treinamento da Arbitragem Portuguesa fizeram "furor" no Brasil. Tudo isto se deve a... Vitor Pereira.
Disto tudo, a pena que fica, é constatar que Vitor Pereira se encontre posisionado anos-luz à frente do futebol nacional. Não por ele obviamente, mas pelo futebol e mentalidades em si, atrasadas que são, estão e temos. Aliás, o facto de os nossos árbitros serem premiados como os melhores à escala planetária, e queimados dentro de portas, só demonstra realmente o nosso atraso, e não que o homem apenas seja "bom de sedução" internacionalmente, caro Rui Santos.

 

Afinal onde está o erro fundamental? Cadé o défice? O que é que precisa realmente mudar? Será tanto na arbitragem?
Então e os jogadores (que falham de baliza aberta), os treinadores, os dirigentes, adeptos, opinion makers, imprensa? Estes são para cozer com batatas e feijões... em lume brando.

 

Paulo C. Jerónimo
por MrCosmos | link do post

 

 

 

Se por vezes me questiono sobre a necessidade de alguma coragem para um Português atual se envolver, mesmo que esporadicamente, com o idioma francófono, não tenho qualquer dúvida de que aplicar a língua de Asterix e Obelix neste pais - onde a mentalidade "tuga" ainda polula - exige no mínimo e sem dúvida de ousadia.

O tema do dia hoje pelo Facebook passou por aqui. 

A coreografa e professora de dança Vanda Costa ousou concluir um espetáculo de dança, de forma sublime ao som do tema "Le Sens de La Vie" da artista Tal, a "Rihanna francessa" (chamemos-lhe assim)  e como tal, diz que não se livrou de ser questionada sobre o uso do francês ali.

 

Nada que se estranhe entre o Mui Nobre Povo. Apenas mais um apanágio dum pais complexado por muitos dos "seus" , entre outros. Um povo mais enebriado por gostos prosaicos, bafejados por demasiadas americanadas boçais ou inglesadas banais. São os yes man atuais.

Com a foto no topo, entretanto partilhada no FB da Gisleuda Gabriel, se poupa o meu parlapié. Azar de quem a não sabe "ler".

 

 

PS: mas se até a artista no videoclip oficial (link) comete o contrasenso de ostentar Nova Yorque... Há quem não se importe de descer uns degraus. Perdoai-lhes Senhor...

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Este post pode ser lido na continuação de Os Portugueses continuam a saber rir de sí mesmos... et "c'est ça que c'est bon!"


Paulo Jerónimo

por MrCosmos | link do post

 

 

O primeiro ministro Português actual chama-se Coelho e, politicamente, não honra a inteligência dos ilustres descendentes de Gama. Um dos coelhinhos dos meus filhos, denominado Gama, teve uma vasta e robusta descendência que desempenhou funções pedagógicas, sociais e culturais em vários infantários e escolas primárias. Todos sobreviveram e nenhum foi guisado.

 

O Coelho Português parece que esqueceu a história de Gama e dos seus descendentes e aboliu o Ministério da Cultura. Qualquer cidadã e qualquer cidadão do mundo não pode entender esta decisão. A cultura, a arte não servem só para promover a imagem e os artistas dum país ou duma região. São tambem um factor de paz, permitindo o diálogo e o reconhecimento mútuo. E, sobretudo, a cultura, no âmbito das suas manifestações, é uma actividade que permite a emancipação e que permite lutar contra a alienação. A condição para que um homem seja livre é que ele seja culto.

 

O primeiro ministério da cultura nasce em França em 1959. Na altura, a maior parte dos países não entendem a iniciativa, embora a Dinamarca acompanhe a novidade, criando em 1961 o seu ministério da cultura. O General De Gaulle pensa que a projecão internacional do país também deve passar pela arte e pela cultura. O famoso escritor André Malraux é nomeado à cabeça do "Ministère de Affaires Culturelles". Passado meio século, a França é o primeiro destino turístico do mundo. Não se visita só a França pela variedade infinita dos seus climas, pela qualidade das suas praias, das suas montanhas, dos seus vales... também se visita a França pelo tesouro que constitui os seus patrimónios históricos, a riqueza dos seus museus, o número impressionante de festivais e de eventos culturais. E o turismo é uma das primeiras indústrias do mundo.

 

Em Portugal, o ministério da cultura só aparece em 1995 com o governo Gueterres (socialista). Durou pouco. Mas a história sempre nos ensinou que as ditaduras e os seus descendentes abominam a cultura, fonte de memória livre. Assim, o encerramento do ministério da Cultura parece um absurdo quando se verifica que as artes Portuguesas estão a serem consagradas e reconhecidas internacionalmente. Em contrapartida, apoiam-se manifestações que visam a exploração dos trabalhadores e da classe média Portuguesa. A organização do "1° Salon de l'Immobilier Portugais", de 14 a 16 de Setembro, irá decorrer em Paris. Este acontecimento, organizado por "La Chambre de Commerce de l'Industrie Franco-Portugaise (CCIFP)", visa a venda de bens imobiliários, novos ou antigos, em Portugal. O que estava à venda, por exemplo, por 250 000 euros será oferecido por 100 000 euros. 

 

Sabemos que, em França, Portugal está muito longe de ser o destino preferido dos aposentados que compram casa no estrangeiro para gozar a reforma. Também já não é o destino exclusivo dos Franceses cujo os avôs ou uma parte dos avôs são ou eram Portugueses. Os pais espiritais, Cavaco e Barroso, do actual primeiro ministro Coelho, reduziram a identidade cultural de Portugal ao Sol e à Praia. Ao trabalho dos pais, ao Sol e à Praia, Coelho quer acrescentar uma casa com piscina.

 

Fica para saber se a piscina será de água doce ou salgada: Isto a propósito de ter lido que a obra de A. de Siza em Leça está ao abandono. 

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

E se os masoquistas portugueses que tanto gostam de congeminar e vomitar  "polémicas de cordel", de cada vez que uma comitiva lusa segue para as olimpíadas, fossem aprender a ler "Os Lusíadas" na letra dos Anaquim?

 

 

 

 

Este é o nosso triste fado
Do vamos andando e do pobre coitado
Velha canção em que a culpa é do estado
Por ser o espelho do reinado.

 

E a história, por mais do que uma vez
Foi mais cruel que a de Pedro e Inês,
Levou-nos o que tanta falta nos fez
Sem deixar razões ou porquês.

 

Temos fuga ao fisco, estradas de alto risco
Temos valiosos costumes e tradições.
O que eu não percebo, se nos maldizemos
Quais as razões?

 

Temos Chico espertos, burlas e protestos
Temos tantos motivos para sorrir
O que eu nem imagino qual será a desculpa,
Que vem a seguir?

 

Gosto tanto deste país
Só não entendo o que o faz feliz,
Se é rir da miséria de outros quando a vemos
Ou chorar da nossa própria quando a temos.

 

Gosto tanto deste país
Só não entendo quando ele se diz:
Senhor do futuro, maduro, duro, mas seguro,
E eu juro que ainda não o vi.

 

música: "Os Lusiadas" - Anaquim

 

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Paulo Jerónimo

 

por MrCosmos | link do post

 

0 Festival de Cinema de Vila do Conde levantou uma pergunta pertinente: O que seria o mundo sem o cinema Português ?

Julien Gester dedica um interessante artigo à 20ª edição do Festival de Vila do Conde e, igualmente, ao cinema Português.

Um cinema que sabe inovar e que não abandona a sua vertente artística, reivindicando-a.

 

O atual governo Português deixou de subsidiar a produção cinematográfica portuguesa!

Ele mostra à cena internacional o seu desprezo pela cultura!

Os recentes prémios alcançados ("tabu" e "Salaviza") são uma enorme derrota para o atual governo Português!

Este ultimo não pode negar que o cinema Português proporciona projeção internacional!

 

Solidários com o Cinema Português, somos...

 

Fonte: Libération, 18 juillet 2012, p. 23

 

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

The famous Madger's back heel goal that baptize this type of move in the Final of the European Champions Cup

  

When I returned to Portugal in 1983, FC Porto was taking its first steps on a long journey that goes on still today.

After doing a long "journey in the desert" fasting for 19 years without a title from the Portuguese League (1959 - 1978); it was the duo of Jose Maria Pedroto (Coach) and Jorge Nuno Pinto da Costa (Head of Football Department) who gave back the taste of victory to the blue and white adepts of the Portuguese championship in 78/79 season. It was under Américo de Sá presidency, and this was the starting point to a new cycle of many exuberant victories.

 

The “Futebol Clube do Porto” has always had in its matrix the practice of the football sport, being the oldest football club in Portugal, founded in 1893 by António Nicolau d'Almeida, a merchant of Oporto Wine who has discovered football on his travels to England, however, the Club has always paid special attention to the other sports too.

Jorge Nuno Pinto da Costa, who had began in the sports leadership with the section of  Hockey Skates of its hometown the so called "Invicta” - the very Noble and Loyal City of Oporto" (D. Maria II, Queen of Portugal) ascends to the presidency of FC Porto in 1982, marking a definite turning point in the club history.

 

Concerning sport FC Porto wins in the very same year its first international title: the Cup of the Cups Hockey skates and two years later, reaches the final of the same competition but this time in football, losing the Cup against “Juventus”. The street hockey, which until 1982 did not have any title - national or international - made the Cup - Winner Cup - the first step in a journey towards the top of Portugal and World top… Back to the Winner Cup it won several Cups in 1983 winning a "pentacampeonato" (5 consecutive championships) between 1982 and 1987 and was crowned Champion of Europe in 1986 and 1990. Concerning athletics, Aurora Cunha adds titles, she won the Road World Championship 3 consecutive times (1984/85/86).

 

When I arrived to Portugal, the new cycle initiated by Pinto da Costa had only a few months, but beyond the major factor that was the equipment of FCP, and also the City where I lived and had this football club - San Sebastian. There was Paulo Futre a football player hired from the ranks of SL Benfica was giving the first signs around the world, and I also succumbed to his talent, making me one of his enthusiastic fans.

Futre and Gomes - Fernando Gomes: a duo of advanced players that made "weep" large crowds, some with joy and other for disappointment or terrible envy...

 

Yes, I cried, and I remember perfectly even being eleven years old, sitting in a kitchen bench, watching the game in a black and white television, and there was my Porto: in the final of the trial queen of the football competitions: The European Champions Cup, now called UEFA Champions League.

We were in 1987 when it was the "great glory" of FCP concerning football, with the conquer of this trophy, the European Champions Cup in Vienna against Bayern Munich with a memorable goal from heel Rabah Madjer, which consequently put the team playing in the Intercontinental Cup against Peñarol of Montevideo, during this match the Portuguese team won, and that “only” represents the title of the World Champion Club! And finally "we" played the European Super Cup in 1988 against the Amsterdam club - Ajax.

 

Also internally FC Porto began to draw a domain that has extended till today.

The 1990s were especially successful for the football team which was eight times a champion, five consecutive times this was the "Penta" history, who had never been achieved in Portuguese football History. FC Porto was also being successful in roller hockey (including the international level, winning two Cups ESRB), basketball, swimming and boxing. In 1993, the Cultural Council has organized several cultural events to mark the centenary of FCP and has been edited a commemorative numbered medal. FC Porto in 1995 surpassed the 100 thousand members and the following year, was the first time an athlete from FC Porto won an Olympic medal: Fernanda Ribeiro won the 10,000 meters and brought the gold medal from Atlanta (four years later she would bring the bronze medal from Sydney). Concerning handball, FC Porto in 1999 regained the title of national champion which had fled 31 years ago. As a matter of fact, 1999, has been the year of “Penta” too, scored a perfect season for the club who won the four most important modalities concerning the Portuguese sports panorama: football, hockey, handball and basketball.

 

At the beginning of the XXI century Jose Mourinho arrived to Antas after having worked as head coach at Sport Lisboa Benfica and having been outstanding in União de Leiria. It was thanks to him that Porto football team returned to international titles.

 

Winning the UEFA Cup, today called Europe League in 2003 and the UEFA Champions League in 2004, already in the new Dragão Stadium – it was a time when FC Porto again achieved full national recognition, it became champion in the four ways. In the very same year, the coach Victor Fernandez won the second Intercontinental Cup which would be added to the “portista” trophy list, a endured game and in the end, after his victory offered to “portistas”, it makes me go back to my 11 when I still was a kid any kid like me in 1987 would have liked it...

 

FC Porto is now a recognized Portuguese Club, which “gives cards” and is respected as one of the leading ones among the best international teams, being very well known. Its records, surpassed this year (2011) the rival SL Benfica: record of national football titles (68) and some of these – thirty - are very recent and so I could watch them happening…

 

The following major conquests are: the National and International Championships, dozens of others have been discounted here many Cups and Super-Cups of Portugal could be included in its records:

 

1983 - Cup Winners Roller Hockey Cup.

1984 - First European Football Final (Cup Winners).

1986 - European Champion Clubs' Cup and Continental Roller Hockey Cup.

1987 - European Champion Clubs' Cup, Intercontinental Cup and European. Super Football Cup.

1990 - European Champion Clubs' Roller Hockey Cup.

1994 - CERS Hockey Cup.

1995/96/97/98/99 - National Championship, National Football "Pentacampeão"

1997 - CERS Hockey Cup.

1999 - National Handball title (after 31 years) and national Basketball Championship.

2003 - Champions of the UEFA Cup (Football).

2004 - Champions of the UEFA Champions League, Intercontinental Cup

2006/2007/2008/2009 - National Championship - National Football "Tetracampeão".

2011 - National Champion, Champion of the Europe League, in football. National Handball title, national Basketball title, national hockey title ("decampeão" 2000 - 2011 consecutive).

2012 - National football Championship.

 

Paulo Jerónimo

Trabalho desenvolvido no âmbito de formação de Lingua Estrangeira

por MrCosmos | link do post

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