A forma como o panorama do audiovisual português se alinha tem o seu quê de interessante.

Verifica-se uma trilogia de sectores que definem uma linha condutora e acaba no traulitar dos consumidores.

Essa trilogia divide-se entre o mundo da arte musical, passando pela produção generica audiovisual que em Portugal se resume a telenovelas, acabando na playlist das rádios.

E se as rádios nacionais, em conluio com as editoras, deram cartas outrora formatando o percurso de bons ou maus músicos e musicas, hoje são as telenovelas que marcam o passo.

Vide o caso da música aqui hoje. Ela é de 2009, integra a banda sonora da telenovela sensação do momento e  que surgiu no final deste verão, e acabou na berra das playlist de rádios portuguesas ao ponto de integrar a da conservadora Antena 1 - Emissora Nacional Portuguesa.

Às radios mais atentas, se quiserem, basta anteciparem-se. A excessão de temas criados para os genéricos das produtoras, para a seleção de musicas novas com dois dedos de testa se percebe que o segredo reside no apostar em músicas com ritmos que peguem ao ouvido de estaca.

Esta musica já tocava numa rádio local há mais de dois anos, e o critério de escolha foi esse, associado ao imaginário de quem a escolheu, das duas gajas que se beijam no final do vídeo invertendo toda uma letra, que a Antena 1 nem sonha...

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Sobre o assunto existem estudos científicos originados pelo pai da psicanálise Sigmund Freud. É evidente que uma criança educada por dois homens ou duas mulheres enquanto pais, alterará o seu percurso humano. Chama-lhe a medicina de 'O Complexo de Édipo', e podes ler sobre ele aqui .

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 Édipo, segundo a mitologia grega, mata o pai por desejar sexualmente para ele a mãe

 

A co-adoção por casais do mesmo sexo foi a primeira lei aprovada pelo novo governo de estrema esquerda ainda antes mesmo de ser assumida a sua posse. 

Aprovada que está, e lamentavél que quem foi, ou é contra a lei, nunca tenha argumentos válidos que defendam a sua ideia para além dos seus próprios autos de fé e valores cristãos, de resto, atitude em nada distinta da argumentação utilizada pela esquerda parlamentar na defesa da imposição de seus fanáticos dogmas politicos. Exagerado será não ver que estamos perante a imposição de uma anarquia muito para além daquilo que são valores individuais, pois que interfere com a saúde clínica de um ser em crescimento em Portugal, logo, com o futuro da sua sociedade.

É a lei de Murphy (se pode correr mal, vái correr mal). Quando se teme que o caldinho de governo que temos na Assembleia da República se possa preparar para transformar o velho pais de brandos costumes no, de todos, brevemente o mais liberal da Europa e, porque não, do mundo. O que não sendo uma ideia propriamente desagradável, também não sei se agrada de todo.

Vamos-nos deitar a advinhar? Então vá lá, advinha-se portanto o que o próximo decreto da esquerdalha - [i.e.] esquerda + canalha - garotos na gíria popular (os do BE), e de quem os come ao pequeno almoço (PCP) estará a preparar como uma das grandes revoluções e prioridades do país: a despenalização das drogas leves? In extremis, direito dos pais ao infantícídio, como na América?

Eles andaram foi a estagiar e fazer Erasmus demais no país das papoilas holandesas.Só pode.

Mas alguém os avisou que aquilo não era para fumar?

 O Complexo de Édipo musicado pelos Xutos e Pontapés

--

Paulo Jerónimo

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música: Mãe - Xutos e Pontapés

 

 

 

Se por vezes me questiono sobre a necessidade de alguma coragem para um Português atual se envolver, mesmo que esporadicamente, com o idioma francófono, não tenho qualquer dúvida de que aplicar a língua de Asterix e Obelix neste pais - onde a mentalidade "tuga" ainda polula - exige no mínimo e sem dúvida de ousadia.

O tema do dia hoje pelo Facebook passou por aqui. 

A coreografa e professora de dança Vanda Costa ousou concluir um espetáculo de dança, de forma sublime ao som do tema "Le Sens de La Vie" da artista Tal, a "Rihanna francessa" (chamemos-lhe assim)  e como tal, diz que não se livrou de ser questionada sobre o uso do francês ali.

 

Nada que se estranhe entre o Mui Nobre Povo. Apenas mais um apanágio dum pais complexado por muitos dos "seus" , entre outros. Um povo mais enebriado por gostos prosaicos, bafejados por demasiadas americanadas boçais ou inglesadas banais. São os yes man atuais.

Com a foto no topo, entretanto partilhada no FB da Gisleuda Gabriel, se poupa o meu parlapié. Azar de quem a não sabe "ler".

 

 

PS: mas se até a artista no videoclip oficial (link) comete o contrasenso de ostentar Nova Yorque... Há quem não se importe de descer uns degraus. Perdoai-lhes Senhor...

--

Este post pode ser lido na continuação de Os Portugueses continuam a saber rir de sí mesmos... et "c'est ça que c'est bon!"


Paulo Jerónimo

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E se os masoquistas portugueses que tanto gostam de congeminar e vomitar  "polémicas de cordel", de cada vez que uma comitiva lusa segue para as olimpíadas, fossem aprender a ler "Os Lusíadas" na letra dos Anaquim?

 

 

 

 

Este é o nosso triste fado
Do vamos andando e do pobre coitado
Velha canção em que a culpa é do estado
Por ser o espelho do reinado.

 

E a história, por mais do que uma vez
Foi mais cruel que a de Pedro e Inês,
Levou-nos o que tanta falta nos fez
Sem deixar razões ou porquês.

 

Temos fuga ao fisco, estradas de alto risco
Temos valiosos costumes e tradições.
O que eu não percebo, se nos maldizemos
Quais as razões?

 

Temos Chico espertos, burlas e protestos
Temos tantos motivos para sorrir
O que eu nem imagino qual será a desculpa,
Que vem a seguir?

 

Gosto tanto deste país
Só não entendo o que o faz feliz,
Se é rir da miséria de outros quando a vemos
Ou chorar da nossa própria quando a temos.

 

Gosto tanto deste país
Só não entendo quando ele se diz:
Senhor do futuro, maduro, duro, mas seguro,
E eu juro que ainda não o vi.

 

música: "Os Lusiadas" - Anaquim

 

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Paulo Jerónimo

 

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Everybody

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"Mel do Monte" é a miúda.

"Miúda" , que é precisamente o nome do agrupamento com este tema musical arrojado, e que conta com Pedro Puppe (OIOAI) nas letras, bem como com Tiago Bettencourt juntamente com Fred (Orelha Negra) nos arranjos musicais.

Mais uma "apadrinada" pela Antena 3, que tem tudo para rebentar em pouco tempo pelas restantes rádios nacionais. veremos...

 

Mais que uma evolução, com a entrada do novo mílénio a música portuguesa tem conhecido uma certa e assinalavel revolução, nos seu vários estilos.

No entanto, este «Com quem eu quero» não deixa de ser um tema tipo "pedrada no charco", pela sua rebeldia. O Albúm para download e mais algumas curiosidades estão disponíveis aqui.

por MrCosmos | link do post

 

 

 

Devido ao fascismo, a região Portuguesa de Trás-os-Montes viveu em autarcia e num isolamento total até à queda da ditadura.

Esse isolamento autorizou conservar tradições rurais, sociais, económicas... antiquíssimas.

Por exemplo, fica-se a saber que a gaita de foles transmontana guardou uma forma mais arcaíca que a galega. 

O vinil que apresentamos é uma fonte de informações riquíssimas. 

É uma fabulosa pesquisa editada pela Radio France em 1980.

Ela é, essencialmente, o fruto do trabalho da Section d'Ethnomusicologie du Musée Instrumental de Bruxelles.

 

Como podem ler, não existam explicações em Português.

O que é curioso, já que a Secretaria de Estado à Cultura (Portugal) deu a sua contribuição. 

Muito curioso mesmo...

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Não teria sido propriamente a cultura musical francesa que dominaria a juventude portuguesa dos 80/90 , no entanto haveriam discos, melodias e temas que nos chegariam às mãos atraves dos "parentes do mês de agosto" e demais ligações emigrantes.

28º a l'ombre (Monaco) de Jean-François Maurice (1978) é um desses casos cá em casa, pelo que vai para este clássico francês a estreia Pelas Trilhas do Vinil a 45 rotações, com direito a grainhas e os sulcos do ligeiro empeno no disco, como bónus. 

Melódica, nostálgica, e com romantismo qb - mais que nem fosse, pela lingua: a roçar o lamechas,  :-) .

 

--

Paulo Jerónimo

por MrCosmos | link do post

 

 

Nem estava em crer: tinha acabado de lhe prestar a devida atenção durante a semana perante a apresentação deste álbum na rubrica diária da Rádio Autonoma a qual gosto de acompanhar. E agorar estava ali, a rir-se para mim, e a perguntar-me: Levas-me?

Claro que sim! Foi a troco de uma nota de 10, e lá sai da feira de velharias e antiguidades deste domingo de sorriso esboçado.

 

Curiosamente, havia sido induzido em erro: Já em casa, num olhar mais atento pela grafia e composição da capa, dou conta que "Águas de Março" é um tema que não faz parte deste LP, ao contrário do que o post do João Santareno me fizera crer, mas que sim: Elis de facto o canta (Águas de Março) no dito Festival de Jazz de Montreux (1979), isto a fazer fé no que youtube sobre estas coisas tem a dizer.

Em contrapartida, temos neste vinil - e não menos popular - a  "Garota de Ipanema" do mesmo Tom Jobim com Vinícius de Morais, na interpretação de Elis Regina, que citando o PortoMaravilha: "talvez não seja um acaso se Garota de Ipanema / The girl from Ipanema é canção mais vendida no mundo." Pois, mas porque será? Pergunto-me eu. Fica o vídeo da interpretação em Montreux - 1979.

 

--

Paulo Jerónimo

por MrCosmos | link do post

 

Cliquez sur l'image pour lire / agrandir # Clicar na imagem para ler / aumentar

 


 

 

Ler anunciado, aqui em França, que é possível passar um fim de semana cultural, em Portugal, é raríssimo.

Tanto mais raro que a revista Télérama Sortir parece se ter sentido obrigada a especificar:

a) A bela portuguesa não são só os cais, o vinho do Porto...

b) A Casa da Música merece, só por si, a viagem...

 

O artigo apresenta a programação da Casa da Música que em 2012 celebra a França. 

Ver e ler aqui o programa .

Três embaixadores prestigiosos aceitaram o convite: P. Boulez, P. Dusapin e C. Rousset.

Uma programação prestigiosa que prestigia a cidade do Porto.

A Casa da Música, segundo J.Chaine, é a "materialização" do Porto capital Europeia da Cultura 2001.

 

Esta obra é da autoria do arquitecto Holandês Rém Koolhaas.

E, desde sempre, a Casa da Música está presente neste espaço, conforme nossa lista de Links à direita: "Invictos, Nobres e Leais".

 

Fonte / Source: Télérama Sortir, 1 Fev 2012, p.16

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

(Cliquez sur l'image pour agrandir / Clicar na imagem para ampliar)

 

Poderíamos também ter escrito: F como Femme e M como Mulher.

Mísia afirma-se como uma grande cantora que não tem receio em clamar que os seus discos são os seus espectáculos. 

Pouco conhecida, segundo parece, em Portugal, Mísia dá uma dimensão diferente e feminista ao fado.

Interpreta o "blues Português" com palavras de mulher: as suas e as de outras poetisas, como Florbela Espanca por exemplo.

Uma maneira de mostrar que, no Fado, as mulheres também podem ser criadoras e não unicamente interpretes.

De notar que o fado é cada vez mais apelidado "blues Português", o que deixa antever uma evolução do género.

 

Fonte / Source: Télérama Sortir, 25 Jan 2012, p.10

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Não creio que a família esteja em crise. O que mudou foram as suas formas tradicionais. 

Se uma só mãe e um só pai já não são um modelo de referência, subsiste na visão da família a dimensão do sagrado e do bem estar.

Citando dois slogans publicitários Franceses: "Como dizem as minhas duas mamãs, a família é sagrada", "como dizem a minha mamã e o seu namorado que tem idade de ser meu irmão mais velho, a família é sagrada.", ....

O suplemento da revista Télérama, Sortie, (21 de Dez. de 2011) dedicou várias páginas que publicitaram espectáculos sobre a família durante as festas.

A abertura faz-se sobre fundo de vinil: Porquê tal escolha?

 

Foto: Op. cit. 21 de Dez. de 2011, p.4

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

As vezes pergunto-me, modesta e sinceramente, se os Anaquim com este tema, não musicaram o espirito tão "cosmético" da nossa tag "Orgulho Lusitano".

Boas entradas, aquém e além mar!

 

por MrCosmos | link do post

 

 

 

Um alemão, Kai Streier (com ascendência portuguesa), escreve e canta em inglês, ao ritmo de um flamenco, acompanhado à guitarra portuguesa (por André Matos), num tema que aborda velhos preconceitos envoltos de tabus antigos típicos dos tempos da ditadura portuguesa, tema esse que acaba por ser inspirado nos conselhos, que ouvira contar, que a avô do artista teria recomendado à sua mãe, uma Jovem portuguesa de Alqueidão da Serra, para quando atravessa-se a fronteira. Preocupações de uma mãe que vê a filha alinhar no êxodo português que houve para França e Alemanha e outros países na década de 60.

 

A portugalidade e os seus mais de 800 anos de história são um dos mais antigos legados para a humanidade, e a mescla de tantas culturas patentes nesta versão de Kai Streier - "Evil Spain" , comprova precisamente isso.

Por isso e sobre o vídeo: muito bem esgalhado, ao bom estilo de deserascanço "portuga", picardando os nossos vizinhos de fronteira. Um portento, portanto!

 

As legendas do vídeo podem ser traduzidas para português usando a função do player CC após fazer play.

Este tema pode ser lido na continuação de O Fado e o Teatro de Sombras Chinês

--

Paulo Jerónimo

por MrCosmos | link do post

 

"O nome de Cesária Évora confunde-se com o de Cabo Verde."

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E é ela que eterniza universalmente essa palavra de sentimento tão lusitano.

Continuando na senda da introdução citada: "Que a terra lhe seja leve."

De acrescentar que não consigo dissociar esta singela homenagem e sentimento,

do melhor sítio que conheço de expressão cultural cabo-verdiana: ao Café Margoso.

Paulo Jerónimo

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