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O texto de Guimarães Rosa Grande Sertão: Veredas é o maior romance da literatura de expressão portuguesa. Este texto está para a literatura de expressão portuguesa como Finnegans Wake de J. Joyce está para a literatura de expressão inglesa.

 

É um livro que assenta numa linguagem criada por G. Rosa para definir o seu Cosmos (tal como o fizera Joyce). Um Cosmos que é uma combinação e oposição simultânea entre: O "material" e o "espiritual", o bem e o mal... O "material" é a linguagem, a luta pela expressão; O "espiritual" é a memória, a luta entre valores (bem / mal), o porvir. Para que as personagens possam ser fluidas, combinando oposições, o autor dá nascença a uma nova língua.

 

As primeiras páginas não são fáceis de entender. Mas com o decorrer da leitura o universo "Roseano" abre-se. Existe um dicionário pensado por Nei Leandro de Castro que pode ajudar: Universo e Vocabulário do Grande Sertão (Livraria J. Olympio Editora, Rio). Mas continuo a pensar que depressa se entende que "canoar" é navegar em canoa ou que "ventear" é produzir vento...

 

O Sertão é o Cosmos que pinta a união e a oposição entre o aquém e o além, o bem e o mal...Na descrição da evolução da batalha entre as bandas rivais de jagunços todas as formas e temas maiores são salientados: O romance de cavalaria, o romance épico, o pacto com o diabo, o naturalismo, a crença, o esoterismo, o existencialismo...

 

O nome dos personagens é também muito importante. Tomemos, por exemplo, Riobaldo e Diadorim. Riobaldo é o jagunço letrado que vai para a guerra. Ele tem que vencer e faz um pacto com o diabo. Está também apaixonado por Diadorim. O seu código proíbe amar homens. A sua existência fica dividida por esta oposição. Na batalha final, Diadorim morre e Riobaldo descobre que a sua paixão é uma mulher disfarçada em homem. Um tema muito clássico da literatura medieval: Diadorim disfarça-se de mulher para poder acompanhar o seu pai na guerra. Como é também um tema muito clássico o pacto com o diabo. Está presente quer em Goethe (Fausto) quer em Pessoa.

 

De novo se expressa a noção de movimento: O bem, o mal, o convencional, o "inconvencional"... num perde-ganha-perde-ganha... O subtítulo da obra é "o diabo na rua, no meio do redemoinho..." dá a sensação de agitação, mudança, novidade...

 

Já é menos clássico que o pacto com o diabo apareça, linha menos linha, no centro da narração, criando uma simetria. Já é menos clássico a polissemia do nome Diadorim: Dia-dor-im. A primeira sílaba reenvia para a palavra "dia" e também para a primeira sílaba das palavras "diabo" e "diálogo"... O dia da dor? O diabo da dor? O diálogo da dor?... Podem haver várias interpretações. O sufixo "im" é um sufixo que acentua a insistência como, por exemplo, na palavra "mandarim": Mandar+im. O nome da personagem Rio+balde evoca, sobretudo, a palavra rio que lembra a água, a vida, a viagem, a foz, novos mundos. 

 

O texto elaborado por Guimarães Rosa termina com o símbolo do infinito. A palavra "fim" não pode existir no Cosmos, no diálogo entre o aquém e o além, entre o bem e o mal. Deste permanente diálogo nasce da boca de Riobaldo a frase que atravessa repetitivamente toda a narração: "Viver é muito perigoso". O Cosmos é Deus e o diabo é o seu subconjunto, não podendo um existir sem o outro. E Riobaldo explica que quem decide somos nós e que somos nós os únicos responsáveis por nossas decisões. Eis as últimas palavras do texto que antecedem o símbolo do infinito:

 

"Amigos somos. Nonada. O diabo não há! É o que eu digo, se for... Existe é homem humano. Travessia."

 

O texto de G. Rosa conheceu outras edições. E é estranho que algumas tenham esquecido o símbolo do infinito como também transformado a capa com todos os pormenores e signos desejados pelo autor.

 

Porquê? Sim, porquê? 

Nuno 

obs: Para Gisleuda, o prometido é devido.

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Em 25 de Abril de 1974 é derrubado um dos sistemas fascistas mais longos da história Europeia.

Quando é anunciada o início da Revolução dos Cravos, nenhum média Francês tinha um correspondente permanente em Lisboa.

Pior que isso: Nenhum média internacional estava em condições de retratar os acontecimentos Lusos.

Portugal fazia parte do que se chama "zonas cinzentas do planeta". Não existia... 

Para os jornalistas estrangeiros, a imprensa estava demasiada comprometida para ser fiável.

 

No que toca ao desporto, o futebol era a modalidade posta em relevo.

Durante cinquenta anos, os clubes de Lisboa são campeões.

O que é curioso!? Os dados falam só por si!

Tal como na Espanha Franquista os clubes da capital são campeões.

Só após a queda do fascismo foi possível ver o FC Porto, clube popular do Porto, ser campeão nacional.

Um clube que se tornou famoso graças aos seus títulos europeus e mundiais.

É também o primeiro a ter proporcionado a um jogador Africano (Madjer) ser campeão Europeu.

 

A peça aqui apresentada parece elucidar o que foi exposto. 

Sporting e Porto estão separados por dois pontos no topo da tabela.

Um jogo que se realizou uma semana antes do 25 de Abril.

 

Fonte: República, 18 Mar 1974 

Nuno

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Devido ao fascismo, a região Portuguesa de Trás-os-Montes viveu em autarcia e num isolamento total até à queda da ditadura.

Esse isolamento autorizou conservar tradições rurais, sociais, económicas... antiquíssimas.

Por exemplo, fica-se a saber que a gaita de foles transmontana guardou uma forma mais arcaíca que a galega. 

O vinil que apresentamos é uma fonte de informações riquíssimas. 

É uma fabulosa pesquisa editada pela Radio France em 1980.

Ela é, essencialmente, o fruto do trabalho da Section d'Ethnomusicologie du Musée Instrumental de Bruxelles.

 

Como podem ler, não existam explicações em Português.

O que é curioso, já que a Secretaria de Estado à Cultura (Portugal) deu a sua contribuição. 

Muito curioso mesmo...

Nuno

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O fotografo Cédric Delsaux acaba de editar um livro que nos apresenta planos, imagens, cenas e lugares onde as paisagens humanas se misturam com as personagens da obra de George Lucas, Star Wars.

Se George Lucas adora o livro, os fãs da saga estão muito mais cépticos...

Fonte: Dark Lens, Cédric Delsaux, ed. Xavier Barral, Out de 2012. / Foto: Libé, p.VI, 19 de Out de 2012

Site: www.cedricdelsaux.com

Nuno

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No seu conjunto, a imprensa Francesa, na última semana de Março, apresentou a polémica e as interrogações técnicas levantadas em torno do restauro do quadro de Leonardo da Vinci: A Santa Ana.

Dois membros da comissão de restauro demitiram-se. Certas críticas continuam. Assim, para alguns, a cara da Virgem parece esmagada.

A operação demorou 18 meses, custou 200 mil euros e foi financiada por um mecenas Chinês.

Diz-se que não é amanhã que terá lugar o restauro dum outro quadro de Da Vinci... O último foi em 1950.

 

Existem tabus que nos escapam?

 

Foto: La Croix, 30 Mar 2012, p.22

Este post deve ser lido como a continuação de Perguntas Indiscretas? Nº7

Nuno

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Ler anunciado, aqui em França, que é possível passar um fim de semana cultural, em Portugal, é raríssimo.

Tanto mais raro que a revista Télérama Sortir parece se ter sentido obrigada a especificar:

a) A bela portuguesa não são só os cais, o vinho do Porto...

b) A Casa da Música merece, só por si, a viagem...

 

O artigo apresenta a programação da Casa da Música que em 2012 celebra a França. 

Ver e ler aqui o programa .

Três embaixadores prestigiosos aceitaram o convite: P. Boulez, P. Dusapin e C. Rousset.

Uma programação prestigiosa que prestigia a cidade do Porto.

A Casa da Música, segundo J.Chaine, é a "materialização" do Porto capital Europeia da Cultura 2001.

 

Esta obra é da autoria do arquitecto Holandês Rém Koolhaas.

E, desde sempre, a Casa da Música está presente neste espaço, conforme nossa lista de Links à direita: "Invictos, Nobres e Leais".

 

Fonte / Source: Télérama Sortir, 1 Fev 2012, p.16

Nuno

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De 26 a 29 de Janeiro teve lugar o trigésimo nono Festival de Banda Desenhada de Angoulème.

É um acontecimento cultural importante na sociedade Francesa.

Em relação a 2010, a produção aumentou de quase 5 por cento. Foram publicados 5327 títulos de Bd.

 

Mais de um terço destes novos títulos são mangas asiáticos. 

O presidente do festival é Art Spiegelman, o pai de Maus, vencedor da edição 2011. 

Duas Bd já aqui apresentadas fazem parte da seleção oficial:

Pour en finir avec le cinéma de Blutch

Portugal de Cyril Pedrosa

 

Art Spiegelman também realizou uma obra, MetaMaus, onde se interroga sobre a escolha da Bd para tratar o Holocausto...

 

Foto: Zoo, Jan de 2012, p.6

Este post pode ser lido como a continuação de A Bd pelas trilhas do vinil 

Nuno

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Não creio que a família esteja em crise. O que mudou foram as suas formas tradicionais. 

Se uma só mãe e um só pai já não são um modelo de referência, subsiste na visão da família a dimensão do sagrado e do bem estar.

Citando dois slogans publicitários Franceses: "Como dizem as minhas duas mamãs, a família é sagrada", "como dizem a minha mamã e o seu namorado que tem idade de ser meu irmão mais velho, a família é sagrada.", ....

O suplemento da revista Télérama, Sortie, (21 de Dez. de 2011) dedicou várias páginas que publicitaram espectáculos sobre a família durante as festas.

A abertura faz-se sobre fundo de vinil: Porquê tal escolha?

 

Foto: Op. cit. 21 de Dez. de 2011, p.4

Nuno

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No final de Outubro de 2011, para marcar o acontecimento da retirada das tropas US do Iraque, o diário Libération decide reproduzir a entrevista com F.F. Coppola realizada, por Marc Kravetz. Foi há 32 anos.

 

Não farei qualquer comentário. Lembro apenas que Star Wars, interpretando as palavras de Coppola, é já na época muito mais que uma simples saga...

 

Segue a tentativa de tradução da entrevista:

 

Um filme sobre a guerra do Vietname, uma história onde o Vietname não é mais que o cenário duma viagem interior, o filme trata de uma guerra diferente, da sua guerra?

A melhor coisa que fiz foi ultrapassar os problemas de actualidade a propósito do Vietname. O que estava a fazer a América no Vietname? Qual era a política do governo Americano em relação aos movimentos que nos Estados Unidos tentavam parar com a guerra... São perguntas que o meu filme nunca aborda. Isto não tem nada a ver com a condição humana nem com os temas que queremos explorar, a moral confrontada com os seus limites, o horror. É verdade, o Vietname é utilizado como o cenário duma enorme peça concebido como um mistério da Idade Média. (...)

 

Disse numa entrevista que Georges Lucas, o realizador de "Star Wars", podia se o desejasse fabricar um presidente dos Estados Unidos...

Sem qualquer dúvida. Pode-o verdadeiramente.

 

E você?

Provavelmente também. Excepto que o presidente dos Estados-Unidos já não tem grande peso. Eu tenho mais importância que ele.

 

Como isso?

Na medida em que posso dizer peguemos em quinze milhões de dólares e façamos um filme, escolhendo todos os ingredientes necessários para agradar a um vasto público e em temas que podem ser entendidos e transformados em acção. Pode-me dizer qual outra pessoa é susceptível de tomar esta decisão e realizar um tal objectivo?

 

Não é "o" poder; Unicamente aquele que modifica algumas ideias...

O que há de mais importante? Como fizeram os nazis antes de obterem a totalidade do poder? Lembre-se que só conheciam o cinema a preto e branco. Imagine o que se pode fazer na idade da electrónica, quando o planeta poderá ver, ao mesmo tempo, as competições olímpicas, a entrega dos óscares em Hollywood ou um combate de Mohamed Ali.

 

Tem uma grande confiança na tecnologia?

Um dia alguém inventou uma máquina que permitia fabricar barato tecido em grande quantidade, isso provocou a revolução industrial. As pessoas que lêem o jornal nos seus sofás predizem que nada acontecerá e, contudo, um dia isso acontece. O cinema é muito pujante. A televisão mais ainda. Tudo o que pensamos, a nossa ideia do bem ou do mal, os nossos gostos, a nossa linguagem são formados pelos média. O progresso tecnológico vai decuplar tudo isso, permitir a difusão imediata das produções audiovisuais. Tenho a impressão que os governos não tratam verdadeiramente dos média, não vêem até ponto tudo está prestes a arrebentar. Finalmente, é bom sinal. Se as pessoas que estão no poder não estão conscientes do que lhes acontece, não ficarão muito tempo no poder. (...) A América, uma certa América, está a morrer. A minha ideia, talvez o meu sonho, é que estamos na véspera duma mudança incrível, o maior da época moderna e que, daqui a oito ou dez anos, já não viveremos no mesmo mundo. Os Estados Unidos vão morrer, mas o país é tão rico, tão diverso com as suas populações vindas de todos os lados que renascerá de maneira mágica. Mas já não se tratará dos Estados Unidos. (...)

 

Neste filme, acumulou os símbolos culturais americanos, "bunnies", "steaks", "surf" mas também"hasch", "lsd", "a música rock", sub-conjuntos apresentados como pertencentes a sistemas com valores antagonistas?

Sim. Queria mostrar que o Vietname dos Americanos não era mais que a própria América, que tudo o que se passava em Los Angeles também se passava no Vietname. É por isso que no barco, a um dado momento, se vê uma foto de Manson que matou para protestar contra a guerra. O personagem acaba de receber uma carta da sua namorada com o recorte do jornal e bolachas. Ele come as bolachas e vê a foto. E acha que esse Manson é decididamente esquisito. Todavia, ele está no Vietname. Ele vive diariamente no horror. A loucura está em todos os sítios. As pessoas que não gostam do filme dizem-me que Brando não diz nada. Brando diz muita coisa. Lê o "script". Trabalhámos consideravelmente sobre o seu texto. Era preciso dar a aceitar um rosto que fale num plano muito grande, contrariamente a todas as regras cinematográficas. Ver-se, por fim, tal como se é e aceitar-se, mesmo ao preço da morte. É isso que quer dizer Brando no fim.

 

Podemos dizer que Apocalypse Now é a guerra fora de si e dentro de si, um Vietname espiritual ao mesmo tempo que uma rigorosa re-construção?

Exactamente. Não é a crónica verista duma guerra verídica. É a guerra na sua essência.

 

Que diz o produtor Coppola no dia seguinte de Apocalypse?

Tenho vontade, agora, de trabalhar num estúdio à moda antiga, como no tempo da Warner. Tenho uma série de filmes na minha cabeça, alguns são realmente fantásticos, mas não os poderei realizar com uma máquina. O estúdio é a máquina. Vou tentar construir um. Evidentemente, é um empreendimento de centenas de milhões que não posso assumir só. Preciso encontrar sete ou oito realizadores que estejam de acordo para se lançarem nesta aventura. Um estúdio "hollywoodiano" na tradição da MGM. Mais pequeno, com certeza. Enfim, não muito mais pequeno. A MGM era fantástico. Mais pequeno, apesar de tudo.

 

Este post pode ser lido como a continuação de Os projectos futuros de Coppola

Nuno

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"Quando Lula chegou ao poder, havia uma lista de eventuais ministros que circulou. Eu fazia parte dela, mas tomei a dianteira e disse "não". Eu não acredito muito na política institucionalizada."

 

Fonte: So Foot, Hors-série,2010, p.173

Nuno

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O Fado, canto Português nascido do comércio triangular e da escravidão, acaba de ser declarado Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Esta distinção diz também respeito, este ano, ao "Teatro de Sombras Chinesas", à "Equitação de Tradição Francesa", etc.

Não entendi muito bem o nacionalismo bacoco que gira, em alguma imprensa portuguesa, em torno desta notícia.

Desde há muito que o Fado é um género musical universal. Porquê querer rebaixa-lo a um nacionalismo?

 

Imagem: Fado, chant de l´âme, Véronique Mortaigne, p. 88, ed. Chêne, Paris, 1998

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Muito foram desrespeitados os emigrantes, em férias em Portugal, quando empregavam a palavra "retrete" por reforma ou, por exemplo, a palavra "vacanças" por férias.

Tendo vivido debaixo do fascismo, tais regalias sociais eram-lhes desconhecidas. Limitaram-se a "aportuguesar" conceitos linguísticos e regalias sociais que faziam parte da sua vivência quotidiana em França e que o fascismo Português sempre lhes negou.

No âmbito deste contexto, nenhum sociólogo ou historiador esclarecido pode acreditar que o Estádio da Luz tivesse sido construído, em suas horas livres por benévolos cidadãos que trabalhavam do nascer ao pôr do sol.

A menos que Lisboa não fosse Portugal... E que os trabalhadores de Lisboa tivessem regalias que os outros trabalhadores fora de Lisboa não tinham...

 

Estranha também a ideia, para um historiador, que as Assembleias do Benfica fossem uma aprendizagem da democracia... Como se o Salazarismo, herdeiro nato das práticas da Inquisição, não tivesse olho em tudo... 

A história, quando pode ser ensinada, desencadeia questionamentos e interrogações.

Estranho que se esqueçam os panfletos dos desertores e dos pacifistas e, também, de movimentos políticos que denunciavam a presença do Benfica, em Colombes, para levantar o moral dos Portugueses que viviam em bairros de lata, para lembrar "a pátria amada"... ou/e  remessas amadas...

 

E, actualmente, também, não deixa de ser curioso que o Benfica se proclame o clube com mais adeptos no mundo. O que é ridículo! Mas não nascerá esta ideia na continuidade da megalomania desenvolvida pelo Fascismo Salazarista?

E talvez não seja uma simples contradição se, após o 25 de Abril de 1974,o FC. Porto é o clube com maiores simpatizantes na e/imigração, em França.

Mas esta dialéctica, algo que custa a entender aos jornalistas desportivos que só pensam no Benfica e, por arrastamento, no Porto (realidade obrigatória ) ... só deu luz ao direito à preguiça, graças ao FC.Porto: Ao Direito de ser a "Sua Terra".

E talvez não seja um acaso se o Direito à Preguiça originou uma obra de arte longe do (ou de?)  Benfica e de Lisboa? 

 

Qual é o único estádio de futebol digno de interesse em Portugal: Link ?

Contudo, fica para saber como é que alguns dos porta-vozes  do FC. Porto e alguns dos seus adeptos podem empregar, ainda hoje, a palavra "regime", referindo o Benfica?

Ao que se referem e a quem se referem? É muito confuso politicamente...

É que Portugal, apesar das suas imperfeições, é um país democrático. Não é um regime!

 

Imagem:Le droit à la paresse, Paul Lafargue, capa da obra, ed. Maspero, Paris, 1975

Nuno

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Uve Seeler é um jogador de futebol, hoje em dia, desconhecido ou esquecido.

Contudo, as estatísticas não mentem. Partilha com Pelé uma proeza estatística fora de série no âmbito da História mundial do futebol.

As suas palavras, como antigo jogador de futebol, são questionantes, no que diz respeito à memória da história e da Humanidade.

 

Na entrevista dada à revista So Foot, deste mês de Outubro de 2011, afirma:

"Foi só na escola que soube o que tinha feito Hitler. Naquela época, tinham-no vendido de modo diferente. É como hoje na Líbia: Não se pode imaginar que se possa fulizar o seu próprio povo."

 

Fonte e Foto: So Foot, Out de 2011

Nuno

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Considero a Bd Manga, Homunculus, a melhor Manga de sempre no âmbito das que li.

É uma opinião subjectica.

Penso que é uma reflexão a propósito do que é o cérebro humano e das "neurociências". É de atualidade!

Com o número quinze, múltiplo de três, findou o relato... mas não a nossa interrogação que, essa, continua....

 

Este post deve, absolutamente, ser lido como a continuação de Homunculus: A referência da Bd Manga

Foto: Imagem da penúltima página do tomo XV.

Nuno

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Na entevista dada à revista So Foot, deste mês de Setembro, o escritor,  Rui Zink, releva que em Portugal tudo é pretexto para falar de futebol.

Como aponta Rui Zink, mais é demasiado.

 

Fonte: So Foot, sept 2011, p.124 /  Foto: Porto: Fotografias e texto de Werner Radasewsky e Gunter Scheneider, ed. Nicolai

Nuno

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