Pelo sim pelo não, porque já me arrempendi de não o ter feito na altura de se terem averbado no dragão outros 5-0 noutro clássico, ou porque nas redes sociais (culpadas da suspensão de assuntos neste blog) os temas são tão efémeros e voláteis, deposito neste obituário o pensamento de ontem pelo pê de T3LL0. E desafio o Nuno PortoMaravilha a fazer o mesmo.

 

 

T3ll0.jpg

 

É pá, isto não se faz!
Faltam ainda 10 minutos para acabar o jogo mas tenho de solicitar desde já o livro de reclamações aos senhores do Dragão.
Então a malta compra bilhete para assistir àquilo que se espera ser um grande clássico de futebol e apresentam-nos em palco um Bailinho da Madeira?!

Não vale!
Ao menos digam ao Jackson onde estamos, que em portugal tal dança não tem passo doble... ao quaresma que se deixe de invenções porque esta não é uma coreografia cigana, é da terra do amigo Ronaldo portanto não vale trocar o passo ao adversário, não vale... e ao Lopetegui que não estamos no País Basco nem na tropa, pois que o Bruno de Carvalho não é propriamente dirigente da ETA nem era preciso acertar-lhe o passo... é que sinceramente... assim não há condições!

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Paulo Jerónimo

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"Viver só em Lisboa, com 11 anos, era muito complicado. A língua é quase diferente. Não é absolutamente nada o mesmo sotaque que na Madeira. Não compreendia nada."

 

Cristiano Ronaldo

So Foot-Junior, mai 2014, p.37 

Nuno

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A imprensa Francesa ganhou mais um título neste mês de Abril: So Foot-Junior. O lançamento desta publicação, protagonizado pela prestigiada revista So Foot, foi salientado pelos mídia. É, após So Film e So Film-España, o último capítulo publicado, mas certamente não o derradeiro, duma aventura editorial que começou com quatrocentos euros.

A revista, como o deixa entrever o seu nome, é destinada, sobretudo, a jovens e adolescentes. Contudo, certas "más línguas", dizem que vai ser confiscada pelos pais e adultos. Este primeiro número apresenta um dossier central dedicado a Cristiano Ronaldo que tem, por essa razão, as honras da capa.

 

Outro caderno interessante é aquele que, resumindo a história recente do futebol, aponta várias definições e escolhas do clube ideal. O único clube Português a ser citado é o FC Porto e relativamente aos itens aqui apresentados. 

E quem acredita que o Benfica é o clube com mais sócios no mundo pensa que o Sol anda à volta da Terra.

Fonte: So Foot-junior, mai 2014, pp. 48-49

 

Nuno

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A biografia futebolística de Gianni Rivera parece ter sido esquecida e diluída nas "brumas da memória", dando-se maior relevo às declarações filosóficas do Brasileiro Sócrates, às considerações terceiro-mundistas de Maradona, às concepções tácticas de Johan Cruyff, ao "design" de Beckham ou de C. Ronaldo...

Gianni Rivera foi campeão Europeu em 1969 com o Milão AC (4-1 contra o Ajax) e, em 1970, foi, com a selecção Brasileira, uma das "grandezas" da Copa do Mundo, no México. E, isto, por duas razões: Qualificou a Itália para a final (golo aos 111 minutos, contra a RFA) e apenas joga os derradeiros cinco minutos, na final perdida contra o Brasil (4-1).

 

Gianni Rivera é na altura, momento em que o futebol se torna cada vez mais atlético, muito criticado, pela imprensa Italiana, devido à sua constituição física. Chega a ser denominado "bom futebolista para jogos amigáveis" ou "sacristãozinho"...

Na entrevista que deu à revista So Foot n°108 - 2013, pp. 160-163, decorridos 40 anos, Rivera continua igual a si próprio, declarado:

 

"Ser treinador? Não tinha vontade de passar toda a minha vida em fato de treino."

 

E, para concluir, este remate:

 

"O futebol são duas coisas: a visão do jogo e a técnica. Alguns vêem o que é preciso fazer, mas não têm posses para o realizar. Alguns, ainda, sabem fazer tudo com uma bola, salvo o que seria preciso fazer. Eu tinha estas duas qualidades."

 

Fonte:  So Foot n°108 - 2013, pp. 160-163

Nuno

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Para festejar o seu décimo aniversário, a revista So Foot, nascida com um capital de 450 euros, apresenta 198 páginas de entrevistas "orgásticas" com jogadores que marcaram e pontuam a história do futebol moderno. 

Dado a conhecer, graças ao FC Porto, com a conquista da Liga dos Campeões Europeus em 1987, Paulo Futre é o único jogador Português presente no conjunto de entrevistados, destacando-se, assim, com Platini, Zidane, Ronaldinho, Hagi...

 

Após a consagração da Liga dos Campeões Europeus, Paulo Futre é transferido para o Atlético de Madrid por 400 milhões de pesetas (2,2 milhões de euros). A segunda maior transferência de sempre para aquela época. E esta transferência desagua, com o tempo, em outras. E, no âmbito da sua carreira, Paulo Futre, conhecerá Berlusconi e Bernard Tapie homens que, ainda hoje, são actores da actualidade internacional. 

Nascido em 1966, numa família operária de Montijo, Paulo Futre, depressa toma consciência da sua condição social e define-se como anti-burguês. O seu primeiro salário é destinado a comprar um gira-discos e para ouvir a música de Queen e, se a história se repetisse, tornaria a fazer greve, como jogador, aquando a Copa do Mundo de 1986. 

 

Poder-se-ia continuar a descrever a entrevista com Paulo Futre e, no fundo, poder-se-ia pensar que este depoimento não aponta nada de novo se não existissem estas palavras do mesmo Paulo Futre:

 

" ... (eu) não compreendia nada, não compreendia que se ganhássemos a final (LdC) todo o povo do Porto, ricos e pobres, ficaria feliz. E se perdêssemos todos chorariam. Porque só no Porto é que é assim."

 

Haverá melhor do que estas palavras para definir uma nação? 

O Porto é uma nação!

Fonte: So Foot - 10 ans - n°108 - pp.180-184

Nuno

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Em seis de Agosto de 1968, Miguel Torga, visitou Vilarinho das Furnas, no Gerês, véspera do dia em que esta Aldeia foi inundada. Como outras comunidades comunitárias foi escolhida consciente e politicamente pelos Serviços Florestais dependentes do governo fascista. Os sectores geográficos correspondentes à construção das barragens foram determinados, essencialmente, por razões ideológicas. Era necessário desenhar uma unidade que nunca existiu. Aceitar que "para lá do Marão mandam os que lá estão" não era compatível com o conceito de centralismo.

 

A diversidade de inúmeras "minha terra = meu país" não é incoerente com uma vivência de 8 séculos no âmbito da mesma fronteira administrativa e nacional. Miguel Torga como Fernão Magalhães é Transmontano. Se Miguel Torga, prémio Internacional de Poesia em 1972, é um ilustre desconhecido em Portugal, Fernão Magalhães, o maior navegador Português, não figura no monumento realizado em honra dos descobrimentos.

 

Não se trata, nesta nova rubrica, de construir novas teorias ou ideias. Sim de disponibilizar documentos sobre a cidade do Porto e a sua história que o centralismo lisboeta procura apagar ou normalizar na memória colectiva dos Portugueses.

 

Na foto, tirada em 1963/4, aparece a seleção de andebol da cidade do Porto. Esta seleção reunia jogadores de vários clubes da cidade Invicta e participava em torneios na Galiza. O quadro da foto é o campo de andebol do antigo complexo desportivo do FC Porto, situado na Rua da Constituição. Este complexo, guardando-se a fachada, foi totalmente renovado. 

 

Fontes: Miguel Torga, En franchise intérieure, ed. Aubier Montaigne, Paris 1982, p.347 | O Título é tirado do nome duma novela, em honra do Porto, do escritor Brasileiro Moacyr Scliar | A foto é minha

Nuno

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Bundesliga, Mapa de Época 2007-2008 (clicar para ampliar)

 

Pela primeira vez, na história da Liga dos Campeões, as meias finais deram lugar a um embate entre dois países: A Alemanha e a Espanha. E, naturalmente, os clubes espanhóis foram eliminados e a final foi disputada entre o Bayern de Munique e o Borussia de Dortmund. O encontro entre estes dois clubes veio destruir ideias e preconceitos a propósito do futebol Alemão. Este não é um espectáculo frio e racional em que a força física esmagaria a técnica e a arte de saber brincar com a bola. Antes pelo contrario: é o que podemos deduzir do deslumbramento que nos foi proporcionado.

 

O resultado vitorioso dos clubes Alemães nas meias finais é o retrato duma Liga que apresenta resultados económicos e desportivos invejáveis. A Liga Alemã tem a maior média de espectadores por jogo no mundo: 45 000. Em contrapartida, apesar de todas as estrelas que nela actuam, a Liga Espanhola conhece uma média de 28 000 espectadores por jogo.

 

A apresentação caricatural do futebol e da sociedade Alemã que, em geral, era feita pela imprensa Europeia (não Alemã) não permitiu descortinar a evolução da Bundesliga. Atestemos os preços, em euros, dos bilhetes das meias finais, por ordem crescente: Allianz Arena 40 -150; Signal Iduna Park 45 - 175; Santiago Bernabeu 70 - 325; Camp Nou 91 - 359. Os dois clubes Ibéricos apresentam, claramente, preços bem mais altos. O que pode ser considerado como uma insolência ou como um absurdo, considerando a crise e as suas repercussões distintas nas duas sociedades referidas. Mas também é possível verificar que, se o orçamento dos clubes Espanhóis é superior ao dos clubes Alemães, a reserva financeira ou divida para 2012 - 2013 é a seguinte (em milhões de euros): Bayern +129; Dortmund -40; Barcelona -350; Real Madrid -450. Resumindo, saldo de 89 milhões para a Bundesliga e déficite de 980 milhões para a Liga Ibérica.

 

Uma vez as obrigações fiscais pagas, a Bundesliga multiplicou, em dez anos, por dois os seus resultados positivos. As receitas são oriundas da bilheteria (21,2 %), direitos tv (26,2%) e publicidade (26,6%). Em 18 clubes 14 dão lucro e a Bundesliga conheceu, uma vez os impostos pagos, um lucro de 55 milhões de euros. Uli Hoeness, presidente do Bayern declarou à revista So Foot (Abril 2013) que o que fazia a força do campeonato Alemão era a ideia que "só é possível sobreviver se outros que te rodeiam sobrevivem". E, efectivamente, o Bayern contribui para ajudar e consolidar os orçamentos financeiros dos seus rivais, comprando sobretudo no mercado interno.

 

Todavia, o actual presidente do Bayern, esteve, nos anos 1990, ligado a casos de corrupção. O que, por um lado, relativiza a exemplaridade do futebol Alemão,mas, por outro,  não invalida que o Bayern tenha uma reserva financeira de 129 milhões de euros. Há vinte anos consecutivos que o Bayern tem um excedente financeiro. O que leva Uli Hoeness a dizer: " Quando os outros clubes vão ao banco é para pedir emprestado, nos quando vamos é para depositar."

 

Mas entre todos estes aspectos penso que o que sobressai é o número, a média de espectadores por jogo. Tanto mais que a classe trabalhadora Alemã conhece também as dificuldades da crise. 

Nuno

Fonte: Le Monde, Sport & Forme p.4, 27 avril 2013

Créditos de imagem: billsportsmaps.com

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A edição de Fevereiro da já lendária revista "So Foot" dedica um dossier de várias páginas ao melhor numero 9 da atualidade.

A exposição abre com a fotografia aqui presente. Uma fotografia que evita mil discursos. Não é necessário citar que entre Benfica, Saragossa e  Porto, o realismo ditava ser este o melhor clube para o futuro de Falcão.

E Falcão vestiu a camisola n°9. E não a mais deixou.

Esta mesma edição apresenta, igualmente, um dossier - entrevista com Lucho. El Comandante diz que o Porto é um clube voltado para o futuro.

Mas já são muitas páginas e, assim, fico por aqui porque senão é cousa para não se crer. 

 

Nuno

obs: So Foot, Fev 2013, pp. 26-39

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"Dizem-se muitas caralhices sobre a arte de realizar filmes. É preciso parar com essa empresa de mistificação. Ser realizador não é criar arte como a pintura ou a escrita. É mais próximo do treinador de futebol." S. Mendes

 

Fonte: So Film N°5, Nov 2012, p.76

Nuno

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Este video ao ser repescado da minha videoteca caseira e republicado à data corrente aparece um pouco descontextualizado, mas tem a sua razão de ser. 
Convêm talvez referir que o discurso aqui patente de Pinto da Costa é proferido após decisão judicial
 (da verdadeira justiça, a civil) que o inocenta das acusações do Processo Apito Dourado, ao mesmo tempo que a pseudo justiça desportiva de Ricardo Costa na Liga de Futebol punia o FCP com a retirada de 6 pontos na clasificação, já campeão (com mais de 20 pontos de distância para o segundo lugar). Dai o calor do mesmo, e os aplausos em que foi recebido pela congregação portista, e que o mesmo presidente recupere um tom de discurso de guerrilha que já fora chão que dera uvas noutros tempos (anos 90). Quando alguns previam um Dragão ferido, verificasse apenas  ou sobretudo um Dragão bastante acossado.

O ataque incisivo ao FCP (por via do seu presidente J.N. Pinto Costa) foi tão flagrante quanto estúpido ou inócuo. Basta referir que foi este «O Grande Processo» em que a Procuradoria Geral da República, do outro agora cessante, Pinto Monteiro investiu mais dinheiro e recursos.
Num momento em que já se podem começar a escrever para memória futura, as memórias do "insonso" procurador Pinto M. , "há que dar o mérito a quem o tem" (João Pinto - capitão FCP dixit) e referir que sem dúvida se tivermos de enumerar o grande caso que se pode atribuir à passagem de Pinto Monteiro pela Chefia máxima do Ministério Publico Português, foi este... derrubar o FC Porto, com ordem expressa e inédita de recorrer para instâncias superiores sempre que os tribunais não validassem a posição do Ministério Público (que nunca validaram) e assim curiosamente se quis derrubar a única instituição de sucesso resistente, ou evidente, em Portugal, e crítica ao poder central. Sim porque, vá lá, deixemo-nos de estórias da carochinha: o tratamento de investigação e ação não foi igual nem neutro, perante as demais descobertas (acidentais?) patentes e abafadas do panorama desportivo no futebol português.

Muitas linhas já foram escritas sobre o assunto, inclusive por mim na blogosfera em tempo ido, mas o curioso no meio disto tudo, e a esta distância, quando o Pinto abandona a cadeira de Procurador não deixando o sotaque de suas piadelas saudades a ninguém, foi verificar como o "sistema nacional" conseguiu pôr em sintonia discordâncias tão dispares que existiam entre os portistas (como a minha discordância contra a guerra Norte-Sul enveredada por J.N. Pinto da Costa nos anos 90, tempos do Penta) unindo um clube que se vai vendo obrigado a continuar a "chafurdar", na filha da putice que é o futebol Português (hoje com outros donos), e onde o grande mérito de Pinto da Costa reside apenas em ser "A Puta Mais Velha".


Paulo C. Jerónimo
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Captação de imagens no Estágio Progresso I (2005) | Preparação Técnica de Árbitros 1ª Categoria da LPFP

O homem que escreve a crónica aqui linkada, de seu nome Rui Santos, apelidado por uns de anti-SLB - e por isso já foi agredido à saida dos estúdios da SIC -  por outros de anti-FCP, e por outros ainda de anti-SCP, sendo que também a mim os seus argumentos “me tiram do sério” algumas vezes , só vem demonstrando ao longo dos anos ser um dos jornalistas com mais coragem no mundo desportivo.
Ciente de que esta minha assunção será pouco popular entre os adeptos, onde me encaixo, pode ser precisamente na sua impopularidade entre os leitores/espetadores e o facto de ser considerado "anti-todos" dos três grandes clubes do futebol portugês alguns dos argumentos que só demonstram isso mesmo: a sua habitual isenção quando se trata de pensamento critico naquilo que analisa.
A minha mulher já me perguntou algo do tipo: "porquê fazes tanta questão do ouvir, se vais começar já a resmungar com o que ele diz?"
Precisamente por isso, porque normalmente gosto de investir mais tempo com quem me põe a movimentar repetidamente a cabeça no sentido lateral (da esquerda para a direita), discordando, do que quem me suscita ao movimento inverso concordante (cima-baixo), assumindo que sim.
Eu explico caso tenha ficado confuso: dá mais gozo quem nos excita os neurónios pelo trânsito da massa cerebral, do que quem pelo exercício de "cocegas nos ouvidos" nos adormece a massa cinzenta.

 

Concordando com a argumentação da crónica de Rui Santos sobre quem realmente aproveita, ou tenta aproveitar, pressionando a arbitragem -que são as equipas que procuram acautelar por esta via pontos perdidos por falta de um futebol capaz em campo - e sobre a falta de condições e margem de erro para a arbitragem portuguesa, continuo a discordar na sua insistência da "verdade desportiva demagógica", como o é no caso do recurso à vídeo-arbitragem na grande parte da mesma.
Basta, ai sim, perder tempo, a apreciar as guerras de faca e alguidar do folclore televisivo do "dia seguinte" à jornada de futebol, para se chegar a mesma conclusão que ouvi lançada certa vez por um árbito perzpicaz na plateia do XIII Encontro Nacional da Associação de Árbitros Portuguesa (APAF) e que calou o já então comentador desportivo Fernando Seara (pertencente ao painel de intervenientes da mesa do encontro) perante a conclusão lançada pelo árbitro na plateia: "Se é verdade que 3 homens em campo (árbitros) falham  por vezes ao tomar alguma decisão, não é menos verdade, que três homens, num programa televisivo de segunda feira à noite ("Jogo Falado" - onde Fernando Seara era comentador), analisando as mesmas jogadas gravadas, não chegam a conclusão nenhuma ..." .
Este raciocínio (palmas!) só demonstra a subjetividade presente no recurso à video arbitragem: se pode servir de ajuda? pode. Se vai apaziguar os espíritos mais indignados com as decisões contrariantes às vontades? pelo contrário, incendiará mais. Porque depois dirse-a nos programas de segunda feira à noite, e pelos cafés deste pais: "Olha que até depois de verem o lance gravado tiveram coragem de nos roubar!!" 

 

Não sendo a video arbitragem tecnologia de "verdade científica" - ao contrario do "Chip na Bola" e demais tecnologias para a linha de golo - a mesma está ferida de morte numa "cultura da bola" como a nossa. 
E digo isto inclusive com convicção técnica, com a experiência exata e específica na recolha de imagens vídeo para análise posterior de exercícios nos próprios estágios de treino da Arbitragem Portuguesa de 1ª categoria. Existem sempre casos pontuais onde os próprios árbitros (e quem mais capacitados do que eles?) analisando as imagens, não chegam a um concenso. Vão ser os apaixonados comentadores e adeptos que observam as mesmas imagens a chegar lá?
Como tal, e perante uma duvida tão existencial quanto ao dentro ou fora da linha de Grande Área (?) , conforme sucede na dúvida que resulta da decisão do primeiro penalti marcado contra o S.L. Benfica na última jornada, concluir pelas imagens de uma câmara (pensada para os fora-de-jogo)  que não se encontra devidamente alinhada com a linha em causa onde o lance se desenvolve, é uma falásia. Sei-o, tecnicamente, e no exercício especifico de alinhamento de câmaras e recolha de imagens precisamente para avaliação de casos idênticos (em ambiente de treino) que estando a camara atrasada como esta, então os dados estão desde logo viciados para que se possa concluir sim ou não, como Rui Santos, defensor da video-arbitragem, o faz.

 

Depois, mais uma vez, Rui Santos cai em cima de uma personalidade que me convence ser cada vez mais um dos seus "ódios de estimação": Vitor Pereira, Presidente da Comissão de Arbitragem.
Objectivo é que Vitor Pereira tem sido, também ele, considerado "anti-todos os três grandes clubes", seja observando-se as reclamações dos adeptos ou dos vários agentes de futebol entre os 3 Grandes, conforme as coisas correm mais ou menos de feição. Sendo que uns demonstram-no de forma mais espalhafatosa do que outros. Aqui, e escusando-me a fazer juízos de valor sobre os outros, ao contrário da crónica em questão, as conclusões parecem-me também bastante obvias, e conforme já inicialmente concluído no que isto traduz quanto a isenção de atuação. Se agrada/desagrada a todos praticamente em igual medida...

 

Pergunta: sabem qual foi o tema em analise e discussão naquele XIII Encontro Nacional de Arbitragem Portuguesa no longíquo ano de 1999 em Porto de Mós?
Resposta: Andou à volta dos prós e contras quanto ao recurso às novas tecnologias pela arbitragem. A discussão prolongou-se pelos dois anos seguintes: no XIV Encontro em Tomar, e no XV - o de Almada-Seixal, conforme tive oportunidade de acompanhar todos eles perante a solicitação de minhas intervenções técnicas ligadas ao registo e produção audiovisual.
Pois é, a Arbitragem Portuguesa já discutia isto, e penso que deva ter tirado as suas conclusões, há 13 anos atrás...
Vitor Pereira, convidado no XIII encontro a emitir a sua opinião resultante das experiências colhidas pelo próprio nos testes relacionados com o assunto, salvo erro meu, no Mundial de Futebol dos Estados Unidos em que esteve presente, recordo ter pairado sobretudo  a convicção de que as paragens para analise/decisão nos monitores video era prejudicial para a dinámica do jogo e para os próprios atletas que tendiam a "arrefecer" com mais esta paragem de jogo forçada.

 

Captação de imagens no Estágio Progresso II (2007) | Preparação Técnica de Árbitros 1ª Categoria da LPFP

 

No que toca as novas tecnologias a Arbitragem Portuguesa tem estado na vanguarda ao longo dos anos.
Em Porto de Mós, 1999, a Arbitragem Portuguesa foi responsavel por um dos primeiros, senão mesmo o primeiro (pelo menos naqueles moldes) "live Stream", e que sucesso (!) das primeiras transmissões video em direto do encontro na internet, o que alargou o debate e intervenção para pontos tão longiquos quanto o Zimbabwe, onde foi observado. Estavamos 5 anos antes do nascimento do YouTube...
Pela Arbitragem portuguesa tem sido  recorrente o uso e importância dadas ao apoio audiovisual dos treinos/estágios; a nossa é das ligas pioneiras no recurso a comunicação rádio entre a equipa de arbitragem, vulgo auriculares; várias outras ligas da europa, nomeada e concretamente os seus setores de arbitragem, têm os olhos postos no que se faz por cá; organismos como a UEFA e FIFA reconhecem tal vanguarda de métodos implementados pela Arbitragem portuguesa e apoiada também em novas tecnologias; em 2005 os métodos de treinamento da Arbitragem Portuguesa fizeram "furor" no Brasil. Tudo isto se deve a... Vitor Pereira.
Disto tudo, a pena que fica, é constatar que Vitor Pereira se encontre posisionado anos-luz à frente do futebol nacional. Não por ele obviamente, mas pelo futebol e mentalidades em si, atrasadas que são, estão e temos. Aliás, o facto de os nossos árbitros serem premiados como os melhores à escala planetária, e queimados dentro de portas, só demonstra realmente o nosso atraso, e não que o homem apenas seja "bom de sedução" internacionalmente, caro Rui Santos.

 

Afinal onde está o erro fundamental? Cadé o défice? O que é que precisa realmente mudar? Será tanto na arbitragem?
Então e os jogadores (que falham de baliza aberta), os treinadores, os dirigentes, adeptos, opinion makers, imprensa? Estes são para cozer com batatas e feijões... em lume brando.

 

Paulo C. Jerónimo
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The famous Madger's back heel goal that baptize this type of move in the Final of the European Champions Cup

  

When I returned to Portugal in 1983, FC Porto was taking its first steps on a long journey that goes on still today.

After doing a long "journey in the desert" fasting for 19 years without a title from the Portuguese League (1959 - 1978); it was the duo of Jose Maria Pedroto (Coach) and Jorge Nuno Pinto da Costa (Head of Football Department) who gave back the taste of victory to the blue and white adepts of the Portuguese championship in 78/79 season. It was under Américo de Sá presidency, and this was the starting point to a new cycle of many exuberant victories.

 

The “Futebol Clube do Porto” has always had in its matrix the practice of the football sport, being the oldest football club in Portugal, founded in 1893 by António Nicolau d'Almeida, a merchant of Oporto Wine who has discovered football on his travels to England, however, the Club has always paid special attention to the other sports too.

Jorge Nuno Pinto da Costa, who had began in the sports leadership with the section of  Hockey Skates of its hometown the so called "Invicta” - the very Noble and Loyal City of Oporto" (D. Maria II, Queen of Portugal) ascends to the presidency of FC Porto in 1982, marking a definite turning point in the club history.

 

Concerning sport FC Porto wins in the very same year its first international title: the Cup of the Cups Hockey skates and two years later, reaches the final of the same competition but this time in football, losing the Cup against “Juventus”. The street hockey, which until 1982 did not have any title - national or international - made the Cup - Winner Cup - the first step in a journey towards the top of Portugal and World top… Back to the Winner Cup it won several Cups in 1983 winning a "pentacampeonato" (5 consecutive championships) between 1982 and 1987 and was crowned Champion of Europe in 1986 and 1990. Concerning athletics, Aurora Cunha adds titles, she won the Road World Championship 3 consecutive times (1984/85/86).

 

When I arrived to Portugal, the new cycle initiated by Pinto da Costa had only a few months, but beyond the major factor that was the equipment of FCP, and also the City where I lived and had this football club - San Sebastian. There was Paulo Futre a football player hired from the ranks of SL Benfica was giving the first signs around the world, and I also succumbed to his talent, making me one of his enthusiastic fans.

Futre and Gomes - Fernando Gomes: a duo of advanced players that made "weep" large crowds, some with joy and other for disappointment or terrible envy...

 

Yes, I cried, and I remember perfectly even being eleven years old, sitting in a kitchen bench, watching the game in a black and white television, and there was my Porto: in the final of the trial queen of the football competitions: The European Champions Cup, now called UEFA Champions League.

We were in 1987 when it was the "great glory" of FCP concerning football, with the conquer of this trophy, the European Champions Cup in Vienna against Bayern Munich with a memorable goal from heel Rabah Madjer, which consequently put the team playing in the Intercontinental Cup against Peñarol of Montevideo, during this match the Portuguese team won, and that “only” represents the title of the World Champion Club! And finally "we" played the European Super Cup in 1988 against the Amsterdam club - Ajax.

 

Also internally FC Porto began to draw a domain that has extended till today.

The 1990s were especially successful for the football team which was eight times a champion, five consecutive times this was the "Penta" history, who had never been achieved in Portuguese football History. FC Porto was also being successful in roller hockey (including the international level, winning two Cups ESRB), basketball, swimming and boxing. In 1993, the Cultural Council has organized several cultural events to mark the centenary of FCP and has been edited a commemorative numbered medal. FC Porto in 1995 surpassed the 100 thousand members and the following year, was the first time an athlete from FC Porto won an Olympic medal: Fernanda Ribeiro won the 10,000 meters and brought the gold medal from Atlanta (four years later she would bring the bronze medal from Sydney). Concerning handball, FC Porto in 1999 regained the title of national champion which had fled 31 years ago. As a matter of fact, 1999, has been the year of “Penta” too, scored a perfect season for the club who won the four most important modalities concerning the Portuguese sports panorama: football, hockey, handball and basketball.

 

At the beginning of the XXI century Jose Mourinho arrived to Antas after having worked as head coach at Sport Lisboa Benfica and having been outstanding in União de Leiria. It was thanks to him that Porto football team returned to international titles.

 

Winning the UEFA Cup, today called Europe League in 2003 and the UEFA Champions League in 2004, already in the new Dragão Stadium – it was a time when FC Porto again achieved full national recognition, it became champion in the four ways. In the very same year, the coach Victor Fernandez won the second Intercontinental Cup which would be added to the “portista” trophy list, a endured game and in the end, after his victory offered to “portistas”, it makes me go back to my 11 when I still was a kid any kid like me in 1987 would have liked it...

 

FC Porto is now a recognized Portuguese Club, which “gives cards” and is respected as one of the leading ones among the best international teams, being very well known. Its records, surpassed this year (2011) the rival SL Benfica: record of national football titles (68) and some of these – thirty - are very recent and so I could watch them happening…

 

The following major conquests are: the National and International Championships, dozens of others have been discounted here many Cups and Super-Cups of Portugal could be included in its records:

 

1983 - Cup Winners Roller Hockey Cup.

1984 - First European Football Final (Cup Winners).

1986 - European Champion Clubs' Cup and Continental Roller Hockey Cup.

1987 - European Champion Clubs' Cup, Intercontinental Cup and European. Super Football Cup.

1990 - European Champion Clubs' Roller Hockey Cup.

1994 - CERS Hockey Cup.

1995/96/97/98/99 - National Championship, National Football "Pentacampeão"

1997 - CERS Hockey Cup.

1999 - National Handball title (after 31 years) and national Basketball Championship.

2003 - Champions of the UEFA Cup (Football).

2004 - Champions of the UEFA Champions League, Intercontinental Cup

2006/2007/2008/2009 - National Championship - National Football "Tetracampeão".

2011 - National Champion, Champion of the Europe League, in football. National Handball title, national Basketball title, national hockey title ("decampeão" 2000 - 2011 consecutive).

2012 - National football Championship.

 

Paulo Jerónimo

Trabalho desenvolvido no âmbito de formação de Lingua Estrangeira

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Perigo de pedra no sapato{#emotions_dlg.unknown}

 

 


Depois de eleminados no Mundial  2010 pelos espanhois com um golo em fora de jogo na parte final, só faltava a Portugal chegar a um dos seus melhores níveis exebicionais de sempre e o caraças dos vizinhos que teimam em não deixar de ser estraordinários.

 

cartune: HenriCartune
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 Foto: "Porto: Fotografias e texto de Werner Radasewsky e Gunter Scheneider", ed. Nicolai


Em Portugal o futebol é o desporto rei e é omnipresente. Para uma população de 10 milhões de habitantes existem três diários desportivos que, essencialmente, só tratam de futebol. Se acrescentarmos que as publicações diárias e semanais dedicam várias páginas ao futebol e sem esquecer as edições em linha, podemos pensar que o gosto dos Portugueses pelo futebol é um fenómeno invulgar. E é tanto mais questionante que Portugal, em futebol, a nível nacional, nunca ganhou nada. 

 

Portugal tem, no entanto, hoje em dia, pela primeira vez na sua historia, um futebolista que já é lendário. Pelé, Eusébio, Platini... foram excelentes jogadores, mas não são, propriamente dito, lendários. Best ou Cantona, por exemplo, sim. 

Cristiano Ronaldo desespera os Portugueses. Estes últimos que tanto gostam de lendas, quando tem uma viva e ao seu alcance fogem dela. Cristiano Ronaldo é um "contentamento descontente", para os Portugueses.

 

Num país em que a imagem do Homem está ainda ligada, essencialmente, à ruralidade (não é uma ofensa), Cristiano Ronaldo incomoda. Este não é só um jogador fora de série, é também um "metro sexual". E talvez seja a sua urbanidade, a sua "metro sexualidade" que não lhe é perdoada. 

O conceito, o termo "metro sexual" é criado por Mark Simpson. Este jornalista Inglês debruça-se, a partir dos anos 2000, sobre a evolução da "masculinidade". O homem "metro sexual" deseja ser desejado e, isto, é uma forma de libertação. Beckham, por exemplo, incarna este movimento. São os homens que vão expor o seu corpo: Tatuagens, piercings, depilação, gel... passam a serem símbolos da identidade pessoal. O narcisismo já não é o apanágio das mulheres.

 

 

Os homens já não tem vergonha de dizer que gostam de ver a imagem de outros homens. O corpo tornou-se um dos últimos acessórios da sedução masculina. O corpo do Homem tornou-se um objecto por vontade própria do Homem. Tudo no corpo é desenhado, estilizado, modelado até ao penteado, até ao ultimo detalhe. Isto, para poder agradar e competir com os outros homens. Mas também para poder conquistar e partilhar o poder das mulheres. Numa sociedade em que a imagem alcançou um estatuto maior, o desejo de ser desejado passa pela obrigação de ser visto no mundo da imagem tecnológica (televisão, webcam, etc..). E São as mulheres que compõem a maioria dos telespectadores.


Cada vez mais, as mulheres afirmam gostarem de ver cenas de amor entre os homens. Como cada vez mais abrem "boîtes" com striptease masculino. Penso que é neste contexto que se insere a imagem de Cristiano Ronaldo. Ela pertence à adolescência da primeira geração "metro sexual". A imagem do futebolista levanta sentimentos de frustração e de medo na sociedade Portuguesa? O que é certo é que tal imagem baralha os dados. Como se fosse necessário seduzir os homens, para seduzir as mulheres.

 

Há quarenta anos, David Bowie pré-figurava esta evolução. Beckham deu-lhe uma forma simples e Ronaldo uma forma complexa ou artística.

 

Sobre a ilustração de C.R.: ver aqui

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

É pra rir ou pra chorar{#emotions_dlg.unknown}

 

[as pérolas de capas desportivas que antecedem o jogo dos quartos de final Euro 2012]


Isso, deem-lhes motivação! E papel para forrar as paredes...

O Tuga é mesmo vacão! Passa do oito ao oitenta, de besta a bestial, da humildade à arrogancia, como que do "pé pra mão".

Boa sorte Portugal.

por MrCosmos | link do post

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