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Poderíamos também ter escrito: F como Femme e M como Mulher.

Mísia afirma-se como uma grande cantora que não tem receio em clamar que os seus discos são os seus espectáculos. 

Pouco conhecida, segundo parece, em Portugal, Mísia dá uma dimensão diferente e feminista ao fado.

Interpreta o "blues Português" com palavras de mulher: as suas e as de outras poetisas, como Florbela Espanca por exemplo.

Uma maneira de mostrar que, no Fado, as mulheres também podem ser criadoras e não unicamente interpretes.

De notar que o fado é cada vez mais apelidado "blues Português", o que deixa antever uma evolução do género.

 

Fonte / Source: Télérama Sortir, 25 Jan 2012, p.10

Nuno

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O Fado, canto Português nascido do comércio triangular e da escravidão, acaba de ser declarado Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Esta distinção diz também respeito, este ano, ao "Teatro de Sombras Chinesas", à "Equitação de Tradição Francesa", etc.

Não entendi muito bem o nacionalismo bacoco que gira, em alguma imprensa portuguesa, em torno desta notícia.

Desde há muito que o Fado é um género musical universal. Porquê querer rebaixa-lo a um nacionalismo?

 

Imagem: Fado, chant de l´âme, Véronique Mortaigne, p. 88, ed. Chêne, Paris, 1998

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

O texto de Agnès Pellerin apresenta-nos uma história do Fado que esclarece a ambivalência desta forma musical.

É um olhar exterior a Portugal que mostra que o Fado sempre soube, graças às suas origens populares, guardar a ideia que a vida é movimento.

As suas origens populares permitiram-lhe conservar, "bom ano mau ano", uma recusa de qualquer identificação com os modelos elitistas, ou seja, a expressão de desconfiança em relação à cultura oficial.

 

O texto de Agnès Pellerin pode ser lido aqui:  link (aguardar pela descarga do pdf)

O Cosméticas deixa, aqui, bem expresso, o seu agradecimento à revista Latitudes.

 

Fonte: Revista Latitudes, nº26, Abril 2006

Nuno

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Não creio que haja muito a dissertar sobre as manifestações (ou acampamentos?) Espanholas.

A Espanha é uma democracia !

 

E talvez os "indignados" se tenham esquecido deste panfleto clandestino, aquando das grandes greves dos mineiros Asturianos no final da década 60. Esses mesmos mineiros foram vítimas duma repressão sangrenta. 

Que não se confundam alhos com bugalhos : Haverão menos vampiros. LoL !

 

Imagem : Foto, p. 21, nº 9 da revista "Internationale Situationniste", Agosto 1964 /  Fonte : Arquivo pessoal.

Nuno

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A última produção de Mariza está a conhecer um grande sucesso internacional.

É um fado que mergulha nas raízes Africanas de Mariza. Um fado que, longe da opressão e da censura fascista Salazarista, regressa às suas origens primeiras ou Africanas ?

Pode-se ler aqui este belo artigo de Eliane Azoulay.

 

Fonte : Revista Télérama nº 3194, p.72

Nuno

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Chamam-lhe música de intervenção.

"Parva que sou" - a nova música dos Deolinda, estreou no Coliseu do Porto há cerca de duas semanas, cumprindo o espectáculo mais duas repetições naquela sala, e outra no Coliseu de Lisboa.

 

A receptividade do público foi abismal, surpreendendo pelo visto os próprios artistas, que já anunciaram que estão a tratar da masterização do novo tema a fim de ficar disponível nos próximos dias para as rádios e público em geral, sendo que gravações amadoras da música extrapolaram de imediato para as redes sociais online.

Um "novo hino dos Deolinda", dizem, que reflecte as preocupações de uma geração.

Interessante: em vinte anos a questão evoluiu de "rasca" para ... "parva" (?).

Naquele tempo mostrava-se o cu. Hoje cada vez mais, "quem tem cu, tem medo".

 

Edit (14.02.2011): Nem à propósito, anuncia-se um toca à reunir e protestar, aqui.


 

"Sou da geração sem remuneração e não me incomoda esta condição.

Que parva que eu sou!

Porque isto está mal e vai continuar, já é uma sorte eu poder estagiar.

Que parva que eu sou!

E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar.

 

Sou da geração casinha dos pais, se já tenho tudo, pra quê querer mais?

Que parva que eu sou!

Filhos, marido, estou sempre a adiar e ainda me falta o carro pagar.

Que parva que eu sou!

E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar.

 

Sou da geração vou queixar-me pra quê? Há alguém bem pior do que eu na TV.

Que parva que eu sou!

Sou da geração eu já não posso mais que esta situação dura há tempo demais

E parva não sou!

E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar..


--

Relacionado: Um Chá com um cheirinho de Fado, por favor !

por MrCosmos | link do post

 

 

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O álbum de Deolinda, "Dois selos e um Carimbo", está na moda em Paris. Foi citado em destaque nas páginas culturais do diário "Libération" de 13 e 14 de Novembro.

A representação ao vivo, sábado dia 15, no "Café de la Danse", bem perto da Praça da Bastille deixou entrever que o Fado se vai afirmando, uma vez liberto das amarras salazaristas.

Qual viola Portuguesa, qual guitarra Portuguesa e qual o quê ?

O Fado que já não é Fado vai recuperando a sua liberdade e a sua arte.

E tanto melhor !

 

Este post pde ser lido como a continuação de : "Estou Fadado / J'ai un coup de Blues"

Fonte : Libé, 14 e 15 de Nov de 2010, p. 23

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

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Durante anos, o Fado foi instrumentalizado pelo salazarismo que lhe roubou a sua história e memória.

Penso que o primeiro a dar de novo voz ao Fado, a lembrar que este é improvisão e variação foi Rão Kyão...

O que é certo é que, após o 25 de Abril de 1974, a sociedade Portuguesa, quer se queira ou não, nunca mais será estática.

 

A revista, Géo, publicação de grande difusão em França, apresenta, em destaque, nas suas escolhas musicais, o artista em vista : António Zambujo.

Nunca é fácil traduzir : Mas acho que a expressão Francesa bem educada, "J'ai un coup de blues", para exprimir estou triste e sem eira nem beira, em nada ficaria a dever à espressão Portuguesa "Estou Fadado" que ainda estará para inventar ? ....

Se o Blues é arte porque não o Fado ?

Segue em integralidade as escolhas de Emmanuelle Honorin, na revista Géo.

Leia-se o texto.

 

Fonte : Géo, out de 2010, p.138

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

(Mas boa semana para todos! Mais "F",  menos "F" :-)

 

 

"O Benfica acabou de se sagrar campeão nacional de futebol. O Papa Bento XVI está de pantufas e ceroulas emaladas e pronto para aterrar em Portugal com Fátima como destino principal. O nosso Fado segundo muitos está traçado: Bancarrota! But ...  Who cares? "

Tiago Mesquita, em

Futebol, Fátima e Fado ou Benfica, Bento XVI e Bancarrota .

por MrCosmos | link do post

 

Só por estes dias tive oportunidade de assistir ao filme Amália, que se debruça sobre a vida da falecida diva do fado.

 

Fiquei muito bem impressionado com o seu início, onde pormenores técnicos de fotografia e luz mostravam mais uma boa produção cinéfila portuguesa, que não fica a dever a ninguém, mas logo o "triste" guião do filme começa a absorver-nos, e foi aqui que pensei para mim, que o filme perde.

A concentração do argumentista em volta do lado mais galdério de Amália e na sua obsessão pela morte, faz deste filme um triste fado. Aquela até pode ser a imagem da personagem, mas pergunto-me, visionado o filme, se a vida da diva se resumiu àqueles episódios macabros.

Filho das novas gerações, nunca apreciei esta artista, já a sua sucessora Mariza, é outra cantiga, mas voltando ao assunto, Amália - o filme, não faz jus àquela que tem o mais alto estatuto da sonoridade portuguesa. Isto digo eu, que não percebo nada do assunto.

 

por MrCosmos | link do post

 

 

Na minha adolescência, fase da vida que despertamos para a música, seus estilos e sonoridades, tinha para mim que o fado era música para cotas. Não suportava sequer ouvir 30 segundos seguidos daqueles acordes.

 

Com trinta anos dei comigo a comprar o meu primeiro CD de fado, coisa impensável alguns anos antes, e que me dizem que realmente, é preciso chegar aos trinta para se aprender a gostar de fado. A palavra fado vem do latim fatum ("destino"). A sua origem terá sido algo obscura, surgido provavelmente em meados do século XIX. Hoje os Portugueses têm em Mariza a sua diva, herdeira natural do lugar conquistado, deixado vago pelo nome planetário que é Amália Rodrigues. O Fado, é um dos "produtos" que portugal melhor exporta.

 

relacionado: Um Chá com um cheirinho de Fado, por favor ! / Les belles choses que la France a et Portugal non(1)

por MrCosmos | link do post

A música Portuguesa tem pouco sucesso em França.

 

Talvez haja uma vontade de não dar a conhecer um Portugal moderno ?

Creio que é uma tendência muito antiga. Portugal é Fado e Sol !

E Fado virou coisa nacional, esquecendo-se as baladas de Coimbra, esquecendo-se que Portugal é um país muito diversificado.

 

E Fado é arte dum bairro de Lisboa. Não de Portugal !

A promoção dos únicos "Madredeus"  abafou a diversidade.

E esquecendo-se, também, que Portugal, como país periférico é um país inovador.

Um texto que me marcou : " Pós Modernos" .  Escrito e tocado pela banda GNR, continua de grande actualidade.

Escrito na década 80, o texto aponta para o que é hoje a nossa sina :"com os pós modernos nunca ganhamos nem nunca perdemos".  

E Viva o Porto !

por PortoMaravilha | link do post
Muitos dos que nos têm visitado Já nós conheciam, a mim do gERAÇÃO rASCA, ao Monsieur das 00:01, PortoMaravilha, das caixas de comentários quer no gERAÇÃO como do Vila Forte, e ainda outros, que nos conheciam do BiBó PoRtO, carago!! onde ambos escrevemos e nos conhece-mos apesar da distância. Pelo que a novidade não sei se será muita ou pouca quando aqui entram (digam-nos vocês), à excepção dos jeitosos que não largaram esta madrugada o Cosméticas reencaminhados pelo google no que se imagina uma extasiante Ménage à trois entre as palavras sexo, lingua e caralho do post anterior. E eu aqui a zelar pelo bom nome da casa, monsieur... vamos lá ver, PM, deves querer ser despedido antes mesmo do primeiro ordenado, pá.
 
Vem isto a propósito de que, pelo facto de já vários serem seguidores dos escritos, reconhecerão o texto provavelmente que passo a publicar, e cuja novidade aparece no fim do mesmo, o motivo da sua reedição.
para os googleiros, não queremos continuar a desapontar-vos:
foto | Marta Ferraria  www.mfotografia.com 
____________________________
Domingo, 21 de Setembro de 2008
ó gENTE dA mINHA tERRA.

O Ano passado tive opurtunidade de visitar a cidade universitária de Cambridge, em Inglaterra.

Permaneci por lá alguns dias com um casal amigo, cujo marido, rapaz empreendedor e na força da Juventude, após as típicas desilusões lusas, tinha optado por se instalar em terras de Sua Majestade e iniciar um negócio que prospera  por esta altura numa outra cidade Europeia.

Em conversas à mesa, foi inevitavel acabar-mos a comparar o nosso País de origem com Inglaterra, as culturas, atitudes, oportunidades e as suas gentes. Ele argumentava-me que por lá, também eu teria boas oportunidades se quise-se desenvolver o ofício que pratico, que em Portugal trabalhar é para aquecer, e coisas do gênero, ao que eu respondia que me sentia  no dever e obrigação de me esforçar e contribuir para o desenvolvimento do meu País, e pelo que a ter que contribuir para a riqueza de alguém, preferia faze-lo pela minha terra.

Mas ele estava  irredutivel , extremamente  decepcionado  com  Portugal , e não 

Estudante universitário, Cambridge

queria

ouvir  falar nos próximos tempos sobre o jardim a beira mar plantado.Eu compreendia-o, e por aqueles dias tentei conhecer um pouco mais da cídade e da mentalidade dos Ingleses. Sinceramente pouco me dislumbra o estilo Inglês, onde impera algum bom humor, mas sobretudo,  o cinismo, arrogância quanto baste  - daí renderem-se ao estilo do «Zé» Mourinho - e algum desleixo, bem que chegue... Enfim, um País de Rainhas e habituado a "Reinar".

Voltei um Português ainda mais convicto, e pensei quando aterrei, o quanto amo as minhas gentes, as minhas terras, o meu País. O quão bom é poder beber um BOM café por cinquenta cêntimos, andar de comboio ou táxi por tuta e meia, ter sol de verão ou inverno, ou mesmo em dias maus, haver pelo menos um FC Porto que não desilude e orgulha pelo mundo fora.

Volta e meia, quando reflito no estado do meu Portugal, o quanto piorou neste último ano, a atitude de quem nos norteia e com que interesses, recordo-me das conversas à mesa lá em Inglaterra com o meu amigo.

Vejo o meu Povo cada vez mais de ombros encolhidos, a arrastar os pés pelas calçadas gastas, a rabiscar o fundo dos bolsos cada vez com mais dificuldade a procura dos cinquenta cêntimos para o café. Meio Portugal que trabalha para sustentar  o outro meio, uma praga de parasitas e subsidió-dependentes. O xico-espertismo em alta, e a juventude competente a partir.

E é este o triste fado de mais um jovem da Geração «à rasca», por enquanto ainda iludido de que vale a pena  esforçar-se ao lado das suas gentes. Que um dia, revia-se entre os seus que voltavam o fundo das costas ao ministro, mas não consegue voltar costas ao seu País.  A pergunta que se impõe é, até quando dura a idade da inocência?

 

E por que hoje estou mesmo assim, lamechas, mas sempre orgulhoso das origens que tenho, deixo-vos com este link.

________________

No sábado passado, no jornal das 20:00h na SIC, talvez se tenham deparado com o meu amigo Edgar, o jovem desanimado que partiu para inglaterra e empreendeu na sua paixão e formação académica, o mundo animal, investindo nos répteis depois de dirigir um zoo, negócio que viria a estabelecer na cidade Madrilena, e que quando a crise ameaça bater a porta, em vez de baixar os braços, faz um interregno da bicharada, para se dedicar a isto:

por MrCosmos | link do post
sinto-me: forte abraço à Sandra e Edgar!

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