Dizem-me que este é um complexo que existe ou existiu num passado recente um pouco por todas as sociedades de países que foram outrora colonizadores. A ideia deriva duma pseudo atitude envergonhada mas não claramente assumida, de que executar "trabalhos manuais", desprezíveis que são - até porque historicamente estão associados à mão de obra escrava, ou nas décadas mais recentes, à população analfabeta - não será uma ambição por aí além louvável... Cidadão que se preze almeja um oficio mais "intelectual", investirá nisso, desmedidamente se necessário. 

 

Acrescentarei eu que no caso português, como em demais outras matérias, o problema agrava-se, porque, neste capitulo da educação e formação para o mercado de trabalho, levamos mais de 20 anos de atraso em relação à Europa, iludidos que vivemos durante este tempo todo com utopias megalómanas que resultam em conclusões do género: "a atual população de jovens portugueses que chegam ao mercado de trabalho é a melhor preparada e qualificada de todos os tempos".  A questão que se impõe é: qualificada para que? 

Este governo cairá (um dia), não porque em abstrato a linha orientadora delimitada inicialmente fosse de todo errada - era evidente que tínhamos de descer à terra e passar a viver à medida das nossas posses, deixar de nos armar em "novos ricos" - mas cairá então um dia este governo, de tanto baixar as calças e se prostituir a soldo do país que ousou outrora sonhar em desenhar uma cruz suástica para toda a Europa.Dai que faz notícia hoje o Ensino Profissional (EP). Parece que o atual ministro com a pasta da educação, Nuno Crato, quer-me convencer, a mim e a uns quantos que, se o vamos fazer mais e melhor (o EP) é porque a Angela Merkel o demostrou mandou. Sim porque para bom entendedor meia palavra meia notícia (como esta) basta.  

 

 

Deixemos-nos de merdas, que isto não é uma questão de imitar ou ser cordeirinhos dos Alemães e os Portugueses sabem disso muito bem. A lavagem cerebral que determinados políticos bem como o "4.º poder" - a imprensa voraz - gosta de fazer ao público tem tanto de ridículo como de excecional!
O Ensino Profissional em Portugal já tem barbas. Já se tentou implementar e discute-se há muito ano. Salvo erro meu, o espirito subentendido seria o de uma evolução do antigo modelo das Escolas Técnicas, Comerciais e Industriais das quais não sou contemporâneo. Mas o lobby das universidades que rebentavam como cogumelos nos anos 90, aliado ao complexo tuga que se instalou entre os pais da Geração de Abril de que só quem fosse Doutor ou Engenheiro é que era alguém na vida, até porque em boa verdade era essa a realidade que os mesmos viviam, nunca permitiu que esta politica  tivesse pernas para andar.


Por mim falando, pelo menos há 2 décadas, quer desde que conclui o 9.º ano e fui desafiado a integra-lo (o EP), quer pelo tomar conhecimento mais de perto do estado do Ensino enquanto membro executivo de algumas Associações de Pais e Encarregados de Educação que integrei, que defendo esta modalidade de ensino profissionalizado como forte mérito provável de sucesso em grande parte de muitos casos de alunos na entrada e eventual conclusão do ensino secundário. Nesse tempo mais atrasado, inicio dos anos 90 (Governo de Cavaco Silva), existiam directrizes politicas do meu ponto de vista excelentes, não obstante tratar-se do mesmo ministério que pôs a mesma Geração Rasca de estudantes a virar o cu ao ministério da educação - uma vez mais pelo lobby das universidades querer vingar (pagamento de propinas). Recordo que, enquanto aluno a frequentar o secundário em regime profissional tal permitiria p. ex. acumular de apoios monetários (subsidiados pela UE e empresas envolvidas) na ordem dos 30 Contos de Reis por mês (150,00€), isto numa altura em que ainda era cultura enraizada nas famílias os jovens daquela idade começarem a ganhar dinheiro em detrimento dos estudos, e que o ordenado mínimo nacional rondaria os cerca de 40.000$ (200,00€).

 

 

No caso que conheci por dentro, mas havia várias outras soluções no distrito, era um Curso Secundário com a área profissional de desenho de Moldes assistido em CAD CAM, apoiado por várias empresas na Marinha Grande. Houve até vários e variados cursos que arrancaram mas que nunca se percebeu o porque da pujança inicial destas modalidades de ensino secundário profissional arrefecer num ápice, acabando praticamente delegados à gaveta e alí permaneceriam durante vários anos em Banho Maria.

 

Deixou-se cair inclusive tal modalidade num descrédito total. Ainda hoje esta forma de ensino é considerada ou olhada por muitos pais e professores como a solução obvia para alunos burros... Assim como o Ensino para adultos, chamem-lhe "Novas Oportunidades" ou seja lá o que quiserem, continua a pôr em alvoroço a pudica sociedade portuguesa que não admite depois de tanto dinheiro e prestigio pretendido para os seus filhos, que se venha agora atribuir equivalencias aos pobrezinhos!

Há mais de 5 anos que se vinha notando um esforço considerável pelo ministério da educação em tentar recuperar esta modalidade e tempo perdido com o EP. Assim como há varios anos um punhado de profissionais lutam pela credibilização do reconhcimento do sistema de ensino a adultos muito para além da mera estatistica, a partir do desenvolvido das competências adquiridas, não obstante casos tipo "Relvas" fazerem questão de os enxovalhar - o que não deixa de ser curioso: este caso colocou as próprias e insuspeitas todas poderosas Universidades no centro da questão. 


Mas Pronto... hoje o Expresso quer-me convencer que se o vamos fazer (reforço do EP) é porque a A. Merkel mandou. Tá bem abelha! Esqueçam isso.

Conforme o slogan parvo que a empresa alema de grande implementação em Portugal, a Media Markt, gosta de lembrar aos matcho-mans tugas ou aos doutos inteligentes como os vídeos do Prof. Marcelo"eu é que não sou parvo". Se há coisas que interessam e muito ao país de A. Merkel, é saber por exemplo se os latinos portugu€s€s já decidiram qual o próximo carro de alta cilindrada em que que se vão montar. E nesta luta renhida pela defesa dos valores da indústria automóvel europeia até a subsidiaria do bon ami François, que se sabe ser mais "camarada" dos pobrezinhos, Já anda em bicos dos pés a oferecer Renault Clios à assembleia da República! E porque não Fernando Assis? Vide aqui. 

 

 

 

 Paulo C. Jerónimo

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Tendo contacto com «a rede» e revendo-me nela, cosidero-me pertencente àqueles apelidados pela geração web, surgida nos anos 90.
Nessa mesma década, profissionalmente, tive de contornar o que já me era completamente estranho e considerava arcaico, a solicitação de contacto via Telefax, perguntando de imediato as empresas do outro lado da linha: "Qual é o  seu email"? 

 

Sou do tempo e "estive por dentro" do Mirc, dos chats, do estouro do vídeo online e em tempo real, tudo ainda no sec. XX. Ou agora no XXI, sou igualmente apolinário da blogosfera ou das redes sociais.
De modo que acaba por ser intrinseco e pacifico entre as novas gerações o descriminar abertamente «na rede» as suas etapas de vida, alguns dados pessoais, fotos, e gostos pessoais online. E toda esta prosa para aqui chegar: à lista de gostos pessoais.

 

Carlos Lisboa teve sempre um lugar cativo nos meus gostos, e foi sempre transportado no meu leque de "exemplos de atitude de vida" pessoais. O basketball foi o único desporto que levei mais a serio enquanto praticante, e de atividade escolar.

A lista apresentada na imagem inicial, foi a única que, entre  as outras várias de preenchimento para o perfil, quando a compus, tive o cuidado da manter por ordem cronológica, conforme fui estabelecendo contacto emocional com os atletas que considero influentes e exemplos relevantes a destacar.

Tal como Cristiano Ronaldo nunca me foi considerado digno de entrar nesta galeria desportista pessoal, onde como digo, pesa mais e sobretudo o exemplo de atitude do atleta do que os êxitos desportivos em geral (porque para mim desporto é isso: formação de pessoas) - depois disto, Carlos Lisboa e pior: enquanto treinador (formador) em que o atleta se veio a tornar, também não podia lá continuar. 

 

O problema não é o errar. O grave é não reconhecer, não emendar.
Impresionante como a clubite acaba por destruir personalidades que um dia já foram, acima de tudo, icones nacionais.
Tristes os que se revêem na sua atitude e como exemplo a louvar...
No dia Internacional da criança, talvez vale-se a pena pensar em que "homens" estamos a formar.
Paulo Jerónimo
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Perguntas Frequentes (2)

 

 

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Porquê deixo, às vezes,  de apanhar TDT à noite?

A propagação de ondas e sinais rádioeletricos sofrem variações após o "cair da noite", comparativamente às emissões diurnas.

 Houve zonas, consideras mais criticas, como por exemplo em Alqueidão da Serra, onde após o desligamento  dos retransmissores analógicos verificada a 13 de fevereiro,  o problema se agravou, verificando-se mesmo conflitos entre os ecos gerados pelos vários emissores  que chegam àquela localidade, e que emitindo todos na mesma frequência (C56 = 754000Mhz) , pode ser  esta uma forte probabilidade para o "apagão completo" noturno verificado em vários pontos  de algumas localidades.  De salientar que o Processo de implementação de TDT em Portugal se encontra precisamente neste momento na chamada "fase piloto", onde ajustes técnicos nas emissões e eventuais alterações poderão ocorrer.

Isto não significa, ou inviabiliza, que vários equipamentos de antenas que permaneçam desadequados para a TDT e que possam estar a trabalhar "satisfatoriamente"  bem durante o dia, mas no limite dos valores necessários , caiam à noite para valores de  quebra na receção de TDT. Para um bom esclarecimento, nada como a verificação do caso por um técnico especializado.

 

Pertenço a uma Zona Sombra e  tenho de me ligar por parabólica via satélite. Vou ter de passar a pagar alguma mensalidade?

Não. Os únicos custos relacionados podem ser com a aquisição/adaptação da sua instalação e aparelhos para a TV digital. A partir daí não tem de pagar mais nada para continuar a receber televisão em sinal aberto dos 4 canais nacionais mais um 5º canal em HD.

 

 Mas o que é isso do 5º Canal em HD?

Uma das premissas relacionadas com a introdução de TDT em Portugal tinha que ver com a disponibilidade de um 5º canal a emitir em HD (resolução de alta definição, até 1080 linhas).

Esse canal aparece, sempre apareceu, nos aparelhos de TV compatíveis com norma Mpeg4, mas acabou por ficar "vazio", sem conteúdos,  ocupando o  seu respetivo multiplex  de emissão, e que representa  mais de metade da frequência destinada à TDT.  O futuro do 5º canal em HD desconhece-se, havendo no entanto  alguns movimentos civis pressionando junto da Assembleia da República para que, no mínimo, o espetro ocupado em vão pelo 5º canal HD possa ser substituído pela emissão livre em SD (Standard Digital, até 576 linhas) dos restantes canais pagos pelo erário público e que apenas emitem em plataformas de tv pagas  (RTP Informação; RTP Memória;  RTP África; RTP Internacional ; e ARTv, o canal do Parlamento).  Aguardemos portanto...

 

O meu televisor ou box digitalizadora desliga-se sozinha ao fim de algumas horas. Será Avaria?

Não. Praticamente todos os aparelhos, a titulo de “poupança de energia”, vêm programados de fabrica para se desligarem automaticamente ao fim de algumas horas, para não correrem o risco de ficarem acessos por esquecimento.  Tal função pode ser desativada no menu de características do aparelho.

 

A minha Televisão é demasiado antiga, nem sequer tem ficha Scart 21 pinos para ligar uma box. Há Solução para a TDT?

Há solução sim. Apesar de ficarem mais caras (entre os 50,00€ a 75,00€ em média) e serem escassas no mercado, existem boxes digitalizadoras que podem ser ligadas precisamente pela mesma  ficha de 75 Ohm onde agora liga a antena de TV. Ou em alternativa, pode adquirir uma box digitalizadora convencional e um segundo acessório complementar: um modulador RF de sinal (cerca de 25,00€), que converte os sinais da ficha Scart da box, em frequências modeladas para ligar à tal ficha do cabo de antena.

 Ou ainda: porque não usar as ligações de um Leitor VHS antigo, mesmo que já não reproduza cassetes, que fará perfeitamente a mesma função do referido modulador  RF? Resultará.

Paulo Jerónimo

(Publicado na edição do jornal  'O Portomosense' 1.mar.2011)

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Perguntas Frequentes (1) 

 

 

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:: Parte 2 – O Sol Quando Nasce (Não) é Para Todos ::

 

 

Chamam-lhe as "zonas sombra", onde o sinal de TDT é inexistente ou insuficiente, e é caso para dizer que o concelho de Porto de Mós, no que toca à TDT, está bem "assombrado".

Quando no próximo dia 13 de fevereiro ocorrer definitivamente o apagão que se aguarda para os emissores analógicos que chegam a estas zonas (exceção para quem receba emissão do Montejunto até 26 de abril), será caso para perceber que o sol quando nasce nem sempre é para todos.

 

Como explicar, ou melhor, aceitar, que um morador que se prepare para fazer a migração de sinal para TDT, mesmo supondo que já possua equipamento (televisores/antenas) adequados para tal, para o fazer tenha um custo obrigatório acima dos 100,00€ (relacionados com a aquisição e instalação de equipamento satélite), quando poucos quilómetros ao lado um outro morador, fora das zonas sombra, pode não ter qualquer custo caso os equipamentos necessários para a migração de sinal que possui sejam adequados?

Ou ainda que os equipamentos não estejam adequados para a receção de TDT - que é a situação mais comum nesta fase - o certo é que a diferença entre a ligação normal terrestre, e a sua alternativa via satélite para as zonas sombra, sofrem disparidades nos custos e limitações impostas (apenas 3 receptores satélite por residência) que serão sempre bastante relevantes, não obstante serem anunciados alguns apoios e exceções para alguns casos.

 

Pior ainda é que isto seja imposto às populações sem receberem nada mais em troca para além dos mesmos 4 canais conforme já os conhecemos.

É certo que a qualidade de som e imagem agora disponibilizados estão inegavelmente melhorados, mas não era esta a grande revolução que a TDT prometia. Não era esta a imposição que se exigia. Foi antes e até agora uma oportunidade perdida.

A migração de emissão analógica para digital deveria significar um enorme aumento na oferta de canais e conteúdos gratuitos para toda a população. É isso que tem acontecido na maioria dos outros países, constatando-se que mais uma vez Portugal coloca-se na cauda da Europa como sendo o país com menor oferta de canais em TDT, segundo o Observatório Audiovisual Europeu.

 

Atualmente, o espetro disponível já permitia pelo menos mais 5 canais para além dos existentes e após o switch off final agendado para 26 de abril, disponibilizadas as frequências agora ocupadas pela emissão analógica, torna-se tecnicamente viável o aumento dos mesmos para bem mais do que isso, assim haja vontade.

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Paulo Jerónimo

(Publicado na edição do jornal  'O Portomosense' 2.fev.2011)

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:: Parte 1 – Do Palavrão ao Apagão ::

 


A preocupação e curiosidade hoje são comuns a quase todos os cidadãos, mas recuando no tempo, estaríamos algures pelo ano de 2003 quando, pelas revistas da especialidade, aos leitores aficionados da área de Produção Audiovisual  se nos apresenta definitivamente a TDT como uma realidade que era para avançar, num processo  que se  queria célere segundo o nosso governo.

Deliberado pela União Europeia, a ordem é de um apagão, conhecido pelo “switch off”, das transmissões televisivas no modo analógico, em todos os países membro. 

Portugal apresentou-se na altura como um pretenso candidato ao pódio, tendo em conta que, a cumprir as primeiras datas estimadas e avançadas, teríamos sido o primeiro país da Europa a migrar do sinal sexagenário analógico,  que ocupa uma imensidão de frequências  e da quota de espetro disponível para a transmissão de dados, acabando por inviabilizar de grosso modo o expandir que a galopante era tecnológica dos anos 2000 impunha, sendo nomeadamente a  4ª geração de telecomunicações móveis, o mais flagrante exemplo em disputa.

 

Mais do que o entusiasmo da ambição precipitada de calendarização pelo executivo governamental, era sobretudo com desconfiança,  perante uma flagrante sofreguidão mal gerida e “desgovernada”que  os mesmos profissionais encaravam o futuro. Infelizmente comprovou-se estarem certos…

Da atabalhoada intenção inicial, à  final  conclusiva que por estes dias os portugueses vivem  “in loco”, confrontados com o desmando agora   também do desliga/não desliga recalendarizado - no caso dos emissores que servem o conselho de Porto de Mós tendo sido o apagão adiado em mais um mês, para o próximo dia 13 de Fevereiro -   todo este processo de implementação da TDT em Portugal sempre foi executado por linhas pouco retas.

Ao invés, é convicção de imensos críticos que tais linhas orientadoras foram sendo sobretudo meticulosamente traçadas a “regra e esquadro, por vezes com recurso ao compasso, de tão obliquas, ou perpendiculares, também paralelas, resumindo: enviezadas.

 

Não se podem deixar de perceber os lóbis e tremendos interesses que o processo de implementação de TDT em Portugal agitou, bem como tristemente, não se pode deixar de perceber como uma oportunidade que na maioria dos outros países resultou em mais valia e sucesso para os seus cidadãos, que em Portugal apenas resulte em “mais do mesmo” (4 canais), engordando os mesmos de sempre, sendo o processo de migração, em boa parte, custeada pelos próprios cidadãos.

Como  consequência direta para o nosso conselho destes imbróglios, verifica-se que basicamente as nossas zonas serranas, a excepção de Serro Ventoso e Alqueidão da Serra não estão nem estarão cobertas pelo sinal de TDT, ou a existir, o mesmo é tecnicamente deficiente e inviável, sendo que a solução acaba por ser adquirir equipamentos satélite inflacionando altamente os custos já de si injustos quaisquer que eles fossem, para fazer a migração.

 

Continuaremos o tema e com dados mais concretos e várias curiosidades, na tentativa de mais alguns esclarecimentos, nas próximas edições do jornal “O Portomosense” .

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Paulo Jerónimo

(Publicado na edição de 19.jan.2011)

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Quando na penúltima edição de "O Portomosense" me deparei com o destaque de primeira página: "A19 esquece Porto de Mós" , hesitei durante alguns segundos se alguém me teria lido os pensamentos.

Vários dias antes também havia chegado a casa, tremendamente indignado e triste, por me deparar com tal gritante realidade no dia de abertura desta nova auto-estrada, onde desde o seu início, em Leiria, até o desembocar da mesma no nosso conselho, em Chão da Feira, nem uma única alusão é feita a Porto de Mós, indo os destaques para a Batalha e Alcobaça.

Anima-me ao menos, dentro do possível, que o sentimento seja partilhado por outros, bem como a iniciativa do nosso Jornal em apontar o tremendo erro, com a devida relevância.

Mais de que um bom princípio, este deveria ser um sacudir de consciências, o início de inverter caminho.

 

Será que sim? Aparentemente, agora e depois do mal feito, a preocupação vai no sentido de tentar remediar e reparar aquilo que com algum eufemismo se poderia chamar de "gafe", não fosse evidente, para os próprios portomosenses, o esquecimento persistente a que as nossas autoridades nos votaram desde há já várias décadas até aos dias de hoje com suas políticas nestes aspectos seguidas.

Há mais de uma década que entre desabafos, lamento por exemplo, no percorrer da principal via do país, a auto-estrada A1, que com a aproximação das várias saídas relacionadas com a denominada Zona Turística Leiria - Fátima, área a que (só!) geograficamente pelo visto pertencemos, saídas essas às quais acabaremos nós ou nossos visitantes ter de tomar para fazer acesso ao nosso concelho,  e deparar tristemente quer seja no sentido Norte ou Sul da via  com a falta por demais evidente do que seria uma lógica e esperada alusão ao Castelo de Porto de Mós entre tantas  demais portentosas placas distintivas dos monumentos da região. São anunciados com a devida popa e circunstância desde os mosteiros de Alcobaça e Batalha, Santuário de Fátima, passando pelos castelos de Ourém ou Pombal...

E um portomosense pergunta-se se seria exigir muito que a alusão ao seu castelo fosse patente ali também no meio das demais? Mais, se não devia ser sequer inquestionável ele estar lá.

É que - e não me levem a mal os pombalenses pelo termo de comparação - mas caramba! Até o Castelo de Pombal conseguiu, e bem, claro está, ter lá uma placa tamanho xxl. Em que é que o castelo de Porto de Mós é menor? Ou será que é o arrojo dos portomosenses menor?

 

Como desperceber que o Professor José Hermano Saraiva reconheça para ele o Castelo de Porto de Mós como um, senão mesmo, o mais belo da Europa, e subestimar isto, para citar apenas um dos meros exemplos com a autoridade que se lhe reconhece, das potencialidades destas nossas terras?

Que tal individualidade tenha reconhecido isto num dos seus programas dos longínquos anos 90, e isto não tenha acordado ninguém, é pouco, ó minha gente...

Trazer cá programas televisivos de pontuais e efémeros efeitos, se não pensados como mero rastilho para algo mais eficaz e duradouro, é pouco, ó minha gente...

Conseguir para as nossas grutas a distinção e notoriedade de maravilha nacional e tal não nos catapultar para horizontes mais arrojados, é pouco, ó minha gente...

Esquecer a grande riqueza para além dos granitos que possuímos nas nossas serras e Parque Natural , é paupérrimo, ó minha gente...

Auto vetarem-nos os nossos governantes locais ao longo dos anos, sem percebermos o porquê, do direito de distinção, e auto dissociarem-nos da maior conquista portuguesa enquanto povo e nação que é  a de Aljubarrota, chega a ser blasfémia, ó minha gente...

Que a forte bofetada recebida pelos portomosenses neste natal de tempos austeros: a confirmação da "exclusão" de Porto de Mós do Mapa de Portugal - pelo menos do mapa das Estradas de Portugal já assim se confirma (A19 para não relembrar a A1), sem aspas nem pejo, que tal ao menos agite o marasmo a que nos remetemos. Porque quem não aparece, esquece.

 

Que aos portomosenses, ao deslocarem-se para fora do seu distrito, baste um dia apenas dizer: sou de Porto de Mós, sem ter que complementar de imediato perante a cara de interrogação dos forasteiros: "Fica a junto à Batalha ou perto de Alcobaça".

Convenha-mos: não foi "a auto-estrada que esqueceu Porto de Mós", foi Porto de Mós que cometeu o desastre, há muito tempo, de entrar na valeta da estrada, desviando-se e capotando. É este o caminho que continuaremos a percorrer?

 

Audácia, ó minha gente!

Não tenha-mos vergonha de assumir que foi destas terras, deste castelo, por estes caminhos, que se afirmou de Portugal.

--

Paulo Jerónimo

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Parece que os homens também já têm direito ao seu dia internacional: 15 de Julho.

Eu não sabia, acho que não foi assinalado em Portugal, como de resto a maioria da população mundial desconhece que o género masculino já está consagrado de igual modo ao das crianças, dos idosos - o único do género que actualmente me pareceria ser premente assinalar, se descontasse-mos as injustiças do mundo não ocidental - ou ao dia estérico das mulheres.

Mas mais dia menos dia com interesses comerciais ou não, do mal o menos, e sendo assim, até que aplaudo a justiça da introdução de mais uma efeméride agora também masculina.

No entanto, não deixa de ser curioso ou irónico, que os homens modernos do sec. XXI tenham hoje de reclamar "igualdade de tratamento ou direitos"...

 

Cá se fazem, cá se pagam, dizem elas. Neste caso ao Boticário...

Este post pode ser lido na continuidade de "A Efeméride e o Mundo Feminizado"

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Cem anos volvidos, o quê é que se comemorou neste último 5 de Outubro?

Oficialmente: a Implantação da República Portuguesa, o seu centenário, e consequentemente vários acontecimentos e assuntos relacionados acabam por ser nesta altura “ressuscitados”. O Regicídio, o derrube da monarquia, a mudança do regime, a prematuridade de uma república excessivamente visionária, a inevitabilidade e o impasse que foi a ditadura, que estamos melhor, ou estaríamos pior... que já se fazia outra!

Muito se tem dito, visto e escrito sobre o tema que se vem prolongando durante uma boa temporada, e não menos importante de refletir, que talvez pouco se veja discutir, talvez um “ponto de situação” no que toca aos valores de liberdade, igualdade e fraternidade, a matriz dos ideais republicanos.

 

Numa perspectiva diferente, entre as muitas dissertações que se vão lançando sobre o tema, porque não uma sugestão: uma obra cinematográfica do realizador polaco Krzysztof Kieslowski - “A trilogia das cores” (1993/1994).

Na base de “A trilogia das cores” estão dois acontecimentos marcantes: o bicentenário da revolução francesa, sabendo-se que é com este acontecimento que nasce o lema “liberdade, igualdade e fraternidade”, e em segundo, a comemoração da unificação da Europa, hoje conhecida pela União Europeia.


Convidado a fazer esta dupla homenagem, o realizador polaco pega nos três lemas e cores da bandeira francesa, transportando-os para a actualidade e questionando, em três filmes, como se encontram tais valores na Europa e no mundo?

Na trilogia dos filmes “A liberdade é azul” , “A igualdade é branca” e “A fraternidade é vermelha”, as vidas das personagens principais sofrem transformações e entrarão em conflito com os temas/lemas de cada cor.

Seria a liberdade algo trágico? A igualdade uma comédia? A fraternidade inexistente? Perguntas que são levantadas e em permanente actualidade.

 

Respostas que a boa maneira portuguesa até se podem andar a enrolar. Ou “nem que se vivam cem anos”, ficam-se por dar.

PC Jerónimo da Silva

publicado no Jornal 'O Portomosense' de 14/10/2010

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Tal como era censurável que as autoridades portomosenses se mantivessem arredadas das comemorações da Batalha de Aljubarrota, parecem-me louváveis as aparentes tréguas verificadas na organização das comemorações, e onde finalmente se pode constatar, pela primeira vez, uma defesa condigna dos interesses e da memória portomosense, com a participação do Município de Porto de Mós na organização conjunta (com a Fundação Aljubarrota e o Município da Batalha) das habituais comemorações assinaladas há cerca de 15 dias.

 

Entre 1383 e 1385 os tempos em Portugal foram de crise política, guerra civil e anarquia.

Fruto das pelejas constantes entre os dois reinos vizinhos, que procuravam a sua consolidação no território da Península Ibérica, a coroa portuguesa colocou-se numa posição frágil resultante de um acordo de paz (Salvaterra de Magos, Março de 1383) quando seu rei, D. Fernando I acede a que o filho varão que nascesse do casamento de sua filha única, D. Beatriz, com D. Juan I de Castela, herda-se o reino de Portugal. Tal posição era mal vista pela maioria dos portugueses que entendiam ser grande o perigo de união dinástica de Portugal com Castela, caso D. Beatriz viesse a falecer antes de seu marido, e sem filhos.

Perante a resistência de Portugal a ser subjugado por Castela, os portugueses unem-se em volta de D. João, mestre da Ordem de Avis, aclamado pelas cortes em Coimbra (Abril de 1385) como sucessor do trono.

 

Foi neste contexto de crise e guerra que a povoação de Porto de Mós e o seu castelo tomaram o partido de D. João I e acolheram as suas tropas, comandadas por D. Nuno Álvares Pereira, na véspera da grande batalha que viria a afirmar definitivamente Portugal como uma nação sólida e independente. Foi nos terrenos de Porto de Mós que se travou a mais célebre e importante das batalhas portuguesas. Batalha essa que confirmou Portugal, para além de uma nação reconhecida, como um povo de querer e vontade afirmativa.

 

Que Porto de Mós e o seu Município saibam, neste concreto e definitivamente, “sair do armário”.

PC Jerónimo da Silva

publicado no Jornal 'O Portomosense' de 02/09/2010

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Com o Euro 2004, o sentimento de sebastianismo popular chegaria também a Selecção Nacional. O show off prolongou-se. 2006, 2008, 2010...

O texto de hoje Já tem dois anos, mas pela sua actualidade pensei em recupera-lo, e rezava assim:

 

No sábado 7 de Junho, dia de abertura oficial do Euro 2008, os Espanhóis em Madrid viviam a vida deles como o que imagino que devam ser os sábados madrilenos. Tudo bem que a sua selecção só se estrearia na quarta-feira a seguir, mas, no país onde “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem”, já se respirava selecção um mês antes. Fazendo um zapping pelos canais de emissão aberta da televisão espanhola, não conseguia descortinar que o Euro já tinha arrancado. No País onde “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem” , um mês antes contavam-se os dias para o arranque do Euro, porque - estava profetizado - a Selecção Portuguesa  ganharia o Europeu.

 

Bandeiras Espanholas não faltavam por Madrid. Nos edifícios públicos, museus, alguns hotéis, na fatídica Estação de Atocha…

No País onde “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem” a bandeira até já dá como peça de vestuário, assim haja imaginação! A Selecção  é digna das maiores Honras de Estado com horas e horas ininterruptas de emissão nos médias a propósito dos "prometidos" levantarem voo ao céu num avião  baptizado por seu nome de «Esperança»

A deslocação ao país vizinho passou-se, e de volta, cá estamos: “É Dia da Raça”, diz Sua Excelência Presidente Cavaco, num dia 10 de Junho de Portugal é Lisboa  (que o resto da paisagem prepara-se para as paralisações dos camionistas (“são os maiores!") e lá voltamos a saga da selecção que, profecia das profecias, ganharia o Europeu de 2008...

Mas não, cedo saberia como se perderia, e pouco depois quem calmamente o ganharia.

 

Embandeirar em arco, são coisas típicas do Português. Já «nuestros hermanos», fizeram jus ao verso da melodia: “Há muito quem beba do vinho, e coma em pratos de marfim. A gente, primeiro come a relva e faz a festa no fim”.

 

Boa Sorte Portugal!

PC Jerónimo da Silva

publicado no Jornal 'O Portomosense' de 10/06/2010

Texto citado original aqui

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Num estudo publicado em 2007 pelo jornal francês 'Libération', foram dados 46% dos jovens consumidores americanos como nunca tendo comprado um CD de música.

O Compact Disc, que vimos entrar-nos pela casa dentro nos finais dos anos 80, viria ele próprio, em menos de 20 anos, a deixar de ser o símbolo duma tecnologia dominante.

Com o popularizar dos computadores pessoais, que também começam a fazer parte da mobilia em cada vez maior numero de famílias, pela mesma altura, estavam criadas as condições  para a decadência no reinado do mercado  em suportes digitais, fossem música ou filmes. A “ignição” estava montada, e o rastilho aceso. Mas a “explosão” dá-se com o propagar da internet, e suas plataformas de trocas ou descarregamento de ficheiros, um “trinta e um valente” que se diz ser, o tiro de afundanço nas vendas de CD e DVD.

Tal não era previsível no início, pois contrariamente à cantiga de 79, se o “Video  (didn't) Killed the Radio Star”, certo é que: o CD, com a sua sonoridade mais “cristalina”, sem grainhas ou arranhões, mata as cassetes áudio e «aparentemente» arruma com os LP´s de vinil.

 

No entanto, as aparências iludem e quando poucos o ousariam, eis um ressuscitar do velho e resistente formato: os  LP's de vinil!

Sem precisarmos de recuar no tempo, e paradoxalmente, nesta era do XXI  já vinha sendo notório,  paulatinamente, que os contemporâneos do vinil nunca abandonariam o velho formato, mas o mais curioso (!) , é observar a descoberta de adeptos cada vez mais jovens cuja idade lhes roubou a oportunidade de saborear os ritos envoltos naqueles mistérios encobertos num álbum de 'papelão'.

O ritual que passa pelo tirar da bolacha preta do invólucro, colocar o disco no prato, fazer pontaria na trilha correcta para não falhar o inicio da musica, olhar para a capa e apreciar o grafismo ou a mensagem envolta, a sonoridade dos graves e agudos mais puros, entre tantas outras coisas únicas neste centenário 'formato', são coisas que o CD disfarçaria mas não colmataria.

PC Jerónimo da Silva

publicado no Jornal 'O Portomosense' de 29/04/2010

fontes do texto: excertos de cosmeticas.org

por MrCosmos | link do post

 

Se Nuno nos recordou no post de ontem, uma das facetas relacionadas com o dilema levantado num frente a frente »da Sétima vs a Nona Arte« (Cinema vs BD), eu aproveitava a deixa para me concentrar no confronto geracional existente dentro da própria Sétima arte presente em Alice no País das Maravilhas .
Trocando por miúdos, e para os mais distraídos, no fundo "Alice in Wonderland" é uma película, tão antiga como desde 1903, tendo conhecido bons toques e "arranjos de maquilhagem cosmética", adaptando e atravessando vários formatos transversais à era dos filmes aqui apresentados por:

(1) - "silenciosos" (sem qualquer dialogo nem banda sonora), (2) - passando pelos "filmes mudos" (sem dialogos, mas com banda sonora à acompanhar), (3) - entrando na "era do sincronismo sonoro P&B" (com voz, diálogos/narração, à preto e branco) , (4) - cavalgando pela "era das cores".

 

Revisitando o tema, assim de repente, diria que este filme acabou por isso sendo transversal à todo o século 20,  conhecendo grandes lançamentos nos anos de 1903, 1915, 1933, 1951, 1976, 1985, e 1999. 
Pelo que, nem o Grande Mestre em clichés, do "vira o disco e toca o mesmo": James Cameron, com seus 3D's acompanhado de mil e uma mariquices de efeitos especiais, conseguiria trazer à velha estória, neste momento, grande coisa de novo...

 

O que aguardar então desta 1ª "grande versão" séc. XXI?

 

Acho que será a mesma mágia de sempre!

Para que não restem dúvidas, e o agora aqui citado não passe por mero "31"de boca :-) , será precisamente essa umas das próximas etiquetas em exibição alí ao lado, na COSMéTICAS tv. Alice in Wonderland. A não perder: os desenvolvimentos em cartaz.

 

Watch live streaming video from COSMéTICAS tv at livestream.com

Post que pode, e deve ser lido, como continuação "deste" e  "deste".


PC Jerónimo da Silva

por MrCosmos | link do post

 

A EFEMÉRIDE E O MUNDO FEMINIZADO

  
Perguntei-lhe se alguma vez se havia sentido em prejuízo, pelo simples facto de ser rapariga,   ou se achava que, caso fosse rapaz, teria só por isso a vida mais facilitada.
“NÃO! “Respondeu-me ela, categoricamente, do alto de seus poucos 12 anos. 
 
Há para quem,   desde que tem noção da existência da efeméride "Dia Internacional da Mulher", recentemente assinalada,  que veja tal circunstância na realidade actual, como sendo um confrangedor atestado de menoridade, restando apenas saber, passado a quem: se ao género feminino ou ao masculino.
Que mais do que a homenagem,  fica implícita uma certa conotação de fragilidade.  Ou que seja mais um prémio de compensação do que por mérito. Talvez não ande longe deste raciocínio, à sua maneira, o entender das futuras mulheres ocidentais contemporâneas. Pelo que vale também a pena atrever-se a questionar, o que acharão disto, já agora, os rapazes. Eles que, cada vez mais introvertidos, vêem as colegas, regra geral, vingarem e obterem melhores resultados, escolares e não só.  Propagam-se os rabos-de-cavalo.
 
Uma 'neta de Abril' respondeu-me recentemente, pela véspera comemorativa de tal efeméride, categoricamente que "não" (acima citado), como provavelmente pode não ser nenhum disparate, afirmar de que igualmente responderiam - à já mais de 10/15 anos, ou hoje - a generalidade da geração dos 'filhos de Abril', criados e habituados a ambientes multi-sexo.
Compreende-se, não obstante, o forte estigma que representará o espírito deste dia para muitos outros, encarando tal como direitos arduamente conquistados e oferecidos de herança, a quem agora talvez os subestime.
 
Faz sentido, e é justo, assinalar o 8 de Março?
Faz! Responderão muitos. Basta olhar para sul, África, ou para oriente.
Já para estes lados do sol poente, pode (já) não ser tanto uma questão de direitos, ou por o século XXI continuar a ser "masculinizado".
Pelo contrário, em tal efeméride encontra-se um mundo feminizado.
Numa era evoluída, onde os indivíduos até à idade adulta, para além da forte influência e vinco instituído familiarmente pela mãe, serão basicamente educados, instruídos e em tanto influenciados, pela crescente proliferação secular das mulheres, caso flagrante o das professoras, tal deveria ser no mínimo algo de intrigante.

 

É comum entre os jovens homens admitir-se, que foi um professor homem, a pessoa que mais o impressionou / influenciou numa fase crucial da sua vida. No entanto os novos homens do XXI, vêem-se empurrados para este ’trinta e um’ do quotidiano, encontrando-se logo desde tenras raízes em desvantagem.

Até que ponto e noutra escala, tal fenómeno e efeminização ocidental contribui para uma sociedade mais incompreendida, banalmente desautorizada, algo frustrada, com os “pólos” invertidos e curto-circuitados, é um debate que parece começar a despertar, timidamente.
A reflexão na mistura do desempenho dos papeis dos sexos faz cada vez mais e maior sentido. Até porque, os ideais não são intemporais,  correm sempre o risco de serem exagerados, ficarem desactualizados, ou mostrarem-se desproporcionados.

 

 

 

Paulo Jerónimo

Publicado no Jornal 'O Portomosense' de 18/03/2010.

 

por MrCosmos | link do post

 "A ciência é composta de erros que, por sua vez, são os passos até a verdade." (Júlio Verne)         

O comodismo proporcionado por um avançado e tecnológico século XXI, embala e absorve o individuo para uma das suas características que lhe é das mais inatas e que passa por ser-se avesso a mudança.

E se popularmente se admite por sensato que 'em equipa que ganha não se mexe' , não deixa de ser menos lapidar a de que 'o homem sonha, e o mundo avança' .

Entre o conforto de se conservar e prolongar o já testado, conhecido e bem sucedido, e o arriscar por algo que se apresenta de novo, melhorado e progressivo, facilmente optaremos pela primeira em detrimento da segunda, a menos que se assumam os aparentes erros de hoje, como os passos até a verdade de amanhã.

 

Temos por cá experimentado, com alguma abundância, destes sabores, ou se preferir, dissabores. Desde a liberalização do aborto, a proibição de fumar em recintos fechados, passando pelo casamento homossexual, ou a acesa discussão do acordo ortográfico, temas esses , uns mais fracturantes que outros, mantêm e entretêm - por vezes desviando as atenções dos demais assuntos emergentes - muitos dos Portugueses.

 

Mas não é só no seio da sociedade que somos assaltados de mudanças. Elas impõem-se quotidianamente dentro de nossas próprias casas. Desde o gerar/aproveitar de desperdício, ao que, hoje é eficaz e moderno para já amanhã ser considerado obsoleto, tais mudanças são observáveis em qualquer lar deste país periférico, que já teve a ousadia de ser a porta do mundo, e que de algum tempo a esta parte há quem lhe chame o cu da Europa.

 

Tudo assuntos que vamos espalhando e semeando por aí, e que gostaríamos também de apresentar aqui. Bem vindos à nova rubrica para 'O Portomosense' ,  do XXI ao 31  .

 

Paulo Jerónimo da Silva

(Edição 0, publicada no jornal 'O Portomosense' de 4.02.2010)

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