Escrito e dirigido por Cristina Boavida, protagonizado por Ana Padrão e Diogo Morgado, este último na sua primeira aparição que o traria para o estrelato, "Amo-te Teresa" é uma co-produção da SIC corria o ano de 2000, que confirma a  reviravolta do panorama televisivo que se vinha encetando desde há três anos, sem a mínima concorrência, por este canal.

E se à TVI e ao já Saudoso Nicolau Breyner com a sua produtora de conteudos NBP, se devem a subida da fasquia do extraórdinário melhoramento da produção de telenovelas em Portugal, que somado ao "grande pontapé" que revirou a seu favor a liderança das audiências nacionais, numa cartada dupla de telenovela com reality show - o primeiro que rebentou no pais e por este canal, com o roteiro exibido na telenovela "Todo o Tempo do Mundo" com Ruy de Carvalho e Eunice Muñoz, e que apartir dai foi sempre a somar; se à RTP, já mais recentemente, se deve o mérito das grandes produções de séries nacionais de alto gabarito, sejam de elas cariz Histórico mas não só;  já na SIC tempos houve (saudades...) em que era esta foi a senhora dos Tele-filmes e cujo expoente máximo do pequeno ecrã foi a a sua primeira longa metragem "Tentação" (1997) , produzida inicialmente para o canal de Carnaxide mas que acabaria a dar cartas no grande ecrã da sétima arte atingindo um recorde de vendas de bilheteira inigualável durante mais de uma década do cinema português. Neste aspecto foi preciso mais de uma década para "A Gaiola Dourada" (2013) do luso-francês Rubén Alves o destronar e que aqui pode recordar.

 

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her é um filme escrito e realizado por Spike Jonze. Um filme em que a ficção pode ser realidade e onde as semelhanças com as nossas vivências não são, totalmente, fortuitas. A película descreve um universo em que os computadores têm consciência de si próprios e de outrem. Um universo em que os computadores inter-reagem com cada um de nós. Assim, Spike Jonza remete para uma era digital que, no fundo, pode estar mais ou menos próxima. 

 

Teodoro vive na cidade de Los Angeles, urbe em que tudo pode ser possível. Teodoro domina perfeitamente bem a escrita. Sabe fabricar as boas frases e encontrar as palavras exactas para descrever os sentimentos e falar de amor.  

Apesar destas qualidades, Teodoro vive só, sofrendo com a solidão. O seu apartamento, o seu lar é demasiado grande e, esse espaço, reenvia-o para o divorcio, para o falhanço do seu único casamento com Catarina. Os jogos vídeos, os vários ornamentos em 3D não compensam as noites solitárias. 

Para combater o vazio e o tédio da sua vivência, Teodoro investe na compra dum programa informatico, uma inteligência artificial concebida para se adaptar à personalidade de cada humano, ou seja, a voz de Samanta. E, assim, a voz feminina suave, intuitiva e divertida de Samanta vai seduzir Teodoro que, pouco a pouco, vai ficar loucamente apaixonado.

Eis o ponto de partida para um idílio insensato e irreal. A magia do relato assenta nos inúmeros detalhes agenciados por Spike Jonze, tal como a proeza dos actores, tornando realista, romântico e poético o que, inicialmente, não o era.

 

 

Ficha Técnica: her, realizado por Spike Jonze, com Joaquin Phoenix, Amy Adams, Rooney Mara, Chris Patt... - voz de Scarlett Johansson / USA 2014, 2h06, cores

 

Nuno

 

 

 

 

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Dois jornalistas, ou seja, um reporter já de idade e machista e uma jovem feminista, são enviados a Portugal em Abril de 1974. Acompanhados por Bob, um técnico perto da reforma, são encarregados de cobrirem, para a Televisão Suiça, o contributo das doações Helvéticas para o desenvolvimento das escolas no Portugal fascista.

 

Apesar da boa vontade de Pelé, o jovem tradutor Português, nada ocorre como previsto. Os temas pensados estão longe de serem interessantes e, além disso, existe muita tensão entre os dois jornalistas. A pequena comitiva decide, assim, abandonar o seu projeto de reportagem quando, subitamente, surge a Revolução. Um acontecimento que vai ditar e acelerar a democratização da Espanha, Grécia... 

 

Esta mesma equipa vai dar cobertura jornalística a este evento, vivendo momento raros. Les Grandes Ondes (à L'OUEST) é uma comédia histórica onde a poesia e o burlesco coabitam. O realizador Suíço, Lionel Baier, realizou um filme com poucos meios. Contudo, graças a uma alegre e descomplexada mistura de géneros - até uma sequência comédia musical apresenta - o filme ganhou uma dimensão, certamente, inesperada. Sem publicidade, não passando em todas as salas, a realização de Lionel Baier soube seduzir os telespectadores que se fizeram seus embaixadores... Esta ultima razão explica que o filme ja esteja auto-financiado e, igualmente, que tenha sido eleito por entidades culturais e recreativas Franco - Portuguesas como suporte de festejos do 40° aniversario do 25 de Abril de 1974.

 

Ficha técnica: Suiço, Fr, Pt - 2014 - 1h24 - a cores

Realizado por Lionel Baier. Com: Valérie Donzelli, M. Vuillermorz, Patrick Lapp, Francisco Belard, Jean-Stéphane Bron

 

Nuno

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Os temas bíblicos sempre deram panos para mangas... e polémicas qb.

Escritores, poetas, coreógrafos, todos gostam de explora-los. A sétima arte também.
Sobre o primeiro livro do cânone bíblico podem-se ter várias opiniões e dissertar várias conclusões, mas tenho para mim uma que sempre achei desconcertante: é que revela-nos a crueza da Criação à Destruição! Com este filme «Noé» aguarda-se portanto um "Dilúvio"... 

"Será isto o fim de tudo?" - Questiona a Paramount Pictures no seu facebook oficial.

 

 --

Paulo Jerónimo

 

 

Estreia nos cinemas a 10 de abril

Realizador: Darren Aronofsky

com

Russell Crowe

Jennifer Connelly

Emma Watson

Anthony Hopkins

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O filme SnowPiercer é uma obra prima e um grande filme de antecipação cientifica, já que a acção se passa num futuro próximo, em 2031.

 

O realizador Coreano, Bong Joon-ho, transcende o género fantástico e autoriza um olhar sobre os possíveis futuros da nossa espécie. Como na Banda Desenhada - o filme é uma adaptação da Bd Francesa, Transperceneige, de B. Legrand, J-M Rochette e Jacques Lob - um trem anda sem parar à volta duma Terra completamente gelada e coberta de neve. É o último refúgio para a humanidade. A glaciação do planeta é fruto duma experiência falhada para lutar contra o aquecimento global.

 

O trem que produz água e energia, graças à neve que a locomotiva "engole", é uma espécie de Arca de Noé. Esta jangada sobre carris apresenta também um retrato realista da Humanidade: Nas carruagens da frente vivem os dominantes, aqueles que possuem o conforto e o acesso ao bem estar. Fazendo ecrã ou fronteira com as carruagens dos esfomeados e dos ignorantes, existem as carruagens do exército. E, finalmente, a locomotiva onde vive o criador e condutor do trem. É um chefe de estado e um deus vivo.

 

Após revoltas passadas, Gilliam e Curtis decidem organizar uma nova revolta. A luta pela liberdade e pela dignidade vai passar pela atrevessia das inúmeras carruagens. A conquista de cada carruagem, até à locomotiva, apresenta imensas surpresas.

 

A acção impressionante deste filme parece ser um apelo sem equivoco para recusar a animalidade, a exploração do homem pelo homem, em suma, o intolerável quem diariamente, nos gabam em nome dum longínquo e nebuloso pragmatismo.

O realizador mostra como o pior (e o melhor) da humanidade se reconstituem no "cavalo de ferro".

 

 

Nuno

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BD "Le bleu est une couleur chaude", p.79

 

O ideal é sempre poder ver um filme sem saber demasiado a seu respeito.

E o essencial é: Pela primeira vez, na história do cinema, uma adaptação duma Banda Desenhada à tela ganhou um prémio prestigioso, a Palma de Ouro 2013. A critica e os espectadores são unânimes quanto à beleza da fita.

La vie d'Adèle, realizado por Abdellatif Kechiche, não é, contudo, uma adaptação totalmente fiel do livro Le bleu est une couleur chaude, concebido e desenhado por Julie Maroh, na medida em que o relato final é diferente.

 

La vie d'Adèle, embora proibido aos menores de 12 anos, não é um filme pornográfico. É, isso sim, a narração duma aprendizagem iniciática na qual o questionamento da paixão ultrapassa a problemática da orientação sexual. No final, um tema clássico: O amor absoluto e a sua compatibilidade com as exigências culturais e sociais...

 

 

Fontes: Extrato do filme; ilustração - detalhe da Bd, p.79, ed. Glénat 

Nuno

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"Quando a esmola é grande o pobre desconfia" e tanta propaganda que se viu no pré-lançamento do filme de Rúben Alves A Gaiola Dourada - um retrato dos portugueses, resultante da epopeia de sua emigração nas últimas décadas - confesso que me levou a sentar na sala com a esperança e espetativa de que ia enganado.

 

Tentando apaziguar a discussão entre meus dois neurónios frontais contra um ocipital, degladiavam-se: "lá tás tu Paulo... vai-se a ver e na volta o filme até que merece mesmo uma Palma de Ouro, à grande e à francesa (link). Espera..."

1.ª Surpresa: a sala começava a mostrar-se demasiadamente bem composta.

Mais de metade dos lugares ocupados, tendo em conta que estamos ao meio da tarde de um dia de semana, no pais que, contam  as estatísticas, tem a mais baixa taxa de cultura cinéfila (ou de leitura, já agora...) bom, isto por si só já é obra.

 

"Vês o efeito da propaganda? Picardava o neurónio ocipital.

 Achas que sim, oh cromo? Vinte e seis dias depois da estreia nacional? Ripostava um dos do lóbulo frontal.  Em parte, talvez... mas no todo, duvido - atiçava o segundo dos frontais, prosseguindo: Ó "neurónio ressabiado", pá. Aqueles anos de neve na infância passada pelos Pirenéus Bascos afetaram-te mesmo do clima, com certeza..." E a Sala continuava enchendo.

 

É relevante e sintomático o percurso cultural dos Portugueses.

Eles aprenderam a ver televisão, antes mesmo de terem tido oportunidade de aprenderem a ler. Sim, literalmente. E esse fenómeno, de certo modo prolongado pelos próximos 30 anos é determinante para o nível e exigência cultural que demonstramos hoje. Com o aparecimento das primeiras emissões da RTP nos anos 50 num pais maioritariamente analfabeto como o era o nosso, o povo entra em transe com emissões de futebol, festivais da canção ou concursos. Entre os prazeres de assistir, ver e ouvir as emoções de "Gabriela" ao vivo, in loco na pequena "caixa mágica" ou deleitar-se na leitura da mesma, escrita pela pena de Jorge Amado, a escolha seria óbvia.

E se hábitos de leitura  nunca pegaram, os da sétima arte então, nunca vingaram.  Os Portugueses continuam a ser os cidadãos da Europa

que menos cinema frequentam, onde mais salas fecham ou as cadeiras livres abundam.

 

Mas cultura? O que é isso da cultura?

Depois de alguns anos de investimento nesse sentido, o atual governo português retrocede dizendo-nos que, por culpa da crise... há que exterminar, precisamente este Ministério, o da Cultura. Foi a primeira das Reformas de Estado a pôr em prática, aquando da remodelação de Ministérios. A população, a que "sabe ler" inclusive nas entrelinhas, retira daqui outras leituras: demonstram-nos o modo como os dirigentes do país, eles próprios uns incultos, encaram o assunto. Numa atitude "comezinha", "portuguesinha", revivem-se memórias antigas: "cultura é no campo, no lavradio. A cultura do ancinho, da enchada, do terreno que germina. Recupere-se a agricultura, a verdadeira cultura." Como em tudo, há que definir prioridades.

 

Alors, e o filme? O filme... bon, c'est ça: "La Cage Dorée" -  A Gaiola Dourada escreve-se, fala-se e protagoniza-se na mais francesa e incontornável de todas as cidades - aquela que, dentre todas as outras, mais portugueses acolheu em todo o mundo: Paris.

Na película estereotipa-se uma família emigrante portuguesa. Mas a estória extravasa o que se possa considerar ou etiquetar como sendo exclusivamente a imagem ou vivências experimentadas pelos nossos emigrantes franceses. Porque as emoções que ali se vivem, assistindo-se à película, universalizam-se. Serão as mesmas e comuns a quaisqueres outras experiências de vidas em qualquer outro país onde quer que exista um portuga estrangeiro

 

Cada um experienciará o filme à sua maneira mas eis uma das cenas que se me mostrou particularmente das mais marcantes:

Maria e Zé (Rita Blanco e Joaquim de Almeida) na arrecadação da casa vão selecionando alguns haveres, presume-se que para levarem de regresso para a terra natal. Como plano de fundo na imagem temos um grande placard de ferramentas, à imagem do personagem, o Zé, um humilde e prestável pedreiro, biscateiro habilidoso, de quem os vizinhos franceses tanto apreciam e recorrem (interesseiramente).

Enquanto Zé enrola o fio de um berbequim, Maria  puxa de um monte de roupas antigas um par de calças que o filho já há muito não veste desdobrando-o e apelando à memória de Zé: "Lembras-te como o Pedro detestava estas calcas?".

Um mero exemplo de uma entre várias cenas que resultará num potencial reboliço às entranhas de qualquer espectador que tenha vivido noutra comunidade ou cultura fora da sua terra natal. À qual lhe baterá um potente flashback rodeado de emoções à flor-da-pele, vestindo ele próprio aquelas mesmas calças e revendo-se no lugar do filho de emigrante, nas discussões matinais sobre a roupa para vestir e dentre as quais, eram por nós (crianças) de imediato descartadas todas aquelas peças de indumentária que evidenciassem a cultura portuguesa (ou imagem de coitadinho) num pais onde se é forasteiro. Basta o que basta, não se esperá-se que fosse o catraio, o primeiro naquele dia a acordar o estigma sofrido em qualquer recreio escolar estrangeiro pelo "típico filho do pedreiro e mulher a dias portugueses" que os nativos daquela terra fazem questão de nos recordar copiosamente, quotidianamente, direta ou indiretamente.

 

E quando um filme nos arranca consecutivas gargalhadas com a mesma facilidade e naturalidade que a seguir nos leva às lágrimas, então arriscaria que não há dúvida: só podemos estar perante um grande filme, digno do mais prestigiado troféu de cinema francês e europeu, mas para o qual é preciso ser-se Português para o entender em toda a sua plenitude.

BravôPalma de Ouro à Gaiola Dourada!

E desengane-se: mais propaganda sim. É disso que precisam, afinal, os filmes portugueses. Para que os pobres de espírito deste pais deixem de encarar ofertas culturais como esmolas.


 

Paulo C. Jerónimo

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Palma d'Ouro à Gaiola Dourada {#emotions_dlg.unknown}

 

 

 

Dizem que o lançamento em França foi um sucesso. Tem sido uma propaganda tal por cá que até desconfiamos ser película digna de alguma Palma d'Ouro... Aqui o trailer.

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"Dizem-se muitas caralhices sobre a arte de realizar filmes. É preciso parar com essa empresa de mistificação. Ser realizador não é criar arte como a pintura ou a escrita. É mais próximo do treinador de futebol." S. Mendes

 

Fonte: So Film N°5, Nov 2012, p.76

Nuno

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 * qestionante e líbido qb

 

 

"LOST AND DELIRIUS" | Lea Pool, Canadá, 2011

Em Portugal: "A Outra Metade Do Amor" | No Brasil: "Assunto de Meninas"

 

ficha do filme

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 versão 'pt' | aussi en 'fr' | also in 'en' | версия 'ru'

 

Foundation und Stars Wars : der Sieg des Wissens über das Schwert !

Laut einiger Medien sollte Asimovs Trilogie « Foundation » zur nächsten größten Weltfilmproduktion werden. Dies wäre eigentlich ein titanisches Projekt ! Aber ob Gerücht oder nicht haben Bob Shaye und Michael Lynne, die es in die Wege geleitet haben, tausende Kommentare im Internet ausgelöst.

  

 

Für die Science-Fiction-Fans fungiert Stars Wars als Kopie von Asimovs Werk. Wenn Asimov immer behauptet hat, die Geschichte des Römischen Reichs habe ihn zu seinem Werk inspiriert, hat George Lucas dagegen immer geleugnet, er habe sich von Asimovs Texten inspirieren lassen. 

Zu viele klare Tatsachen lassen an die Bösgläubigkeit des Regisseurs von Stars Wars denken. Und ich bin nicht der einzige, der diese Meinung vertritt.

Kurz gefasst : Die Handlung findet zu Beginn des dritten Jahrtausends statt. Hari Seldon, Erfinder der Psychohistorik (die die Zukunft vorhersagen kann) kündigt das Ende des Imperiums an. Besorgt gründet und organisiert er Foundation, eine Institution, deren vordergründiger Zweck die Sammlung allen Wissens in einer Encyclopaedia Galactica ist.

Da erscheint aber das Maultier, ein Mutant, der in der Lage ist, Menschen über ihre Gefühle für ihn zu absolut treuen Anhängern zu machen. Und der will das Imperium erobern. Seldon aber hätte eine zweite Organisation gegründet, eine zweite an der Grenze des Weltalls versteckte Foundation, die fähig wäre, die Menschen auszubilden, sich gegen das Maultier und die Entfremdung des Verstandes zu verteidigen.

 

Der Kampf zwischen der Zweiten Foundation und dem Maultier ist erbarmungslos. Vielleicht ist dieses Szenario ja nur die Illustrierung eines Kampfes zwischen freien Menschen und Geistesgestörten (Nationalsozialismus, Stalinismus, oder Neofaschismus). Stars Wars’ Regisseur kann sich wohl von Foundation inspirieren lassen haben. Egal. Interessant ist aber, dass die Roboter R2D2 und C3PO auf Asimovs Robotik verweisen. Yoda, der Weise in Stars Wars, lässt auch an Seldon denken, den Weisen in Foundation. Die Idee des Imperiums, der Konföderation und der kosmischen Universen findet man schon in Asimovs Werk.

Hier höre ich auf, denn ich bin ja nicht die Heilige Inquisition, die nicht so „heilig“ war.

Beide Werke verkünden den Sieg des Guten über das Böse. Jedoch siegt in Stars Wars das Gute durch das Schwert (oder die Laserkanone), wobei das Gute in Asimovs Werk dank des Wissens siegt.

Nuno

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0 Festival de Cinema de Vila do Conde levantou uma pergunta pertinente: O que seria o mundo sem o cinema Português ?

Julien Gester dedica um interessante artigo à 20ª edição do Festival de Vila do Conde e, igualmente, ao cinema Português.

Um cinema que sabe inovar e que não abandona a sua vertente artística, reivindicando-a.

 

O atual governo Português deixou de subsidiar a produção cinematográfica portuguesa!

Ele mostra à cena internacional o seu desprezo pela cultura!

Os recentes prémios alcançados ("tabu" e "Salaviza") são uma enorme derrota para o atual governo Português!

Este ultimo não pode negar que o cinema Português proporciona projeção internacional!

 

Solidários com o Cinema Português, somos...

 

Fonte: Libération, 18 juillet 2012, p. 23

 

Nuno

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Com a atribuição da "Palme d'Or", graças ao seu filme Amour, M. Haneke junta-se ao circulo restrito dos realizadores que obtiveram por duas vezes a recompensa maior em Cannes.

 

O filme Amour é um conto sobre a velhice e a morte. E é uma narração dolorosa porque nos interroga sobre a nossa condição e a nossa dignidade.

O amor não é paixão como também a piedade não é compaixão, sendo esta ideia o fio condutor do relato. O casal de idosos, magnificamente interpretado por Emmanuelle Riva (Anne) e Jean-Louis Trintignant (Georges), reivindica dignidade. E quando a enfermeira, após a ter penteado, diz a Anne que está bela, Georges despede-a. É um dos exemplos onde é desmascarada a hipocrisia, a falsa "boa consciência" e onde é acusada a sociedade do espectáculo que parece só saber fingir.

 

Podemos levantar a pergunta se a nomeação do filme de M. Haneke não é uma resposta à alienação de quem já não quer conhecer os seus sentidos. Um filme que pinta um casal de idosos apreendendo o tempo, a dor e a sua relação com a morte. É uma fita que se opõe à tendência actual do cinema e, sobretudo, do cinema "made USA". Georges e Anne não são super-heróis, não são seres sobrenaturais ou seres fora do comum. Formam um casal de idade como tantos outros que podemos cruzar na nossa rua.

 

E não deixa de ser cómico o seguinte: Em 20 de Maio, o jornal "Nice Matin" publica uma crónica sobre o filme e cujo titulo diz tudo: "Haneke m'a tuer". Titulo que reenvia para uma comédia...

Nuno

 

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António Tabucchi foi um europeu convencido. Era Francês, Italiano, Português...?

Era universal como o era o seu combate contra todas as ditaduras. 

Quando jovem, compra em Paris um livro de Pessoa e fica apaixonado, inaugurando uma cumplicidade literária extraordinária.

O seu texto Soustiene Pereira é também feito filme.

É Mastroianni quem desempenha o papel de Pereira.

Um jornalista que toma consciência da natureza do Salazarismo e torna-se opositor do fascismo.

A tradução Francesa de I tre ultimi giorni di Fernando Pessoa.Un delirio é de Jean-Paul Manganaro.

Editada em 1994 pela Seuil, a publicação apresenta desenhos de Júlio Pomar que ilustram Pessoa.

A literatura de Tabucchi é um hino à fantasia e à liberdade.

Nuno

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O fotografo Cédric Delsaux acaba de editar um livro que nos apresenta planos, imagens, cenas e lugares onde as paisagens humanas se misturam com as personagens da obra de George Lucas, Star Wars.

Se George Lucas adora o livro, os fãs da saga estão muito mais cépticos...

Fonte: Dark Lens, Cédric Delsaux, ed. Xavier Barral, Out de 2012. / Foto: Libé, p.VI, 19 de Out de 2012

Site: www.cedricdelsaux.com

Nuno

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