IMG_20170907_080214.jpg

Burgos, Espanha 8h03AM, uma hora a menos em  Portugal.

E vão 6 horas de viagem mais 630 quilómetros na pele desde que apagou aquela ultima beata na calçada, terra dela mesmo, era a calçada de Porto de Mós.

Ele está definitivamente de volta às lides blogosfericas porque, o bom filho a casa torna, e quanto à boçalidade crassa e crescente das efemeras redes sociais, vós sabeis, o Mr. nunca gramou as efemeridades. Saudades...

por MrCosmos | link do post

 

Pelo sim pelo não, porque já me arrempendi de não o ter feito na altura de se terem averbado no dragão outros 5-0 noutro clássico, ou porque nas redes sociais (culpadas da suspensão de assuntos neste blog) os temas são tão efémeros e voláteis, deposito neste obituário o pensamento de ontem pelo pê de T3LL0. E desafio o Nuno PortoMaravilha a fazer o mesmo.

 

 

T3ll0.jpg

 

É pá, isto não se faz!
Faltam ainda 10 minutos para acabar o jogo mas tenho de solicitar desde já o livro de reclamações aos senhores do Dragão.
Então a malta compra bilhete para assistir àquilo que se espera ser um grande clássico de futebol e apresentam-nos em palco um Bailinho da Madeira?!

Não vale!
Ao menos digam ao Jackson onde estamos, que em portugal tal dança não tem passo doble... ao quaresma que se deixe de invenções porque esta não é uma coreografia cigana, é da terra do amigo Ronaldo portanto não vale trocar o passo ao adversário, não vale... e ao Lopetegui que não estamos no País Basco nem na tropa, pois que o Bruno de Carvalho não é propriamente dirigente da ETA nem era preciso acertar-lhe o passo... é que sinceramente... assim não há condições!

--

Paulo Jerónimo

por MrCosmos | link do post

 

 

Dizem-me que este é um complexo que existe ou existiu num passado recente um pouco por todas as sociedades de países que foram outrora colonizadores. A ideia deriva duma pseudo atitude envergonhada mas não claramente assumida, de que executar "trabalhos manuais", desprezíveis que são - até porque historicamente estão associados à mão de obra escrava, ou nas décadas mais recentes, à população analfabeta - não será uma ambição por aí além louvável... Cidadão que se preze almeja um oficio mais "intelectual", investirá nisso, desmedidamente se necessário. 

 

Acrescentarei eu que no caso português, como em demais outras matérias, o problema agrava-se, porque, neste capitulo da educação e formação para o mercado de trabalho, levamos mais de 20 anos de atraso em relação à Europa, iludidos que vivemos durante este tempo todo com utopias megalómanas que resultam em conclusões do género: "a atual população de jovens portugueses que chegam ao mercado de trabalho é a melhor preparada e qualificada de todos os tempos".  A questão que se impõe é: qualificada para que? 

Este governo cairá (um dia), não porque em abstrato a linha orientadora delimitada inicialmente fosse de todo errada - era evidente que tínhamos de descer à terra e passar a viver à medida das nossas posses, deixar de nos armar em "novos ricos" - mas cairá então um dia este governo, de tanto baixar as calças e se prostituir a soldo do país que ousou outrora sonhar em desenhar uma cruz suástica para toda a Europa.Dai que faz notícia hoje o Ensino Profissional (EP). Parece que o atual ministro com a pasta da educação, Nuno Crato, quer-me convencer, a mim e a uns quantos que, se o vamos fazer mais e melhor (o EP) é porque a Angela Merkel o demostrou mandou. Sim porque para bom entendedor meia palavra meia notícia (como esta) basta.  

 

 

Deixemos-nos de merdas, que isto não é uma questão de imitar ou ser cordeirinhos dos Alemães e os Portugueses sabem disso muito bem. A lavagem cerebral que determinados políticos bem como o "4.º poder" - a imprensa voraz - gosta de fazer ao público tem tanto de ridículo como de excecional!
O Ensino Profissional em Portugal já tem barbas. Já se tentou implementar e discute-se há muito ano. Salvo erro meu, o espirito subentendido seria o de uma evolução do antigo modelo das Escolas Técnicas, Comerciais e Industriais das quais não sou contemporâneo. Mas o lobby das universidades que rebentavam como cogumelos nos anos 90, aliado ao complexo tuga que se instalou entre os pais da Geração de Abril de que só quem fosse Doutor ou Engenheiro é que era alguém na vida, até porque em boa verdade era essa a realidade que os mesmos viviam, nunca permitiu que esta politica  tivesse pernas para andar.


Por mim falando, pelo menos há 2 décadas, quer desde que conclui o 9.º ano e fui desafiado a integra-lo (o EP), quer pelo tomar conhecimento mais de perto do estado do Ensino enquanto membro executivo de algumas Associações de Pais e Encarregados de Educação que integrei, que defendo esta modalidade de ensino profissionalizado como forte mérito provável de sucesso em grande parte de muitos casos de alunos na entrada e eventual conclusão do ensino secundário. Nesse tempo mais atrasado, inicio dos anos 90 (Governo de Cavaco Silva), existiam directrizes politicas do meu ponto de vista excelentes, não obstante tratar-se do mesmo ministério que pôs a mesma Geração Rasca de estudantes a virar o cu ao ministério da educação - uma vez mais pelo lobby das universidades querer vingar (pagamento de propinas). Recordo que, enquanto aluno a frequentar o secundário em regime profissional tal permitiria p. ex. acumular de apoios monetários (subsidiados pela UE e empresas envolvidas) na ordem dos 30 Contos de Reis por mês (150,00€), isto numa altura em que ainda era cultura enraizada nas famílias os jovens daquela idade começarem a ganhar dinheiro em detrimento dos estudos, e que o ordenado mínimo nacional rondaria os cerca de 40.000$ (200,00€).

 

 

No caso que conheci por dentro, mas havia várias outras soluções no distrito, era um Curso Secundário com a área profissional de desenho de Moldes assistido em CAD CAM, apoiado por várias empresas na Marinha Grande. Houve até vários e variados cursos que arrancaram mas que nunca se percebeu o porque da pujança inicial destas modalidades de ensino secundário profissional arrefecer num ápice, acabando praticamente delegados à gaveta e alí permaneceriam durante vários anos em Banho Maria.

 

Deixou-se cair inclusive tal modalidade num descrédito total. Ainda hoje esta forma de ensino é considerada ou olhada por muitos pais e professores como a solução obvia para alunos burros... Assim como o Ensino para adultos, chamem-lhe "Novas Oportunidades" ou seja lá o que quiserem, continua a pôr em alvoroço a pudica sociedade portuguesa que não admite depois de tanto dinheiro e prestigio pretendido para os seus filhos, que se venha agora atribuir equivalencias aos pobrezinhos!

Há mais de 5 anos que se vinha notando um esforço considerável pelo ministério da educação em tentar recuperar esta modalidade e tempo perdido com o EP. Assim como há varios anos um punhado de profissionais lutam pela credibilização do reconhcimento do sistema de ensino a adultos muito para além da mera estatistica, a partir do desenvolvido das competências adquiridas, não obstante casos tipo "Relvas" fazerem questão de os enxovalhar - o que não deixa de ser curioso: este caso colocou as próprias e insuspeitas todas poderosas Universidades no centro da questão. 


Mas Pronto... hoje o Expresso quer-me convencer que se o vamos fazer (reforço do EP) é porque a A. Merkel mandou. Tá bem abelha! Esqueçam isso.

Conforme o slogan parvo que a empresa alema de grande implementação em Portugal, a Media Markt, gosta de lembrar aos matcho-mans tugas ou aos doutos inteligentes como os vídeos do Prof. Marcelo"eu é que não sou parvo". Se há coisas que interessam e muito ao país de A. Merkel, é saber por exemplo se os latinos portugu€s€s já decidiram qual o próximo carro de alta cilindrada em que que se vão montar. E nesta luta renhida pela defesa dos valores da indústria automóvel europeia até a subsidiaria do bon ami François, que se sabe ser mais "camarada" dos pobrezinhos, Já anda em bicos dos pés a oferecer Renault Clios à assembleia da República! E porque não Fernando Assis? Vide aqui. 

 

 

 

 Paulo C. Jerónimo

por MrCosmos | link do post

 

James Cameron Já escolheu o elenco para o "Avatar de Belo Monte"  {#emotions_dlg.unknown}

 

  

"O Brasil, provavelmente, terá de meter aqui uma colherada."

MrCosmos a 20 de Abril de 2010


--

Este post deve ser lido na continuação de A Barragem 'Belo Monte', Cameron, Le Clézio e Lula

por MrCosmos | link do post


Este video ao ser repescado da minha videoteca caseira e republicado à data corrente aparece um pouco descontextualizado, mas tem a sua razão de ser. 
Convêm talvez referir que o discurso aqui patente de Pinto da Costa é proferido após decisão judicial
 (da verdadeira justiça, a civil) que o inocenta das acusações do Processo Apito Dourado, ao mesmo tempo que a pseudo justiça desportiva de Ricardo Costa na Liga de Futebol punia o FCP com a retirada de 6 pontos na clasificação, já campeão (com mais de 20 pontos de distância para o segundo lugar). Dai o calor do mesmo, e os aplausos em que foi recebido pela congregação portista, e que o mesmo presidente recupere um tom de discurso de guerrilha que já fora chão que dera uvas noutros tempos (anos 90). Quando alguns previam um Dragão ferido, verificasse apenas  ou sobretudo um Dragão bastante acossado.

O ataque incisivo ao FCP (por via do seu presidente J.N. Pinto Costa) foi tão flagrante quanto estúpido ou inócuo. Basta referir que foi este «O Grande Processo» em que a Procuradoria Geral da República, do outro agora cessante, Pinto Monteiro investiu mais dinheiro e recursos.
Num momento em que já se podem começar a escrever para memória futura, as memórias do "insonso" procurador Pinto M. , "há que dar o mérito a quem o tem" (João Pinto - capitão FCP dixit) e referir que sem dúvida se tivermos de enumerar o grande caso que se pode atribuir à passagem de Pinto Monteiro pela Chefia máxima do Ministério Publico Português, foi este... derrubar o FC Porto, com ordem expressa e inédita de recorrer para instâncias superiores sempre que os tribunais não validassem a posição do Ministério Público (que nunca validaram) e assim curiosamente se quis derrubar a única instituição de sucesso resistente, ou evidente, em Portugal, e crítica ao poder central. Sim porque, vá lá, deixemo-nos de estórias da carochinha: o tratamento de investigação e ação não foi igual nem neutro, perante as demais descobertas (acidentais?) patentes e abafadas do panorama desportivo no futebol português.

Muitas linhas já foram escritas sobre o assunto, inclusive por mim na blogosfera em tempo ido, mas o curioso no meio disto tudo, e a esta distância, quando o Pinto abandona a cadeira de Procurador não deixando o sotaque de suas piadelas saudades a ninguém, foi verificar como o "sistema nacional" conseguiu pôr em sintonia discordâncias tão dispares que existiam entre os portistas (como a minha discordância contra a guerra Norte-Sul enveredada por J.N. Pinto da Costa nos anos 90, tempos do Penta) unindo um clube que se vai vendo obrigado a continuar a "chafurdar", na filha da putice que é o futebol Português (hoje com outros donos), e onde o grande mérito de Pinto da Costa reside apenas em ser "A Puta Mais Velha".


Paulo C. Jerónimo
por MrCosmos | link do post

 

 

Bestiário Ilustríssimo é uma recolha de cinquenta textos em roda da Arte e, mais especialmente, da música. Li o livro de Rui Eduardo Paes na Auvergne, no centro da França. Esta região é também uma região de "antigos" vulcões. Marco Santos, no prefácio à recolha, escreve que o livro foi escrito em Marte. Mas, se o homem já visita Marte, nunca visitou o fundo da Terra nem dos vulcões. E são quatro os Dragões que guardam o segredo da vida que só a Arte sabe expressar.


"O Dragão: Engolir-vos-ei humanos e sem qualquer distinção. Todos. Todavia, talvez salve alguns: Outros não".


Este velho poema Inglês integra a introdução ao texto de Sérgio Luís de Carvalho: Anno Domini 1348. Relato que conta a vida dum tabelião que se fecha em casa para se proteger da peste que assola a Europa e Portugal. À luz duma vela, ele vai ler as pranchas dum bestiário ilustrado que lhe tinham oferecido em criança. Cécile Lombard, a tradutora, escolheu um título diferente para a edição Francesa: Le Bestiaire Inachevé.


Por associação, devido aos títulos, de ideias ou por deformação profissional... vi uma continuidade entre os dois livros.

 

Rui Eduardo Paes é musicólogo. Também é autor de vários ensaios sobre Jazz e arte(s) contemporânea(s)... O prazer dos seus textos, descobertos no blog "Bitaites" de Marco Santos, levou-me, naturalmente, à leitura da recolha: Bestiário Ilustríssimo.


1. Dragão de Terra


No seu primeiro ensaio, o autor cita em preambulo Álvaro de Campos (F.Pessoa):"Sentir de todas as maneiras...". A obra de Rui Eduardo Paes é uma obra com entradas multiplas. O pacto de leitura que nos é proposto parece ser a vontade de desmascarar o discurso oficial sobre a arte. Num país que acaba de suprimir o "Ministério da Cultura", a luta a contra a estupidez e a ditadura cultural não pode assentar num fechar sobre si próprio. O mérito do autor é ter posto o seu saber e as suas ideias ao serviço da compreensão do mundo que nos rodeia. Isto é, autorizando um olhar universal sobre a Arte. E só esta universalidade nos permite interpretar o título: A Arte combate a vulgaridade e a destrói a bestialidade que existe em nós (Deleuze).

 

2. Dragão de Água


Gosto da referência ao Homunculus (pp.64-67). A lembrança de José Gil e de Herberto Hélder remetem para o estilhaçar do indivíduo no mundo actual, conceito que Fernando Pessoa cria com a constelação dos heterónimos. Nesta perspectiva, 
Rui E. Paes expressa e elucida, claramente, apoiando-se em José Gil, a noção de que a tentiva para entender outrem e a filosofia também podem e devem ser arte(s). E, isto, antes de serem dissertação. Deste ponto de vista, F. Pessoa seria não um poeta, mas um filósofo. Em paralelo, não pude deixar de estabelecer uma associação com a "BD-Manga" culto de Hidéo Yamamoto: Homunculus. Não deixa de ser curioso que fosse num país onde o modo de vida capitalista atinge um enorme expoente que surgisse artisticamente a narrativa duma experiência sobre o cérebro (dum "sem domicílio fixo") e o porvir do sentir. O que nos remete para um olhar critico sobre o início do século XXI: O homem estilhaçado, o sentir e o conceito, a besta e o homem,...


3. Dragão de Fogo

No seu texto n°11, Retro-Inovadores, Rui Eduardo Paes apresenta a criação dum centro cultural polivalente na vila do Fundão. Construído a partir duma antiga fábrica de moagem, esta realização mostra q
ue a arte é plural e interdisciplinar. Não sei se é um acaso ou não, a escolha de Rui Eduardo Paes. A vila do Fundão sempre foi um centro de resistência ao fascismo, ao colonialismo e aos seus crimes de guerra. O Jornal do Fundão compensou durante anos a não existência duma imprensa de dimensão nacional e livre. Foi uma publicação de resistência à estupidez e ao ordinário. Um pequeno semanário que se deu ao luxo de publicar textos de grandes vultos das artes de expressão Portuguesa. Um luxo as crónicas do poeta Brasileiro Carlos Drumond de Andrade...  Assim, não é surpreendente, escreve Rui Eduardo Paes que "muitos criadores procurem no passado as suas referências"(p.68).

 

4. Dragão de Ar


O último texto n°50, Gigantes aos Ombros de Gigantes, levanta a problemática da partilha da criação musical na internet. Rui Eduardo Paes critica, com razão penso, a uniformização dos gestos e tendências que os majors da indústria musical querem impor ou fabricar. Respondendo, o nosso autor cita as ideias da militante libertária Esther Ferrer que associa o anarquismo à criatividade. Desconhecido muitas vezes, também existe um movimento anarquista em Portugal. O livro de João Freire (desertor e militante antifascista) apresenta a história desse mesmo movimento. Este foi criado em 1887 em Lisboa. O "Grupo Comunista Anarquista" obedece às orientações anarquistas da sua época. Por exemplo, rejeita o sentimento patriótico ou nacional, o egoísmo das raças, das religiões e das línguas... 

 

Bestiário Ilustríssimo é uma bela recolha de textos. Estes podem ser lidos, independentemente, uns dos outros ou não. Uma obra Barroca que não se deixa fechar numa classificação determinante e determinada. Como os monstros que ornamentam as catedrais e colegiadas, os textos de Rui Eduardo Paes são um convite para pensar e sonhar.Uma a obra a ler e cujas muitas passagens são poesia. Linhas e parágrafos para serem lidos em voz alta, tal como a musicalidade da poesia. Mas não é para o nosso autor a música a mãe de todas as artes. 

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Se por vezes me questiono sobre a necessidade de alguma coragem para um Português atual se envolver, mesmo que esporadicamente, com o idioma francófono, não tenho qualquer dúvida de que aplicar a língua de Asterix e Obelix neste pais - onde a mentalidade "tuga" ainda polula - exige no mínimo e sem dúvida de ousadia.

O tema do dia hoje pelo Facebook passou por aqui. 

A coreografa e professora de dança Vanda Costa ousou concluir um espetáculo de dança, de forma sublime ao som do tema "Le Sens de La Vie" da artista Tal, a "Rihanna francessa" (chamemos-lhe assim)  e como tal, diz que não se livrou de ser questionada sobre o uso do francês ali.

 

Nada que se estranhe entre o Mui Nobre Povo. Apenas mais um apanágio dum pais complexado por muitos dos "seus" , entre outros. Um povo mais enebriado por gostos prosaicos, bafejados por demasiadas americanadas boçais ou inglesadas banais. São os yes man atuais.

Com a foto no topo, entretanto partilhada no FB da Gisleuda Gabriel, se poupa o meu parlapié. Azar de quem a não sabe "ler".

 

 

PS: mas se até a artista no videoclip oficial (link) comete o contrasenso de ostentar Nova Yorque... Há quem não se importe de descer uns degraus. Perdoai-lhes Senhor...

--

Este post pode ser lido na continuação de Os Portugueses continuam a saber rir de sí mesmos... et "c'est ça que c'est bon!"


Paulo Jerónimo

por MrCosmos | link do post

 

Três

Em Portugal diz-se que "três, foi a conta que Deus fez" - coisas das tradições cristãs associadas à Santissima Trindade.

O três também orbita bastante na politica atual donde surge a palavra russa troika (тройка) que literalmente se trata duma carroça puxada por três cavalos ou burros...

"Perder os três"  pode também ser um misto entre a a glória (para as mentes mais libertinas) e a desonra (para os mais púdicos), sexualmente falando. E ainda neste último capítulo, também há quem quando pensa em três associe o numero a umas "ménages" e outras libertinagens :-) .


O Cosméticas faz hoje três anos, portanto respeitinho, que já somos grandinhos!

Quem também faz anos hoje (50) é a "Garota de Ipanema", musica incontornável aqui pelo Cosméticas.



Parabéns a todos vós que nos seguem.

Um obrigado em particular ao grande amigo Nuno PortoMaravilha.

por MrCosmos | link do post

 

"O nome de Cesária Évora confunde-se com o de Cabo Verde."

Mais palavras para quê{#emotions_dlg.unknown}

 


 

 

E é ela que eterniza universalmente essa palavra de sentimento tão lusitano.

Continuando na senda da introdução citada: "Que a terra lhe seja leve."

De acrescentar que não consigo dissociar esta singela homenagem e sentimento,

do melhor sítio que conheço de expressão cultural cabo-verdiana: ao Café Margoso.

Paulo Jerónimo

por MrCosmos | link do post

 

 

 

 

Comentava o Marco Pereira ontem no Facebook que "Este tempo tem coisas estranhas. Passamos da semana passada de alerta vermelho de risco de incêndio para alerta laranja de risco de inundações..."

E no mesmo dia aparecia este excelente vídeo (Link) , um dos 8 lançados à votação para uma mostra-concurso no Portal Portugal Vídeo.

Ó tempo, volta para trás...

 Este post pode ser lido na continuação de Star Wars e Ecologia

por MrCosmos | link do post

 

De tudo um pouco, muita baboseira e comentários se vão ouvindo, lendo e "manifestando", sobre a austera situação que se vive no país.

E entre tanta indignação, segue-se um dos comentários mais "indignados" que encontro até hoje, enviado por um leitor deste post que fora destacado hoje pela homepage do Sapo, e ao qual lanço daqui o meu singelo aplauso. De pé!

 

É que, não raras vezes, entre tanta boçalidade, é também nas caixas de comentários que se encontra o que de melhor reside na blogosfera.

 

__________

 

"Comentário de CAFARA a 17 de Outubro de 2011 às 16:15

 

Depois de ler o post e ver alguns comentários, concordo com algumas coisas, sim é verdade. Quem sofre com tudo isto não se manifesta, (embora tenha visto na TV alguns beduínos " que nem banho tomam "coitados" a reclamar só porque a TV existe.)
Depois de tanto se falar eu ainda não ouvi nenhum intelectual, dizer onde e como se deveria "cortar" até aqui ninguém é diferente do governo, ou seja sabe que tem de cortar mas não sabem onde. Eu digo-vos, trabalho desde que fui voluntário para a FAP em 1985, nunca tive férias, casei, comprei casa, tenho 2 filhos e nunca ninguém me deu nada. Trabalhei... Poupei... e hoje continuo a trabalhar aos fins de semana, na lavoura, coisa que 10.000 Portugueses não sabe que existe. Eu e minha mulher trabalhamos mais de 10 horas por dia, já fomos despedidos, a empresa onde a minha mulher trabalhava faliu e lá se foram meses de trabalho e subsídios , nós sabemos o que é sofrer quando muitos energúmenos gozavam férias no Algarve com dinheiro do banco. Nós pedimos dinheiro ao banco para comprar casa e esta está quase paga 15 anos depois (o credito era para 30 anos), depois de ser despedido constitui uma empresa que também atravessa dificuldades mas ainda não desisti e sabem porque? Porque nunca ninguém me deu nada e até o meu pai só me dava se eu merecesse. Agora existem os indignados, e eu pergunto indignados porquê? Porque estudaram nas universidades publicas pagas com os meus impostos? Porque tem um RSI suportado com os meus impostos? Porque tem um apoio ao arrendamento suportado com os meus impostos? Porque tem um sistema de saúde suportados pelos meus impostos? Porque querem que o estado lhes dê um emprego, suportado pelos meus impostos? Trabalhem peçam terra e cultivem-na nas horas vagas em vez de impedirem os outros de trabalhar, produzam... lembrem-se daquele senhor que foi á procura de trabalho e disse ao possível empregador que estava ali para lhe dar lucro e não á procura de emprego. Esse é o espírito trabalhar, render...só assim se consegue alguma coisa. Este povo filho de uma Nação Valente e Imortal, está a deixar revoltados os seus Egrégios Avós, esses que nos fizeram chegar á vitória da liberdade, da paz e do pão. Basta! Levantem hoje de novo o nosso Esplendor , levantem-se das Brumas do desemprego, garantam a vitória. Esqueçam aqueles que vos oferecem doces, é para vos enganarem "tolos". Eu sou um indignado por saber que existem indignados sem saber porque?
Imaginem se algum desses indignados, fosse lançado no alto mar com intenção de os eliminar, alguma vez eles iriam cruzar os braços e esperar morrer afogados, como era inevitável ? Não eles lutariam até que a morte os vencesse, nunca desistam de deixem-se de americanices e lembrem que são lusitanos e o nosso Hino é realmente importante para aumentar o nosso ego.
Tenho dito. "
_____________
Este post pode ser lido na continuidade de "Los Indignados Olvidan el Essencial: Sea, Sex & Fado"
por MrCosmos | link do post

 

 

Na semana posterior ao arranque do novo ano létivo escolar que introduziu a norma para a Língua Portuguesa ao abrigo do novo Acordo Ortográfico, era já curioso constatar como o "resmungão" povo luso já o vinha adotando sem se aperceber mesmo, pelo menos na leitura do seu dia a dia, desde há vários meses, nos jornais, telejornais ,blogs, outdoors, etc, sem assaltos nem alaridos.

 

Gostava de saber a resposta de quantos terão reparado objectivamente, e dado pelas diferenças nesta breve introdução do texto segundo as mais flagrantes alterações do AO...

Contam-se pelo menos três: léctivo ; adoptando; dia-a-dia (com hífens) - eventualmente quatro: tele-jornais (com hífem).

Importa de facto por isso recordar e repetir, o que destacávamos já aqui há atrasado numa entrevista de Rui Zink.

E sim, o "C" de facto não cai alí porque não é mudo, pronuncia-se, portanto, escreve-se.

 

"A elite portuguesa é ignorante" (aqui completa):

 

 

"-Jornal do Fundão  - E é preciso tanto “barulho” sobre o novo acordo ortográfico?

 -Rui Zink - Sou completamente a favor. Nós não somos os donos da língua... a única forma de evitar que a língua que nós falamos passe a ser uma espécie de mirandês, muito bonito, com interesse arqueológico, mas sem projecção internacional, é colarmo-nos ao Brasil. Quando as pessoas dizem “ai, mas nós é que falamos o bom Português”, eu não sabia que em Portugal havia tanta gente a falar bom português, a escrever bom português, a ler bom português e não sabia que nós tínhamos exactamente o mesmo sotaque de São Miguel ao Porto....


Houve uma coisa que me horrorizou... Há uns três anos fui a Paris e vi um dicionário “Francês - Brasileiro” e logo na introdução diziam que o português de Portugal já não tem nada a ver com o português do Brasil... Já são duas línguas completamente opostas. É evidente que a França aqui, embora seja nossa amiga, é rival. E eu tive oportunidade numa conferência que dei a certa altura dizer: “ah, pois, eu no outro dia estava com uns senhores que estavam a falar senegalês”. E aí os franceses levantaram-se logo a dizer “não é senegalês, é francês”... E eu disse: “Oh meus filhos da p***, se vocês falam do brasileiro e do português, então, também há o senegalês”. Quando o nosso adversário nos quer dividir, acho um tiro no pé este nacional-patriotismo em relação à ortografia perfeita, até porque nós não usamos a mesma ortografia que o Fernando Pessoa usou."

 

Nota da redação: «“Oh meus filhos da p***» - palavra incognita e censurada pelo maior jornal português antí censura de sempre, Jornal do Fundão - em bom português, continua-se a escrever, ler e declamar da mesma maneira de sempre: Oh meus filhos da puta!

por MrCosmos | link do post

 

   Nos toques e retoques da edição diária apercebi-me que hoje é dia

  3 de Agosto e que portanto, depois de ir confirmar ao certo,

  confesso, que o Cosmeticas.org assinala dois anos.

  É uma boa altura para agradecer a quem gosta de visitar esta nossa

  "dimensão", bem como pessoalmente agradeço ao companheiro Nuno

 PortoMaravilha pelo entusiasmo e partilha que aqui tem feito

  conosco, que o gostamos de ler.
É também com apreço que recebemos ao longo destes dois anos o reconhecimento demonstrado por vários "pares" dentro e fora da blogosfera. Por isso, boa continuação para todos e até já.

por MrCosmos | link do post

 

Um Americano, algo criador, decidiu brincar virtualmente.

Decidiu fingir que era uma homosexual que vivia em Damasco.

Páginas de apoio são criadas... O planeta parece se mobilizar...

 

Só que...

O blog, A gay girl in Damascus, para se ilustrar roubou a foto duma Croata no Facebook.

 

 

Os mídia que cairam na brincadeira não apreciaram...

Foto: Télérama, nº 3206, p.178 /  Fonte: mídias fr

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Quem pode ainda acreditar que Facebook é um espaço de Liberdade, de Igualdade e de Fraternidade?

Esta foto foi tirada aquando da realização do e-g8, em Maio, em Paris. O Tio Patinhas, criador da Facebook, oferece uma camisola, com o logo da sua empresa, ao presidente Francês.

 

Foto :Télérama, nº3203, Junho de 2011.

Este post deve ser lido como a continuação de : "Facebook : A Censura não rima com Arte..."

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

foto perfil.jpg

pauloc.jeronimo@gmail.com

pesquisar
 
arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D

2016:

 J F M A M J J A S O N D

2015:

 J F M A M J J A S O N D

2014:

 J F M A M J J A S O N D

2013:

 J F M A M J J A S O N D

2012:

 J F M A M J J A S O N D

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

2009:

 J F M A M J J A S O N D

Controle de invasão ET
comentários recentes
Hand ball is actually a nice game to watch. I firs...
Children are not good with lies. They doesnt know ...
Woww!!! I am glad you have shared this old picture...
Alors, dit-il,Au Revoir ! , dit-elle. Alexandre O'...
Jovem, apesoado, dotado, submisso, procura homem d...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
.