Devido ao fascismo, a região Portuguesa de Trás-os-Montes viveu em autarcia e num isolamento total até à queda da ditadura.

Esse isolamento autorizou conservar tradições rurais, sociais, económicas... antiquíssimas.

Por exemplo, fica-se a saber que a gaita de foles transmontana guardou uma forma mais arcaíca que a galega. 

O vinil que apresentamos é uma fonte de informações riquíssimas. 

É uma fabulosa pesquisa editada pela Radio France em 1980.

Ela é, essencialmente, o fruto do trabalho da Section d'Ethnomusicologie du Musée Instrumental de Bruxelles.

 

Como podem ler, não existam explicações em Português.

O que é curioso, já que a Secretaria de Estado à Cultura (Portugal) deu a sua contribuição. 

Muito curioso mesmo...

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Não teria sido propriamente a cultura musical francesa que dominaria a juventude portuguesa dos 80/90 , no entanto haveriam discos, melodias e temas que nos chegariam às mãos atraves dos "parentes do mês de agosto" e demais ligações emigrantes.

28º a l'ombre (Monaco) de Jean-François Maurice (1978) é um desses casos cá em casa, pelo que vai para este clássico francês a estreia Pelas Trilhas do Vinil a 45 rotações, com direito a grainhas e os sulcos do ligeiro empeno no disco, como bónus. 

Melódica, nostálgica, e com romantismo qb - mais que nem fosse, pela lingua: a roçar o lamechas,  :-) .

 

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Paulo Jerónimo

por MrCosmos | link do post

 

 

Nem estava em crer: tinha acabado de lhe prestar a devida atenção durante a semana perante a apresentação deste álbum na rubrica diária da Rádio Autonoma a qual gosto de acompanhar. E agorar estava ali, a rir-se para mim, e a perguntar-me: Levas-me?

Claro que sim! Foi a troco de uma nota de 10, e lá sai da feira de velharias e antiguidades deste domingo de sorriso esboçado.

 

Curiosamente, havia sido induzido em erro: Já em casa, num olhar mais atento pela grafia e composição da capa, dou conta que "Águas de Março" é um tema que não faz parte deste LP, ao contrário do que o post do João Santareno me fizera crer, mas que sim: Elis de facto o canta (Águas de Março) no dito Festival de Jazz de Montreux (1979), isto a fazer fé no que youtube sobre estas coisas tem a dizer.

Em contrapartida, temos neste vinil - e não menos popular - a  "Garota de Ipanema" do mesmo Tom Jobim com Vinícius de Morais, na interpretação de Elis Regina, que citando o PortoMaravilha: "talvez não seja um acaso se Garota de Ipanema / The girl from Ipanema é canção mais vendida no mundo." Pois, mas porque será? Pergunto-me eu. Fica o vídeo da interpretação em Montreux - 1979.

 

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Paulo Jerónimo

por MrCosmos | link do post

 

 

 

De 26 a 29 de Janeiro teve lugar o trigésimo nono Festival de Banda Desenhada de Angoulème.

É um acontecimento cultural importante na sociedade Francesa.

Em relação a 2010, a produção aumentou de quase 5 por cento. Foram publicados 5327 títulos de Bd.

 

Mais de um terço destes novos títulos são mangas asiáticos. 

O presidente do festival é Art Spiegelman, o pai de Maus, vencedor da edição 2011. 

Duas Bd já aqui apresentadas fazem parte da seleção oficial:

Pour en finir avec le cinéma de Blutch

Portugal de Cyril Pedrosa

 

Art Spiegelman também realizou uma obra, MetaMaus, onde se interroga sobre a escolha da Bd para tratar o Holocausto...

 

Foto: Zoo, Jan de 2012, p.6

Este post pode ser lido como a continuação de A Bd pelas trilhas do vinil 

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Não creio que a família esteja em crise. O que mudou foram as suas formas tradicionais. 

Se uma só mãe e um só pai já não são um modelo de referência, subsiste na visão da família a dimensão do sagrado e do bem estar.

Citando dois slogans publicitários Franceses: "Como dizem as minhas duas mamãs, a família é sagrada", "como dizem a minha mamã e o seu namorado que tem idade de ser meu irmão mais velho, a família é sagrada.", ....

O suplemento da revista Télérama, Sortie, (21 de Dez. de 2011) dedicou várias páginas que publicitaram espectáculos sobre a família durante as festas.

A abertura faz-se sobre fundo de vinil: Porquê tal escolha?

 

Foto: Op. cit. 21 de Dez. de 2011, p.4

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

Ja acabaste de apreciar a nossa bela imagem?
Então fecha os olhos (se és capaz :-) e escuta...

 

créditos: João Santareno
por MrCosmos | link do post

 

 

 

Segundo Christophe Honoré, realizador de "Les Bien Aimés":

"A minha geração começou a sua via amorosa e sexual debaixo do terror da sida. Parece-me que, realmente, nunca se tranquilizou quanto a esta."

 

Fonte: Télérama, nº32111, p12 /  Fotos: Télérama, nº32111, p. 14 & Libé de 18 de Jul de 2011

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

Porque é que os Xutos chegaram onde chegaram?

Porque no longíquo ano de 1982, no país de Fátima, onde as velhas usavam bigode e se vestiam de negro, tiveram os tomatinhos no sítio para tocarem Blasfémias destas.

 

Ou porque ainda, neste primeiro álbum "78/82", sem pejo se puseram dedos na ferida como o da trilha sonora abaixo reproduzida, "Mãe", envolta de perturbações ligadas à violência doméstica. Em português, para Português ouvir, sem os subterfúgios duma lingua estrangeira.

De resto aprecie-se o leque de temas do primeiro álbum dos já trintões. Não era pra todos.

 

"Sémen" .1  
"Leo" .2  
"Dantes" .3  
"Falhas" .4  

"Quando Eu Morrer" .5  

"Mãe" .6  
"Quero-te" .7  

"Viuvinha" .8  
"Morte Lenta" .9  
10. "Medo".10  
 "Avé Maria".11  
"Toca e Foge".12  
"Papá Deixa Lá".13  
"Quero Mais".14  

                               

                                 Xutos & Pontapés | Faixa: 06 mãe | Albúm: 78/82  | Ano: 1982

 

Mãe tenho ciúmes do pai   
Quando se deita contigo Mãe   
E te chupa as tetas   
E te esborracha os seios   
E se monta em ti   
E se vem depois. Mãe   
Mãe eu não suporto o pai   
Mãe vou dar cabo do pai   
Quando ele diz Mãe   
Gosta de mim Mãe   
Quando ele diz Mãe   
Gosta de ti Mãe   
Quando ele diz Mãe   
Que nos ama aos dois   
E depois bate sem fim   

 

Eu vim cá para fora   
Toda a gente chora   
Toda a gente berra   
Foste tu   
Foste tu   

    Mãe eu já matei o pai
    Mãe
    Foi uma morte sem dor
    Agora sou só eu Mãe
    Agora és só tu Mãe
    Agora somos só dois
    E depois, e depois
    Mãe
    Morreste também
    Mãe
    Traíste-me assim
    Agora sou só eu Mãe
    E procurei o fim Mãe

    Eu vim cá para fora
    Toda a gente chora
    Toda a gente berra
    Foste tu
    Foste tu
por MrCosmos | link do post

 

 

 

Ainda na senda de música metálica com ligações francesas, o álbum em vinil aqui presente,  Willcox - 'Hot Blood' (1984), foi uma agradável surpresa descoberta numa colecção de vinil que adquiri recentemente.

É que não deixa de ser estranho a mistura da cultura francesa com a pronuncia inglesa...

 

Os irmãos WillCox são 4 Britânicos, que viveram em França onde lançaram este seu segundo e último álbum.

A composição da banda conta então com:

Sammy Willcox : voz, Guitarra baixo

Peter Willcox : Voz, Gitarra
Terry Willcox : Voz, Teclas
Philippe Vandamme : Guitarra

 

 

Nas trilhas deste vinil, disponível para descarga aqui , ou aqui , para além do primeiro tema que este post apresenta, e que dá nome ao disco: 'Hot Blood' , contam-se e cantam-se ainda:

Lado A Lado B
01 Hot Blood
02 Rock Boy
03 Our Love is Gone
04 Love Child
05 Cut Down By Love
06 Be Your Hero
07 Hold on We Comin' On
08 Heart on Fire
por MrCosmos | link do post

 O  

 

 

"Passe a imodéstia" - e abrindo já aqui um parênteses: eis uma das frases que se tivesse de ter uma imagem gráfica, caricaturava-a logo de imediato com o Presidente de Câmara da minha vila, porque nunca se cansa da usar - passe portanto a imodéstia :-), não raras vezes o colaborador PortoMaravilha, o amigo Nuno, atribui como uma das chaves do sucesso que reconhecemos ao 'nosso' Cosméticas, como que sendo o trabalho gráfico aqui desenvolvido, e sabido ser da responsabilidade do Mr, MrCosmos.

 

Nunca deixando de concordar com ele, é facto que aprecio e tento ter cuidados acrescidos com o aspecto gráfico do blog, no entanto é bom não desperceber que sem conteúdo, o bom grafismo ate pode ser um bom balão de oxigénio, mas de pavio curto, temporário.

Relacionado com isto, fica um desafio assim, tipo... fim de semana. Pois que se reflicta na importância e preponderância que o aspecto gráfico pode exercer.

O vídeo presente, como qualquer arte gráfica, pode não conquistar todos os gostos, mas 'saltará, sem dúvida, à vista'.

 

Este vídeo achei-o divinamente inteligente no dia em que o conheci.

Ao assisti-lo, se os espectadores ainda não tiverem sido convencidos pela arte gráfica e sonora introduzida, então, eis que entra um cliché, que nem anúncio de filme de cinema à portuguesa: umas cenas, dispensáveis mas sempre apreciáveis, de gajas 'mamalhudas' a rematar. um bom motivo portanto para se aguentarem, ainda que não gostem, e 'mamarem' tudo até o fim.

Se não, pensem comigo: sendo que o tema musical do videoclip desta banda francesa, dos parisienses Heavenly , é "Lost in your eyes" (Perdido em teus olhos), porquê o realizador ou editor do vídeo se foi perder mais entre mamas e afins do que com apenas uns belos pares de olhos?

Porque um bom artista gráfico sabe-o: "Os olhos também comem"! E parece-me somente esta a ideia presente no video, do princípio até o fim.

por MrCosmos | link do post

 

 

 

Contrariamente ao mercado Japonês que se limita aos Manga e ao dos USA que se limita aos Comics, a França apresenta uma variedade extraordinária de estilos, recusando monolitismo entre géneros.

A 38ª edição do Festival Internacional de BD de Angoulème atestou a afirmação da nona arte em França.

Em 2010, em França, foram publicados 5161 títulos de obras contra 1137 em 2005.

Alimentada por blogs especializados e por uma história ligada a uma sensibilização gráfica de longa data, a BD é hoje uma arte que se afirma de maneira pujante. Mais de 15 000 blogs são dedicados à nona arte.

 

O 38º Festival Internacional de Banda de Desenhada de Angoulème consagrou, entre outros autores, o Argentino Ricardo Liniers e os seus pinguins.

 

Uma Bd a não perder : Macanudo.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

A nova geração apropriou-se da moda dos anos sessenta e dos códigos do Rockabilly.

As ideias de liberdade e de revolta dos anos sessenta começam a desenhar-se na moda e no vestuário dos jovens de 17 anos.

Mas a sociedade de consumo também se apropriou dessas mesmas ideias.

Para os jovens Parisienses, o Rockabilly é hoje uma espécie de "Postal-Paraíso" com os seus vinil vintage.

 

Foto : Next, 6 de Nov de 2010, p. 47

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

O continente Africano é uma mina para os digger.

É no continente Africano que se encontram riquezas de sons que nunca foram ouvidos na net.

Sons que existem no vinil, mas que a net esqueceu ou não soube globalizar nem partilhar.

O que suscita curiosidade, ganância...

Podem existir semelhanças entre um digger e um "etno-musicólogo".

Existem, porém, diferenças entre os dois : Se o "etno-musicólogo" trabalha para a ciência, o digger trabalha para o lucro.

O renascimento da música dos anos 70 induz a que o vinil seja cada vez mais procurado.

Uma maneira de melhor compreender o presente ?

Quer se goste ou não, os digger contribuem para recuperar um património esquecido.

 

Fonte e foto : Libé, 15 de set de 2010, pp. 30-31

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Foram precisas décadas para ver "Enquête sur un citoyen-au dessus de tout soupçon" editado em DVD.

Desde finais de Junho, deste ano, é uma realidade.

Rodado antes de "La classe ouvrière va au paradis" ( Palma de Ouro em Cannes em 1972 ),  "enquête" nada perdeu da sua actualidade.

Ele pinta a omnipotência dum chefe da polícia política que, após ter assassinado a sua amante, brinca às escondidas com os seus colegas polícias.

O filme de Elio Pietri foi coroado com o Óscar do melhor filme estrangeiro em 1971. A música é de E. Morricone.

 

Este filme é uma obra prima do cinema mundial.

Foto : mídias fr

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

"No ano passado [2008], as vendas de discos de vinil cresceram 54 mil por cento. Sim. Não nos enganámos. E, segundo a Associação Fonográfica Portuguesa, os pedidos de discos de vinil, das lojas às editoras, passaram de quatro, em 2007, para 2174 no ano seguinte. Há cada vez mais bandas a editar os seus álbuns em vinil, como os AC/DC e os Xutos&Pontapés. Viriato Filipe, da cadeia de lojas FNAC, explica porquê: "O vinil está a tornar-se um objecto de luxo. Há todo um ritual na relação que os amantes deste formato, apaixonados pela música, mas também coleccionadores, estabelecem com o objecto: manusear, contemplar o grafismo da capa, pôr o vinil no prato, ouvir os estalidos iniciais... Se no início era um mercado dos amantes de música de dança e restrito às bandas internacionais, agora o vinil democratizou-se."

 

in Vira o disco e toca o mesmo vinil - ionline

por MrCosmos | link do post

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