Perigo de pedra no sapato{#emotions_dlg.unknown}

 

 


Depois de eleminados no Mundial  2010 pelos espanhois com um golo em fora de jogo na parte final, só faltava a Portugal chegar a um dos seus melhores níveis exebicionais de sempre e o caraças dos vizinhos que teimam em não deixar de ser estraordinários.

 

cartune: HenriCartune
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 Foto: "Porto: Fotografias e texto de Werner Radasewsky e Gunter Scheneider", ed. Nicolai


Em Portugal o futebol é o desporto rei e é omnipresente. Para uma população de 10 milhões de habitantes existem três diários desportivos que, essencialmente, só tratam de futebol. Se acrescentarmos que as publicações diárias e semanais dedicam várias páginas ao futebol e sem esquecer as edições em linha, podemos pensar que o gosto dos Portugueses pelo futebol é um fenómeno invulgar. E é tanto mais questionante que Portugal, em futebol, a nível nacional, nunca ganhou nada. 

 

Portugal tem, no entanto, hoje em dia, pela primeira vez na sua historia, um futebolista que já é lendário. Pelé, Eusébio, Platini... foram excelentes jogadores, mas não são, propriamente dito, lendários. Best ou Cantona, por exemplo, sim. 

Cristiano Ronaldo desespera os Portugueses. Estes últimos que tanto gostam de lendas, quando tem uma viva e ao seu alcance fogem dela. Cristiano Ronaldo é um "contentamento descontente", para os Portugueses.

 

Num país em que a imagem do Homem está ainda ligada, essencialmente, à ruralidade (não é uma ofensa), Cristiano Ronaldo incomoda. Este não é só um jogador fora de série, é também um "metro sexual". E talvez seja a sua urbanidade, a sua "metro sexualidade" que não lhe é perdoada. 

O conceito, o termo "metro sexual" é criado por Mark Simpson. Este jornalista Inglês debruça-se, a partir dos anos 2000, sobre a evolução da "masculinidade". O homem "metro sexual" deseja ser desejado e, isto, é uma forma de libertação. Beckham, por exemplo, incarna este movimento. São os homens que vão expor o seu corpo: Tatuagens, piercings, depilação, gel... passam a serem símbolos da identidade pessoal. O narcisismo já não é o apanágio das mulheres.

 

 

Os homens já não tem vergonha de dizer que gostam de ver a imagem de outros homens. O corpo tornou-se um dos últimos acessórios da sedução masculina. O corpo do Homem tornou-se um objecto por vontade própria do Homem. Tudo no corpo é desenhado, estilizado, modelado até ao penteado, até ao ultimo detalhe. Isto, para poder agradar e competir com os outros homens. Mas também para poder conquistar e partilhar o poder das mulheres. Numa sociedade em que a imagem alcançou um estatuto maior, o desejo de ser desejado passa pela obrigação de ser visto no mundo da imagem tecnológica (televisão, webcam, etc..). E São as mulheres que compõem a maioria dos telespectadores.


Cada vez mais, as mulheres afirmam gostarem de ver cenas de amor entre os homens. Como cada vez mais abrem "boîtes" com striptease masculino. Penso que é neste contexto que se insere a imagem de Cristiano Ronaldo. Ela pertence à adolescência da primeira geração "metro sexual". A imagem do futebolista levanta sentimentos de frustração e de medo na sociedade Portuguesa? O que é certo é que tal imagem baralha os dados. Como se fosse necessário seduzir os homens, para seduzir as mulheres.

 

Há quarenta anos, David Bowie pré-figurava esta evolução. Beckham deu-lhe uma forma simples e Ronaldo uma forma complexa ou artística.

 

Sobre a ilustração de C.R.: ver aqui

Nuno

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O texto de Guimarães Rosa Grande Sertão: Veredas é o maior romance da literatura de expressão portuguesa. Este texto está para a literatura de expressão portuguesa como Finnegans Wake de J. Joyce está para a literatura de expressão inglesa.

 

É um livro que assenta numa linguagem criada por G. Rosa para definir o seu Cosmos (tal como o fizera Joyce). Um Cosmos que é uma combinação e oposição simultânea entre: O "material" e o "espiritual", o bem e o mal... O "material" é a linguagem, a luta pela expressão; O "espiritual" é a memória, a luta entre valores (bem / mal), o porvir. Para que as personagens possam ser fluidas, combinando oposições, o autor dá nascença a uma nova língua.

 

As primeiras páginas não são fáceis de entender. Mas com o decorrer da leitura o universo "Roseano" abre-se. Existe um dicionário pensado por Nei Leandro de Castro que pode ajudar: Universo e Vocabulário do Grande Sertão (Livraria J. Olympio Editora, Rio). Mas continuo a pensar que depressa se entende que "canoar" é navegar em canoa ou que "ventear" é produzir vento...

 

O Sertão é o Cosmos que pinta a união e a oposição entre o aquém e o além, o bem e o mal...Na descrição da evolução da batalha entre as bandas rivais de jagunços todas as formas e temas maiores são salientados: O romance de cavalaria, o romance épico, o pacto com o diabo, o naturalismo, a crença, o esoterismo, o existencialismo...

 

O nome dos personagens é também muito importante. Tomemos, por exemplo, Riobaldo e Diadorim. Riobaldo é o jagunço letrado que vai para a guerra. Ele tem que vencer e faz um pacto com o diabo. Está também apaixonado por Diadorim. O seu código proíbe amar homens. A sua existência fica dividida por esta oposição. Na batalha final, Diadorim morre e Riobaldo descobre que a sua paixão é uma mulher disfarçada em homem. Um tema muito clássico da literatura medieval: Diadorim disfarça-se de mulher para poder acompanhar o seu pai na guerra. Como é também um tema muito clássico o pacto com o diabo. Está presente quer em Goethe (Fausto) quer em Pessoa.

 

De novo se expressa a noção de movimento: O bem, o mal, o convencional, o "inconvencional"... num perde-ganha-perde-ganha... O subtítulo da obra é "o diabo na rua, no meio do redemoinho..." dá a sensação de agitação, mudança, novidade...

 

Já é menos clássico que o pacto com o diabo apareça, linha menos linha, no centro da narração, criando uma simetria. Já é menos clássico a polissemia do nome Diadorim: Dia-dor-im. A primeira sílaba reenvia para a palavra "dia" e também para a primeira sílaba das palavras "diabo" e "diálogo"... O dia da dor? O diabo da dor? O diálogo da dor?... Podem haver várias interpretações. O sufixo "im" é um sufixo que acentua a insistência como, por exemplo, na palavra "mandarim": Mandar+im. O nome da personagem Rio+balde evoca, sobretudo, a palavra rio que lembra a água, a vida, a viagem, a foz, novos mundos. 

 

O texto elaborado por Guimarães Rosa termina com o símbolo do infinito. A palavra "fim" não pode existir no Cosmos, no diálogo entre o aquém e o além, entre o bem e o mal. Deste permanente diálogo nasce da boca de Riobaldo a frase que atravessa repetitivamente toda a narração: "Viver é muito perigoso". O Cosmos é Deus e o diabo é o seu subconjunto, não podendo um existir sem o outro. E Riobaldo explica que quem decide somos nós e que somos nós os únicos responsáveis por nossas decisões. Eis as últimas palavras do texto que antecedem o símbolo do infinito:

 

"Amigos somos. Nonada. O diabo não há! É o que eu digo, se for... Existe é homem humano. Travessia."

 

O texto de G. Rosa conheceu outras edições. E é estranho que algumas tenham esquecido o símbolo do infinito como também transformado a capa com todos os pormenores e signos desejados pelo autor.

 

Porquê? Sim, porquê? 

Nuno 

obs: Para Gisleuda, o prometido é devido.

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Devido ao fascismo, a região Portuguesa de Trás-os-Montes viveu em autarcia e num isolamento total até à queda da ditadura.

Esse isolamento autorizou conservar tradições rurais, sociais, económicas... antiquíssimas.

Por exemplo, fica-se a saber que a gaita de foles transmontana guardou uma forma mais arcaíca que a galega. 

O vinil que apresentamos é uma fonte de informações riquíssimas. 

É uma fabulosa pesquisa editada pela Radio France em 1980.

Ela é, essencialmente, o fruto do trabalho da Section d'Ethnomusicologie du Musée Instrumental de Bruxelles.

 

Como podem ler, não existam explicações em Português.

O que é curioso, já que a Secretaria de Estado à Cultura (Portugal) deu a sua contribuição. 

Muito curioso mesmo...

Nuno

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António Tabucchi foi um europeu convencido. Era Francês, Italiano, Português...?

Era universal como o era o seu combate contra todas as ditaduras. 

Quando jovem, compra em Paris um livro de Pessoa e fica apaixonado, inaugurando uma cumplicidade literária extraordinária.

O seu texto Soustiene Pereira é também feito filme.

É Mastroianni quem desempenha o papel de Pereira.

Um jornalista que toma consciência da natureza do Salazarismo e torna-se opositor do fascismo.

A tradução Francesa de I tre ultimi giorni di Fernando Pessoa.Un delirio é de Jean-Paul Manganaro.

Editada em 1994 pela Seuil, a publicação apresenta desenhos de Júlio Pomar que ilustram Pessoa.

A literatura de Tabucchi é um hino à fantasia e à liberdade.

Nuno

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A revista cultural Muze deste trimestre apresenta um excelente dossier sobre a cultura Portuguesa declinada no feminino. São 50 páginas muito bem documentadas com várias entrevistas e referências.

Marca-me a entrevista com Joana Vasconcelos. Esta criadora vai expor a partir de 2 de Junho nos jardins do Palácio de Versalhes. Se já em Novembro tinha discutido com uma colega a propósito da obra de Joana Vasconcelos e da sua mensagem poética-política, a entrevista com Joana Vasconcelos esclarece-me quanto a um velho provérbio Português.

 

Mas vamos por movimentos:

 

Os trabalhos da autora reenviam para a condição da mulher e para a sua exploração cotidiana. A presença de inúmeras peças feitas à base de "crochet" tenta mostrar que as mulheres Portuguesas fizeram mais "crochet" que as outras Europeias. Como se o "crochet" fosse um antídoto contra a liberdade de palavra e de expressão.

 

O sapato feito com tachos, de Cinderela ou de Marilyn Monroe, tal como o candeeiro feito com pensos higiénicos, reenviam para a condição da mulher, reclusa entre a sexualidade e a vida doméstica, presa entre a tradição e a sedução. 

 

Nunca percebi porque, em Portugal, se diz: "Quem não conhece Viana não conhece Portugal". Talvez, graças às palavras de Joana Vasconcelos, entenda agora melhor. Versalhes é o símbolo absoluto do luxo Europeu. Em Portugal é a jóia Vianense em forma de coração que simboliza o luxo. De norte a sul, esta jóia é símbolo de comunicação social. Logo, "quem não conhece Viana não conhece Portugal".

 

A obra de Joana Vasconcelos pode também ser consultada aqui .

Parabéns à revista Muze nº67 (av, mai, ju 2012) pela qualidade do trabalho apresentado.

 

Fonte: Muze nº67

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

  

  

    

Lembro-me dele desde que me lembro de ser gente. O Fantasporto - Festival Internacional de Cinema, que conclui amanhã sua 32.ª edição, dispensa apresentações.

 

Porque é que - apesar dos cortes austeros e gerais que se vivem na cultura Pt - este certame sempre acabou por ser em boa parte desprezado em Portugal, ao contrario da notoriedade que traduz entre a industria de cinema estrangeira, já é outra questão.

Ou então não... É apenas e sempre mais do mesmo: o apanágio das províncias.

 

Este post pode ser lido como continuação de Fantasporto: 'Nobre, Invicto e Leal' .

--

Paulo Jeónimo

 

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Viverei o suficiente para ver a sociedade tolerar também a prática do infanticído {#emotions_dlg.unknown}

 


A primeira resposta em concreto, para a pergunta que me faço desde o dia em que foi aprovada a liberalização do aborto pela sociedade portuguesa (2007), surgiu-me ontem aqui.

 

 

também relacionado: a 1ª reportagem publicada pela ZonaTv

--

Paulo Jerónimo

por MrCosmos | link do post

 

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Ler anunciado, aqui em França, que é possível passar um fim de semana cultural, em Portugal, é raríssimo.

Tanto mais raro que a revista Télérama Sortir parece se ter sentido obrigada a especificar:

a) A bela portuguesa não são só os cais, o vinho do Porto...

b) A Casa da Música merece, só por si, a viagem...

 

O artigo apresenta a programação da Casa da Música que em 2012 celebra a França. 

Ver e ler aqui o programa .

Três embaixadores prestigiosos aceitaram o convite: P. Boulez, P. Dusapin e C. Rousset.

Uma programação prestigiosa que prestigia a cidade do Porto.

A Casa da Música, segundo J.Chaine, é a "materialização" do Porto capital Europeia da Cultura 2001.

 

Esta obra é da autoria do arquitecto Holandês Rém Koolhaas.

E, desde sempre, a Casa da Música está presente neste espaço, conforme nossa lista de Links à direita: "Invictos, Nobres e Leais".

 

Fonte / Source: Télérama Sortir, 1 Fev 2012, p.16

Nuno

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"Dois livros, um tema" - ou será apenas,

(Um Objetivo): atacar o Futebol Clube do Porto{#emotions_dlg.unknown}

 



A propósito de um e-mail de corrente a circular "sobre futebol", e no qual fazem questão de, saudosamente, recordar essas duas "pérolas" da literatura portuguesa que dispensam apresentações, escritas por Marinho Neves (entrevistado) e Octávio Machado.
Nada a que não estejamos habituados. Resquícios dum país bolorento e salazarengo, que aos poucos lá vão desaparecendo, e cujo FCP se apresenta como que "Lufadas de ar fresco". Mais labareda, menos labareda...
Paulo Jerónimo
por MrCosmos | link do post

 

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Poderíamos também ter escrito: F como Femme e M como Mulher.

Mísia afirma-se como uma grande cantora que não tem receio em clamar que os seus discos são os seus espectáculos. 

Pouco conhecida, segundo parece, em Portugal, Mísia dá uma dimensão diferente e feminista ao fado.

Interpreta o "blues Português" com palavras de mulher: as suas e as de outras poetisas, como Florbela Espanca por exemplo.

Uma maneira de mostrar que, no Fado, as mulheres também podem ser criadoras e não unicamente interpretes.

De notar que o fado é cada vez mais apelidado "blues Português", o que deixa antever uma evolução do género.

 

Fonte / Source: Télérama Sortir, 25 Jan 2012, p.10

Nuno

por PortoMaravilha | link do post
 

 

Quando na penúltima edição de "O Portomosense" me deparei com o destaque de primeira página: "A19 esquece Porto de Mós" , hesitei durante alguns segundos se alguém me teria lido os pensamentos.

Vários dias antes também havia chegado a casa, tremendamente indignado e triste, por me deparar com tal gritante realidade no dia de abertura desta nova auto-estrada, onde desde o seu início, em Leiria, até o desembocar da mesma no nosso conselho, em Chão da Feira, nem uma única alusão é feita a Porto de Mós, indo os destaques para a Batalha e Alcobaça.

Anima-me ao menos, dentro do possível, que o sentimento seja partilhado por outros, bem como a iniciativa do nosso Jornal em apontar o tremendo erro, com a devida relevância.

Mais de que um bom princípio, este deveria ser um sacudir de consciências, o início de inverter caminho.

 

Será que sim? Aparentemente, agora e depois do mal feito, a preocupação vai no sentido de tentar remediar e reparar aquilo que com algum eufemismo se poderia chamar de "gafe", não fosse evidente, para os próprios portomosenses, o esquecimento persistente a que as nossas autoridades nos votaram desde há já várias décadas até aos dias de hoje com suas políticas nestes aspectos seguidas.

Há mais de uma década que entre desabafos, lamento por exemplo, no percorrer da principal via do país, a auto-estrada A1, que com a aproximação das várias saídas relacionadas com a denominada Zona Turística Leiria - Fátima, área a que (só!) geograficamente pelo visto pertencemos, saídas essas às quais acabaremos nós ou nossos visitantes ter de tomar para fazer acesso ao nosso concelho,  e deparar tristemente quer seja no sentido Norte ou Sul da via  com a falta por demais evidente do que seria uma lógica e esperada alusão ao Castelo de Porto de Mós entre tantas  demais portentosas placas distintivas dos monumentos da região. São anunciados com a devida popa e circunstância desde os mosteiros de Alcobaça e Batalha, Santuário de Fátima, passando pelos castelos de Ourém ou Pombal...

E um portomosense pergunta-se se seria exigir muito que a alusão ao seu castelo fosse patente ali também no meio das demais? Mais, se não devia ser sequer inquestionável ele estar lá.

É que - e não me levem a mal os pombalenses pelo termo de comparação - mas caramba! Até o Castelo de Pombal conseguiu, e bem, claro está, ter lá uma placa tamanho xxl. Em que é que o castelo de Porto de Mós é menor? Ou será que é o arrojo dos portomosenses menor?

 

Como desperceber que o Professor José Hermano Saraiva reconheça para ele o Castelo de Porto de Mós como um, senão mesmo, o mais belo da Europa, e subestimar isto, para citar apenas um dos meros exemplos com a autoridade que se lhe reconhece, das potencialidades destas nossas terras?

Que tal individualidade tenha reconhecido isto num dos seus programas dos longínquos anos 90, e isto não tenha acordado ninguém, é pouco, ó minha gente...

Trazer cá programas televisivos de pontuais e efémeros efeitos, se não pensados como mero rastilho para algo mais eficaz e duradouro, é pouco, ó minha gente...

Conseguir para as nossas grutas a distinção e notoriedade de maravilha nacional e tal não nos catapultar para horizontes mais arrojados, é pouco, ó minha gente...

Esquecer a grande riqueza para além dos granitos que possuímos nas nossas serras e Parque Natural , é paupérrimo, ó minha gente...

Auto vetarem-nos os nossos governantes locais ao longo dos anos, sem percebermos o porquê, do direito de distinção, e auto dissociarem-nos da maior conquista portuguesa enquanto povo e nação que é  a de Aljubarrota, chega a ser blasfémia, ó minha gente...

Que a forte bofetada recebida pelos portomosenses neste natal de tempos austeros: a confirmação da "exclusão" de Porto de Mós do Mapa de Portugal - pelo menos do mapa das Estradas de Portugal já assim se confirma (A19 para não relembrar a A1), sem aspas nem pejo, que tal ao menos agite o marasmo a que nos remetemos. Porque quem não aparece, esquece.

 

Que aos portomosenses, ao deslocarem-se para fora do seu distrito, baste um dia apenas dizer: sou de Porto de Mós, sem ter que complementar de imediato perante a cara de interrogação dos forasteiros: "Fica a junto à Batalha ou perto de Alcobaça".

Convenha-mos: não foi "a auto-estrada que esqueceu Porto de Mós", foi Porto de Mós que cometeu o desastre, há muito tempo, de entrar na valeta da estrada, desviando-se e capotando. É este o caminho que continuaremos a percorrer?

 

Audácia, ó minha gente!

Não tenha-mos vergonha de assumir que foi destas terras, deste castelo, por estes caminhos, que se afirmou de Portugal.

--

Paulo Jerónimo

por MrCosmos | link do post

 

 

As vezes pergunto-me, modesta e sinceramente, se os Anaquim com este tema, não musicaram o espirito tão "cosmético" da nossa tag "Orgulho Lusitano".

Boas entradas, aquém e além mar!

 

por MrCosmos | link do post

 

 

 

Um alemão, Kai Streier (com ascendência portuguesa), escreve e canta em inglês, ao ritmo de um flamenco, acompanhado à guitarra portuguesa (por André Matos), num tema que aborda velhos preconceitos envoltos de tabus antigos típicos dos tempos da ditadura portuguesa, tema esse que acaba por ser inspirado nos conselhos, que ouvira contar, que a avô do artista teria recomendado à sua mãe, uma Jovem portuguesa de Alqueidão da Serra, para quando atravessa-se a fronteira. Preocupações de uma mãe que vê a filha alinhar no êxodo português que houve para França e Alemanha e outros países na década de 60.

 

A portugalidade e os seus mais de 800 anos de história são um dos mais antigos legados para a humanidade, e a mescla de tantas culturas patentes nesta versão de Kai Streier - "Evil Spain" , comprova precisamente isso.

Por isso e sobre o vídeo: muito bem esgalhado, ao bom estilo de deserascanço "portuga", picardando os nossos vizinhos de fronteira. Um portento, portanto!

 

As legendas do vídeo podem ser traduzidas para português usando a função do player CC após fazer play.

Este tema pode ser lido na continuação de O Fado e o Teatro de Sombras Chinês

--

Paulo Jerónimo

por MrCosmos | link do post

 

"O nome de Cesária Évora confunde-se com o de Cabo Verde."

Mais palavras para quê{#emotions_dlg.unknown}

 


 

 

E é ela que eterniza universalmente essa palavra de sentimento tão lusitano.

Continuando na senda da introdução citada: "Que a terra lhe seja leve."

De acrescentar que não consigo dissociar esta singela homenagem e sentimento,

do melhor sítio que conheço de expressão cultural cabo-verdiana: ao Café Margoso.

Paulo Jerónimo

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