Um grande filme, uma obra prima que soube dar memória aos folhetins da imprensa escrita do século XIX.

Um filme que não deixa morrer a memória !

Um filme que mergulha na obra Camilo Castelo Branco.

Realizado pelo cineasta Franco-Chileno, Raúl Luìz, este filme lembra que a literatura Portuguesa do século XIX é muito mais que Eça de Queiróz.

Raramente, um filme foi tantas vezes citado, elogiosamente, na crítica Francesa.

 

Imagem : Médias e cartazes Franceses.

(trailer aqui)

Nuno

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A revista "Latitudes" publicou em Junho de 2006 um artigo fabuloso cuja autora é Maria Graciete Besse.

Trata-se dum texto que re-visita a obra : Novas Cartas Portuguesas.

Foi no contexto da época setenta que foi publicada. Foi uma obra que marcou o movimento feminista Europeu.

Quanto a mim, este artigo mostra que o Fascismo Português vai muito além da PIDE e das torturas físicas.

O Salazarismo foi também uma tortura psicológica, impedindo a palavra e diálogo que são indispensáveis à democracia.

Quando lemos o artigo, é impossível não nos atardarmos sobre as confidências de Maria Velho da Costa ( p.20 ) : As mulheres Portuguesas, mesmo as mais esclarecidas não ousavam, nos anos setenta, falar de orgasmo feminino.

 

Pergunto-me se mudou mesmo algo na sociedade Portuguesa ?

Segue, "aqui" , na sua totalidade o artigo de "Latitudes".

Agradecemos, vivamente, a colaboração da revista Latitudes.

Nuno

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O prémio do melhor livro estrangeiro Hyatt Madeleine coube a Gonçalo M. Tavares pelo seu último romance.

Uma justa recompensa.

A tradução de Viviane Hammy é fabulosa.

Nuno

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Sem rir, Sergey Brin,  o co-fundador de Google apresentou, esta quarta-feira , a nova dinámica da pesquisa do site e declarou : " Queremos que Google se torne o terceiro hemisférico do seu cérebro ".

George Orwell, pintou e conceptualizou a polícia do pensamento com a sua obra : 1984 . Ou seja, o conceito do "Big Brother".

A obra de Orwell pinta um mundo terrível e totalitário.

 

E eu continuo a perguntar se "Google sabe traduzir Fernando Pessoa?"

 

Fonte : Libération, 10 de Set de 2010. | Foto : El País, 4 de Agosto de 2010.

Nuno

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A imprensa Francesa focou em grande destaque nas suas  várias "une" o falecimento de Saramago.

É com a sua obra Memorial de Convento que Saramago alcançou notoriedade. Traduzida em Francês por Geneviève Leibrich em 1987 com o título Le Dieu Manchot, foi um sucesso de livraria e, rapidamente, foi editada em livro de bolso.

 

Memorial de Convento é uma obra prima da literatura mundial que tem como pano de fundo a sociedade Portuguesa do século XVIII e a Inquisição. Mas o texto não diz só respeito à sociedade Portuguesa. É um livro que visita a história da Europa e da humanidade e, sobretudo, a história dos humilhados e dos ofendidos.

 

A tradução do título, Memorial de Convento, é em Francês, O Deus Maneta ( Le Dieu Manchot ).

O génio da tradutora Francesa foi de ter resumido no título da tradução Francesa a síntese da obra. E, deste ponto de vista, talvez se possa entender porque Memorial de Convento é o alicerce de toda a obra de Saramago.

É à direita de Deus que se sentam os seus eleitos. Leiam-se os textos.  Deus é maneta da mão esquerda.

 

Memorial de Convento apresenta uma trindade diferente :

 

1 : Deus é o Padre ( o Pai )  Bartolomeu Lourenço de Gusmão. Desafiando a Inquisição, fará funcionar o primeiro engenho voador da história da humanidade, a Passarola.

2 : O Filho é Baltasar Sete Sóis e que é maneta porque perdeu uma mão na guerra.

3 : O Espírito Santo é Blimunda Sete Luas que pode ver a vontade dos outros.

 

Esta Trindade Profana é subversão e é, também, progresso e inovação. É a memória eterna do confronto entre barroco e classicismo, entre os humildes e os poderosos.

Citando um dos personagens do romance A Caverna : " Prevejo que a partir de agora vou desaparecer da paisagem, espero, ao menos que não esquecerão que existo ."

Haveriam muitos mais aspectos a desenvolver. Mas fica um sumário. E continuo a pensar que Memorial de Convento só pode ser consensual para quem nunca leu a obra.

 

obs : A citação está traduzida do Francês. Não possuo a obra, A Caverna, em Português. Peço desculpa.

Imagens : Capas dos livros citados.

Este post pode ter interligação com : Google sabe traduzir F. Pessoa ?

Nuno

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. Não existem adjectivos para classificar a última obra de

. Jodorowsky e de Janjetov : O-G R E G O-D.

. Que tal verificar os óculos ? OG & OD ?

. Este duo mítico adaptou livremente à Bd o relato de

. Jules Vernes, Deux ans de vacances.

. O cenário é de Jodorowsky. O desenho e a cor são de

. Janjetov.

 

. O Sloughi é uma nave espacial que leva em seu seio oito

. herdeiros das principais famílias da galáxia. Estes são

. acompanhados por um robot e um escravo.

Rapidamente, as rivalidades aparecem e o Sloughi em perdição desagua num planeta desconhecido.

Para Jodorowsky, esta Bd, inspirada do relato de Jules Verne, é um símbolo que alerta para a podridão da nossa civilização que nos conduz para o abismo.

 

 

Imagens : Capa do álbum e pormenor duma vinheta.

Nuno

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Segundo o dicionário Francês Le Robert : Autodafé.

Segundo o grande escritor Búlgaro de língua Alemã, Elias Canetti : Auto-Da-Fé.

Auto-da-Fé ou Autodafé pouco importa. Para a história da humanidade ficou esta palavra bem Portuguesa.

Elias Canetti foi Prémio Nobel de literatura em 1981.

 

 

Imagens: Libération de 7-05-2010 & capa do livro de Elias Canetti

Nuno

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Quando a memória nos faz ser Humanidade !

" Debaixo da apartheid não éramos suficientemente brancos e agora não somos suficientemente negros. "

Palavras dum mestiço que mora no Cabo.

 

E agora palavras dum narrador Angolano:

" Nasci na Gabela, na terra do café. Da terra recebi a cor escura do café, vinda da mãe, misturada ao branco defunto do meu pai, comerciante português. Trago em mim o inconciliável e é este o meu motor. Num universo de sim ou não, branco ou negro, eu represento o talvez "

 

Textos : Libération, 4 de Junho de 2010, p.9 e Mayombe, Pepetela ed. 70, p. 16

Imagem : Reprodução, Óleo sobre Tela, Mestiço, Cândido Portinari, 1934

Nuno

Lorsque la mémoire nous fait être Humanité !

"Sous l'apartheid, nous n'étions pas assez blancs et maintenant nous ne sommes pas assez noirs."

Des mots d'un métis habitant Le Cap.

 

Et des mots d'un narrateur angolais :

"Je suis né dans la région de Gabela, le pays du café. J'ai reçu la couleur noire de ma mère qui a été melangée à celle de mon regretté père, un commerçant portugais. Je porte en moi ce qui est inconciliable et cela est ma force. Dans un univers qui ne comprend que le oui ou le non, le blanc ou le noir,  je représente le peut être. "

 

Textes : Libé, 4 juin 2010, p. 9 et Mayombe, Pepetela, ed.70, p.16

Image : Reproduction, toile : Mestiço, Cândido Portinari, 1934

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

O País enterrou ontem o homem sem ter verdadeiramente conhecido o escritor.

Aprenderá algum dia o povo português a ver, a ler, a compreender ou reconhecer o seu (e até a data, único) Prémio Nobel da língua Portuguesa?

 

A avaliar pelos comentários que se ouvem entre os mais comuns dos Portugueses, fica  a dúvida...

por MrCosmos | link do post

 

.
Acabou de ser lançado por Alex Cooper, o livro Club 45 - 90 Canciones de la Era Pop para mods y jetsetters. Assume-se como sendo "um livro imprescendível para amantes do beat e da cultura pop dos anos 60".
Por "Mod" (abreviatura de Modernismo) designa-se uma subcultura do final da década 1950, originária de Londres, e que conheceria o seu expoente máximo no início dos anos 60.
No entanto, assegura o autor, pode desenganar-se quem esperar encontrar nesta obra alguma "brigada do reumático" envolta de saudosismos. Num excerto da intro do livro em espanhol, lingua bastante acessível à maioria do público português, pode ler-se:
.
Este libro no pretende reflejar todo el universo mod, ya que está centrado en mi devoción por los grupos blancos de los 60 (...) Nace de la necesidad de contar lo que he conocido, con la esperanza de que otros lo disfruten tanto como lo hago yo.
He tenido mucha suerte. Como nunca he sentido nostalgia de una época que no conocí, he vivido mi vida sin desear la de otros. Conservo grandes recuerdos de los tiempos pasados, y esos recuerdos no son prestados, son propios. Pero también es cierto que mi camino ha estado marcado por gente, músicos famosos y también anónimos, que me han emocionado e inspirado en todos estos años. Algunos de ellos os los encontraréis al volver la página. Espero que os divirtáis visitando el Club 45
”.
.
Para mais: site oficial
PC
por MrCosmos | link do post

 

 

As edições "fata morgana" publicaram em 1980 um livro fora de série.

A tiragem foi de 750 exemplares . O que mostra na altura o pouco impacto ou a falta de conhecimento da cultura Portuguesa em França . E não me venham cá falar de Amálias e de Eusébios como embaixadores de Portugal. A tiragem fala só por si.

Este livro apresenta a Ode Marítima de Fernando Pessoa traduzida por Armand Guibert . Revestem ainda mais importância os dois prefácios de Armand Guibert . O primeiro foi escrito entre 1943-1955 e o segundo em 1980. Existe continuidade entre os dois prefácios. No segundo prefácio , Armand Guibert continua a afirmar que " Ode Marítima " não envelheceu.

 

A tradução é ilustrada por Vieira da Silva . (imagem em cima à direita)

Que mais pedir ?

 

Desde então a cultura Portuguesa tem ganho existência na sociedade Francesa .  Fernando Pessoa foi publicado na prestigiada colecção " La Pleiade " .

Nuno

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James Cameron quer fazer um filme que mostra a sua oposição à barragem de Belo Monte.

O realizador de Avatar declarou à AFP : "Quero fazer um filme sobre a cultura dos Índios Kayapo e mostrar ao mundo o seu modo de vida em harmonia com a floresta " (Le Monde , 19-IV-2010 , p.18)

 

No mesmo diário , em 7 de Abril deste ano , o prémio Nobel de literatura , Le Clézio declarou : " Sem contar com o seu impacto destrutor sobre a biodiversidade , a barragem terá consequências catastróficas sobre os grupos de índios isolados da região. "

Caso a barragem de Belo Monte se realize , será a terceira barragem do mundo em capacidade de produção : 11 000 MW .

Eu pergunto : Pode o Brasil , gigante da economia mundial , dispensar-se de tal realização ?

 

Este post deve ser lido como uma continuação de "Avatar e a Simbólica do 11 de Setembro"

Fonte : Foto : Revista "Géo " , nº 120 , 1989 /  "A normalização dos Índios no Estado do Pará"

Nuno

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Esta antiga manequim continua a sua batalha contra uma prática social que existe e persiste nos quatro cantos do mundo : A excisão .

Conheceu e sofreu a excisão . Os seus órgãos genitais foram cosidos algures no deserto da Somália , quando tinha três anos sem qualquer anestesia.

Fugiu a sua família e o seu país .

Com o tempo ,  tornou-se um dos maiores manequins  ligada à história da moda.

A autobiografia de Waris Dirie foi adaptada ao cinema . O filme está nas telas desde Março deste ano. (ver trailer)

 

Em 2002 , criou a "Waris Dirie Foudation " que luta contra a excisão.

 

Watch live streaming video from COSMéTICAStv at livestream.com

 

 

Nuno

Cet ancien mannequin se bat contre l'excision .

C'est une pratique qu'elle a subie et qui perdure aux quatre coins du monde.

L'autobiographie de Waris Dirie a été adaptée au cinéma . Le film , " Fleur du désert ", est sorti le 10 mars ( 2010 ) .

En 2002, elle  a crée la " Waris Dirie Foundation " qui lutte contre l' excision.

Source/photo : " Libération " , 9 mars 2010

Nuno

por PortoMaravilha | link do post
música: " Libération", 9 março 2010 .

 

 

A mais cara de sempre, e comungo, para mim também a melhor produção/adaptação nacional de um livro para tv até à data, está por esta altura a ser badalamente anunciada como colecção disponível em DVD. Apesar de me parecer que seu lançamento oficial fora já pelo último Natal, obrigado na mesma, mas, dispenso!

Com o livro já lido aquando da sua apresentação por episódios no canal responsável pela produção, a TVI, foi com entusiasmo que recebi a boa nova desta adaptação sobre a guerra de interesses comerciais provenientes dos produtos das colónias portuguesas, questionadas, e fortemente prontas a serem repremidas, pela coroa Inglesa.

Desde minha infância e que me lembre de existir um gravador VHS lá em casa, que me encontro aficionado no hobby das gravações caseiras,

nas coletas, busca e pesquisa de cartazes, recortes de revistas e jornais, tudo com a finalidade do encadernamento de uma caixa personalizada

das cassetes, e cadastramento com listagem da videoteca, alfabeticamente metódica, sendo que hoje aguardam digitalização para DVD boa parte delas.

Pelo que foi religiosamente com as maiores das naturalidades que nem pensei duas vezes em gravar, semana após, semana todos santos pisódios exibidos pelo canal, alias, 29, descontada a gafe de ter perdido apenas, um unico episódio, o nº 10 :-(.

 

Eu a vocês, não sei, mas aqui o Mr, até que estava capaz de comprar toda a colecção. Não que pelo facto de a transcrição agora feita pela produtora para DVD ter sido directa de HD nativo me dislumbre, mesmo sabendo tratar-se de uma tecnologia e qualidade não disponivel no canal de exibição a partir do qual gravei. De resto, nem os autoproclamados canais HD portugueses exibem na verdadeira exigência de um puro HD, mera publicidade enganosa, portanto. Em suma, HD's não me deslumbrariam trocas, quando em causa esta uma colecção 'única' , pessoal e intransmissivel, devidamente encadernada e masterizada em DVD, artesanalmente com estas mãozinhas.

Antes, o desafio de adquirir a colecção em mercado passaria sim, pelo colmatar da aquisição do episódio em falta, ou, pelas suas mais de 1:30 horas de extras e bastidores, disponíveis.Tentação!

 

Para quem não leu o livro, esta colecção DVD não será a mesma coisa... ou vice-versa para quem só assistiu ao tele-romance, um formato não substitui o outro, complementam-se. Tirando a introdução 'na tela' de algumas personagens não existentes originalmente no livro, mas em em contrapartida, a fidelidade das narrações, episódios e espirito envolvido no originalmente lavrado pela mão do autor, garante-se (o Mr) : não desilui nem pouco mais ou menos.

PC Jerónimo da Silva

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A Carta de Pedro Vaz de Caminha já citava a gaita de foles . Esta foi o primeiro instrumento Europeu a se ouvir no Brasil.

O álbum do músico Galego , Carlos Núnez , " Alborada do Brasil " , elaborado com a nata da música popular Brasileira ( Lenine , Carlinhos Brown ... )

Foi no Brasil que a cultura mediaval da Galiza e do Norte de Portugal ( cantigas de amor ... ) se misturou para ser contemporânea e universal .

 

Nuno

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