O filme de Nanni Moretti é um acontecimento cinamatográfico invulgar.

Ele põe em cena o Cardinal Melville que não quer ser Papa.

Não quero, com isto, escrever que o Cardinal de Melville fosse contra o Papado, o capitalismo... Ele queria era ser livre. Daí o seu silêncio e o enorme grito que rasga o silêncio.

 

Tem encontro com a História, mas fica sentado enquanto a multidão o espera vê-lo no balcão, na Praça São Pedro, em Roma.

A noção de responsabilidade colectiva e pessoal é questionada pelo filme.

O Cardinal de Melville é, fantasticamente, incarnado por Michel Piccoli.

Michel Piccoli deu uma grande entrevista à revista Télérama. Passo a traduzir as palavras, deste grande actor, que me parecem pôr em relevo a evolução do cinema (mas também do teatro) no seio das nossas sociedades ocidentais.

 

Leia-se:

A sua carreira dá uma impressão de liberdade, de diversidade, mas também de fidelidade: A Ferreri, Buñuel, Varda, Sautet, Godard, Oliveira...

 

O que sempre me interessou na minha profissão foi de viajar, de poder fazer tudo e ainda mais. Estando sempre atento às pessoas que pediam para trabalhar comigo. Tive a sorte de ter sido escolhido por pessoas excepcionais e duma grande elegância. Foram encontros e relações apaixonantes... Nunca calculei para atingir o cume. O que é o cume? Se queremos guardar prazer para exercer esta profissão, é preciso estarmos disponíveis, egoistamente, para as coisas mais enriquecedoras. Para si mesmo. Mesmo se tenho a pretensão de pensar que fiz muitas coisas que eram enriquecedoras para o público. Mas a profissão de actor é cada vez mais "dificultuoso" ("difficultueux" no texto Francês). Insisto nesta palavra. Hoje todas as moças querem seguir cursos de cinema ou de teatro. Antes, nas famílias abastadas como modestas era uma vergonha, era quase prostituição. Hoje é valorizante...

 

Este post pode ser lido como a continuação de O Papa Terrível

Fonte citada: Télerama, nº 3215, Agosto 2011, p.11 /Foto: Cartaz do filme.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 [clicar para aumentar / cliquez pour agrandir]

 

Discurso de Art Spiegelman, aquando a atribuição do Sonderpreis, a 16 de Junho de 1990, Salão da BD de Erlangen (RFA):

 

"É uma coisa estranha, para um rato, receber um prémio doado por uma assembleia de gatos; Por ter contado a maneira como os gatos mataram os ratos. É uma coisa estranha, para mim, Judeu, estar, aqui, na Alemanha, para receber um prémio; Por descrever como os vossos pais e os vossos avôs foram cúmplices do assassinato dos meus avôs e da minha família. É estranho também para vós de me entregar este prémio; Isso, não é sem problema. Como poderiam não mo ter entregue? Isso, poderia ser interpretado como uma ausência de sensibilidade, sob o ponto de vista da nossa história comum. Por um outro lado, dar-me este prémio poderia ser entendido como o resultado duma consciência culpável, uma espécie de reparação de guerra ao filho dum "escapado".

 

Ach! Ei-los bem os Judeus a falarem de novo de culpabilidade num serão tão belo! Nós temos uma longínqua tradição para infligir a culpabilidade que nos chega, directamente, desses abomináveis dez mandamentos (" Não fodas a mulher do teu vizinho", "Sê gentil com o teu papai e a tua mamai"). É mais educado falar em remorsos ou na responsabilidade do que na culpabilidade. É um conceito desagradável: A culpabilidade. Mas, apesar de tudo, penso que não merece a sua má reputação. Eu mesmo sinto-me culpado por imensas coisas: Pelos sem abrigo em Nova Iorque, pelos meus pensamentos impuros, pela masturbação, por não utilizar produtos recicláveis - e a culpabilidade talvez seja o agente civilizador mais útil, para impedir que as pessoas não se comportem de modo ainda pior do que poderiam fazer duma outra maneira. É talvez uma coisa explosiva  viver com a culpabilidade, mas é talvez o preço que nós humanos devemos pagar para aprender a verdadeira compreensão.

 

E, francamente, sentir-me-ia em mais segurança numa Alemanha culpável do que numa Alemanha deixando-se cair na euforia nacionalista, neste presente em que me parece que, duma certa maneira, ela ganhou a Segunda Guerra Mundial, após quarenta e cinco anos.

 

Vejam, o meu pai nunca mais quis pôr um pé na Alemanha após a guerra. Nunca recebeu um pão com a forma Max e Moritz ( prémio tradicional do Salão da BD d' Erlangen) da parte dos vossos pais ou avôs. O seu pão tinha a forma dum caixão e, na maior parte das vezes, nem sequer havia isso. O meu pai zangava-se, quando eu comprava o que quer seja fabricado na Alemanha. Andava muito zangado que desenhasse com uma caneta Rotring fabricada na Alemanha. Quando era criança, achava a sua atitude ridícula, mas, agora, penso ele tinha razão. Os Rotring proporcionam um traço intenso e mecânico. Desenho, agora, exclusivamente com uma caneta Pelikan: É mais flexível e viva. Danke schon por este prémio."

 

Art Spiegelman

 

Este post deve ser lido como a continuação de  Maus: Uma obra Prima da Bd 

Fonte: L'Autre Journal nº5, oct 1990, p. 194

 

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Segundo Raúl Ruiz:

"Todas as técnicas do cinema desaguam, desde agora, no sentido de vos escravizar. Escraviza-se a atenção do espectador."

 

Citação: Libé, 21 de Agosto de 2011

Foto: L'Autre Journal, Out de 1990, p.102 ( arquivo pessoal ) / Uma imagem do Che diferente entre outras...

Este post pode e deve ser lido como a continuação do post Mystères de Lisbonne

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

De hoje para amanhã, a Europa descobre as fotografias de Agusti Centelles.

Porquê só agora ?

Nas suas fotos, Centelles mostra o combate heróico dos Repúblicanos Espanhóis.

Combate heróico que nos remete para a memória. Para quem se esqueceu da memória.

 

A Guerra Civil Espanhola lembra-nos que :

Pela primeira vez na história moderna da humanidade:

a) Os civis são um alvo prioritário para os franquistas e os seus aliados: nazis, salazaristas e fascistas italianos... 

Uma árvore resistirá: Guernica!

b) Pela primeira vez na história moderna da humanidade, as mulheres tomam as armas.

Desta memória quedam e não só a árvore de Guernica e os textos de Georges Orwell.

 

Este post deve ser lido como a continuação de "Google o terceiro hemisfério do seu cérebro".

Foto: Télérama, nº3207, p. 50, 29 de Jun de 2011 / fonte: Mídia & História

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Porque é que as pontas do Castelo de Porto de Mós são verdes ? (Link)

Uma outra excepção cultural Portuguesa ? 

 

Fontes : Quadro de Porto de Mós / Bd: Le Trône d'Argile, p.2, Delcourt, Paris, 2006

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 (Cliquez pour agrandir / Clicar para aumentar)


Este post não procura de modo algum justificar as barbaridades cometidas por um homem que, em nome duma ideia ou crença, matou milhares de inocentes e que nunca respeitou a democracia. Que isto seja explícito.

É em defesa da democracia parlamentar (sim parlamentar) que passo a traduzir o texto de Philippe Ramos ( Último filme : "Jeanne captive", Quinzaine des Réalisateurs, Cannes, 2011 ) :

 

"Fort Obama :

 

O Presidente Obama, os políticos e os militares que o rodeiam não gostam de "westerns". É pena porque, lembrando-se de " Fort Apache", poderiam se ter perguntado se não era inadmissível comparar a resistência Índia com o terrorismo islamista. Parece que nada disso os interessava, tendo uma opinião resoluta sobre o assunto : E, para grande desespero da comunidade Índia, deram, como nome de código ao terrorista islamista Oussana Ben Laden, o nome dum dos maiores chefes da resistência Apache, a saber Géronimo. Com isto, Obama não só deixou sujar a memória dum homem como também deixou sujar uma comunidade que luta pelos seus direitos e dignidade. Este presidente que pelo passado citou Martin Luther King, parece ter riscado do seu vocabulário a palavra resistência."

 

Fonte : "Le Libé des Cinéastes", 11 de Maio de 2011, p.29

Imagem : Vinheta da Bd de Charlier e Giraud: "Géronimo l'Apache", p. 47 ( ed. Dargaud )

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

O rapto de Eusébio ocupa o honroso segundo lugar das 53 estórias mais loucas da história do futebol, segundo a revista So Foot.

Se não se pode provar a "estória", também não se pode provar que a "estória" esteja errada.

Save Energy: Stay in Bed !

Eis o que escreve a revista So Foot ( Fev de 2011, p.74 ) :

"Prometido ao Sporting Portugal, Eusébio teria sido raptado a 16 de Dezembro de 1960 no aeroporto de Lisboa por homens de mão do Benfica. Em seguida, teria sido sequestrado, num quarto dum hotel, até que assine. Os sócios do Benfica, esses, pretendem que só se tratava de proteger o avançado dum eventual rapto do Sporting. Escolhe o teu campo, primo!"

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 (clicar para aumentar)

O "Centre National d'Education Pédagogique" acaba de publicar um trabalho de grande qualidade em torno do filme de Manoel de Oliveira: "Singularidades de uma rapariga Loura".

Tive conhecimento desta publicação no meio desta semana.

E fiquei a pensar se Manoel de Oliveira, tal como Saramago, por exemplo, não é mais conhecido e admirado no estrangeiro do que em Portugal ?

 

Ou talvez o poeta e filósofo Hans Magnus Enzensberger tenha razão, quando escreve : " como explicar que ninguém detesta os Portugueses, exceptuando os próprios Portugueses ".

 

Fonte : H. M. Enzensberger, Ach Europa!, Frankfurt am 1987.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

(Clicar para aumentar / Cliquez pour agrandir)

 

Contrariamente às ideias pré-concebidas, o Salazarismo e a noção do escudo, moeda forte, não resistem ao exame escrito !

Como bem lembrou o Grande Chefe Apache : Quantos jornais Portugueses publicam a sua memória ?

 

Fonte : Jornal do Fundão, 6 de Janeiro de 2011.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Publicado em 2010, "Journal d'un soldat : 1914-1918", é uma mais valia para a historiografia.

Trata-se dum testemunho reproduzido por Michel e Eunice Vouillot. Um diário que narra a vida nas trincheiras.

Agradecemos vivamente a disponibilidade e a gentileza dos autores que nos concederam esta entrevista.

 

O que os levou a publicar as memórias dum diário dum soldado que viveu nas trincheiras ( 1914-18 ) ?

Recebemos tardiamente (1995) de meu pai cinco caderninhos “molesquine" escritos à mão. A narração é pessoal, muitas das pessoas citadas já tinham morrido. Eu e a minha esposa sentimo-nos investidos duma responsabilidade: não podíamos deixar perder-se esta voz numa gaveta, tanto mais que há poucos diários escritos por soldados nas trincheiras. Foi escrito todos os dias, numa urgência de testemunho vivo e pungente.

 

A historiografia Francesa considera, quanto à primeira guerra mundial, que existem duas noções nos batalhões Franceses : "O Consentimento" e a"Obrigação". As memórias de Joseph podem ser uma mais valia e darão entender melhor estas duas noções ?

Essas noções apareceram com os historiadores modernos (muitos deles marxistas) e a vontade de classificar os modos de pensamento de forma rigorosa e sem matizes. Neste diário, assistimos à evoluição dum homem recém-casado, recentemente extraído da sua aldeia, muito embora duma província evoluída, republicana e leiga. Um homem que fora empurrado havia pouco para a cidade na alvorada do século 20, para o mundo operário de Saint Denis nos arredores de Paris, e operariado de esquerda. Foi empurrado por razões económicas, pois ficou porfundamente enraizado no concelho onde nascera : Para ele, a região do Jura limitava-se às fronteiras do seu concelho. Se no princípio da guerra, tinham sido ludibriados pela propaganda, pouco a pouco, apareceram motins e soldados foram fuzilados para servirem de exemplo. Em Fismes (Aisne, a oeste de Verdun), em abril de 1917, não se ouvia cantar a Internacional; Joseph Prudhon ouviu a Carmagnole, hino revolucionário republicano: “Ouvi cantar a Carmagnole”. Joseph revela muitas vezes uma revolta desesperada (a que alguns chamam “consentimento”?), não podemos citar tudo: 10-08-1916 : Somos muito mal tratados há um certo tempo : massa e feijão duro como balas, carne avariada, que nojo. 18-08-1917 : Quando, bom Deus, quando vai acabar esta vida de mártires ! Enquanto felizardos nunca sabem nada desta vida. Que nojo! Aqui só vão ficar os mártires, os pobres imbecis da frente. 13-02-1918 : Se ao menos a terra se virasse com tudo o que contém, pelo menos a guerra e as misérias acabavam para os mártires, e também os prazeres para os nossos algozes, os nossos assassinos.

 

Como explicam que qualquer cidade ou lugar Francês tenha um monumento aos mortos da primeira guerra mundial e não da segunda ?
No início dos anos 20, com a “Chambre bleu horizon” (Assembleia dos deputados da direita), houve um grande trabalho de memória, bastante bem demonstrado pelo filme, La Vie et rien d’Autre (A Vida e nada mais) do realizador Bertrand Tavernier. Após 1945, contentaram-se de acrescentar os nomes dos pobres da Segunda Guerra, muito menos numerosos. Se formos visitar aldeias alemãs, veremos um fenómeno inverso: aí, são os da frente do Leste que atingem os récordes, seguidos pelos de 1914-18.

  

Como explicam o interesse actual dos Franceses pela primeira guerra mundial ?

Em criança, muitos pais e avós fugiam de certos idosos qui falavam em lenga-lenga, repetindo sempre como moinhos as estórias das trincheras. Conheci alguns. Não era o caso dos meus avós que se limitavam a dizer: era duro, era terrível… e recordavam os queridos familiares mortos na guerra. Tal como eu, os netos não querem que esta Memória faneça com a morte do último Poilu (barbudo). Não sou historiador, e assim sinto o interesse da minha geração: não conheci a Primeira, mas a Segunda guerra com a ocupação da França.

 

O que significa : " La der des ders" ?

Falei com o meu pai nascido em 1915 que conserva a memória intacta e lúcida e ele confirma que a “der des ders” lembra la “der” (derradeira) rodada na taberna. Era tentador retomar esses termos, depois da estúpida carnificina que só enriqueceu os donos das forjas. Os governos de 1919-1933 afirmavam que seria a derradeira guerra. Aliás, os soldados esperavam que a guerra ia ser curta e a última: Desejemos que a horda do Guilherme / seja em breve remetida para o reino dele / Como assassinos roídos pela vergonha / Que esses vilões maltrapilhos sejam excluídos do mundo / Que em melhores dias / o solo de França nunca mais receba nenhum deles…. (Poema de J Prudhon, no abrigo de Amblény, 4-12-1914).

 

Em 1919, o tratado de Versalhes, humilhando uma Alemanha exangue, nada augurava de bom, como infelizmente se havia de vir a verificar.

 

Imagem : Capa do livro

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Não creio que haja muito a dissertar sobre as manifestações (ou acampamentos?) Espanholas.

A Espanha é uma democracia !

 

E talvez os "indignados" se tenham esquecido deste panfleto clandestino, aquando das grandes greves dos mineiros Asturianos no final da década 60. Esses mesmos mineiros foram vítimas duma repressão sangrenta. 

Que não se confundam alhos com bugalhos : Haverão menos vampiros. LoL !

 

Imagem : Foto, p. 21, nº 9 da revista "Internationale Situationniste", Agosto 1964 /  Fonte : Arquivo pessoal.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

O vídeo presente, do filme já anteriormente aqui abordado de raspão, apenas serve de mote para introdução, mais do que de um post, de um tema, que abrange e interessa a bilhões da humanidade: A Bíblia Sagrada.

 

Sintetizando, a Bíblia pode-se considerar uma interpretação religiosa do motivo da existência do homem na terra sob a perspectiva Judeia, narrada por humanos mas considerada igualmente por praticamente todos os credos cristãos como que divinamente inspirada.

Por ela, milhões de pessoas já viveram, morreram, se refugiaram, foram queimadas e massacradas, se reforçaram e inspiraram, ou pura e premeditadamente a ignoraram ou subvalorizaram.

Uma coisa é certa: acerca de sua existência poucos lhe serão "ignorantes", quanto mais não seja, sobre sua relevância, e facilmente dela terão uma opinião formada.

 

Por ela, Gutenberg inventou a primeira prensa de impressão que seria o despoletar da página imprensa e duplicação em massa, e a partir dai para sempre, para todo o tema, género e formato. É o livro mais vendido de todos os tempos com mais de 6 bilhões de cópias em todo o mundo, uma quantidade 7 vezes maior que o número de cópias do 2º da Lista dos 21 Livros Mais Vendidos no mundo.

É atestada como tendo sida escrita por cerca de 60 homens, não contemporâneos, e que distam do primeiro (Moisés) ao último (O Apóstolo João) de um período aproximado de 1500 anos.

 

As duas maiores parábolas e as mais nucleares deste livro, pessoalmente encontro-as precisamente, não no novo testamento donde se baseariam os fundamentos de toda uma cristandade, mas sim no velho testamento, no primeiro livro de Génesis  na questão de a autoridade e dependência à um Deus criador ser questionada pelos seus recém criados humanos através de uma faculdade atribuída pelo mesmo criador: a do livre arbítrio (tema aqui abordado) e intrinsecamente ligado a todo o "enredo bíblico", e a segunda grande questão pode ser  encontrada no livro de , quando novamente a figura de Satanás o Diabo intervém, e acusa de interesseiros os homens fiéis a Deus, pois que o servem à custa da busca segura e egoísta de protecção e bênção divina - veja-se o exemplo das promessas religiosas típicas dos católicos - e que tal "escudo protector"  a ser-lhes retirado (por Deus, leia-se) qualquer homem sucumbirá, advoga o Diabo, sendo que Deus assim "picado", por uma segunda vez admite tal tipo de prova à humanidade.

A "salvação" do homem dependerá portanto da superação e bom sucesso destas duas provas, planos ainda em execução, aos quais passarão os humanos aprovados merecedores de uma segunda fase da história da humanidade: um mundo "paradisíaco" liberto da interferência maléfica de Satanás, destruído que será.

 

Um dos riscos de se aprofundar o conhecimento bíblico directamente a partir da fonte, do próprio livro sagrado, é que quanto mais se aprofunda a Bíblia de forma independente e mente aberta, tanto mais se corre o risco do crente se vir a tornar agnóstico - filosofia de quem acredita que a questão da existência ou não de um poder superior (Deus) não foi nem nunca será resolvida. Por mim falo.

Por isso há também milhares de fiéis da cristandade que são "formatados" para não acederem a Bíblia, sendo este um privilégio interpretativo dos Clérigos altamente doutrinados para tal, e vendido como "mistérios" para todos os demais.

 

Daí o poder deste livro e de quem souber descodifica-lo, ou colar-lhe a sua própria interpretação, que voltando ao vídeo e filme inicial, este post poderia ser também relacionado como que tratando de alguns dados adicionais para uma breve interpretação das entrelinhas na mensagem do argumentista Gary Whitta em "O Livro de Eli" realizado pelos irmãos Hudge.

por MrCosmos | link do post

 

 

(clicar para aumentar / cliquez pour agrandir)

 

O 25 de Abril de 1974 foi algo inédto. O Primeiro de Maio de 1974 foi a sua  continuidade.

Um povo mantido no silêncio e analfabeto soube expressar com dignidade e sem violência : A Liberdade !

As manifestações do Primeiro de Maio de 1974, em Portugal, são um exemplo de civismo.

 

fonte : Arquivos da época

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

A revista "Télérama" de 13 de Abril do ano em curso apresenta um artigo muito interessante.

No estado do Piauí existe um imenso tesouro arqueológico.

Os desenhos pré-históricos, em aparência,  pouco ou nada diferem dos das grutas de Lascaux ou do sítio de Foz de Coa...

Todavia, prestando-se atenção, verifica-se que certos desenhos rupestres descobertos por Niède Guidon ( em 1964 ) remetem, explicitamente, para representações sexuais.

 

Por associação de ideias e após longos anos de leituras e de conversas animadas, questionei-me sobre o porquê do nascimento do interdito do incesto.

Sem este interdito poderia a raça humana ter evoluído? E porque é que os chimpanzés, tão próximos de nós, quando criados em reservas, ou seja, em contacto connosco não praticam o incesto? E, contrariamente, porque é que quando vivem em liberdade o praticam ?

O que talvez tenha morto a sua evolução ?

Parecem-me questões pertinentes.

 

Documento : Télérama, nº3196, 2011, p.23

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

O primeiro jornal a noticiar a queda do fascismo Português foi o diário "Le Monde". Isto no mesmo dia.

 

Na altura, Portugal era um país sem visibilidade e nem sempre as palavras Portuguesas apareciam ortografadas "corectamemte".

É em 29 de Abril de 1974 que o diário "Libération", no seu segundo ano de existência, apresenta em cabeçalho da sua primeira página a palavra Liberdade transcrita correctamente.

Em 11 de Maio de 1974, o desenho de Siné, oferecido ao desaparecido jornal "República", deixa já entrever que Portugal será uma democracia.

 

Fontes: Libé 29 de Abril de 1974 e República 11 de Maio de 1974.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

foto perfil.jpg

pauloc.jeronimo@gmail.com

pesquisar
 
arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D

2016:

 J F M A M J J A S O N D

2015:

 J F M A M J J A S O N D

2014:

 J F M A M J J A S O N D

2013:

 J F M A M J J A S O N D

2012:

 J F M A M J J A S O N D

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

2009:

 J F M A M J J A S O N D

Controle de invasão ET
comentários recentes
Hand ball is actually a nice game to watch. I firs...
Children are not good with lies. They doesnt know ...
Woww!!! I am glad you have shared this old picture...
Alors, dit-il,Au Revoir ! , dit-elle. Alexandre O'...
Jovem, apesoado, dotado, submisso, procura homem d...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
.