A excelente revista mensal So Foot dedica, no número deste mês de Junho, um artigo aos jogadores naturalizados que jogaram ou jogam pela selecção do país de acolho. E estabelece uma classificação que engloba 25 jogadores.

A naturalização não é um fenómeno novo no mundo do futebol. Basta lembrar Di Stefano e Ferenc Puskas que, uma vez naturalizados, jogaram pela Espanha. Existe ainda, quanto à Espanha, o exemplo de Marcos Senna, nascido no Brasil. Jogador que ajudou a "selecion" a conquistar um titulo maior em 2008. O que não acontecia desde 1964.  

 

O topo da classificação é encabeçado pelo "naturalizado" Deco. A chamada do maestro do FC Porto à "selecção" aparece como a mais controversa devido às declarações na altura de Figo: "Isso prejudica o espírito de equipa. Se nasceu na China, muito bem, joga pela China". E, uma vez Figo citado podemos ler, ironicamente: Se Deco tem os olhos em amêndoa é porque tem sangue Japonês e não Chinês.

 

O que terá levado Figo a tais declarações? Não era ele um jogador habituado ao cosmopolitismo? Não conhecia ele a historia de Di Stefano e Puskas? As palavras de Figo espelham uma sociedade Portuguesa que é racista? Uma sociedade que esqueceu que é fruto duma enorme mistura? Pode ser racista uma sociedade em que qualquer família tem, no mínimo, um familiar que é e/imigrante?

Porque e quem tanto incomodava o "maitre à penser de Porto"? Por ser do FC Porto? Por ter sido descoberto pelo FC Porto? Por não incarnar nem o centralismo lisboeta nem a ruralidade Portuguesa?

 

A politica sempre esteve, embora em graus diversos, presente no mundo do futebol. Há quem compare a Ucrânia de hoje à Argentina de Videla. 

Dezasseis selecções e trinta e um jogos. Até 2 de Julho haverá dois Euros: Um dirá respeito ao futebol; Outro à moeda e à economia. Os governos em dificuldade apostam no Euro para fazerem ilusão ou diversão. Já o governo Francês não terá representantes oficiais na Ucrânia.

Explicitas são também as palavras do capitão Alemão, Phillipp Lahm: "A minha posição sobre os direitos fundamentais, direitos humanos, liberdade de expressão ou de imprensa não correspondem à situação actual da Ucrânia." Quando o primeiro ministro Espanhol pede ao seleccionador Espanhol para ganhar o Europeu, para dar alegria ao Espanhóis, Del Bosque responde-lhe com sabedoria e razão: "... a possivel vitoria no Euro não é a solução para os problemas do país." (Libé, p.4 / 6 jun) 

  

E se tudo ainda não estivesse podre? 

  

Fontes: So Foot, n°97 ; Libération, 6 Juin 2012

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

(clicar para ampliar / cliquez pour agrandir)

 

Tendo contacto com «a rede» e revendo-me nela, cosidero-me pertencente àqueles apelidados pela geração web, surgida nos anos 90.
Nessa mesma década, profissionalmente, tive de contornar o que já me era completamente estranho e considerava arcaico, a solicitação de contacto via Telefax, perguntando de imediato as empresas do outro lado da linha: "Qual é o  seu email"? 

 

Sou do tempo e "estive por dentro" do Mirc, dos chats, do estouro do vídeo online e em tempo real, tudo ainda no sec. XX. Ou agora no XXI, sou igualmente apolinário da blogosfera ou das redes sociais.
De modo que acaba por ser intrinseco e pacifico entre as novas gerações o descriminar abertamente «na rede» as suas etapas de vida, alguns dados pessoais, fotos, e gostos pessoais online. E toda esta prosa para aqui chegar: à lista de gostos pessoais.

 

Carlos Lisboa teve sempre um lugar cativo nos meus gostos, e foi sempre transportado no meu leque de "exemplos de atitude de vida" pessoais. O basketball foi o único desporto que levei mais a serio enquanto praticante, e de atividade escolar.

A lista apresentada na imagem inicial, foi a única que, entre  as outras várias de preenchimento para o perfil, quando a compus, tive o cuidado da manter por ordem cronológica, conforme fui estabelecendo contacto emocional com os atletas que considero influentes e exemplos relevantes a destacar.

Tal como Cristiano Ronaldo nunca me foi considerado digno de entrar nesta galeria desportista pessoal, onde como digo, pesa mais e sobretudo o exemplo de atitude do atleta do que os êxitos desportivos em geral (porque para mim desporto é isso: formação de pessoas) - depois disto, Carlos Lisboa e pior: enquanto treinador (formador) em que o atleta se veio a tornar, também não podia lá continuar. 

 

O problema não é o errar. O grave é não reconhecer, não emendar.
Impresionante como a clubite acaba por destruir personalidades que um dia já foram, acima de tudo, icones nacionais.
Tristes os que se revêem na sua atitude e como exemplo a louvar...
No dia Internacional da criança, talvez vale-se a pena pensar em que "homens" estamos a formar.
Paulo Jerónimo
por MrCosmos | link do post

 

 

 

Clicar para ampliar / Cliquez pour agrandir

 

É imensamente curioso e sedutor ver que quando Grande Chefe Apache cria a etiqueta Futebol: Uma arena de morte?, passado pouco tempo Marc Perelman, professor universitário, escreve um longo artigo que apresenta quase o mesmo título. Penso que podemos descortinar semelhanças quanto a certos temas tratados como também diferenças. Mas a palavra que é a génese do pensamento sobre o futebol é a mesma: Arena. E não é uma palavra neutra...

Curioso e sedutor ver que duas personalidades, vivendo em países diferentes e tendo ocupações laborais diferentes, empregam, praticamente, o mesmo vocabulário. Segue a tradução do artigo de M. Perelman, escrito em 23 de Novembro de 2009:

 

  • "Contrariamente aos recentes dizeres da "secretária de Estado encarregada dos desportos, Senhora Rama Yade, o estádio nunca foi um "santuário e um lugar de civilização apaziguada". E poderá se tornar ainda menos esse lugar e esse santuário, apesar da produção de esforços muito mediáticos e, sobretudo, desesperados graças à nascença duma "célula nacional de prevenção contra a violência", dum "primeiro congresso nacional das associações de adeptos", tornando-se uma "federação nacional de adeptos". De mesmo, a repressão posta em obra pela ministra da Justiça, Senhora Alliot-Marie, parece também ineficaz com a "sua resposta penal particularmente dura  e rápida", o "seu carácter mais dissuasivo" graças às penas de proibição administrativa de entrar nos estádios. Estas políticas não entendem que a violência dos adeptos tornando-se rapidamente hooligans não decorre duma "minoria agitante", de "parasitas" que tomam como refém o "futebol".

 

A violência é praticada por ferozes hordas de apaixonados por futebol, massas compactas de brutos sem amarras, muitas vezes bêbedos e imensamente eficazes no diálogo por projecteis interpostos com os poderes públicos, mas para quem o futebol é uma parte decisiva da sua vida e o estádio uma família, uma casa. A violência não é pois exterior aos estádios, em "margem" como se disse aquando da morte de Brice Taton acontecida antes do encontro Toulouse - Partisan de Belgrado; Ela não é obra de indivíduos estranhos ao futebol.

As diferentes expressões de esta violência - dopagem, racismo, xenofobia, homofobia, "chauvinismo" - ressalvam duma "violência interna" consubstancial à única "lógica competitiva" e à qual o futebol está associado com todas as suas fibras. E esta lógica resume-se com palavras simples: Afrontamento, combate, choque, colisão entre jogadores de equipas dispostas a brigarem, batota. Esta violência toma forma nos estádios e também no desporto amador (o "Observatoire National de la Délinquance" indica uma subida preocupante da violência no futebol amador), havendo nos profissionais, entre outros, árbitros insultados, golpes provocando ferimentos graves, multiplicação de confrontos entre jogadores nos balneários ou entre espectadores nas bancadas: Tacos de basebol, navalhas, facas, armas de fogo são frequentes...

 

Em alguns anos esta violência, sem deixar os estádios, deslocou-se para fora destes: Os Fights opõem adeptos de equipas inimigas. A violência desagua nas cidades e, muitas vezes, em seus centros que se tornam os novos territórios dos confrontos entre adeptos e polícias aquando dos combates de rua  e a sua lista de degradações, de lojas destruídas, de carros queimados, de agressões a pessoas... Os estádios já não chegam para conter a violência que o futebol desencadeia.

Alegramo-nos demasiadamente depressa: Os estádios Ingleses, esvaziados dos seus hooligans, ter-se-iam tornado espaços de paz. Um derby recente, West-Ham-Millwall, degenerou em batalha campal entre hooligans embebidos de álcool e cujo racismo anti-imigrantes e orientação política de extrema direita é conhecida. As milhares de proibições de estádio e os preços extravagantes dos bilhetes deslocaram o problema para as divisões inferiores... Ora, é nos estádios do mundo inteiro e nas suas imediações, como na tranquila Suíça (jornalistas agredidos, batalhas campais entre hooligans na Basileia, em Zurique, em Sião.. a polícia utilizando balas de borracha e gás hilariante), passando pela Argentina (cinco adeptos mortos esta época em brigas), Marrocos, Tunísia e, sobretudo, Argélia (uma dezena de mortos desde 2005) que se manifesta "a violência provocada pelo futebol". Os estádios tornaram-se os lugares privilegiados da expressão desta violência e não outros lugares de agrupamento como os concertos de música, o teatro, o cinema, a praia...

 

A mão que permitiu, quarta-feira passada, a vitória da França perante a Irlanda é a consequência directa da gigantesca pressão económica e sociopolítica que o futebol apanha nos seus laços, põe de molho nos estádios e, depois, amplifica e restitui numa gigantesca caldeirada: ganhar a qualquer custo, fazer batota para ganhar, mentir após ter-se feito batota e ganho. Tal é a ideologia deletéria que promove o futebol e não que o futebol sofre. O futebol não é um jogo: Constitui, com o estádio, o fogo activo, o lugar central onde a crise das nossas sociedades toma um novo fôlego. O futebol é o vector duma "desintegração" de todos os quadros duma sociedade, das suas referências fundamentais como a identidade nacional que depende duma cultura comum e duma língua e não duma equipa com pitões, - uma entidade passageira, artificial e aleatória. Uma bola, uns "protegem-canelas" e uns livres são insuficientes para fundar uma soberania nacional. E a identificação dos jovens a um ídolo nos estádios ou a uma equipa vencedora, a sua integração pelo futebol à sociedade não fundará nunca uma identidade nacional.

 

É preciso agora pensar o futebol tal como ele é e não como o imaginamos ou o fantasmeamos. Assim, não é a violência que "gangrena" o futebol; Também não é uma minoria de ultras que contamina, parecendo que não, bravas pessoas calmas e pacíficas; E não são a mundialização ou ainda a mercantilização que corrompem e que sujam. A verdadeira gangrena que infesta a vida das nossas sociedades tem por nome futebol; E o estádio é intrinsecamente o lugar onde refogam as futuras explosões de violência porque os rancores (pesados) sociais e políticos amealhados se associam intimamente ao futebol; São orientados por este, exprimindo-se em caldeirões equipados para os receberem, os capturarem e os amplificarem até que desbordem na cidade, transformando-os em colunas guerreiras.

 

A violência dos adeptos não é apenas a expressão duma aflição social; Ela está no coração do projecto futebol que é a expressão dessa aflição social; Os movimentos preocupantes de exaltação e de identificação, da fúria nacionalista entre o Egipto e a Argélia maciçamente enquadrados pela polícia e pelo exército não envenenam o futebol, o verdadeiro veneno chama-se futebol e o estádio serve-lhe de recipiente e a cidade torna-se o seu território."

 

Obs: Esta tradução, esperando que esteja bem, é uma homenagem ao Grande Chefe Apache.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

.

Clicar para ampliar / Cliquez pour agrandir

 

Em 25 de Abril de 1974 é derrubado um dos sistemas fascistas mais longos da história Europeia.

Quando é anunciada o início da Revolução dos Cravos, nenhum média Francês tinha um correspondente permanente em Lisboa.

Pior que isso: Nenhum média internacional estava em condições de retratar os acontecimentos Lusos.

Portugal fazia parte do que se chama "zonas cinzentas do planeta". Não existia... 

Para os jornalistas estrangeiros, a imprensa estava demasiada comprometida para ser fiável.

 

No que toca ao desporto, o futebol era a modalidade posta em relevo.

Durante cinquenta anos, os clubes de Lisboa são campeões.

O que é curioso!? Os dados falam só por si!

Tal como na Espanha Franquista os clubes da capital são campeões.

Só após a queda do fascismo foi possível ver o FC Porto, clube popular do Porto, ser campeão nacional.

Um clube que se tornou famoso graças aos seus títulos europeus e mundiais.

É também o primeiro a ter proporcionado a um jogador Africano (Madjer) ser campeão Europeu.

 

A peça aqui apresentada parece elucidar o que foi exposto. 

Sporting e Porto estão separados por dois pontos no topo da tabela.

Um jogo que se realizou uma semana antes do 25 de Abril.

 

Fonte: República, 18 Mar 1974 

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

Para quem gosta de futebol, e prima por alguma honestidade, seja lá a que nível for, não podia deixar de sentir uma certa injustiça no desenrolar do jogo em que o SL Benfica já merecia  estar a ganhar a eliminatória há muito tempo, ainda para mais perante os milagres que Jesus teve de inventar inevitávelmente na defesa lusa para Standford Bridge, ou se quiserem, também pelo demérito flagrante demonstrado pelo Chelsea.

Mesmo um portista, como eu, ainda recalcado por sentimentos não muito distantes relacionados com os fortes ataques à imagem e honorabilidade do melhor clube do mundo Sec.XXI , o FCP, engendrados e sustentados basicamente pelo SLB assim mesmo, numa  atitude pequenina e sempre em bico-de-pés,  até mesmo este portista acabou por festejar o golo de Javi Garcia, e pronto, a partir daquele momento, passa também a torcer para que realmente aqueles lampiões passassem às meias-finais da Champions. Pois que o mereciam mais que o Chelsea, justiça fosse feita.

E okay, também são Portugueses, mesmo que não ponham nenhum jogador luso a jogar em campo... O que nos leva ao outro lado da questão: o momento da estocada final na eliminatória ser concretizado pelo jogador, de entre todos, o mais vaiado, Raul Meireles!

 

Um golpe a sangue frio, matador, assassino de qualquer expetativa, e que faz uma justiça ainda maior do que aquela que até ali estava a ser posta em causa, mesmo pelas bancadas benfiquistas que aclamavam pelo ex-aliado Michel Platini.

"Justiça divina", diria o provinciano Presidente...

"Tomem lá que é para aprenderem", disse eu, "a não assobiarem os únicos Portugueses que alinham no onze de uma equipa de futebol, e que por acaso estavam todos na equipa estrangeira, não na portuguesa, só porque um dia foram jogadores do grande rival... FCP".

 

A mediocridade tem limites, e já agora, para que conste de memória futura :-) o que por estes dias foi bastante badalado na imprensa: "O Benfica foi a única das quatro equipas em Jogo na Champion League que ontem (27/03/2012) entraram em campo que não apresentou qualquer português no onze inicial. No Chelsea estavam Raul Meireles e Paulo Ferreira (entrou mais tarde, para gaudio dos assobiadores, José Bosingwa); pelo APOEL atuaram Nuno Morais, Hélio Pinto e Paulo Jorge; no Real Madrid pontificaram Cristiano Ronaldo, Fábio Coentrão e Pepe." 

 

 
Ao Benfica, falta-lhe cultura de campeão. Perdeu-a há muito. E por muito que Luis Filipe Vieira ande a papagueala, que já a recuperaram, a analise fria e crua da ultima década ou das ultimas épocas do SLB continua a demonstrar que não, não é para quem quer: é para quem pode!
--
Paulo Jerónimo
por MrCosmos | link do post

 

"Dois livros, um tema" - ou será apenas,

(Um Objetivo): atacar o Futebol Clube do Porto{#emotions_dlg.unknown}

 



A propósito de um e-mail de corrente a circular "sobre futebol", e no qual fazem questão de, saudosamente, recordar essas duas "pérolas" da literatura portuguesa que dispensam apresentações, escritas por Marinho Neves (entrevistado) e Octávio Machado.
Nada a que não estejamos habituados. Resquícios dum país bolorento e salazarengo, que aos poucos lá vão desaparecendo, e cujo FCP se apresenta como que "Lufadas de ar fresco". Mais labareda, menos labareda...
Paulo Jerónimo
por MrCosmos | link do post

 

 cliquez sur l'images pour agrandir / clicar sobre as imagens para aumentar


A revista So Foot deste mês de Fevereiro de 2012 apresenta um dossier fora de série a propósito daquele que foi e é o mais carismático futebolista de todos os tempos: Sócrates. São 16 páginas sensacionais.

E é neste mesmo número que a So Foot se questiona para saber se o presidente do FC Porto não é o melhor presidente de clube do mundo.

A apresentação é feita de modo irónico: Quem é Pinto do Porto?

O FC Porto é o clube Português mais conhecido e mais apreciado em França.

Mas, exceptuando os conhecedores, o grande público não conhece Pinto da Costa.

E talvez não seja um azar se a foto que ilustra o título, lemos da esquerda para a direita, apresente a sentença seguinte:"Acho isso engraçado que os Franceses pensem ser melhores que todo o mundo"... Um artifício para despertar o interesse do leitor!?

O texto não ensina nada de novo. A revista decidiu pôr também em relevo as seguintes frases:

 

"Recusei ser presidente do Benfica, mera e simplesmente, porque não gosto do Benfica. Detesto o Benfica"

 

"Muitos clubes grandes compram jogadores em lugares diversos e variados que, uma vez em campo, não fazem nada. Enquanto o FC Porto quando vende um jogador, é um jogador que vai fazer ganhar a sua nova equipa"

 

"Não quero um treinador que chegue ao clube e que quer mudar tudo, fazendo tudo à sua maneira. Aconteceu-me uma vez. Disse-lhe: "Arranja outro presidente"

 

Se a primeira frase justifica o título, as duas seguintes exemplificam e respondem positivamente ao questionamento: Pinto da Costa é o melhor presidente de clube do mundo!?

Eu que sou menos académico que os jornalistas da "So Foot" vejo uma frase chave para explicar o sucesso de Pinto da Costa como presidente. Está no texto e é de Artur Jorge. É simples. Pinto da Costa tem um percurso totalmente atípico no mundo actual: O seu amor constante pelo clube. E o amor é muito mais que a paixão...

 

Fonte / Source: So Foot Fev. 2012 pp 52-55

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

"futebol: uma arena de morte" {#emotions_dlg.unknown}

 


 

AP Photo/Ahmed Hassan 1.fev.2012 - Jogadores do Al-Ahly fogem ao massacre que ocorre no final do jogo contra o Al-Masry

 

Será de manter esta nossa tag de arquivo na forma interrogativa,mudar para reticências... ou passar para ponto de exclamação? Eis a questão.

por MrCosmos | link do post

 

 

[Para ler o artigo clicar na imagem / Pour lire l'article cliquer  sur l'image]

 

Marks Roberts deu uma grande entrevista ao último "Hors Série" da revista So Foot.

Só por si, a entrevista indica que existem aspectos novos na evolução do futebol, quer como espectáculo quer como jogo. Mas voltaremos sobre este assunto com o artigo, para mim fora de série, que a So Foot realizou sobre o FC United.

Quanto à entrevista de M. Roberts, talvez o mais engraçado seja que o seu streak preferido tenha sido contra o FC Porto em 2003, em Sevilha.

E acho que, visto as suas palavras, não está disposto a esquecer Victor Baia: "...Infelizmente, o guarda-redes (Vitor Baia,ndlr) defendeu o meu chuto. Que cabrão! Eu que sempre tinha sonhado marcar numa final de taça da Europa... E tinha preparado muito bem o meu golpe..."   [ver vídeo]

 

E ainda há quem diga que o FC Porto é um clube provinciano?

 

--

Fonte/Source: So Foot, "Hors-série", Dez/c 2011, p.10

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

"Quando Lula chegou ao poder, havia uma lista de eventuais ministros que circulou. Eu fazia parte dela, mas tomei a dianteira e disse "não". Eu não acredito muito na política institucionalizada."

 

Fonte: So Foot, Hors-série,2010, p.173

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

  E em Donetsk, será a "última Valsa" {#emotions_dlg.unknown}

 

Cartune: HenriCartoon

Paulo Jerónimo

por MrCosmos | link do post

 

 

Pedro Emanuel sempre foi um grande portista e hoje fez-nos mais um favor.
Em condições normais, ou seja, fosse isto um lapso apenas, entraria o discurso da "fruteira" etc e tal, mas sendo como é, e como se vê, veremos se o treinador da académica não põe a cru que começam a irem-se os anéis não se sabendo se a partir daqui sobrarão dedos ...

 

A saga continua...

Paulo Jerónimo

por MrCosmos | link do post

 

 

 

Muito foram desrespeitados os emigrantes, em férias em Portugal, quando empregavam a palavra "retrete" por reforma ou, por exemplo, a palavra "vacanças" por férias.

Tendo vivido debaixo do fascismo, tais regalias sociais eram-lhes desconhecidas. Limitaram-se a "aportuguesar" conceitos linguísticos e regalias sociais que faziam parte da sua vivência quotidiana em França e que o fascismo Português sempre lhes negou.

No âmbito deste contexto, nenhum sociólogo ou historiador esclarecido pode acreditar que o Estádio da Luz tivesse sido construído, em suas horas livres por benévolos cidadãos que trabalhavam do nascer ao pôr do sol.

A menos que Lisboa não fosse Portugal... E que os trabalhadores de Lisboa tivessem regalias que os outros trabalhadores fora de Lisboa não tinham...

 

Estranha também a ideia, para um historiador, que as Assembleias do Benfica fossem uma aprendizagem da democracia... Como se o Salazarismo, herdeiro nato das práticas da Inquisição, não tivesse olho em tudo... 

A história, quando pode ser ensinada, desencadeia questionamentos e interrogações.

Estranho que se esqueçam os panfletos dos desertores e dos pacifistas e, também, de movimentos políticos que denunciavam a presença do Benfica, em Colombes, para levantar o moral dos Portugueses que viviam em bairros de lata, para lembrar "a pátria amada"... ou/e  remessas amadas...

 

E, actualmente, também, não deixa de ser curioso que o Benfica se proclame o clube com mais adeptos no mundo. O que é ridículo! Mas não nascerá esta ideia na continuidade da megalomania desenvolvida pelo Fascismo Salazarista?

E talvez não seja uma simples contradição se, após o 25 de Abril de 1974,o FC. Porto é o clube com maiores simpatizantes na e/imigração, em França.

Mas esta dialéctica, algo que custa a entender aos jornalistas desportivos que só pensam no Benfica e, por arrastamento, no Porto (realidade obrigatória ) ... só deu luz ao direito à preguiça, graças ao FC.Porto: Ao Direito de ser a "Sua Terra".

E talvez não seja um acaso se o Direito à Preguiça originou uma obra de arte longe do (ou de?)  Benfica e de Lisboa? 

 

Qual é o único estádio de futebol digno de interesse em Portugal: Link ?

Contudo, fica para saber como é que alguns dos porta-vozes  do FC. Porto e alguns dos seus adeptos podem empregar, ainda hoje, a palavra "regime", referindo o Benfica?

Ao que se referem e a quem se referem? É muito confuso politicamente...

É que Portugal, apesar das suas imperfeições, é um país democrático. Não é um regime!

 

Imagem:Le droit à la paresse, Paul Lafargue, capa da obra, ed. Maspero, Paris, 1975

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

Uve Seeler é um jogador de futebol, hoje em dia, desconhecido ou esquecido.

Contudo, as estatísticas não mentem. Partilha com Pelé uma proeza estatística fora de série no âmbito da História mundial do futebol.

As suas palavras, como antigo jogador de futebol, são questionantes, no que diz respeito à memória da história e da Humanidade.

 

Na entrevista dada à revista So Foot, deste mês de Outubro de 2011, afirma:

"Foi só na escola que soube o que tinha feito Hitler. Naquela época, tinham-no vendido de modo diferente. É como hoje na Líbia: Não se pode imaginar que se possa fulizar o seu próprio povo."

 

Fonte e Foto: So Foot, Out de 2011

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Na entevista dada à revista So Foot, deste mês de Setembro, o escritor,  Rui Zink, releva que em Portugal tudo é pretexto para falar de futebol.

Como aponta Rui Zink, mais é demasiado.

 

Fonte: So Foot, sept 2011, p.124 /  Foto: Porto: Fotografias e texto de Werner Radasewsky e Gunter Scheneider, ed. Nicolai

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

foto perfil.jpg

pauloc.jeronimo@gmail.com

pesquisar
 
arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D

2016:

 J F M A M J J A S O N D

2015:

 J F M A M J J A S O N D

2014:

 J F M A M J J A S O N D

2013:

 J F M A M J J A S O N D

2012:

 J F M A M J J A S O N D

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

2009:

 J F M A M J J A S O N D

Controle de invasão ET
comentários recentes
Hand ball is actually a nice game to watch. I firs...
Children are not good with lies. They doesnt know ...
Woww!!! I am glad you have shared this old picture...
Alors, dit-il,Au Revoir ! , dit-elle. Alexandre O'...
Jovem, apesoado, dotado, submisso, procura homem d...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
.