A revista So Foot deste mês apresenta um artigo de duas páginas dedicado a Hulk.

Se o artigo em si (ler aqui link) não nos apresenta nada de revolucionário, já a sentença de Maria de Socorro, mãe de Hulk, me parece, após os Cosmonautas e os Astronautas, "Espaçonauta" :

 

"Hulk mamou até aos três anos e meio. A ciência pode dizer o que quer, mas o segredo da força do meu filho está escondida no meu soutien-gorge."

Fonte: So Foot, jun 2011, p. 70-73

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

O FC Porto ganhou outra vez uma competição Europeia.

Não é sobre o papel dos vencedores ou vencidos que irei escrever.

Interessa-me, sociologicamente, o paradoxo FC Porto.

Penso que é mais interessante que nos debrucemos quanto aos dados paradoxais, "sociologicamente escrevendo", que o FC Porto apresenta quanto à sua história no universo do futebol.

Quer se goste quer se não goste, o FC Porto é parte integrante dum país periférico nos nossos dias.

A vitória do FC Porto, na Europa Liga, deu origem à primeira vitória Europeia do mais jovem treinador desde sempre.

Retomando a análise de Pascal Boniface, podemos pensar que o paradoxo não finda aí.

 

Com efeito, considerando que :

a) Artur Jorge é o primeiro "doutoramento" a ganhar uma Liga dos Campeões. Já não é preciso se esconder nos anfiteatros universitários para poder ler "L'Equipe". Este mesmo diário agradecerá a prancha de salvação, denominando Artur Jorge : " Le Roi Artur ".

b) O FC Porto é o primeiro clube a dar um título Europeu a um  jogador Africano. A "talonnade à la Madjer" é , hoje em dia, uma expressão que se emprega regularmente. E talvez não seja um acaso se o FC Porto é o clube Português mais conhecido nos subúrbios das grandes cidades de França.

c) O FC Porto é o primeiro clube a concretizar a globalização ou a aldeia global. Três continentes estão representados, pela primeira vez, numa mesma equipa ( Viena 1987 ).

d) O FC Porto é um dos raros clubes Europeus a ter marcado presença nas finais de todas as competições Europeias, desde a Taça das taças até à Europa Liga.

 

Findando, o FC Porto é, realmente, um paradoxo. É um paradoxo porque não se enquadra, até hoje, nas teses elaboradas diacronicamente entre países centrais e países periféricos.

 

Clicar aqui, para ler a cobertura que "L'Equipe" deu à final da Liga Europa.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

Se é sabido, desde os seminários de Lacan dos anos sessenta que as palavras têm um sexo, não deixa de ser curioso que a Língua Portuguesa seja bisexual quanto às palavras terminadas em "ista".

Achei curioso que a publicação LusoMagTv, publicação destinada à imigração Portuguesa tivesse tentado conjugar Porto e Benfica.

 

Mas talvez se perceba que, cada vez mais, as guerras entre Benfica e Porto ficam longe de quem começa a pensar a cidadania no âmbito da universalidade.

 

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

Quando ontem se apagou a luz - a iluminação artificial do Estádio Sport Lisboa e Benfica - caiu definitivamente a máscara. Definitivamente, deixa de haver motivos para repescar o por mim gasto e associado termo à instituição S.L.B. nas suas atitudes dos últimos anos, os autodenominados defensores do fair play e da verdade desportiva, acobertada por uma atitude nada condizente e típica do que varias vezes apelidei por : "Virgens Ofendidas".

 

Quando perante os quatro cantos do mundo que assistiu a retransmissão televisiva do jogo do Titulo Português de Futebol, uma instituição reage desta forma, palavras para quê?

As acções ficam com quem as pratica, a menos de 15 dias dos dois "assanhados rivais" se voltarem a encontrar no mesmo palco, para a 2ª mão da Taça de Portugal.

Caso para perguntar: e depois do apagão, farse-a definitivamente luz?

por MrCosmos | link do post

 

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Nota prévia: Antes que o PortoMaravilha comece a resmungar, eu sei, sim , que nunca pus uma foto tão feia aqui no Cosméticas, e que a da Elizabeth Taylor cada vez mais para baixo, é muito mais bela de apreciar. Mas - Deus me perdõe - A Elizabeth, não fui eu que a tratei de enterrar...

 

Vem o post a propósito de ser recorrente o FC Porto ser conotado com falta de democracia nos últimos 30 anos, por nunca haver quem se candidate contra Pinto da Costa, e por ser sempre este assim a ganhar.

Por muito que custe aos rivais ver Pinto da Costa no poder há mais de 30 anos - e de ser de entre todos no mundo, o presidente com a melhor carreira de futebol - a mim que também já me custa aturalo e sou portista desde pequenino, ou seja: nunca conheci outro Presidente no meu clube, convenha-mos, que não posso desatar por aí a choramingar porque ninguém se atreve a ser drásticamente humilhado numa concorrencia directa à Presidência do FCP contra Pinto da Costa.

Agora, que fique bem claro: Nas próximas eleições do FCP em que haja 2 candidatos ao cargo, cada sócio tem um (1!) voto.

O rico, o pobre, o recém associado ou o mais antigo Dragão de Ouro.

Querem coisa mais democrática?

 

Não é como nos clubes da Capital do Império, onde Bruno Carvalho até teve mais pessoas a votar nele, mas venceu o que conquistou os sócios mais poderosos, pois conforme  a antiguidade, a disparidade e poder de votos entre os sócios do Sporting CP pode conseguir variar entre 1 a 25 votos. Coisa éticamente inadmissivel nos nossos dias, até para uma simples Assembleia de Condomínio.

E parece que para os lados do SL Benfica, a divisão de votos é coisa parecida... Segundo me explicaram sobre os dois casos, e posso correr o risco ter ter sido muito mal esclarecido.

 

 

Quem é democrático, quem é? Era o Salazar...

Não é só nos resultados e carreira futebolistica dos clubes nos últimos 30 anos, até nestes concretos se pode verificar quem são os clubes da era democrática ou os do regime.

 

--

democracia
(grego demokratía, -as, governo do povo)
s. f.
1. Governo em que o povo exerce a soberania, directa!direta ou indirectamente.
2. Partido democrático.
3. O povo (em oposição a aristocracia).
 
aristocracia
s. f.
1. Conjunto dos nobres.
2. Forma de governo em que predomina a nobreza.
3. Superioridade.
 
Dicionário Priberan Online.

 

 

 

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Ironicamente, esta época «O Jogo do Ano» , que poderá perfeitamente ser o desfecho do campeonato 2010/2011, virou-se às avessas, e, apesar dos intervenientes serem os mesmos do ano passado, os candidatos e os palcos do jogo são os opostos: desta feita são os Dragões que podem reconquistar o estatuto de campeões no estádio do rival, na Luz (acontecimento do qual à partida não acredito que o SLB permita).
Depois da experiência do ano passado (link) e de ter prometido a mim mesmo (ou melhor, se calhar foi mais a minha mulher e meus filhos) que não punha os pés em tais ambientes tão depressa... actos de vandalismo e violência só têm crescido no mundo do futebol. Os estádios estão cada vez mais entregues aos Ultras, Claques (marginais) Organizadas, e hoje sai mais uma, a noticia de mais um ataque ao autocarro da equipa e à viatura que transportava o Presidente do SL Benfica, aquando da sua deslocação, a Passos de Ferreira, na periferia da Cidade do Porto.
 
Está Portanto criado o ambiente (aguardando-se a retaliação) para a recepção daqui a quinze dias da equipa Portista e seus adeptos à "Capital da Luz", Lisboa.
O que se está a passar no futebol português não é fenómeno exclusivo nacional, alarga-se aos demais países europeus : a predominância e preponderância das claques nos estádios, arrastando a violência e afastando as famílias e adeptos do futebol.
Mas ao histórico da rivalidade no futebol português há que acrescentar mais um dado relevante, o que começou por ser uma guerra lançada nos anos 90 de Norte para Sul, que o Norte viria a ganhar, e cujo país dos "6 Milhões orgulhosamente gloriosamente sós" ainda hoje não perdoa: O perder de um estatuto no futebol nacional - e não menos importante - no futebol internacional, para o clube do norte, do qual a capital estava mal habituada a que fosse sempre seu, nem que fosse... "por decreto".
 
Um dos meus últimos textos escritos sobre futebol - esse desporto que consegue ter hoje tanto de apaixonante como de repugnante - reflectia precisamente esse meu entendimento, da nossa pequenez, à portuguesa. recupero-o hoje, tratou-se precisamente de meu post de saída/despedida na participação do Blogue BiBó PoRtO, carago!! , porque realmente, cansa, remar contra a maré!
 

Universo FCP«
 
 
Gosto de ver e olhar para o Futebol Clube do Porto, numa dimensão e grandeza como a que vai de Viena a Tokio (glórias FCP em 87/88), de Sevilha a Gelsenkirchen (glórias do FCP em 2003/2004), de Portugal para o mundo.

Serão certamente muitos mais, aos milhares, os que comungam deste tipo de ambição no FCP e isto pode ser sobretudo notório quando se olha num prisma menos habitual: desviando a atenção da árvore para a floresta.
Tanto mais clarividente se torna tal situação, quanto maior for a capacidade de desactivar certas emoções, ou a capacidade em dose certa de relativizar o quotidiano, de raciocinar.

Portugal é um país pequeno, periférico, em muitas vertentes ainda sub-desenvolvido, e que dá mostras diariamente precisamente disso.
A boçalidade impera, e para isto em muito, o já mui antigo fenómeno nacional de futebol contribui. A Industria da Bola (coisa distinta da Indústria Futebol) continua a “par e passo”, atrasada, numa verdadeira dimensão do Portugal-dos-Pequeninos, onde de resto os vários sectores da sociedade cuja “cultura da bola” tem um peso dominante, são de uma promiscuidade atroz.
O Futebol Clube do Porto, pela sua génese e características próprias, foi o único clube português que, uma vez aberta a oportunidade com o fim da ditadura politica, soube vingar, evoluir, e acompanhar uma nova era do fenómeno futebol, o da indústria futebolística, competentemente na pedalada que se lhe impunha: sobretudo globalizada.

Hoje chegados aos anos em que vivemos, e olhando para o país que temos, em nada me admira que se tente ofuscar o brilho que o FCP irradia. Neste país onde a mentalidade do “orgulhosamente sós” ainda perdura, e o nivelar por baixo é “pau para toda obra”, as raras excepções de sucesso dos mais capazes acaba por ser encarado como o desmascarar da mediocridade geral. Ao invés de servir de incentivo, é um tocar na ferida, e é isso que o FCP tantas vezes e a vários níveis, acaba por provocar.

Um exercício curioso pode passar por abrir a página do Google e fazer uma busca por FC Porto (link). Verificará que, à data corrente, o maior motor de busca mundial apresenta cerca de 10 milhões de resultados!

Se ensaiar a busca com os dados do maior clube rival (link) verificará que o SL Benfica obtém uns ”meros” 2,8 milhões de resultados.
Pode-se mudar os parâmetros da pesquisa, procurar pelos nomes completos das instituições, seleccionar a busca para determinado idioma especifico, procurar apenas imagens, etc… , regra geral, a disparidade de grandeza na amostragem irá se manter a favor do emblema azul e branco.
Vale o que vale, ou como salientado: “trata-se de um exercício curioso”, mas que ilações se podem tirar?
O Futebol Clube do Porto há já muito tempo que deixou de pertencer a um futebol e país que perdura em muitos aspectos no orgulhosamente só. O FC Porto é património do futebol global, universal, e aqui reside a sua principal exigência.

Como tal, seria por vezes bom não nos distrairmos com fait divers e outras manobras de diversão cá do burgo, sob pena de passarmos à nós próprios (portistas) um atestado de menoridade.

 

MrCosmos, 13/09/2010

 

--

Adenda, hoje 22/03/2011: Ainda há poucas semanas atrás uma peça televisiva da CNN vinha confirmar a imagem e estatuto mundial do FCP, ao que os portugueses, mesmo portistas, entretidos em gerrilhas, esquecem ou preferem não ver, e isto na realidade da "Escala do Futebol Mundial". Actualmente o FCP está no 4º Lugar deste "TOP 10" CNN, Atrás do Barcelona (1.º), Real Madrid (2.º) e M. United (3.º).

 

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Hulk, o 'jogador sensação' do campeonato portugês, descoberto pelo FC Porto na 2ª liga de futebol japonesa, há 2 ou 3 épocas atrás, cometeu ontem a infração de despir a camisola (consequente cartão amarelo) na comemoração da marcação do 2º golo do jogo frente ao União de Leiria.

 

O tema futebol - que nos apaixona - anda há muito tempo arredado das nossas linhas por aqui, porque questionamos e consideramos "até que ponto se estará transformando este palco numa arena de morte", acreditando que a manterem-se determinadas atitudes, leiam-se: verdadeiras infracções impunes sobretudo fora das 4 linhas, certamente está a caminhar para lá. E com isso não podemos pactuar.

No entanto confesso: há infracções no futebol, como a que Hulk cometeu no jogo de ontem reconhecendo seu apreço e afecto pelo povo nipónico que um dia o acolheu, que com certeza orgulha qualquer bom adepto apaixonado por futebol. Digo eu... comungando nossa solidariedade com o Japão. Porque, isto sim, está na essência do futebol.

por MrCosmos | link do post

 

E quem diz a verdade não merece castigo! :-)))

 

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A revista "Les Cahiers du Football" , infelizmente, morreu por razões financeiras.

Ficou o site que continua a existir e a publicar textos muito interessantes.

O texto que aqui segue, já  foi publicado no blog " Bibo Porto Carago " , em 31 de Março e 1 de Abril de 2008.

É a tradução dum artigo que foi publicado no site da revista. E que me parece de muita actualidade.

Nuno


 

»Mentiras e limites da câmera de futebol !

 

A arbitragem vídeo é continuamente atirada para a arena dos grandes debates. A arbitragem vídeo é um recheado de primeira importância no futebol. Quase sempre apresentada como inelutável e empacotada em belos discursos de propaganda, a arbitragem vídeo apenas comporta uma minoria de medidas, realmente, aplicáveis.

É um erro enorme acreditar na infalibilidade das imagens vídeo e na capacidade destas em poder resolver todos os casos de figura. O famoso exemplo do Brasil-Noruega, no Campeonato do Mundo, em que todas as câmaras acusavam Flo de ser um simulador (só que, dois dias mais tarde, o ângulo duma outra câmara, colocada nas bancadas, o desculpava totalmente), chegaria para provar os perigos de uma tal credulidade. A solução milagrosa que nos é gabada, está muito longe de ser tão fiável e indiscutível como se quer pretender, quando deveria, isso sim, justamente, apresentar uma margem de erro mínima.

Se dois terços das acções podem ser avaliados sem qualquer dúvida, haverá sempre uma fracção em que a decisão dependerá de elementos extremamente ténues. São, efectivamente, estas acções que já levantam problema, e que a vídeo não saberá resolver melhor (faltas discutíveis, mãos (in) voluntárias, foras de jogo no limite...).

Quantas câmaras lentas não provocam interpretações totalmente opostas? Quantas outras não produzem verdadeiras ilusões de óptica (tal como as “lupas” que transformam os choques violentos em embates inofensivos) ou falseiam a perspectiva? (os comentadores que apreciam os foras de jogo à primeira vista, com um grande à vontade, deveriam ser premiados com aulas de óptica).

Certas faltas aparecem com rostos, totalmente, diferentes, segundo o que se quer mostrar nas imagens. Basta ouvir os comentadores, ou os adeptos que se auto-persuadem, perante as câmaras lentas, vendo só o que querem ver, dando erros de interpretação incríveis e próximos da alucinação.

Nos casos de fora de jogo, é, por vezes, impossível traçar uma linha indiscutível que possa desempatar atacantes e defesas. Por outro lado, qual seria a medida exacta do fora de jogo? O metro, o decímetro ou o centímetro?

Por fim, para obter uma fiabilidade satisfatória, seria necessário imaginar câmaras que se pudessem deslocar, constantemente, junto do eixo do primeiro atacante ou sistemas electrónicos que reconstituissem, virtualmente, as posições. Ou, veja-se, um sistema de constelação de bóias que daria conta, exactamente, da posição de cada um ... enquanto tais soluções não virem o dia, podem arrumar as câmaras.

Um remédio pior que a doença.

Muitas (demasiadas) decisões dos árbitros provocam a ira dos adeptos. Mas o que seria das que seriam tomadas a sangue-frio a partir de imagens que cada um poderia julgar por si próprio? Se um erro no culminar da acção é compreensível, uma decisão contestada aprovada por um júri invisível provocará uma incompreensão ainda maior e reacções ainda mais violentas.


Exemplo: o pénalti apitado contra Rabesandratana em favor de Ravenelli tinha suscitado (e suscita ainda) versões irreconciliáveis. Se uma “comissão” vídeo tivesse tido que julgar, num sentido ou num outro, o escândalo e a animosidade teriam sido deculpados. Chegar-se-ia a um resultado totalmente contrário ao desejado: multiplicar-se-iam as acusações de corrupção, de parcialidade ou de incompetência.


Uma colossal asneira arbitral dramática depende da fatalidade tal como o mau ressalto. De que dependeria uma decisão contestável provinda duma comissão? O árbitro faz parte do jogo... é o caso das câmeras lentas?

Às promessas duvidosas da solução “tout-vídeo” preferimos, finalmente, o bom velho erro de arbitragem, mesmo se certos devem ficar na história e, dolorosamente, nas memórias (Schumacher, Vata, etc.). Estas injustiças terríveis (que uma justiça imanente consegue, muitas vezes, restaurar com o fio dos tempos) fazem a magia deste desporto, acentuando o seu carácter dramático ou trágico e alimentando a intensidade das emoções que ocasiona. É, realmente, possível imaginar uma final do Campeonato do Mundo, ou qualquer outro desafio, cujo destino é pautado por um grupo de peritos sentados em frente de ecrãs?

 

Um crime contra o jogo!«


Temos todas as razões de temer a transformação do futebol num desporto norte americano. Ora, sabemos que uma uma das primeiras qualidades do futebol assenta na continuidade do jogo. Uma continuidade que é preciso amelhorar. As medidas que dizem respeito à saída dos lesionados, o desconto objectivo das paragens de jogo (que dissuadiu um pouco os que querem ganhar segundos) ou a aparição de várias bolas à disposição dos apanha-bolas foram feitas nesse sentido. As interrupções incessantes para consultar as imagens constituirão um dano grave a este princípio, triturando o jogo e cortando o seu ritmo.

O futebol americano ou o rugby são duas modalidades que alternam as fases de jogo e as pausas e, por isso, a intervenção da vídeo não põe, gravemente, em causa a sua natureza. As coisas são, totalmente, diferentes para o nosso futebol em que já não serão só certas equipas Italianas a querem quebrar o ritmo para preservar um resultado, mas o próprio sistema de arbitragem. Evidentemente, a qualidade do jogo sofrerá como a do espectáculo com o suplício de interrupções constantes.

Onde se poderia aplicar o limite, o patamar de intervenção do sistema (vídeo)? Como decidir que uma acção merece mais que outra o recurso à imagem vídeo? Depressa seríamos arrastados a multiplicar as idas e voltas aos bastidores e, rapidamente, uma mínima falta poderia ser discutida. Há ,também, uma outra pergunta sem resposta e um outro vício do sistema (vídeo). É o próprio prazer de ver um desafio que ficaria transtornado. Conheceríamos o absurdo de ver um golo anulado um longo período após a acção, habituar-nos-iamos a deixar ir todas as jogadas até ao seu termo, para que, finalmente, uma sobre dois fosse anulada... A alegria do golo seria diferente, já que seria necessário esperar o veredicto dos juízes-vídeo. Enterradas as explusões de felicidade (ou as depressões passageiras) vendo a bola entrar nas redes. Seria necessário congelar as nossas emoções e esperar o momento crucial: Não o remate à meia volta, mas a sanção dos juízes-vídeo sobre uma posição de fora de jogo.

»Quem lucra com o crime?

A utilização da vídeo beneficia do trabalho do mais terrível dos lobby: a televisão. Desde há anos, e, de maneira crescente, os jornalistas da tv são os seus primeiros promotores pela simples razão que utilizaram sempre a vídeo para arbitrar os jogos.

São eles que têm um prazer doentio em dissecar, indefinidamente, as faltas e, sobretudo, os foras de jogo, passatempo estúpido que consiste em epilogar sobre acções acabadas e ajuízadas. Esta acusação sistemática da arbitragem, este processo, “com imagens a apoiarem”, do corpo arbitral , lapidado com “câmaras lentas” e frases assassinas, é o facto de estes profissionais cuja “competência” seria, definitivamente, consagrada pela introdução massiva da vídeo no coração do jogo.


A televisão impõe, progressivamente, as suas tecnologias, os seus cenários , as suas exigências e gostaria, em breve, arbitrar os jogos desde os seus bastidores, instalar-se no centro da acção e da história. A transformação du futebol num puro espectáculo televisivo conhecerá, então, uma nova etapa. É bem isso o que todos querem ? Os partidários da vídeo apelam, frequentemente, à chantagem da modernidade, denunciando o arcaísmo dos métodos de arbitragem na época das tecnologias de ponta. O Futebol é , contudo, um desporto arcaico, a sua longevidade e o seu poder de fascinação têm, certamente, qualquer coisa a ver com estes fundamentos.

Este requisitório não utilizou o argumento clássico da impossibilidade de estender esta medida (vídeo) a todos os níveis da prática da modalidade, sabendo-se que, até hoje, as leis do jogo são universais.

Uma verdadeira reflexão sobre a arbitragem é , efectivamente, mais do que nunca necessária. Antes de evocar pistas mais realistas parece indispensável começar o dossier sobre a arbitragem pondo de lado, desde o início, a pior das soluções (sistema vídeo) que, infelizmente, não é a menos defendida.

- fim -

obs: Tentei, nestas duas partes, elaborar uma tradução fiel. Apenas cortei uma ou outra referência que me pareceu sem importância quanto à significação global do texto. A sua tradução, referindo o campeonato Francês, levaria para um sistema de notas. O que provocaria uma leitura fastidiosa.


O debate está aberto !
E Viva o Porto !

por PortoMaravilha | link do post
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por MrCosmos | link do post

 

Com gosto assinalo e constato o 4º aniversário de um blog de top, de vento em popa, e de eleição para os adeptos portistas.

Porque desses 4, já tenho praticamente 2 do mesmo, sei perfeitamente bem qual é sua filosofia, e tal filosofia é de orgulho (do saudável, e muito), raça, dedicação, formação/camadas jovens, ecletismo nas modalidades, nunca são esquecidas, o FCP praticamente do "Bilhar", à Superleague League Fórmula.

 

Mas também porque é sabido, os "dois mentores" do Cosméticas, são colaboradores no Bibó PoRto, e no activo, mas mais, é o BiBó porto que os junta, ou onde se proporciona virem a conhecer-se, e os põe a socializar e dissertar em temas extra-futebol em que tanto e tão bem nos revemos.

 

Por tudo isso e muito mais, Parabéns, companheiros do BiBó Porto, carago!!

 

PC

por MrCosmos | link do post
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Isto é o que dá os jornais da especialidade (desportiva) não cumprirem a sua obrigação!
À imitação doutros anos, diria-se que não houve Final da Taça em Portugal... e depois, claro, acaba o "Colosso Português" em "destak" e "misturadas" nos titulos de ocasião :-)).
PC
por MrCosmos | link do post

FC Porto, uma lenda viva!«

 

O FC Porto, pelos resultados desportivos internacionais conseguidos, está no âmbito dos melhores clubes do mundo.
Não vou referir os títulos internacionais alcançados pelo FC Porto, porque penso que são conhecidos de quem acompanha e segue o futebol.
Hoje vou debruçar-me, sintecticamente, sobre aspectos que mostram que o FC Porto é o único clube Português a fazer parte da Lenda do futebol Mundial. E isto, porque o futebol também pode ser pensado dum ponto de vista histórico e geo-político.
Em 17 de Maio de 1984, após a final de Basileia, o diário “Libération“, criado pelo filósofo Jean Paulo Sartre, dedica a sua primeira página à final da Taça das Taças: “La Juve a gagné, mais Bravo Porto!“. Esta primeira página está esgotada. Quem a tem, sabe que assim foi.
A equipa treinada por António Morais, apresentou um futebol sublime, um futebol que anunciava, simbolicamente, a possibilidade da sociedade Portuguesa poder entrar na CEE, para consolidar a democracia dum país que acabava de sair do fascismo. Se, na altura, o diário “Libération“ é o único diário generalista Francês a escrever sobre o FC Porto e sobre Portugal, é porque será um dos raros diários a defender o pleno direito de Portugal fazer parte da CEE. O jogo do FC Porto, sob a batuta de António Morais , apesar da derrota, foi arte. E a arte cria diálogo.

 

 

A esta prestação, haverá que acrescentar a final de Viena pela continuação de tal valor simbólico.
Por outro lado, pela primeira vez na história do futebol Europeu, uma equipa, o FC Porto, permite a um futebolista Africano ser campeão Europeu. E, pela primeira vez, uma equipa campeã Europeia apresenta jogadores oriundos de três continentes: Europa, América e África. A Aldeia Global estava, na altura, em marcha e o primeiro clube do mundo (a meu conhecimento) a desenhar ou a figurar essa evolução, foi o FC Porto.
Poderíamos acrescentar que o FC Porto é um dos raros clubes Europeus a ter participado e marcado presença numa final das três grandes provas Europeias: Taça dos Campeões, Taça da Taças e Taça UEFA. O único clube Português a ter tal mérito.

Poderíamos também acrescentar que o FC Porto é, igualmente, o primeiro clube do mundo a conjugar cultura e futebol. Artur Jorge foi o primeiro treinador do mundo culto a ser reconhecido internacionalmente como tal. Este aspecto fica para uma próxima oportunidade com um papelinho “Artur Jorge-Wenger: O combate dos diplomados?“.


Quer se queira ou não, embora o FC Porto não tenha participado nos quartos-de-final da Taça dos Campeões Europeus, parece que houve por lá um gestozinho à Madjer e à Porto!

Nuno

Também em BiBó PoRtO, carago!!

por PortoMaravilha | link do post

 

Não! O futebol também se faz de glória,

mesmo após a morte «


 

No triste dia que se assinalou pela noticia da morte de Sir Bobby Robson, a única forma que tive de lhe prestar uma singela e última homenagem, foi por aceder ao pedido de um amigo que me vinha solicitando a recolha de alguns itens, vídeos, e fotos, da pessoa reconhecida por um dos maiores e grandes treinadores que Portugal e o mundo conheceu, pois vinha-se alongando e piorando o seu estado terminal de saúde.

Pelo que refeito da notíca do falecimento, com o "trabalho de casa" já adiantado, mais uma banda sonora a condizer, sugestão do mesmo amigo, depressa compilei e pus o vídeo-tributo em questão online, no youtube.

 

Ora a história deste post, pode-se dizer que começa agora e aqui.

Por estes dias, um leitor, que havia conhecido tal videograma, pede via mail do blog em que havia sido publicado, se existia algum modo de ter acesso ao mesmo, uma vez que o youtube tinha removido a conta, (onde este, era um dos vários que contava com milhares de visualizações em poucos dias, e dezenas de comentários) isto, porque o queria apresentar a uma outra colega.

Ora tal pedido, decorrido já algum tempo, e em que o assunto passaria facilmente entre tantos por esquecido,  deixara-me curioso...

Cedida a informação com o novo link onde o vídeo já se encontrava re-publicado, acabei por lhe pedir que me satisfize-se a curiosidade do porquê tal interesse nesta altura.

Acabou-me prontamente respondendo, autorizando que publica-se aqui o seu comentário, e tinha de faze-lo!

Porque o futebol, também pode não ser uma "arena de morte", e até prevalecer com os seus momentos de glória, mesmo após a morte. Talvez não ande longe, a moral desta história. Fica portanto o testemunho, com um obrigado ao apreciado leitor.

 

Por Zé Fansas, via mail, à 6/04/2010:

"Quanto ao vídeo,  está perfeito, o interesse foi meu ela não conhecia Sir Bobby não gosta de futebol nem acompanha mas falei-lhe nele sobre a historia dele extra futebol, e  quero mostrar-lhe o vídeo porque acho que diz muito sobre Sir Bobby,  muitas vezes nestas ocasiões as pessoas aplaudem por aplaudir ali não vê-se que aquilo é verdadeiro vem de dentro, que enquadrado com o olhar dele e com a musica que também diz muito sobre ele um homem com idade mas muito jovem em espírito torna o vídeo uma boa maneira de mostrar o que ele era.

Quanto ao que significa para mim, tenho muito orgulho em dizer que um dia ele treinou o meu clube, foi grande treinador mas acima disso grande homem grande lutador um exemplo de Homem. Vale a pena lutar e viver com alegria foi o que ele me ensinou."

 

--

PC Jerónimo da Silva

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