Não creio que haja muito a dissertar sobre as manifestações (ou acampamentos?) Espanholas.

A Espanha é uma democracia !

 

E talvez os "indignados" se tenham esquecido deste panfleto clandestino, aquando das grandes greves dos mineiros Asturianos no final da década 60. Esses mesmos mineiros foram vítimas duma repressão sangrenta. 

Que não se confundam alhos com bugalhos : Haverão menos vampiros. LoL !

 

Imagem : Foto, p. 21, nº 9 da revista "Internationale Situationniste", Agosto 1964 /  Fonte : Arquivo pessoal.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Greenpeace alertou para que Facebook deixasse de ser uma empresa poluidora.

Empresas que funcionam com energia eléctrica derivada do carvão ? Não Obrigado !

O vídeo de Greenpeace (ver aqui) alerta para tal questionamento.

 

foto : Greenpeace, nº 89, p.5

relacionados: A Transmissão Simbólica, Folheto nº 10

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Após ser, no passado, Alvaro Siza, hoje é Souto de Moura quem é premiado com o Pritzker Prize em 2011.

O estádio municipal de Braga é o único estádio de futebol Português que sabe conjugar a memória com o presente.

O diário Libération cobriu timidamente a notícia (Link), já que parece que esta foi divulgada por un blog com quatro dias de antecedência.

 

Fonte : Libé, 29 de março de 2011, p.31

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 foto: Rui Macedo

 

"Participar ou não participar desta manifestação? Eis a indecisão."

Para quem acompanhou os posts por aqui sobre o tema '12 de Março' nos últimos tempos, percebeu um início de história indeciso, que culmina em algo surpreendido.

Surpreendido porque, ao querer registar o momento na minha capital de distrito, para memória futura, vejo, ouço, sinto, vivo com o meus próprios 5 sentidos, e a câmara grava, que aquilo era mais que o desabafo de uma geração. E os telejornais comprovaram: foi o desabafo de uma nação.

Extravasou os ditos "de uma geração", trouxe para a rua o comum do povo, dos 8 aos 80 , de forma pacífica, ordeira, exigente, determinada, convencida, apolítica: apenas se vislumbrava uma bandeira entre a multidão - a de Portugal.

 

Se esta e outras manifestações ficarão ou passarão, já é outra equação.

por MrCosmos | link do post

 

 

O 12 de Março de 2011 que se aproxima, começa a inquietar alguma (bastante?) gente.

Tentativas de colagens, distorção da mensagem, juízos de valor da juventude que se propõe a levantar a voz, e outras demais leituras de intenções travessas, aos objectivos pretendidos pelos auto-intitulados, e passando a citar: “quinhentoseuristas e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal" - vão sendo apontados pelos fazedores de opinião habituais nos médias portugueses - como sempre do alto de sua "cátedra" sem sequer levantarem o cu de seus "cadeirões", e sem quererem perceber melhor o que realmente está em causa - como sendo a pura e dura demagogia que está para sair à rua, e que isso é... perigoso.

 

Tamanho "tiro no pé", como o que  Miguel Sousa Tavares deu ontem no Jornal da noite da SIC (link), só me ocorre  realmente o idêntico que Vicente Jorge Silva deu, no famoso editorial do Jornal 'O Púlico' de 1993, baptizando esta mesma geração que 20 anos depois quer voltar à rua, de "Geração Rasca".

O Movimento Organizador para 12/3 da 'Geração à Rasca', já exigiu, o respectivo direito de resposta ao canal. E era o que se lhes exigia fazer... (aqui) .

Entretanto, o manifesto de intenções vai-se clarificando, no site da organização, apoiado por uma já considerada poderosa arma, nos dias que correm,  de seu nome Facebook, convencendo cada vez mais adeptos, e começa a conseguilos de todos os quadrantes profissionais, mais ou menos habilitados, mais ou menos qualificados.

De Lisboa e Porto, as concentrações já se alargaram neste momento, e estão marcadas para o mesmo dia, para outras cidades:

Braga; Castelo Branco; Coimbra; Faro; Guimarães; Leiria; Ponta Delgada; e Viseu.

 

Depois do forte interesse e curiosidade, rodeado de alguma "graça", que a comunicação social começou por dar e exibir aos espicaçados jovens pela canção dos Deolinda, estes meteram mãos à obra, e a fase dos aconteciemntos agora passa mais por um "afiar de facas" perante as proporções do evento que ameaça meter respeito. Caso para perguntar: 12 de Março será "uma tarde de facas longas"? Ficará, ou passará?

 

por MrCosmos | link do post

 

.

Nos protestos recentes em França, contra o aumento da reforma, foi marcante ver uma imensa multidão sobretudo de juventude, a defender os interesses imediatos, não deles, mas dos mais "velhotes" (a quem se quer obrigar a adiar a idade de reforma).

Qualquer comparação ou inspiração com os protestos no mundo Árabe, soariam no mínimo à ridiculo, onde jovens lutam por paises democráticos (Liberdade, igualdade, Fraternidade, lembram-se?) pelo futuro do seu povo e do país, de um bem comum. 

Em Portugal, daqui à algumas semanas, tentam suduzir pares em condição precária de trabalho a reunir e protestar, mas com cuidado para não ferir subsceptibilidades (políticas, leiam-se).

E de repente lembro-me: "eh lá, espera aí, que tu não és licenciado! Este protesto não é para ti. Como o dos profesores, os da Função Pública, os dos Polícias, não são, ou foram, para tí."

A questão subjacente à este post, foi basicamente colocada algures no último debate televisivo "Prós e Contras" , cujos promotores do protesto marcado para Lisboa e Porto em simultâneo, no próximo dia 12 de Março, recusaram o convite  de se fazerem representar e assim exporem melhor os motivos que os movem.

Às duas por três um interveniente no debate afirma, e cito de cor, tentando transcrever em síntese a ideia expressa: "Os Jovens portugueses têm muitas habilitações mas poucas qualificações". Outro: "Qualquer dia o "homem do talho, ou o "trolha" serão pagos a preço de ouro" (por escasses de qualificados nestes sectores  detentores de mau estigma e sujeitos a um preconceito crasso.

E eu desde o primeiro dia que tomei conhecimento do protesto que me pergunto o que se pretende: se defender o direito das qualificações, como citado no manifesto, ou se o que está em causa é o direito ao reconhecimento das habilitações (licenciaturas e afins).

Já havia torcido o nariz quando o site oficial do manifesto "Geração à Rasca" me recusou a publicação do seguinte comentário que a seguir se transcreve. Mal ou bem, vou ficando com a impressão que até os aspirantes a "protestantes" do amanhã (Os mais "habilitados"), percebem desde cedo que isto de sair à rua e fazer barulho é coisa de elites, já não é para operários.

E digo mal ou bem, porque eles (organizadores) fazem questão de não esclarecer ou permitirem-se a ser confrontados com o questionamento às suas reais motivações ou frustrações.

Participar ou nao participar desta manifestação? Eis a indecisão.

Que me revejo na Geração à Rasca, Quinhentista, dos Recibos Verdes, etc e tal? Revejo. Sei bem o que isso é!

Mas nunca fui de alinhar em rebanhadas.

Pior, pois depois de, à partida, começar por engraçar com o protesto em causa, com os dias que passam cada vez mais me convenço que em causa esta um lutar pela permanencia de um Portugal dos Pequeninos, o do beija-mao e do "Sim Sr. Doutor Engenheiro" !

Fica o meu comentário citado cujo site "Geração à Rasca" entendeu em censurar (não Publicar) no site.

 

MrCosmos à 14/02/2011 :

" Boa iniciativa, e bom sucesso!
Revejo-me, até porque de resto tenho tido oportunidade de dissertar em concreto no tema (Geração Rasca) de há alguns anos à esta parte, e a propósito do tema dos Deolinda, ainda à dias colocava-me a questão da evolução geracional de rasca para parva aqui .
Seria outro debate, mas têm um ponto na vossa “lista de reivindicações” que me suscita algumas reticências: “Direito ao reconhecimento das qualificações…”.
Direito ao reconhecimento, ou direito ao Privilégio? Apenas pergunto.
Desculpem o off topic, mas já não vivemos no tempo em que um canudo representava segurança e status. E quanto a mim é esta mentalidade que persiste indelevelmente e tem de ser repensada em Portugal e entre os Portugueses.
Que jovens e que qualificações é que Portugal precisa?
Um engenheiro, pode dar mais ao pais do que um carpinteiro?
Até que ponto merecem distinção na forma, reconhecimento, tratamento ,enfim permitam-me: privilégios (que deixaram de existir num mercado inundado de licenciados sem necessidade e aplicação objectiva)?

Dia 12 vai-se reivindicar o quê, ou para quem?

Este tipo de manifestações e reivindicações estão demasiado coladas aos licenciados (já assim foi com a Geração Rasca), quanto a mim, e perdem o apoio dos jovens profissionais, técnicos qualificados, que sempre andaram “neste barco” o barco da precariedade, onde agora os mais qualificados também se encontram, por saturação do mercado.
É-se parvo por admitir a condição de “escravo” a quem andou a estudar? Ou a parvoíce é pura e simplesmente persistir a condição de “escravidão” no séc. XXI ?
É hora de unir, não de dividir e sei que é isso que se pretende.
Força!

por MrCosmos | link do post

 

 

 

Contrariamente ao mercado Japonês que se limita aos Manga e ao dos USA que se limita aos Comics, a França apresenta uma variedade extraordinária de estilos, recusando monolitismo entre géneros.

A 38ª edição do Festival Internacional de BD de Angoulème atestou a afirmação da nona arte em França.

Em 2010, em França, foram publicados 5161 títulos de obras contra 1137 em 2005.

Alimentada por blogs especializados e por uma história ligada a uma sensibilização gráfica de longa data, a BD é hoje uma arte que se afirma de maneira pujante. Mais de 15 000 blogs são dedicados à nona arte.

 

O 38º Festival Internacional de Banda de Desenhada de Angoulème consagrou, entre outros autores, o Argentino Ricardo Liniers e os seus pinguins.

 

Uma Bd a não perder : Macanudo.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Google god é um ensaio teórico de Ariel Kyrou.

Google pretende ser Deus e pensa ter sido e ser a revelação de todas as relações universais e de todos os conhecimentos.

Google pensa ser um instrumento natural, esquecendo que a cultura não é natural.

Alienação para bem da nação ?

O Humano não é um ser natural, mas cultural em grande parte.

Quem acredita que uma tecnologia possa ser neutra ?

 

Fonte : O texto de Ariel Kyrou : Google God

Foto :  Estatueta de mulher grávida, Santarém / Trésors d'Amazonie ( Télérama hors-série, Março 2005 )

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

A revista "Les Cahiers du Football" , infelizmente, morreu por razões financeiras.

Ficou o site que continua a existir e a publicar textos muito interessantes.

O texto que aqui segue, já  foi publicado no blog " Bibo Porto Carago " , em 31 de Março e 1 de Abril de 2008.

É a tradução dum artigo que foi publicado no site da revista. E que me parece de muita actualidade.

Nuno


 

»Mentiras e limites da câmera de futebol !

 

A arbitragem vídeo é continuamente atirada para a arena dos grandes debates. A arbitragem vídeo é um recheado de primeira importância no futebol. Quase sempre apresentada como inelutável e empacotada em belos discursos de propaganda, a arbitragem vídeo apenas comporta uma minoria de medidas, realmente, aplicáveis.

É um erro enorme acreditar na infalibilidade das imagens vídeo e na capacidade destas em poder resolver todos os casos de figura. O famoso exemplo do Brasil-Noruega, no Campeonato do Mundo, em que todas as câmaras acusavam Flo de ser um simulador (só que, dois dias mais tarde, o ângulo duma outra câmara, colocada nas bancadas, o desculpava totalmente), chegaria para provar os perigos de uma tal credulidade. A solução milagrosa que nos é gabada, está muito longe de ser tão fiável e indiscutível como se quer pretender, quando deveria, isso sim, justamente, apresentar uma margem de erro mínima.

Se dois terços das acções podem ser avaliados sem qualquer dúvida, haverá sempre uma fracção em que a decisão dependerá de elementos extremamente ténues. São, efectivamente, estas acções que já levantam problema, e que a vídeo não saberá resolver melhor (faltas discutíveis, mãos (in) voluntárias, foras de jogo no limite...).

Quantas câmaras lentas não provocam interpretações totalmente opostas? Quantas outras não produzem verdadeiras ilusões de óptica (tal como as “lupas” que transformam os choques violentos em embates inofensivos) ou falseiam a perspectiva? (os comentadores que apreciam os foras de jogo à primeira vista, com um grande à vontade, deveriam ser premiados com aulas de óptica).

Certas faltas aparecem com rostos, totalmente, diferentes, segundo o que se quer mostrar nas imagens. Basta ouvir os comentadores, ou os adeptos que se auto-persuadem, perante as câmaras lentas, vendo só o que querem ver, dando erros de interpretação incríveis e próximos da alucinação.

Nos casos de fora de jogo, é, por vezes, impossível traçar uma linha indiscutível que possa desempatar atacantes e defesas. Por outro lado, qual seria a medida exacta do fora de jogo? O metro, o decímetro ou o centímetro?

Por fim, para obter uma fiabilidade satisfatória, seria necessário imaginar câmaras que se pudessem deslocar, constantemente, junto do eixo do primeiro atacante ou sistemas electrónicos que reconstituissem, virtualmente, as posições. Ou, veja-se, um sistema de constelação de bóias que daria conta, exactamente, da posição de cada um ... enquanto tais soluções não virem o dia, podem arrumar as câmaras.

Um remédio pior que a doença.

Muitas (demasiadas) decisões dos árbitros provocam a ira dos adeptos. Mas o que seria das que seriam tomadas a sangue-frio a partir de imagens que cada um poderia julgar por si próprio? Se um erro no culminar da acção é compreensível, uma decisão contestada aprovada por um júri invisível provocará uma incompreensão ainda maior e reacções ainda mais violentas.


Exemplo: o pénalti apitado contra Rabesandratana em favor de Ravenelli tinha suscitado (e suscita ainda) versões irreconciliáveis. Se uma “comissão” vídeo tivesse tido que julgar, num sentido ou num outro, o escândalo e a animosidade teriam sido deculpados. Chegar-se-ia a um resultado totalmente contrário ao desejado: multiplicar-se-iam as acusações de corrupção, de parcialidade ou de incompetência.


Uma colossal asneira arbitral dramática depende da fatalidade tal como o mau ressalto. De que dependeria uma decisão contestável provinda duma comissão? O árbitro faz parte do jogo... é o caso das câmeras lentas?

Às promessas duvidosas da solução “tout-vídeo” preferimos, finalmente, o bom velho erro de arbitragem, mesmo se certos devem ficar na história e, dolorosamente, nas memórias (Schumacher, Vata, etc.). Estas injustiças terríveis (que uma justiça imanente consegue, muitas vezes, restaurar com o fio dos tempos) fazem a magia deste desporto, acentuando o seu carácter dramático ou trágico e alimentando a intensidade das emoções que ocasiona. É, realmente, possível imaginar uma final do Campeonato do Mundo, ou qualquer outro desafio, cujo destino é pautado por um grupo de peritos sentados em frente de ecrãs?

 

Um crime contra o jogo!«


Temos todas as razões de temer a transformação do futebol num desporto norte americano. Ora, sabemos que uma uma das primeiras qualidades do futebol assenta na continuidade do jogo. Uma continuidade que é preciso amelhorar. As medidas que dizem respeito à saída dos lesionados, o desconto objectivo das paragens de jogo (que dissuadiu um pouco os que querem ganhar segundos) ou a aparição de várias bolas à disposição dos apanha-bolas foram feitas nesse sentido. As interrupções incessantes para consultar as imagens constituirão um dano grave a este princípio, triturando o jogo e cortando o seu ritmo.

O futebol americano ou o rugby são duas modalidades que alternam as fases de jogo e as pausas e, por isso, a intervenção da vídeo não põe, gravemente, em causa a sua natureza. As coisas são, totalmente, diferentes para o nosso futebol em que já não serão só certas equipas Italianas a querem quebrar o ritmo para preservar um resultado, mas o próprio sistema de arbitragem. Evidentemente, a qualidade do jogo sofrerá como a do espectáculo com o suplício de interrupções constantes.

Onde se poderia aplicar o limite, o patamar de intervenção do sistema (vídeo)? Como decidir que uma acção merece mais que outra o recurso à imagem vídeo? Depressa seríamos arrastados a multiplicar as idas e voltas aos bastidores e, rapidamente, uma mínima falta poderia ser discutida. Há ,também, uma outra pergunta sem resposta e um outro vício do sistema (vídeo). É o próprio prazer de ver um desafio que ficaria transtornado. Conheceríamos o absurdo de ver um golo anulado um longo período após a acção, habituar-nos-iamos a deixar ir todas as jogadas até ao seu termo, para que, finalmente, uma sobre dois fosse anulada... A alegria do golo seria diferente, já que seria necessário esperar o veredicto dos juízes-vídeo. Enterradas as explusões de felicidade (ou as depressões passageiras) vendo a bola entrar nas redes. Seria necessário congelar as nossas emoções e esperar o momento crucial: Não o remate à meia volta, mas a sanção dos juízes-vídeo sobre uma posição de fora de jogo.

»Quem lucra com o crime?

A utilização da vídeo beneficia do trabalho do mais terrível dos lobby: a televisão. Desde há anos, e, de maneira crescente, os jornalistas da tv são os seus primeiros promotores pela simples razão que utilizaram sempre a vídeo para arbitrar os jogos.

São eles que têm um prazer doentio em dissecar, indefinidamente, as faltas e, sobretudo, os foras de jogo, passatempo estúpido que consiste em epilogar sobre acções acabadas e ajuízadas. Esta acusação sistemática da arbitragem, este processo, “com imagens a apoiarem”, do corpo arbitral , lapidado com “câmaras lentas” e frases assassinas, é o facto de estes profissionais cuja “competência” seria, definitivamente, consagrada pela introdução massiva da vídeo no coração do jogo.


A televisão impõe, progressivamente, as suas tecnologias, os seus cenários , as suas exigências e gostaria, em breve, arbitrar os jogos desde os seus bastidores, instalar-se no centro da acção e da história. A transformação du futebol num puro espectáculo televisivo conhecerá, então, uma nova etapa. É bem isso o que todos querem ? Os partidários da vídeo apelam, frequentemente, à chantagem da modernidade, denunciando o arcaísmo dos métodos de arbitragem na época das tecnologias de ponta. O Futebol é , contudo, um desporto arcaico, a sua longevidade e o seu poder de fascinação têm, certamente, qualquer coisa a ver com estes fundamentos.

Este requisitório não utilizou o argumento clássico da impossibilidade de estender esta medida (vídeo) a todos os níveis da prática da modalidade, sabendo-se que, até hoje, as leis do jogo são universais.

Uma verdadeira reflexão sobre a arbitragem é , efectivamente, mais do que nunca necessária. Antes de evocar pistas mais realistas parece indispensável começar o dossier sobre a arbitragem pondo de lado, desde o início, a pior das soluções (sistema vídeo) que, infelizmente, não é a menos defendida.

- fim -

obs: Tentei, nestas duas partes, elaborar uma tradução fiel. Apenas cortei uma ou outra referência que me pareceu sem importância quanto à significação global do texto. A sua tradução, referindo o campeonato Francês, levaria para um sistema de notas. O que provocaria uma leitura fastidiosa.


O debate está aberto !
E Viva o Porto !

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Este fenómeno tomou tal dimensão que o "Time Magazine" qualificou os seus adeptos de "retro sexuais".

É um fenómeno que alcançou proporções gigantescas nas redes sociais da internet.

 

O que leva os "retro sexuais" a olharem para o retrovisor da sua vida ?

A curiosidade ?

A saudade do paraíso perdido, ou seja, o desejo de regressar à inconsciência da juventude ?

Um desejo inconsciente de vingança ?

O desejo de completar uma estória inacabada ?

O desejo de tirar o balanço da existência ?

Ou, talvez, pura e simplesmente, afugentar o medo da morte ?

 

Internet ou não internet continuamos humanos.

E tanto melhor !

 

Foto : Imagem do filme Broken Flowers de Jim Jarmusch

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

(Cliquer pour agrandir)

 

 

Perante a leitura actual da imprensa internacional e não só, pareceu-me interessante citar os propósitos de Eugénio Kaspersky.

Passo a traduzir a sua entrevista ao diário "Libération" de 4 de Março de 2010, página 27.

Eis, então a entrevista e a sua introdução :

 

O homem é jovial e não maneja a língua do politicamente correcto, não hesitando em apontar "os idealistas da net" como lhes chama. O Russo Eugénio Kaspersky tem 44 anos e é perito em segurança informática, sendo fundador do anti-vírus do mesmo nome. Não pára de pôr em guarda contra os perigos duma internet "insuficientemente controlada" que, ele próprio, convida a "despoluir". Este diplomado em criptografia estudou nos viveiros do KGB e instalou, inicialmente, os locais da sua "start-up moscovita" no mesmo prédio que um laboratório de pesquisa científica sobre os sistemas de vigilância de acompanhamento dos mísseis. Cabeça duma sociedade de 1200 pessoas que revindicta a sua presença no top 100 dos editores de softwares, fornecedor de anti-vírus do "Ministère de l'intèrieur Français", Eugénio Kaspersky explica ao "Libération" porque batalha para uma melhor segurança das redes. Propósitos livres, "100 % assumidos", insiste.


 

Como descreveria a evolução da cibercriminilidade ?

 

As ameaças não param de crescer. Primeiro, tivemos direito às proezas individuais dos "crakers". Em seguida, constatamos a emergência de grupos bem especializados, em geral por país e por tipo de actividades. Hoje, por fim, temos que fazer frente a um mercado globalizado que funciona, um pouco, como uma gigantesca bolsa de trocas com clientes desejosos de lançar ciber-ataques e, outros, fornecendo os intrumentos para os levar a cabo e, ainda, outros que se encarregam unicamente da sua execução. Um mundo extremamente fechado e estilhaçado entre aqueles que se chamam "White hat" ( gentis "hackers" ) e "Black Hat" ( cibercriminais ). Francamente, conhecemos mal essas pessoas. Nunca são presas.

 

 

Mas o que faz a polícia ?

 

Fora da União Europeia, onde existe uma real colaboração, é muito difícil lutar à escala internacional. Não há nenhum contacto ou quase entre Europeus e Russos : Nada com os Chineses, Latino-Americanos. Ora os cibercriminais brincam com as fronteiras. Resultado, é extremamente raro que possamos ir até à fonte dos comanditários das redes.

 

 

Para si, a Net ficou incontrolável ?

 

Pior ! O que é certo é que a protecção dos indivíduos, dos estados e das empresas é muito insuficiente. A maior parte das pessoas não são conscientes de todos os perigos da rede : Fazem-se, naturalmente, confiança nas redes sociais. Mas aconselho-os a não acreditarem en ninguém que não conheçam em carne e em osso, de desconfiar de cada sms, etc.

 

 

Mas é completamente "parano" !

 

Aí sim ! Trabalho desde há anos na segurança informática e aprendi que aí a realidade ultrapassava os meus piores cenários paranóicos. Infiltrando 1 % dos computadores do planeta via redes " fantasmas", pode-se bloquear todo o sistema, as redes de comunicação eléctricas, os mercados financeiros, os sistemas de defesa, etc. Uma recente simulação de ciber-ataque surpresa contra os Estados-Unidos provou a que ponto estavam mal preparados. Uma minoria pode amanhã bloquear toda a economia mundial que depende, desde já, a 90 % da teia. E não é ciência ficção.

 

 

Mas o que é preciso fazer então ?

 

É preciso dar mais poderes àqueles que lutam contra o cibercrime e pôr em lugar um sistema de identificação internacional para cada utilizador da rede. Se um país recusa este alinhamento no âmbito desta nova arquitectura, fica sem conexão.

 

 

Acabou o anonimato, o direito ao esquecimento ?

 

Mas ninguém é anónimo na internet, salvo, precisamente, os cibercriminais. Estes sabem como não deixar vestígios. Acabámos por apanhar pessoas sobre o jogo em rede "World of Warcraft" . Só a partir dum pseudónimo. A diferença é que com uma autentificação para cada utilizador além do endereço IP, tornar-se-á complicado para os cibercriminais de ficaram anónimos.

 

 

O seu internet do futuro é o oposto total do imaginário libertário dos inícios da rede...

 

E por causa. A rede é hoje frequentada por mil milhões e meio de indivíduos. Na altura, a internet dos pioneiros só dizia respeito a alguns investigadores que trocavam dados entre universidades. Mas também não sou favorável a que cada indivíduo seja controlado a qualquer momento na rede. Se este bilhete de identidade virtual nasce e de maneira global, caso contrário não serve para nada, será de maneira progressiva. Podemos mesmo imaginar que não dirá respeito a todas as actividades. Pessoalmente, é me indiferente que seja ou não pedido nas redes sociais ou twitter.

 

 

Se o anonimato já não é possível, como vão fazer os opositores Iranianos ou Chineses para ultrapassar a censura e o policiamento nos seus países respectivos ?

 

Boa pergunta. Mas vou ser franco e muito pouco politicamente correcto. Se a minha segurança está em perigo, se o meu país ou a minha actividade são ameaçadas, é preciso tomar as medidas que se impõem. Mesmo se incomoda essas pessoas que se batem por mais de liberdade. Desolado. Entre uma protecção a 99 % contra os ataques ciberterroristas e o combate por mais de liberdade na China e no Irão, voto pela minha segurança.

 

 

 

 

 

 

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Porque é que os Portugueses nunca irão à Lua ? A resposta é simples : Porque na Lua não existe Limpeza para fazer !

Esta anedota é contada por Franceses que têm origens Portuguesas. ( 2ª ou 3ª geração, filhos de casais mistos, etc. )

Já não têm qualquer complexo quanto à sua memória e história pessoal ou familiar. Sabem rir.

O vídeo aqui presente parece confirmar a afirmação, sem vergonha, da vivência do seu passado e, por vezes, do seu presente.

 

A marca vip ( very important portuguese ) é uma marca de roupa. Foi criada em 2005 por dois jovens.

A realçar que a primeira t-shirt tinha como símbolo um cravo vermelho.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Com as batotices do Mundial 2010, que só vêm confirmar que "pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita" (apuramento da França com golo à mão de Thierry Henrry), o debate pelo auxílio das decisões mediante implementação  de meios considerados "Novas Tecnologias" no futebol, regressou ao rubro.

 

Com a Inglaterra, flagrantemente prejudicada nos 1/8 de final, a ver negado o golo válido que daria o 2-2 frente à Alemanha, logo seguido do Jogo da Argentina na mesma fase do campeonato que se apura a partir de um golo em fora de jogo, onde nem Portugal escapou logo de seguida também eliminado na mesma fase pela Espanha perante um único golo da partida também ele em fora de jogo, logo não faltaram as Prima Donnas do costume a levantarem-se em coro, batendo com a mão no peito (eu bem disse... reclamam) apelando pela pseudo verdade desportiva.

 

A FIFA, que ate ainda a pouco tempo atrás tinha ponderado o debate de implementação de alguns meios de auxílio, para a seguir se vir redondamente a escusar de levar avante tal debate, lá ficou agora novamente coagida a dar a mão à palmatória (sem dar o braço a torcer) e Ok: Diz que volta a estar disponível para discutir o assunto.

 

Eu, para não repetir sobre o que penso destas modernices todas, limito-me a linkar...

 

Cartune: Henricartoon

por MrCosmos | link do post

 

 

Estou convencido que fechar um blogue é uma decisão que se toma de ânimo leve.

Sim, não me enganei no que queria dizer, eu acho que a maioria dos que terminam, decidem faze-lo de ânimo leve. Para calhar bem, com algum espírito de "missão cumprida".

Sobretudo quando tivemos mais que tempo e oportunidades para conhecer, experimentar, vivenciar, opinar, partilhar, criticar, elogiar, incomodar, chatear, descarrilar...

É pá, na blogosfera é assim.

 

Quando se escreve o post final, normalmente o autor já tinha dado o blogue por finalizado a mais tempo, consciente, ou inconcientemente disso quanto mais não seja, até o dia que manda publicar o post fatal, e fica evidente para todos, e estes sim, a maioria dos leitores são apanhados de surpresa.

Entre os blogues de que gosto, ou gostava, o Vila Forte esteve sempre na lista dos que me propunha a partilhar o porquê desse gosto.

Hoje, que me dão a noticia de que devo muda-lo para a nossa lista de "blogues finados", nem preciso de me alongar nas palavras para referir que "gostei de ti, porque gostava, mesmo quando chateava!" :-) , porque o motivo foi sempre o mesmo: o respeito que os autores me granjeavam.

PC

por MrCosmos | link do post

 

A personagem do Bruno Aleixo é mais um dos sucessos de humor e boa disposição em pt.

Dado a conhecer pelo canal da Sapo Vídeos, trata-se de um sucesso e potencialidade para enorme expansão, digo eu... que já teve lugar na grelha de tv da Sic Radical, actualmente tem uma rubrica na Rádio Antena 3, sendo o seu último investimento esta temática aqui .

 

O Bruno Aleixo é uma personagem cuja popularidade está em crescendo, mas, para os (ainda muitos) que não o conhecem, apreciem:

eis um vídeo do Bruno, de uma série em que ele aparece na figura de "menino da primária", retratando a escola no tempo da ditadura Portuguesa.

 

PS: E para quem anda curioso (como eu andava) em conhecer o dono da voz e da personagem "Bruno Aleixo" pode constatar isso mesmo aqui: Link .

PC

por MrCosmos | link do post

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