Google god é um ensaio teórico de Ariel Kyrou.

Google pretende ser Deus e pensa ter sido e ser a revelação de todas as relações universais e de todos os conhecimentos.

Google pensa ser um instrumento natural, esquecendo que a cultura não é natural.

Alienação para bem da nação ?

O Humano não é um ser natural, mas cultural em grande parte.

Quem acredita que uma tecnologia possa ser neutra ?

 

Fonte : O texto de Ariel Kyrou : Google God

Foto :  Estatueta de mulher grávida, Santarém / Trésors d'Amazonie ( Télérama hors-série, Março 2005 )

Nuno

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Os acontecimentos que se vivem, em França, actualmente, mostram os limites do Twitter.

Em período de reflexão, os leitores pedem análises, argumentos e opiniões.

Algo que o piú-piú não pode fazer devido às suas limitações.

E em período de crise, de troca de ideias regressa-se ao conteúdo !

 

Quer aos blogs elaborados quer à imprensa escrita !

Nuno

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Sem rir, Sergey Brin,  o co-fundador de Google apresentou, esta quarta-feira , a nova dinámica da pesquisa do site e declarou : " Queremos que Google se torne o terceiro hemisférico do seu cérebro ".

George Orwell, pintou e conceptualizou a polícia do pensamento com a sua obra : 1984 . Ou seja, o conceito do "Big Brother".

A obra de Orwell pinta um mundo terrível e totalitário.

 

E eu continuo a perguntar se "Google sabe traduzir Fernando Pessoa?"

 

Fonte : Libération, 10 de Set de 2010. | Foto : El País, 4 de Agosto de 2010.

Nuno

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Este fenómeno tomou tal dimensão que o "Time Magazine" qualificou os seus adeptos de "retro sexuais".

É um fenómeno que alcançou proporções gigantescas nas redes sociais da internet.

 

O que leva os "retro sexuais" a olharem para o retrovisor da sua vida ?

A curiosidade ?

A saudade do paraíso perdido, ou seja, o desejo de regressar à inconsciência da juventude ?

Um desejo inconsciente de vingança ?

O desejo de completar uma estória inacabada ?

O desejo de tirar o balanço da existência ?

Ou, talvez, pura e simplesmente, afugentar o medo da morte ?

 

Internet ou não internet continuamos humanos.

E tanto melhor !

 

Foto : Imagem do filme Broken Flowers de Jim Jarmusch

Nuno

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(Cliquer pour agrandir)

 

 

Perante a leitura actual da imprensa internacional e não só, pareceu-me interessante citar os propósitos de Eugénio Kaspersky.

Passo a traduzir a sua entrevista ao diário "Libération" de 4 de Março de 2010, página 27.

Eis, então a entrevista e a sua introdução :

 

O homem é jovial e não maneja a língua do politicamente correcto, não hesitando em apontar "os idealistas da net" como lhes chama. O Russo Eugénio Kaspersky tem 44 anos e é perito em segurança informática, sendo fundador do anti-vírus do mesmo nome. Não pára de pôr em guarda contra os perigos duma internet "insuficientemente controlada" que, ele próprio, convida a "despoluir". Este diplomado em criptografia estudou nos viveiros do KGB e instalou, inicialmente, os locais da sua "start-up moscovita" no mesmo prédio que um laboratório de pesquisa científica sobre os sistemas de vigilância de acompanhamento dos mísseis. Cabeça duma sociedade de 1200 pessoas que revindicta a sua presença no top 100 dos editores de softwares, fornecedor de anti-vírus do "Ministère de l'intèrieur Français", Eugénio Kaspersky explica ao "Libération" porque batalha para uma melhor segurança das redes. Propósitos livres, "100 % assumidos", insiste.


 

Como descreveria a evolução da cibercriminilidade ?

 

As ameaças não param de crescer. Primeiro, tivemos direito às proezas individuais dos "crakers". Em seguida, constatamos a emergência de grupos bem especializados, em geral por país e por tipo de actividades. Hoje, por fim, temos que fazer frente a um mercado globalizado que funciona, um pouco, como uma gigantesca bolsa de trocas com clientes desejosos de lançar ciber-ataques e, outros, fornecendo os intrumentos para os levar a cabo e, ainda, outros que se encarregam unicamente da sua execução. Um mundo extremamente fechado e estilhaçado entre aqueles que se chamam "White hat" ( gentis "hackers" ) e "Black Hat" ( cibercriminais ). Francamente, conhecemos mal essas pessoas. Nunca são presas.

 

 

Mas o que faz a polícia ?

 

Fora da União Europeia, onde existe uma real colaboração, é muito difícil lutar à escala internacional. Não há nenhum contacto ou quase entre Europeus e Russos : Nada com os Chineses, Latino-Americanos. Ora os cibercriminais brincam com as fronteiras. Resultado, é extremamente raro que possamos ir até à fonte dos comanditários das redes.

 

 

Para si, a Net ficou incontrolável ?

 

Pior ! O que é certo é que a protecção dos indivíduos, dos estados e das empresas é muito insuficiente. A maior parte das pessoas não são conscientes de todos os perigos da rede : Fazem-se, naturalmente, confiança nas redes sociais. Mas aconselho-os a não acreditarem en ninguém que não conheçam em carne e em osso, de desconfiar de cada sms, etc.

 

 

Mas é completamente "parano" !

 

Aí sim ! Trabalho desde há anos na segurança informática e aprendi que aí a realidade ultrapassava os meus piores cenários paranóicos. Infiltrando 1 % dos computadores do planeta via redes " fantasmas", pode-se bloquear todo o sistema, as redes de comunicação eléctricas, os mercados financeiros, os sistemas de defesa, etc. Uma recente simulação de ciber-ataque surpresa contra os Estados-Unidos provou a que ponto estavam mal preparados. Uma minoria pode amanhã bloquear toda a economia mundial que depende, desde já, a 90 % da teia. E não é ciência ficção.

 

 

Mas o que é preciso fazer então ?

 

É preciso dar mais poderes àqueles que lutam contra o cibercrime e pôr em lugar um sistema de identificação internacional para cada utilizador da rede. Se um país recusa este alinhamento no âmbito desta nova arquitectura, fica sem conexão.

 

 

Acabou o anonimato, o direito ao esquecimento ?

 

Mas ninguém é anónimo na internet, salvo, precisamente, os cibercriminais. Estes sabem como não deixar vestígios. Acabámos por apanhar pessoas sobre o jogo em rede "World of Warcraft" . Só a partir dum pseudónimo. A diferença é que com uma autentificação para cada utilizador além do endereço IP, tornar-se-á complicado para os cibercriminais de ficaram anónimos.

 

 

O seu internet do futuro é o oposto total do imaginário libertário dos inícios da rede...

 

E por causa. A rede é hoje frequentada por mil milhões e meio de indivíduos. Na altura, a internet dos pioneiros só dizia respeito a alguns investigadores que trocavam dados entre universidades. Mas também não sou favorável a que cada indivíduo seja controlado a qualquer momento na rede. Se este bilhete de identidade virtual nasce e de maneira global, caso contrário não serve para nada, será de maneira progressiva. Podemos mesmo imaginar que não dirá respeito a todas as actividades. Pessoalmente, é me indiferente que seja ou não pedido nas redes sociais ou twitter.

 

 

Se o anonimato já não é possível, como vão fazer os opositores Iranianos ou Chineses para ultrapassar a censura e o policiamento nos seus países respectivos ?

 

Boa pergunta. Mas vou ser franco e muito pouco politicamente correcto. Se a minha segurança está em perigo, se o meu país ou a minha actividade são ameaçadas, é preciso tomar as medidas que se impõem. Mesmo se incomoda essas pessoas que se batem por mais de liberdade. Desolado. Entre uma protecção a 99 % contra os ataques ciberterroristas e o combate por mais de liberdade na China e no Irão, voto pela minha segurança.

 

 

 

 

 

 

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

 

Eu nunca serei convidado : Faço parte dos 20 % de Franceses que não estão no Facebook.

Um fenómeno recente que está totalmente a ultrapassar as autoridades Francesas.

Desde o início do ano , aperitivos gigantes e espontaneos tem sido organizados via a rede do Fecebook.

A morte dum homem de 21 anos em Nantes , devido ao excesso de álccol , começa a preocupar as autoridades.

É que os aperitivos se transformam em grandes borracheiras.

Se a ambiência é calma e convivial , não deixa de ser verdade que o excesso de álcool é um problema de saúde pública.

Actualmente, o recorde a bater é ultrapassar o número de 19 000 pessoas reunidas. Está previsto para Paris, no dia 23 de Maio.

Certamente, um desafio às autoridades.

 

Indo além do sensacionalismo ou do anedótico , não deixa de ser interessante o seguinte :

Acusou-se a internet de isolar as pessoas . Ora, este fenómeno parece provar o contrário.

Reuniões gigantescas são organizadas nos centros das cidades.

Reuniões que são reais e não virtuais.

 

Foto : Aperitivo de Rennes em 25 de Março ( Libération , 14 / V / 2010 )

Música: The Doors - Hello, I Love You

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

Vi no blog do JB, e não resisti... ainda me estou a rir, apesar de que na moral da história possa haver algo com pouca, ou graça nenhuma. Apreciem:

 

PC Jerónimo da Silva

por MrCosmos | link do post

 

 

 

Os Recibos Verdes«

 

O diário Francês " Libération " de 14 de Abril do ano em curso dedica um estudo de duas páginas ao trabalho precário em Portugal. Este parece decorrer do emprego e da generalização dos " Recibos verdes ".

O jornalista François Musseau escreve ( p. 31 ) que os " Recibos Verdes " foram criados para agradar às profissões liberais (médicos , advogados ...) em 1980 . Desde então , os " Recibos Verdes " instalaram a precariedade de emprego .

 

Quando li o artigo fiquei intrigado com a data. Em 1980 ? Há 30 anos ?

Fui consultar a Wikipédia e deparei-me com duas versões distintas. A versão Francesa cita a data de criação desta medida e aspectos técnicos (imposição fiscal , etc) . Já a versão Portuguesa não alude à data de criação , mas cita aspectos técnicos .

O artigo cita também a portuense Cristina de Andrade criadora do blog Ferve que denuncia o trabalho precário .

Não deixa de ser curioso a omissão da Wikipédia Portuguesa sobre a data de criação dos " Recibos Verdes ". Quem estava no poder em 1980?

 

Em contrapartida , tenho a certeza duma coisa : Se o assunto fosse a morfologia das borboletas , não haveria diferença de conteúdo.

Fontes : Texto " Libération " , op. cit / Foto : " Manière de Voir , nº 109 " , p. 49

Nuno

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Facebook is watching you«

 

A multiplicação das técnicas de vigilância implica uma vigilância acrescida por parte dos cidadãos . Mas o desvendar voluntário de informações que lhes dizem respeito pelos membros de Facebook pode ser comparado , em todos os aspectos , a uma recolha de dados pelo poderes públicos ou as sociedades comerciais ? O enorme sucesso das redes sociais obriga a reformular os termos do debate acerca da protecção da vida privada.

 

Fontes

Texto : Miyase Christensen , Professora da Universidade de Karlstad ( Suécia )

Foto : Capa da Bd " La Cité de l' Arche " de Boiscommun , publicada em Abril do ano em curso.

Nuno

Facebook is watching you:
por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Existem dois elementos de peso que não devem ser esquecidos quando se gabam os efeitos milagrosos de Internet sobre o pluralismo e a qualidade de informação.  A utilização esclarecida da rede é o apanágio das classes favorecidas.

 

Eric Klinenberg , professor na New York University , "The Battle to Control America's Media".

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Richard Stallman gosta apoiar-se na divisa da República Francesa , Liberdade, Igualdade, Fraternidade , para apresentar os seus softwares livres. É que, em Inglês, a expressão free software é ambígua. Com efeito, free significa , em Inglês,  "livre" ou "gratuito".

 

Ora é de liberdade de que se trata no combate deste informático. Duma certa maneira, a visão de Stallman duma informática cooperativa e participativa está hoje presente na Wikipédia ( apesar de haver cada vez mais detractores dessa ideia ) e cujos contornos tinha desenhado em 1999.

 

Fonte : Manière de Voir ( Le Monde Diplomatique ),  Fev -Mar , 2010 ,  p. 54 

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

A excelente revista  "Manière de voir " do mês de Fevereiro e Março, do ano em curso, apresenta uma reflexão pensada e argumentada a propósito do lugar que a internet ocupa nas nossas sociedades.

Como não se trata, neste espaço, de traduzir , integralmente, a referida publicação, decidi mostrar os aspectos que mais me questionam.

 

Google vai ficar em posição de monopólio. Um monopólio inédito que não se exerce sobre o aço ou as bananas , mas quanto ao direito à informação.

É o fim do sonho da Enciclopédia "des Lumières " ?

A vitória dos interesses privados sobre o interesse público ?

  

Fonte : Robert Darnton :  Manière de Voir ( Le Monde Diplomatique ) , pp.10-13 , fev-março 2010.

 

Nuno

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