Num estudo publicado em 2007 pelo jornal francês 'Libération', foram dados 46% dos jovens consumidores americanos como nunca tendo comprado um CD de música.

O Compact Disc, que vimos entrar-nos pela casa dentro nos finais dos anos 80, viria ele próprio, em menos de 20 anos, a deixar de ser o símbolo duma tecnologia dominante.

Com o popularizar dos computadores pessoais, que também começam a fazer parte da mobilia em cada vez maior numero de famílias, pela mesma altura, estavam criadas as condições  para a decadência no reinado do mercado  em suportes digitais, fossem música ou filmes. A “ignição” estava montada, e o rastilho aceso. Mas a “explosão” dá-se com o propagar da internet, e suas plataformas de trocas ou descarregamento de ficheiros, um “trinta e um valente” que se diz ser, o tiro de afundanço nas vendas de CD e DVD.

Tal não era previsível no início, pois contrariamente à cantiga de 79, se o “Video  (didn't) Killed the Radio Star”, certo é que: o CD, com a sua sonoridade mais “cristalina”, sem grainhas ou arranhões, mata as cassetes áudio e «aparentemente» arruma com os LP´s de vinil.

 

No entanto, as aparências iludem e quando poucos o ousariam, eis um ressuscitar do velho e resistente formato: os  LP's de vinil!

Sem precisarmos de recuar no tempo, e paradoxalmente, nesta era do XXI  já vinha sendo notório,  paulatinamente, que os contemporâneos do vinil nunca abandonariam o velho formato, mas o mais curioso (!) , é observar a descoberta de adeptos cada vez mais jovens cuja idade lhes roubou a oportunidade de saborear os ritos envoltos naqueles mistérios encobertos num álbum de 'papelão'.

O ritual que passa pelo tirar da bolacha preta do invólucro, colocar o disco no prato, fazer pontaria na trilha correcta para não falhar o inicio da musica, olhar para a capa e apreciar o grafismo ou a mensagem envolta, a sonoridade dos graves e agudos mais puros, entre tantas outras coisas únicas neste centenário 'formato', são coisas que o CD disfarçaria mas não colmataria.

PC Jerónimo da Silva

publicado no Jornal 'O Portomosense' de 29/04/2010

fontes do texto: excertos de cosmeticas.org

por MrCosmos | link do post

 

 

 

A fotografia aqui presente pertence ao trabalho feito por um grupo de jovens da freguesia

da Vitória da cidade do Porto.

Realizada em 2004 , esta obra reúne várias fotografias que resumem o quotidiano das pessoas da histórica freguesia da Vitória.

«Vitória : verso e reverso» : Obra publicada pelas edições "Afrontamento" , sob a direcção de Julian Germain , Murilo Godoy e Patrícia Azevedo .

 

Em Vinil Águas Mil !

Nuno

por PortoMaravilha | link do post
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.
Bruno Nogueira, que já deu provas de ter tudo para talentoso humorista e apresentador, parece que estreou ontem o seu novo programa desta feita em formato 'talk show', RTP 1. Este é mais um daqueles artistas que quer queiram quer não, levarão sempre com o estigma de seguirem as pisadas do 'pai', tempos idos e bastante duradouros: O Grande Herman José.
Não sei como foi, não vi, simplesmente passou-me ao lado nem sei já porque, ou o que faria eu ontem àquela hora do programa em estreia. Mas desde sexta feira passada que me despertara a atenção para a mensagem implícita na foto destaque da revista e agora deste post, o que me levou a pega-la (na revista) de cima da mesa de café e a abri-la, na página respectiva, em cujo enunciado se pode Ler:
.
"Em Portugal matam muitos programas à nascença"«
.
Na entrevista à "TV" revista suplemento do jornal Correio da Manhã, o apresentador traz à baila o facto  do programa 'Lado B' ser na RTP 1, canal onde se pode trabalhar "sem a meta das audiências". E dei comigo abanando a cabeça, concordando, e recordando o que tenho para mim a propósito do já citado Herman, ou dos actuais agora "Gatos Fedorentos", ao desperceberem precisamente isso, e que ao terem dado o salto da RTP para a SIC (como poderia ter sido para a TVI), iniciaram aí, nesse preciso ponto, o definhar e arrastar, um queimar de imagem até o fatídico dia da falta de paciência para que haja alguém que os ature... (Esperto, esperto, vai sendo o Fernando Mendes, com o canal certo "Preço Certo")
.
Voltemos à foto destaque: Espectacular, arte, subliminar! É o que verdadeiramente se pode chamar de "escrita com luz", assumindo aqui a matéria prima (a luz) o papel de tinta, descrevendo as formas e mensagem pelo obturador de uma câmara fotográfica enquanto "esferográfica". Lamento que me desiluda mais uma vez, um meio dos mídia "Grupo Cofina", ao não dar crédito e publicar, como manda a ética do sector,  o nome do autor do disparo, que teria gosto de credita-lo também eu aqui.
O resultado final está a vista, impresso. De tal forma magnifico que fez-me abrir uma revista que me escasseia de crédito, regra geral.
Melhor explicando: a simbiose entre 'o lado b' destacado no rótulo de uma bolacha preta, de um item outrora considerado morto, o vinil, mas agora novamente a entrar em voga conhecendo por esta altura um certo despertar para o milagre da ressurreição, inclusive por cada vez mais adeptos jovens cuja idade lhes roubara a oportunidade a experimentar do ritual envolto naqueles mistérios encobertos por uma rodela de plástico com 12 polegadas, vulgo LP... É coisa louvável, uma boa forma de complementar as ideias que já haviam sido escritas por aqui: ♫  oh vinil: Bem vindo sejas! Again...
PC Jerónimo da Silva
por MrCosmos | link do post
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O desbravar da agulha pelas trilhas da bolacha preta de hoje, pertencente a um dos álbuns LP, dono de uma das grafias mais marcantes de que tenho memória, pelos jogos de tons e cores, acertos e beleza, bem como os encaixes entre a capas e envolucro, parece um daqueles livros de histórias cujas paginas se desdobram e revelam outras formas. Privilégios do formato, para demonstrar noutra altura, pois não será nisso que a cosmética deste post hoje se debruça... Este, acaba por ser a continuação, e o cumprimento de uma promessa feita a nossa estimada leitora Eunice, aquando de seu comentário ao meu post "Mitos, mariquices, e paneleirices" publicado no dia em que Portugal se tornou o 8º país do mundo a aprovar a lei de casamento homossexual.
A Eunice tem este dom, o de perfumar, com "suas poesias", até mesmo temas que para muitos, à partida, lhes tresandaria à "Tabu" - antiga marca de perfume - leia-se.
E foi com este aroma, o que de seguida reproduzo mais abaixo, que nossa amiga, mais uma vez, nos trouxe uma lufada de ar fresco. Acabou recordando-me o tema hoje em destaque pela edição 4 do trilhas do vinil, e, já dizia o grande Veloso, mas o Tripeiro e Português, o Rui, que "O prometido é devido". Já tinha-mos saudades do seu perfume, pela nossa caixa de comentários, minha cara.  Bem aparecida seja,e, recordar é viver!
.                  de Eunice a 9 de Janeiro de 2010

"Mr Cosmos, diga lá : e se o Mário de Andrade tivesse escrito este poema para um homem chamando-lhe amiga, que resultaria? Haveria, na dimensão do Amor, alguma diferença?
Poemas da amiga
Mário de Andrade

Gosto de estar a teu lado,
Sem brilho.
Tua presença é uma carne de peixe,
De resistência mansa e de um branco
Ecoando azuis profundos.

Eu tenho liberdade em ti.
Anoiteço feito um bairro,
Sem brilho algum.
Estamos no interior duma asa
Que fechou."
Caetano Veloso: "Cores, Nomes", LP 1982

MrCosmos a 10 de Janeiro de 2010

"A Eunice perfuma este blog!
Sobre a abertura dos brasileiros: Este fim de semana encontrei o LP vinil de Caetano Veloso "Cores, Nomes" numa feira de antiguidades, (novo, capa de um grafismo BESTIAL!) cuja uma das músicas, com destaque de capa e tudo, é: "Ele me deu um beijo na boca" e caetano veloso diz que gostou, o malandro. :-)

Prometo postar aqui essa música, mais uma promessa... a ser cumprida. "

 

PC Jerónimo da Silva

por MrCosmos | link do post

 

 

Podia escrever neste post mil e uma linhas, mas nada como deixar falar a quem mais e melhor disto sabe. Não me faltarão oportunidades para voltar e dissertar o assunto.

Pelo que, Nuno:

compreenderás certamente que volte a transcrever, o que partilhaste na caixa de comentários nas origens do COSMéTICAS, ainda enquanto leitor e amigo deste espaço e pessoa com quem hoje co-editas, para minha grande honra.

 

Esse comentário transcrito seria a 'última gota' para endereçar o convite ao Nuno de integrar este projecto de carolice, e nem resistiria a dissocia-lo deste »trilhas 3« de hoje. 

Sobre a história desta que me dizem ser uma raridade de álbum, vinil triplo, editado em Portugal no ano de 1970, em plena ditadura, meses depois do concerto que comemorou recentemente 40 anos, dizer que deverá ser por certo com o mesmo sorriso estampado no rosto que aqui o apresento. O mesmo sorriso, leia-se, do que esboçaria quando o encontrei na banca de antiguidades de Carlos Quintino, em Leiria,  depois de o descobrir encabeçando outro molho de discos, e que apesar da minha decepção por já ter  gasto o orçamento estipulado noutras 'ricas velharias',   teve a amabilidade do mo guardar cerca de um mês, negando inclusive  ofertas mais aliciantes por outros clientes, fiel ao compromisso que assumira. 

Não tive como evitar a lembrança do testemunho abaixo, do PortoMaravilha, e a forma como ele sentira a perda dos seus próprios discos, pelo que tinha de conhecer melhor o que o homem alí dizia... E o que se perdia...  

 

O Tema escolhido, 'Love March' dos  Butterfield Blues Band,  acaba por o ser, não apenas por se tratar do meu preferido, mas porque também antecede o tema relevado pelo Nuno aí mais abaixo, citando-o: "A retomada por J. Hendrix do hino Americano".  Podem ouvir este segundo tema a partir dos 10':40'' do vídeo, e a guitarrada do hino, coisa do outro mundo, e ousada para 1969,digo eu... aos 13':00'' .

Espero que gostem.

MrCosmos.

 

 

  
Portomaravilha, a 18 de Agosto de 2009:
 

"...Ora também perdi os meus dois álbuns vinil de Woodstock nessa inundação.
Festejam-se os 40 anos desse festival e eu gostaria ter esses discos.
A qualidade de gravação era péssima, mas dois extractos valem bem a pena. Se a minha memória é boa após tantos anos : A retomada por J Hendrix do hino Americano e a retomada por Joe Cooker de " A little help for my friend" [ver aqui: link]

 

Woodstock a última grande missa hippie, logo após Maio 68, marcará as mentalidades. Os Rollings tentarão organizar um festival concorrente que terminará no horror com mortos. Os Angels invadem e matam com sticks de bilhar espectadores. Mike Jagger impotente assiste ao espectáculo.

Todavia, o Poder da Flor ficará. 

A luta contra a guerra no Vietname é ganha e uma obra prima nascerá : "Apocalipse now ". Os Americanos exorcizam a guerra.
Apesar de ter chovido sobre Santiago, veja-se o filme "il pleut sur Santiago / queda de Allende/ a Revolução dos Cravos , um ano depois, tal um castelo de cartas , fará cair quer o Franquismo quer a Grécia dos coloneis, atravessando o Atlântico. Daí Fado tropical de Chico Buarque ( o Rio Amazonas que corre em Trás os Montes ) e a retomada desta melodia por vários autores internacionais.

Em Portugal, o grafismo liberta-se. Pode re-ligar-se com a sua memória, oprimida durante mais de 4 décadas. A grafia dos blogs pt é fantástica.
A Brigada Vitor Jarra (nome em honra do guitarrista Chileno Vitor Jarra que ficou sem mãos cortadas pela ditadura de Pinochet ) recupera um enorme espolio musical ( ainda hoje mal aceite ) com séculos de história, mostrando a diversidade e costumes de Portugal.
Etc, etc.

Um vento soprou :

Rene Dumont, em 1974, candidato às eleições Francesas, dá a volta à França em bicicleta para defender as ideias ecologistas. Ao mesmo tempo , Sérgio Godinho cantava um tractor, um tractor...
Rene Dumont teve , salvo 1,09 de votos.
Mas desde então , um tractor , um tractor, a tomada de consciência ecológica cresceu.
Já nenhum partido , da extrema direita à extrema esquerda, se atreve a pôr em causa a sua necessidade vital.

Talvez sejam estes os sopros trazidos pelo vento do poder da flor.
Poderia também acrescentar que, paradoxalmente, pelo menos em França, quer a direita quer a esquerda, começam a fustigar a noção de materialismo. Mas talvez seja cedo para adivinhar as reais intenções.
Desculpa lá se chateei . Eu quando começo a escrever...
E Viva o Porto !
por MrCosmos | link do post

 

 

Curioso como um álbum em estreia é editado e vendido em simultâneo quer em CD como em vinil, sendo que a compra em vinil conta com o CD como bónus ?

Talvez nem por isso. Depois dos EP's (pensados para disck jokeys), o interesse das produtoras em voltar a editar discos comerciais em LP, vinil, só vem confirmar um crescente nicho de mercado que regressa ao velho formato.

 

Para ouvir a trilha 3 de "Beteen Waves" - David fonseca (2009). Disponivel online em rastilho.com .

 

Between Waves” - David Fonseca (2009)
1. (Baby) All I Ever Wanted
2. Walk Away When You’re Winning
3. A Cry 4 Love
4. U Know Who I Am
5. There’s Nothing Wrong With Us
6. Owner Of Her Heart
7. It’s Just A Dream II
8. Little Things II
9. Stop 4 A Minute
10. Morning Tide
11. This One’s So Different

 

por MrCosmos | link do post

 

Trata-se de uma primeira experiência de captura directa a partir de um prato de vinil. O resultado sonoro é pouco satisfatório, devido a um irritante ruído de fundo provocado por falta de massa entre o prato e o aparelho de captura, mas pensei em postar na mesma. Tentarei corrigir.

 

Não sei até que ponto será raro, mas trata-se de um álbum nada corriqueiro de encontrar. "Missing" dos Notting Hill Billies, foi um projecto liderado por Mark Knopfler, acompanhado por Guy Fletcher, Esteve Phillips, Brendan Croke. Uma sonoridade mista entre o country e os blues...

Para ouvir, a trilha 1: RailRoad Worksong.


The Nothing Hillbillies - Missing (1988)

01. Railroad Worksong
02. Bewildered
03. Your Own Sweet Way
04. Run Me Down
05. One Way Gal
06. Blues Stay Away From Me
07. Will You Miss Me
08. Please Baby
09. Weapon Of Prayer
10. That's Where I Belong
11. Feel Like Going Home

 

por MrCosmos | link do post

 

 

O Amigo PortoMaravilha trouxe aqui ontem um post autêntico! Eu mudava-lhe era o tema, de Bye , Bye Love ... para ♫ Bem vindo sejas! Again...

Como sei que ele não o fará, e bem vistas as coisas, o post dele tem o tema correcto para o seu argumento, portanto, e se queres o tema que dizes, fá-lo tu, ó Mister...

Então, cá vai. Até porque como verão a seguir, PortoMaravilha tirou-me o pão da boca, com o seu post de ontem :-)) .

 

Diz-nos ele, mais tarde, em jeito de comentário:

"Bom o Vinil está a regressar em força nestas terras. Não sei se é por snobismo ou não.
E os gira discos começam a aparecer nos antiquários à grande e à Francesa."

Bem, Mon Cher, é sabido que a França sempre teve uma medida muito "especifica" ou se quiseres, muito "esquisita" na medição de "grandeza", mas o que se está a passar por todo o mundo quanto aos discos de vinil, é um pouco, aliás, é muito, diferente.

O que se está a passar, é um fenómeno sociológico "de escala planetária", apesar de se verificar em pequenos nichos de aficcionados, e está a suceder por todo o lado. Cá é a mesma coisa. E é, ou começou por ser, um fenómeno popular! Mas se os restantes paises quiserem neste concreto, também eles passarem »à Grande e à Francesa!« do c'est tres chique , não vem mal algum ao mundo, pois de facto, compra-los é barato (5,00€  a 12,00€ o disco usado e novos por pouco mais), e saber aprecia-los e ouvilos é de facto um luxo!

(ps:Nuno, tens de vir corrigir este post, pá! O sapo só corrige texto em pt, é mais xenofobo, ainda, que a França... ;-)


Não se trata, acho eu, de snobismos, elitismos, ou do quiçá...

A revolução digital, entra em força nas nossas vidas, ou casas, com o CD-áudio. Seguem-se, mas com 10/15 anos de demora, os DVD's.

E se o "video don't killed the radio star" , certo é que, o CD mata as cassetes audio e os LP´s de vinil; e os DVD's matam o VHS. Logicamente.

 

Este fenómeno de regresso do vinil que se verifica, e em cada vez maior força, tem que ver com, e vai para, muito além da guerra comercial/industrial interceira. Senão,  veja-se! : a forte relutância e incapacidade dos equipamentos digitais vingarem na indústria de produção de cinema a nivel de câmaras/captação, industria essa cuja força, tem o peso de grandes marcas de renome em equipamentos do sector e a qual ainda levará alguns anitos para destronar a película e assim matar um negócio de milhões do sector de produção cinema, ainda baseada na centenária e boa tecnologia de película fotográfica, com os rolos de 35mm. Mas isto já é outro tema, e neste post não queremos inserir a tag "cinema". Voltarei a esta guerrilha da grande tela em altura oportuna.


»Regressando ao vinil!

 

PortoMaravilha tirou-me o pão da boca antes-de-ontem com o seu post, e, ainda bem! Assim inaugurou ele a nossa nova etiqueta: »«.

Já tinha está rubrica pensada a algum tempo, vem do tempo do gERAÇÃO rASCA, e que passará por trazer para aqui alguns temas em vinil, na tentativa de exibi-los o mais integralmente possível... se bem que para pô-los na net, terão de sofrer algum processo de digitalização! Nada que lhe altere as características. Músicas desmaquilhadas, é o que vos prometo para muuuuito breve.

 

 

Foi muito, muito engraçado. Acabara de comprar online esse disco vinil da foto em cima, uma reedição da Rastilho, produtora de Leiria,  do álbum 88 dos xutos (2009 ), e, a seguir, indo fazer a habitual cosmética necessária para publicar (também sou manicures, sim) o post do PortoMaravilha, e dou com esta temática!

 

Já ando à cata de vinil, a maioria em 2ª mão, nas feiras de antiguidades, de à um bom tempo a esta parte. Recentemente "perdi" uma colecção de cerca de 40 álbuns, alguns dificilmente recuperáveis, num vasto mercado que o vinil tem em venda e troca de usados. Pelo que estou a recomeçar minha colecção, e nem me quero lembrar disso  - adiante...

 

Por aqui, Portugal, por Inglaterra, bem como Espanha também já constatei que não, não é uma questão de grandeza ou snobismo. Eu, pelo menos à 15 anos, que já lá vão, que me deu as saudades, (saudosismo acho que não, pois o vinil tinha deixado as prateleiras das lojas à ainda relativamente pouco tempo) saudades de para além de cumprir o tal ritual que se fala na peça do video no post de ontem: o tirar a bolacha preta do invólucro, colocar o disco no prato, fazer pontaria na trilha correcta para não falhar o inicio da musica, ou então, eu gramo bué, (com um prato de tração motor central, em vez de tracção por correia que são mais comuns e frágeis) aquele gosto único de parar o prato a tocar para confirmar o nome da música, ou duração, na etiqueta central da bolacha preta com 12 polegadas, entre tantas outras coisas únicas num disco de vinil.... pode até ser viciante, cuidado.

Com um prato de motor central, em vez de motor lateral e correia de tracção, podes de facto parar o prato em andamento, não danifica, Podes com ele parado, pousar a agulha na trilha mais facilmente, e ao largares o parto, ele assume a rotação certa, mesmo a mais baixa 33RPM, em menos de 1 segundo. "Motor central" trata-se de uma aplicação pensada para os pratos de Disck Jokeys.

Não foi só o som que modificou, com a entrada do CD na recta final do século XX. Tudo o que é digitalizado é mais maquilhado. O CD Audio, tem um som mais "limpo, sim, sem grainhas e tudo, mas não tem a »pureza de som, candura essa que sobretudo se reflete a "ouvido nu" pelos graves e agudos projectados nos altifalantes, bastando tratar-se de um disco vinil
de qualidade mediana, e um prato "razoável", para o tocar.

Também a imagem digital é mais maquilhada que a analógica. O digital apura e mostra muito mais detalhe, e a questão é mesmo essa, estranha-se (depois entranha-se) porque a olho ou ouvido nu, quando olhamos à nossa volta, esses detalhes não são flagrantemente visíveis ou audíveis, como num ecrã de nossas salas, ou numa aparelhagem estereofónica.

O Digitalizar, é um tratamento de COSMéTICA. É maquilhagem! Mas há quem goste mais DELAS desmaquilhadas, ao natural... Eu gosto!

 


PS: Apreciei o gesto espontâneo do Senhor Nuno, pelo que alio-me nessa de acrescentar a assinatura nos textos. E se para apresentações gosto de dar e que me tratem pelos nomes próprios, já para outras circunstâncias prefiro deixar os apelidos.

PC Jerónimo da Silva

por MrCosmos | link do post

 

 

 

Em menos de 20 anos, o círculo de plástico que cintilava com 12 centímetros de diametro deixou de ser o símbolo duma tecnologia  dominante.

A explosão da net e das plataformas de troca de músicas, sem contar a piratagem, afundaram as vendas do CD.

 

 

Segundo um estudo publicado em 2007 ("Libération") , 46% dos jovens consumidores americanos nunca compraram um CD.

O lirismo de convidar outrem a partilhar uma mesma melodia debaixo do mesmo tecto também sofreu um abalo.

 

Nuno

 

por PortoMaravilha
editado por MrCosmos em 11/01/2010 às 09:38 | link do post

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