La Bd a abordé pratiquement tous les thèmes.

Les trois cycles de la série Le Triangle Sécret touchent les mystères du Vatican, des Templiers... et celui de l'immortalité !

Le sang, l'adn de l'éternel sont la toile qui constitue l'intrigue de cette belle Bd.

 

Hormis Hergé, aucune Bd ne s'est penchée sur les Témoins de Jehová.

Pourquoi ?

Pourtant c'est une secte qui brasse des millions.

Nuno

 

 

Não sei se é uma coincidência ou não. André Malraux declarou que o século 21 seria religioso ou não seria.

O que é certo é que a nona arte desde há alguns anos tem-se dedicado, em parte, ao religioso, ao esotérico, ao espiritual...

Ou melhor dizendo, à vida, à morte, ao sangue como elixir de juventude.

 

E com obras de grande qualidade.

 

Pondo de lado as obras que dizem respeito ao vampirismo, fenómeno de moda, exceptuando-se talvez e honra lhe seja feita a Bd de Sylvain Cordurié e Laci, Sherlock Holmes & les Vampires de Londres, existe uma excelente criação que toca as origens do religioso e do humano.

Os dez tomos da série, Le Décalogue, são uma real obra prima. Independentes uns dos outros, estes dez tomos podem ser lidos de frente para trás ou vice versa. Mas só uma leitura dupla ou nos dois sentidos permitirá uma real compreensão do conjunto da obra.

Talvez me engane, mas penso que é esta obra que desencadeia outras belas obras. Como por exemplo, Le Pape Terrible de Jodorowski já citada neste espaço.

 

Les Gardiens du Sang, Tome 2, Didier Convard, Denis Falque, André Juillard, Paul


Logo após a série Le Décalogue aparece quase a seguir, a série Le Triangle Secret, concebida e desenhada pelos melhores nomes da Bd.

I.N.R.I , Hertz e Les Gardiens du Sang formam um conjunto de interrogações que nos remetem para a essência da humanidade. Desde os tempos mais remotos o homem sempre procurou domesticar a morte.

Em 1104 cinco cavaleiros Franceses partem para Jerusalém. Entre eles, Hugues de Payns fundador da Ordem dos Templários. Uma ordem maldita? E qual a ligação desta com a Ordem de Cristo ou os Rozacruz?

Desenham-se já os combates de máscaras, de bastidores num mundo obscuro entre o Vaticano e os Maçonicos ?

 

"Não sou de nenhuma época nem de nenhum lugar" afirmava Cagliostro.

Frase que é o alicerce da terceira fase de Le triangle Secret : Les Gardiens du Sang.

Qual foi a alquimia que permitiu a experimentação sobre o primeiro iniciado ? Como identificar ou analisar o sangue, a adn do primeiro imortal ?

Quem conhecia a sepultura do Imortal ? Quem escondeu a existência do irmão gémeo ? Quem traiu o segredo ?

Tudo isto é história ficção. E o leitor sabe-o. Mas, aceitando o pacto de leitura, o leitor é obrigado a informar-se.

 

L'Étoile Mystérieuse - Hergé

 

Não deixa de ser curioso que não haja nenhuma Bd dedicada às Testemunhas de Jeová. É certo que a história dos TJ não tem nem o carisma enigmático da história dos Templários, por exemplo.

A Bd já cobriu praticamente todos os temas. Sabemos que a organização dos TJ destilam milhões. Assim, porque não pensar num inquérito fiscal sobre os TJ ?

A obra de Vranckem e Desberg, I.R.$., excela neste tema. O controle fiscal das seitas e outros organismos ou organizações.

Parece-me um fenómeno tanto mais curioso que o único a tratar os TJ foi Hergé na L'Étoile Mystérieuse. Embora indirectamente.

 

Fica a pergunta em suspenso...

Nuno

por PortoMaravilha | link do post
Um bom post, com várias questões bastante pertinentes e interessantes, que me parecem, mereciam a devida atenção cada uma a seu tempo.

Indo ao tema e conclusão do post, a ausência das TJ na BD. Não surpreende, pois como bem dizes, as TJ não têm o carisma de outras temáticas Religiosas com largos séculos de história.

As TJ só nascem no final do sec. XIX e progridem com ampla expansão no sec. XX.
Estão presentes em imenso países e sociedades diversas, mas comparativamente às demais, são um grupo relativamente pequeno, abaixo dos 10 milhões por todo o mundo. Em Portugal estão presentes a várias décadas, mas só à poucos anos atrás lhes foi reconhecido o estatuto de Religião pelo estado, o que lhes permitiu usufruir da benesses previstas por lei seja a nível fiscal, sejam outros apoios, isenções.

Recordo-me que em França, na década de 90, foram alvo de uma forte fiscalização, no sentido de apurar rendimentos/donativos monetários envolvidos, com a finalidade das Finanças Francesas lhes aplicarem o respectivo impostos previstos (Não sei se são reconhecidos em França como Religião).
Não obstante tal reconhecimento Religioso por parte de vários governos e países, eu acho que no seu modo de actuar dão mostra de agir como seita, e não como religião, já tive oportunidade de abordar isso aqui.

Têm várias vertentes que dariam bons temas de explanação, e escrutínio, e se áreas como a BD entre outras, não lhe pegam, penso que para além da falta de carisma já citada, há a questão de não haver muito conhecimento disponível sobre o "modus operandi" desta, bem como de outras seitas e religiões.

Mas isto são temas com "pano para mangas" e para todos os gostos...

MrCosmos a 8 de Junho de 2010 às 16:33
Paulo,

Antes de mais, obrigado pela grafia.

Indo ao que escreves no teu comentário :

Não creio que se possa confundir seita e religião ou religiões.

Eu creio que não há Bd sobre as tj porque estas são uma seita. E como tal poucas informações existem. Estamos de acordo, acho sobre este ponto.

O Senado Francês ( câmara alta / os senadores são eleitos por sufrágio censitário ) considerou as tj como uma seita. Porque :

1 . Recusa do ensino da escola da república. Embora estejam inscritos e presentes nas aulas, só aceitam o creacionismo. A criança sofre entre o que vive na família e na escola, já que não há diálogo possível.

2. Recusa de transfusão de sangue. Se um adulto tem direito a escolher o seu próprio tratamento, já o caso é diferente e muito mais problemático quando se trata de menores.

3. Problemas fiscais. Donativos ( fora herança ) que escapam ao fisco. Adicionados representam milhões. Recusa dum estado de direito público.

4. Exceptuando o direito e a informática, os adolescentes tj, mesmo quando aconselhados, nunca optam por estudos superiores.

etc.

Na altura, a organização tj lançou uma grande campanha internacional contra a França, dizendo que esta era contra a liberdade de culto. Campanha que deve ter custado milhões.

A França tem uma posição diferente da dos usa e da maioria dos estados europeus, no que diz respeito às seitas e até à religião. Veja-se que o Papa é recebido em França como chefe dum estado : O Vaticano. O que é exacto.

E voltando ao princípio deste comentário, também podemos supor que as tj, como qualquer seita, fazem tudo para que sejam "invisíveis" na sociedade. E que quanto menos faladas melhor para a sua estratégia.

Que elas não tenham sido tratadas pela Bd é efectivamente uma pergunta pertinente.

Nuno





Eu não encontro no termos "seita" e "religião" uma fronteira tão ténue quanto isso. Onde acaba a seita e começa a religião, ou vice-versa?

Nuno, quando citas que "não há dialogo possível" relativamente a crença de criacionismo das TJ, o que quer isso dizer? Qual é a dificuldade? Um culto religioso tem de se subverter nas suas crenças e adoptar o "Ensino da República" como seu, mesmo que choque com suas crenças?

São muitas as questões que, sobretudo esse primeiro ponto de recusa as TJ pelo Senado Francês me levantam.
Um teimoso não teima sozinho, normalmente tem de ter outro teimoso a teimar com ele... Não conheço a realidade francesa, mas estarão ou estiveram as duas partes dispostas a dialogar e de alguma maneira dispostas a algo ceder?

Como bem salientas, a França tem um modo algo "peculiar", ou distinto dos outros países, na forma de lidar e abordar estas questões.
E não sei inclusive, até que ponto é que a própria "Republica" na defesa de alguns eventuais "preciosismos laicos" não se põe ao jeito também para que a critica de falta de liberdade ou respeito pelo culto religioso tenha alguma aceitação e razão de ser. Não sei... é apenas uma opinião.

A França tem efectivamente uma maneira de ver diferente da dos outros países porque tem uma memória : A memória dum povo que deu ao mundo a "Declaração dos Direitos do Homem".

A escola da Republica aceita em seu seio qualquer aluno independentemente das suas crenças, exceptuando se este usa símbolos que remetem para o proselitismo. Os locais ( paredes, etc ) e profs devem ser neutros.

A republica Portuguesa tentou fazer igual, só que se esqueceu de dar o direito de voto às mulheres ( talvez por isso tenha caído ).

Ora esta neutralidade é cada vez mais atacada por crenças e dogmas.

Nota-se que aquando de representações teatrais, e estou a pensar em Molière ( L'Ecole des Femmes ) os alunos que seguem crenças dogmáticas nunca estão presentes. Só que é impossível entender a literatura e a civilização Francesa sem conhecer Molière.

Como também é imposível aceitar que em aulas de biologia alunos recusem entregaram deveres, sob pretexto que as aulas são contrárias às suas crenças.

Como também é impossível de estudar com quem não aceita que o homem não tenha chegado à lua. Sobretudo numa aula de filosofia.

Há mais exemplos...

Existe uma tese que explica ( Intelligent Design ) que a evolução é biológica e programada. É uma "vulgata" que tenta a "clericalização" ( existe a palavra ? ) da esfera publica.

Os creacionistas como os tj tentam dar a crer a chegada duma nova visão do mundo que reconciliaria ciência e religião.

É um dogma que impede qualquer debate : Já que a ciência é movimento e a religião é estagnação. A ciencia não é um dogma !

Penso quo cientista Português António Damásio expressa esta ideia muito bem na sua obra " looking for Spinoza" .

Quanto à pergunta que levantas e tens razão : A religiosidade nada tem a ver com capelas.

Talvez haja uma confusão entre humanidade ou aspectos especificamente humanos e religião. Uma confusão de termos.

Nuno



Uhmm! Ok.
Compreendo agora melhor o que quiseste dizer.

A maior ou menor tolerância perante os dogmas envoltos nos cultos religiosos, por parte dos seus clérigos ou leigos, é, quanto a mim, uma das características que nos podem levar a olhar para determinado culto e a classifica-lo mais por "seita", ou menos "religião".

Os exemplos que apresentas de alunos que se escudam (porque assim lhes incutiram) por trás de argumentos religiosos, para não se disponibilizarem a participar no debate de uma aula, ou fazer os trabalhos envolvidos, é quanto a mim, e no caso da TJ, mais um dos argumentos para que não se livrarem de serem conotados como seita...

Sou capaz de voltar a este assunto com mais tempo.

PC
MrCosmos a 16 de Junho de 2010 às 15:40
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CT300 Catee a 10 de Junho de 2014 às 07:23

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