Au village de Belmonte des descendants de nouveaux chrétiens ( juifs convertis sous l'Inquisition ) laissent peu à peu leur pratique clandestine du judaisme.

Selon António Mendes ( policier à la retraite ) : " Le prêtre qui nous a mariés savait que ce n'était qu'une facade. Ici, les gens ont toujours su qui est juif . Et récemment, je me suis remarié à la synagoge ".

 

La synagogue a été inaugurée en 1994.

La démocratie portugaise a autorisé la reconnaissance et le statut de cette communauté.

Il existe aussi un musée juif à Belmonte qui retrace des siècles de mémoire.

Cependant certaines familles refusent de voir leurs proches enterrés au cimetière juif , gardant des rituels vieux de cinq siècles.

Cinq siècles d'oppression qui ont conduit à une sorte de syncrétisme. Beaucoup estiment que les rites pratiqués par leurs parents sont pleinement juifs.

 

L'hebdommadaire "O Jornal do Fundão" a fait de très bons articles sur ce sujet.

Source : Texte et photo : Libération , 3 Mai 2010 ( pp.38-39 )

Nuno

 

 

Em Belmonte os descendentes de cristãos novos deixam pouco a pouco a prática clandestina do judaísmo.

Conta António Mendes ( polícia na reforma ) : " O padre que nos casou sabia que era uma façada. Aqui , as pessoas sempre souberam quem era Judeu. E recentemente tornei-me a casar na sinagoga. "

 

A sinagoga foi inaugurada em 1994.

A democracia Portuguesa permitiu o reconhecimento e o estatuto da comunidade Judaica de Belmonte.

Existe também um museu Judaíco em Belmonte que retraça séculos de memória.

Todavia, certas famílias recusam a que os seus sejam enterrados no cemitério Judeu , guardando rituais ancestrais de cinco séculos.

Cinco séculos de opressão que conduziram a um sincretismo . E muitos explicam que os ritos ancestrais dos seus pais são plenamente Judeus.

 

O semanário  " O Jornal do Fundão " tem excelentes artigos sobre este assunto.

Fonte : Texto e foto : Libération , 3 / V / 2010 ( pp. 38-39 )

Nuno

por PortoMaravilha | link do post
Victor Afonso assinalou ontem no seu blogue o aniversário da derrota da Alemanha Nazi na 2ª Grande Guerra, citando a propósito uma história actual, bem rocambolesca.... ( http://ohomemquesabiadeumasiado.blogspot.com/2010/05/happy-birthday-adolf-hitler.html ) , acabando por arrasto, em salientar o ódio Nazi pelos Judeus (que perdura até nossos dias) .

Este teu post, (juntando também algumas recordações "avivadas" pelo Victor) fazem-me recordar o forte preconceito religioso (que conheci) , apesar de pacífico, em Portugal, vai para ai uns 15 anos. Hoje tal preconceito esta bem mais esbatido, felizmente.

E não comungando qualquer religião, parece-me mais que notório que a verdadeira liberdade religiosa, só pode ser considerada social e justamente atingida, quando tristes figuras como as que se passam neste país deixarem de ser observadas. Refiro-me a por exemplo terem-se dado tolerância de ponte, e/ou interromper o calendário escolar em todo o país a propósito da visita do Papa. País laico (e democrático)? Só pseudo...
Que raio de exemplo se esta a dar aos alunos?
MrCosmos a 11 de Maio de 2010 às 23:59
Totalmente de acordo !

Quando o antigo Papa passou por aqui , não foi feriado. Nada tenho contra quem quer ir ver o Papa. Mas creio que há que distinguir entre estado de direito público e estado de direito privado.

A religião , quanto a mim, faz parte do domínio privado de cada um. Transformá-la em espaço público é abandonar a noção de estado de direito público . É abandonar a laicidade.

Para quem é Francês , sabe-se bem ao que conduziu a religião. Basta ver os vestígios das guerras entre protestantes e católicos nas catedrais e colegiadas . Cabeças de estátuas de santos cortadas, etc , etc ...

A religião ( e respeito-as ) deve fazer parte do domínio privado.

Li o blog do Victor , mas não tive tempo de comentar . O que parece extraordinário é como o Salazarismo esteve ligado ao Nazismo . Portugal é o único país do mundo a fazer descer a bandeira em símbolo de luto . E será com a Suissa o único país a enviar um telegrama de pesemes.

Sem esquecer aquele que foi um verdadeiro herói : Souza Mendes

Sem esquecer um grande livro policial que já fez à volta ao mundo e com uma documentação fora de série e que pouco conhecido é em Portugal.

Nuno
Quando cheguei a França e descobri o horror nazi, senti que se a minha família paterna vivesse em França pela ocupação nazi, teria saído em fumo pelas chaminés, pois temos um nome de profeta bíblico, isto é, nome judeu!

E como nasci depois da guerra, os meus caros amigos não teriam que ler esta chatinha que vem para aqui armar-se em alguém!




Eunice a 12 de Maio de 2010 às 16:56
Sim, sim! E não me digam que um ilustre nativo de Belmonte não tinha sangue judaico que não acredito:

Pedro Álvares Cabral.

Abraço a todos.
Eunice a 12 de Maio de 2010 às 16:49
Olá Eunice.

Outro Ilustre que se especula para além de que era português nascido em Cuba - Alentejo, de que era de origem judaica, é Cristóvão Colombo...
Bom : Quando faço referência a um livro policial , não interessa ninguém

Não sabemos quem é Colombo . Mas algo questionante é saber como e porquê frequentou a corte de Dom João II. Aí algo bate certo !

A nação Portuguesa e , sobretudo, a sua ideia só nasce tardivamente.

Nuno
Olá Nuno.
Há uns anos, em conversa com um judeu de gema, ele afirmou que Colombo era português e judeu de certeza, pois o busto dele está na sinagoga de rito português em Amesterdão e que numa sinagoga não põem bustos de gente que não seja judaica.

Foi o que disse. E também falou de Espinoza, outro português que lá tem busto.
Estive em Amesterdão, mas não fui a essa sinagoga: nessa altura ainda não tinha encontrado o senhor para ir verificar. Por que não hei-de acreditar no que ele disse? Ele sabia muitíssimos sobre Portugal e os judeus e nessa altura ainda não havia livros como agora, nem Belmonte com sinagoga, mas ele me falou dum sítio em Portugal onde havia uma colónia judaica. E é assim que somos todos primos neste planeta azul!
Eunice a 12 de Maio de 2010 às 23:34
Não existe nenhuma prova que possa afirmar que Colombo era Português. Só suposições , sendo algumas sem fundamento.

Na altura , as nações não existiam. Existiam soberanos.

Que Colombo tivesse frequentado a corte , mostra que não vinha duma pequena família. Que Dom João segundo o tivesse utilizado como espião parece-me credível.

Será necessário lembrar que a Inquisição e os auto da fé destruiram muita memória ?

E que hoje a memória, a história sofre dessa monstruosidade.

Ficaram todavia, vestígios linguisticos. A palavra bacalhau é de origem basca e o equivalente francês morue é de origem bretã. Povos do Atlântico que foram muito longe e que muito ensinaram aos navegadores Portugueses.

Nuno
PortoMaravilha a 14 de Maio de 2010 às 21:50
Nuno,

Eu diria que essas "suposições" são mais do que isso, há vários indicios, e salvo erro meu, o que não existe é a prova da real naturalidade de Colombo. Houve na sua época, e por parte do próprio interesse em omitir isso (as suas origens) e daí também, a muita especulação.

Uma obra que se concentra em volta desse mistério (a origem de C. Colombo) e escamoteia muitos dos indícios, e factos palpáveis e evidentes, é "O Codex 632" de JR dos Santos - http://www.gradiva.pt/livro.asp?L=100245 .

Sim, trata-se de um "romance" o que de si só da aso a questionar, onde acaba a ficção e começa a realidade, mas, se há mérito reconhecido nos livros de JRS, é o facto do seu grande trabalho de pesquisa, e a credibilidade das fontes em que assenta os seus argumentos. Ou seja, esta é uma obra que junta e questiona imensos dos indícios, factos, documentos, etc.

Para além de sempre muito discutível, até porque, mal será aceitar os argumentos de alguém como dogmas... a conclusão mais plausível perante os argumentos apresentados por JRS (entre outros) é o apontar (não prova) de Cristóvão Colombo como Português, e sim, Judeu (mais um motivo para ele encobrir as suas origens, perante duas coroas católicas que ele "namorava").
Paulo ,

Há efectivamente indícios . O maior é que ele tenha frequentado a coroa. Ou melhor dizendo as coroas. Não era pois um ilustre desconhecido que tinha naufragado em Lisboa como a dado momento se deu a pensar.

Espião ao serviço de D João II é mais que credível .

E como grande espião que terá sido soube bem baralhar os dados.

Houve efectivamente estudos sobre Colombo . O mais importante terá sido ou é o do autodidacta Mascarenhas. Estudos que o Almirante Bardez retomará por sua conta. Mas a naturalidade de Colombo continua desconhecida.

Judeu ? Porque não ?

Flamengo ? Não foram as ilhas povoadas por flamengos ( Açores e Madeira ) ?

Penso a naturalidade de Colombo em termos de nacionalidade parece um exercício árduo . Acho que na altura a noção de nação não existia.

Nuno







Como sempre muito pertinente e contemporâneos seus artigos. É sempre um prazer lê-lo.

João Paulo
JP a 18 de Junho de 2010 às 19:37
Olá João Paulo !

O Prazer é meu ! Quem apresenta num blog uma curta metragem que resume toda a cidadania no âmbito da sua urbanidade...

Mesmo muito bom.

Tu és muito mais contemporaneo que eu.

Este texto pareceu-me importante porque penso que a sociedade Portuguesa está a mergulhar nas brumas sem memória.

A crise bate à porta e procuram-se bodes expiatórios. Como se a história gaguejasse. Mas não é um fenómeno unicamente Português.

Repara o que se passa na Bélgica.

Parece que toda esta situação lembra o antes guerra na Europa.

Vamos ter calma e ser lúcidos.

Nuno


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