A EFEMÉRIDE E O MUNDO FEMINIZADO

  
Perguntei-lhe se alguma vez se havia sentido em prejuízo, pelo simples facto de ser rapariga,   ou se achava que, caso fosse rapaz, teria só por isso a vida mais facilitada.
“NÃO! “Respondeu-me ela, categoricamente, do alto de seus poucos 12 anos. 
 
Há para quem,   desde que tem noção da existência da efeméride "Dia Internacional da Mulher", recentemente assinalada,  que veja tal circunstância na realidade actual, como sendo um confrangedor atestado de menoridade, restando apenas saber, passado a quem: se ao género feminino ou ao masculino.
Que mais do que a homenagem,  fica implícita uma certa conotação de fragilidade.  Ou que seja mais um prémio de compensação do que por mérito. Talvez não ande longe deste raciocínio, à sua maneira, o entender das futuras mulheres ocidentais contemporâneas. Pelo que vale também a pena atrever-se a questionar, o que acharão disto, já agora, os rapazes. Eles que, cada vez mais introvertidos, vêem as colegas, regra geral, vingarem e obterem melhores resultados, escolares e não só.  Propagam-se os rabos-de-cavalo.
 
Uma 'neta de Abril' respondeu-me recentemente, pela véspera comemorativa de tal efeméride, categoricamente que "não" (acima citado), como provavelmente pode não ser nenhum disparate, afirmar de que igualmente responderiam - à já mais de 10/15 anos, ou hoje - a generalidade da geração dos 'filhos de Abril', criados e habituados a ambientes multi-sexo.
Compreende-se, não obstante, o forte estigma que representará o espírito deste dia para muitos outros, encarando tal como direitos arduamente conquistados e oferecidos de herança, a quem agora talvez os subestime.
 
Faz sentido, e é justo, assinalar o 8 de Março?
Faz! Responderão muitos. Basta olhar para sul, África, ou para oriente.
Já para estes lados do sol poente, pode (já) não ser tanto uma questão de direitos, ou por o século XXI continuar a ser "masculinizado".
Pelo contrário, em tal efeméride encontra-se um mundo feminizado.
Numa era evoluída, onde os indivíduos até à idade adulta, para além da forte influência e vinco instituído familiarmente pela mãe, serão basicamente educados, instruídos e em tanto influenciados, pela crescente proliferação secular das mulheres, caso flagrante o das professoras, tal deveria ser no mínimo algo de intrigante.

 

É comum entre os jovens homens admitir-se, que foi um professor homem, a pessoa que mais o impressionou / influenciou numa fase crucial da sua vida. No entanto os novos homens do XXI, vêem-se empurrados para este ’trinta e um’ do quotidiano, encontrando-se logo desde tenras raízes em desvantagem.

Até que ponto e noutra escala, tal fenómeno e efeminização ocidental contribui para uma sociedade mais incompreendida, banalmente desautorizada, algo frustrada, com os “pólos” invertidos e curto-circuitados, é um debate que parece começar a despertar, timidamente.
A reflexão na mistura do desempenho dos papeis dos sexos faz cada vez mais e maior sentido. Até porque, os ideais não são intemporais,  correm sempre o risco de serem exagerados, ficarem desactualizados, ou mostrarem-se desproporcionados.

 

 

 

Paulo Jerónimo

Publicado no Jornal 'O Portomosense' de 18/03/2010.

 

por MrCosmos | link do post
O debate que continua é o da emancipação da mulher e, logo, do homem.

Não se trata dum ideal , mas dum direito.

Actualmente , em França, todos os dois dias uma mulher morre vítima de violências conjugais. Quanto a Portugal não existem dados sobre este assunto.

Imagino !

A sociedade Espanhola tem-se mostrado mais aberta sobre o assunto ( El País ) ( mas também não há dados. )

As disparidades entre um mesmo trabalho feito por homem e por mulher são abismais , no que diz respeito ao salário.

No último folheto, já aqui citei Isabelle Collet . Curiosamente , a programação informática é uma profissão para rapazes.

O ensino foi feminizado porque, tal como o saber, foi descreditado. O que mostra que estamos muito longe duma sociedade efeminizada.

Não existe qualquer efeminização ocidental !

Quer-se apagar o seguinte e logo a sociedade vira efeminizada :

Existe um combate contra a violência conjugal , um combate contra a prostituição e o esturpe ( conjugal ou não ), um combate para que as mulheres possam abortar em condições humanas ... um combate para que as mulhres e os homens possam viver, serenamente , a sua sexualidade.

Nuno

PortoMaravilha a 18 de Março de 2010 às 21:02
O que este texto tenta questionar (será que o consegue?) é se não se estará a emancipar um dos lados, em detrimento do outro.
Dizes, Nuno, que a emancipação da mulher é por consequência, também a do homem.
Também acho que deva ser. Tenho é duvidas que seja isso que esteja a acontecer. Ou melhor, que esteja a ser devidamente assegurado, respeitando e levando em conta, as necessidades e caracteristicas próprias, inatas , e quer se queira, quer não, diferentes, entre os dois gêneros.

Há uma certa tendencia para nivelar-se tudo pela mesma bitola, por "questões de igualdades". E na busca dessa igualdade muitas vezes perde-se a razoabilidade, genericamente falando.

Será que ambos os gêneros têm as mesmas apetências,nos demais variados temas? Tais como: Poder, sexual, emocional, organizacional, liderança, etc, etc, etc... Lógico que tal pode-se encontrar de forma variada em ambos, mas...
Nada me move contra os interesses, direitos e igualdades de generos. Caramba, pelo contrário.
Fica-me é a impressão que na concentração de um dos lados do problema, se está a desperceber e negligenciar o outro: o da atenção necessária às especificidades inatas masculinas, (ou será que não as há?) na formação e desenvolvimento dos rapazes. E não me refiro aos modos ou quesões mais ou menos sexualizadas.

Não tenho dados concretos, mas parece-me notório que hoje são os rapazes que se tornam mais acanhados para abordar temas como o da sexualidade, que têm mais dificuldades a nivel escolares, e por aí fora.
A preocupação aqui concentra-se na geração que agora está a ser formada. E mais, até que ponto um "Dia Internacional da Mulher" , para mim um eufemismo, não possa vir a tornar-se aos olhos de muitos deles, por este andar, uma "medida" sexista. Corro o risco de ser algo exagerado. Talvez.
Mas não me parece correcto, nos dias, e para as gerações, de hoje, combater tais problemas, graves e sérios como a violencia domestica, sexualidade, aborto clandestino, e tantos mais, metendo-os no mesmo saco, de seu rótulo "mulher". Tais problemas combatem-se e confrontam-se directamente, ainda bem que vários deles já contam com o seu próprio dia e efeméride no calendario.
Porque são mais do que problemas de "homem" ou "mulher". São problemas da humanidade.
Quando alguém bate numa mulher, bate-me a mim. Bate na sociedade.
MrCosmos a 18 de Março de 2010 às 23:17
O problema é que um dos lados ainda não foi emancipado : O das mulheres !

Quando falo de igualdade , refiro-me à igualdade de direitos : Porque é que a trabalho igual as mulheres ganham menos que os homens ?

Os sexos nunca serão iguais dum ponto de vista hormonal , etc. Aí estamos de acordo.

Eu só pergunto porque é que uma mulher que anda com vários homens é tida como puta ( passa-me a expressão ) e um homem que anda com várias mulheres é considerado um Dom Juan ?

Uma especificidade masculina ? Será inato junto dos rapazes ? Ou será civilizacional ?

No que diz respeito à escola, penso que as moças entenderam que o saber pode ser um meio de emancipação e por isso se investem mais na escola . Todavia , as áreas mais selectivas continuam a ser o apanágio dos moços.

Entendo ( penso ) o que queres dizer.

Falar de igualdade de sexos é um absurdo.

Já não o é quando falamos de igualdade de direitos ( e de deveres ) .

Liberdade , Igualdade , Fraternidade !

Nuno











PortoMaravilha a 19 de Março de 2010 às 23:06

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