O Amigo PortoMaravilha trouxe aqui ontem um post autêntico! Eu mudava-lhe era o tema, de Bye , Bye Love ... para ♫ Bem vindo sejas! Again...

Como sei que ele não o fará, e bem vistas as coisas, o post dele tem o tema correcto para o seu argumento, portanto, e se queres o tema que dizes, fá-lo tu, ó Mister...

Então, cá vai. Até porque como verão a seguir, PortoMaravilha tirou-me o pão da boca, com o seu post de ontem :-)) .

 

Diz-nos ele, mais tarde, em jeito de comentário:

"Bom o Vinil está a regressar em força nestas terras. Não sei se é por snobismo ou não.
E os gira discos começam a aparecer nos antiquários à grande e à Francesa."

Bem, Mon Cher, é sabido que a França sempre teve uma medida muito "especifica" ou se quiseres, muito "esquisita" na medição de "grandeza", mas o que se está a passar por todo o mundo quanto aos discos de vinil, é um pouco, aliás, é muito, diferente.

O que se está a passar, é um fenómeno sociológico "de escala planetária", apesar de se verificar em pequenos nichos de aficcionados, e está a suceder por todo o lado. Cá é a mesma coisa. E é, ou começou por ser, um fenómeno popular! Mas se os restantes paises quiserem neste concreto, também eles passarem »à Grande e à Francesa!« do c'est tres chique , não vem mal algum ao mundo, pois de facto, compra-los é barato (5,00€  a 12,00€ o disco usado e novos por pouco mais), e saber aprecia-los e ouvilos é de facto um luxo!

(ps:Nuno, tens de vir corrigir este post, pá! O sapo só corrige texto em pt, é mais xenofobo, ainda, que a França... ;-)


Não se trata, acho eu, de snobismos, elitismos, ou do quiçá...

A revolução digital, entra em força nas nossas vidas, ou casas, com o CD-áudio. Seguem-se, mas com 10/15 anos de demora, os DVD's.

E se o "video don't killed the radio star" , certo é que, o CD mata as cassetes audio e os LP´s de vinil; e os DVD's matam o VHS. Logicamente.

 

Este fenómeno de regresso do vinil que se verifica, e em cada vez maior força, tem que ver com, e vai para, muito além da guerra comercial/industrial interceira. Senão,  veja-se! : a forte relutância e incapacidade dos equipamentos digitais vingarem na indústria de produção de cinema a nivel de câmaras/captação, industria essa cuja força, tem o peso de grandes marcas de renome em equipamentos do sector e a qual ainda levará alguns anitos para destronar a película e assim matar um negócio de milhões do sector de produção cinema, ainda baseada na centenária e boa tecnologia de película fotográfica, com os rolos de 35mm. Mas isto já é outro tema, e neste post não queremos inserir a tag "cinema". Voltarei a esta guerrilha da grande tela em altura oportuna.


»Regressando ao vinil!

 

PortoMaravilha tirou-me o pão da boca antes-de-ontem com o seu post, e, ainda bem! Assim inaugurou ele a nossa nova etiqueta: »«.

Já tinha está rubrica pensada a algum tempo, vem do tempo do gERAÇÃO rASCA, e que passará por trazer para aqui alguns temas em vinil, na tentativa de exibi-los o mais integralmente possível... se bem que para pô-los na net, terão de sofrer algum processo de digitalização! Nada que lhe altere as características. Músicas desmaquilhadas, é o que vos prometo para muuuuito breve.

 

 

Foi muito, muito engraçado. Acabara de comprar online esse disco vinil da foto em cima, uma reedição da Rastilho, produtora de Leiria,  do álbum 88 dos xutos (2009 ), e, a seguir, indo fazer a habitual cosmética necessária para publicar (também sou manicures, sim) o post do PortoMaravilha, e dou com esta temática!

 

Já ando à cata de vinil, a maioria em 2ª mão, nas feiras de antiguidades, de à um bom tempo a esta parte. Recentemente "perdi" uma colecção de cerca de 40 álbuns, alguns dificilmente recuperáveis, num vasto mercado que o vinil tem em venda e troca de usados. Pelo que estou a recomeçar minha colecção, e nem me quero lembrar disso  - adiante...

 

Por aqui, Portugal, por Inglaterra, bem como Espanha também já constatei que não, não é uma questão de grandeza ou snobismo. Eu, pelo menos à 15 anos, que já lá vão, que me deu as saudades, (saudosismo acho que não, pois o vinil tinha deixado as prateleiras das lojas à ainda relativamente pouco tempo) saudades de para além de cumprir o tal ritual que se fala na peça do video no post de ontem: o tirar a bolacha preta do invólucro, colocar o disco no prato, fazer pontaria na trilha correcta para não falhar o inicio da musica, ou então, eu gramo bué, (com um prato de tração motor central, em vez de tracção por correia que são mais comuns e frágeis) aquele gosto único de parar o prato a tocar para confirmar o nome da música, ou duração, na etiqueta central da bolacha preta com 12 polegadas, entre tantas outras coisas únicas num disco de vinil.... pode até ser viciante, cuidado.

Com um prato de motor central, em vez de motor lateral e correia de tracção, podes de facto parar o prato em andamento, não danifica, Podes com ele parado, pousar a agulha na trilha mais facilmente, e ao largares o parto, ele assume a rotação certa, mesmo a mais baixa 33RPM, em menos de 1 segundo. "Motor central" trata-se de uma aplicação pensada para os pratos de Disck Jokeys.

Não foi só o som que modificou, com a entrada do CD na recta final do século XX. Tudo o que é digitalizado é mais maquilhado. O CD Audio, tem um som mais "limpo, sim, sem grainhas e tudo, mas não tem a »pureza de som, candura essa que sobretudo se reflete a "ouvido nu" pelos graves e agudos projectados nos altifalantes, bastando tratar-se de um disco vinil
de qualidade mediana, e um prato "razoável", para o tocar.

Também a imagem digital é mais maquilhada que a analógica. O digital apura e mostra muito mais detalhe, e a questão é mesmo essa, estranha-se (depois entranha-se) porque a olho ou ouvido nu, quando olhamos à nossa volta, esses detalhes não são flagrantemente visíveis ou audíveis, como num ecrã de nossas salas, ou numa aparelhagem estereofónica.

O Digitalizar, é um tratamento de COSMéTICA. É maquilhagem! Mas há quem goste mais DELAS desmaquilhadas, ao natural... Eu gosto!

 


PS: Apreciei o gesto espontâneo do Senhor Nuno, pelo que alio-me nessa de acrescentar a assinatura nos textos. E se para apresentações gosto de dar e que me tratem pelos nomes próprios, já para outras circunstâncias prefiro deixar os apelidos.

PC Jerónimo da Silva

por MrCosmos | link do post
E que tal experimentar ouvir e viver Bye Bye Love ( Simon & Garfunkel ) em 45 rotações ?

Em 45 rotações é ainda mais aconchegadinho

O teu texto está excelente e daria assunto para tese. É de qualquer modo questionante : Podemos pôr a vista e o ouvido no mesmo plano ? Qual a percepção do cérebro em rlação a estas duas sensações ? Haveria muito a escrever e a reflectir sobre o assunto. E não é fácil.

Não será o som "computarizado" uma uniformização ? Mais uma conquista do Big Brother ?

Uma orquestra filarmónica nunca toca a mesma partição da mesma meneira como também nunca se faz amor da mesma maneira.

Bye Bye Love ...

Nuno

PortoMaravilha a 7 de Janeiro de 2010 às 13:26
@nUNO,
Tens feito referencia já por algumas vezes ao fenómeno "Big Brother".
Pode-mos ter facilmente uma ideia do que queres dizer com isso, mas talvez fosse bom exclareceres o que é para ti esse fenomeno em concreto, a fim de melhor te compreender-mos.
MrCosmos a 7 de Janeiro de 2010 às 13:39
@Jerónimo , Grande chefe Índio que reuniu todas as tribos para lutar contra aquele ( as túnicas azuis ) que destrói as árvores e os bisontes ( e não é que esta reminiscência está no Avatar ? )

Big Brother é a policia dos pensamentos , das ideias, dos gostos ...

Big Brother, pensado e escrito por Orwell, é o simbolo duma sociedade onde não há liberdade, mas ilusão de liberdade.

Quando vemos que hoje há tentativas de adaptar o gosto das crianças a sodas , etc

Big Brother tenta uniformizar e destruir as características especifícas a cada ser humano.

Big Brother tenta fazer esquecer que no mundo não existem dois cerebros iguais ( mesmo nos gémeos nascidos do mesmo ovo ).

Big Brother é o cume do pensamento ultra liberal materializado pelas multinacionais que impedem o funcionamento do capitalismo necessário ao equilibrio de qualquer sociedade humana.

Big Brother detesta os Nunos que tentam pensar por si próprios e que consideram que o saber é dúvida e movimento permanente.

Mas haveria tanta coisa a acrescentar...

Nuno





PortoMaravilha a 7 de Janeiro de 2010 às 19:50

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