Não teria sido propriamente a cultura musical francesa que dominaria a juventude portuguesa dos 80/90 , no entanto haveriam discos, melodias e temas que nos chegariam às mãos atraves dos "parentes do mês de agosto" e demais ligações emigrantes.

28º a l'ombre (Monaco) de Jean-François Maurice (1978) é um desses casos cá em casa, pelo que vai para este clássico francês a estreia Pelas Trilhas do Vinil a 45 rotações, com direito a grainhas e os sulcos do ligeiro empeno no disco, como bónus. 

Melódica, nostálgica, e com romantismo qb - mais que nem fosse, pela lingua: a roçar o lamechas,  :-) .

 

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Paulo Jerónimo

por MrCosmos | link do post

 

 

 

Escrever para não morrer...

O testemunho de Hídeo FuruKawa, escritor de ciência ficção nascido em Fukushima, questiona:

 

"...vi macacos, soltos a título experimental e equipados com dosímetros, saltando de ramo em ramo, partirem rumo às montanhas contaminadas. O homem que se diz superior aos macacos só pode ter reconhecimento e consideração por eles... O que foi esta catástrofe? O que é que se passou realmente?... Para mim, o trabalho de criador não é de dar uma resposta, é de guardar a pergunta viva eternamente."

 

Este post é uma encruzilhada entre:

Fukushima ou a Dialéctica de Natureza @nd  Sê Macaco e Grita!

 

Fonte: Télérama, 7 de Mar de 2012, p.26 | Foto: A árvore que subsistiu da floresta que rodeava a estrada de Pripiat. As outras, devido à sua radiotividade, foram cortadas (L'autre Journal, nº1, Maio 1990, arquivo pessoal)

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

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A revista cultural Muze deste trimestre apresenta um excelente dossier sobre a cultura Portuguesa declinada no feminino. São 50 páginas muito bem documentadas com várias entrevistas e referências.

Marca-me a entrevista com Joana Vasconcelos. Esta criadora vai expor a partir de 2 de Junho nos jardins do Palácio de Versalhes. Se já em Novembro tinha discutido com uma colega a propósito da obra de Joana Vasconcelos e da sua mensagem poética-política, a entrevista com Joana Vasconcelos esclarece-me quanto a um velho provérbio Português.

 

Mas vamos por movimentos:

 

Os trabalhos da autora reenviam para a condição da mulher e para a sua exploração cotidiana. A presença de inúmeras peças feitas à base de "crochet" tenta mostrar que as mulheres Portuguesas fizeram mais "crochet" que as outras Europeias. Como se o "crochet" fosse um antídoto contra a liberdade de palavra e de expressão.

 

O sapato feito com tachos, de Cinderela ou de Marilyn Monroe, tal como o candeeiro feito com pensos higiénicos, reenviam para a condição da mulher, reclusa entre a sexualidade e a vida doméstica, presa entre a tradição e a sedução. 

 

Nunca percebi porque, em Portugal, se diz: "Quem não conhece Viana não conhece Portugal". Talvez, graças às palavras de Joana Vasconcelos, entenda agora melhor. Versalhes é o símbolo absoluto do luxo Europeu. Em Portugal é a jóia Vianense em forma de coração que simboliza o luxo. De norte a sul, esta jóia é símbolo de comunicação social. Logo, "quem não conhece Viana não conhece Portugal".

 

A obra de Joana Vasconcelos pode também ser consultada aqui .

Parabéns à revista Muze nº67 (av, mai, ju 2012) pela qualidade do trabalho apresentado.

 

Fonte: Muze nº67

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

Nem estava em crer: tinha acabado de lhe prestar a devida atenção durante a semana perante a apresentação deste álbum na rubrica diária da Rádio Autonoma a qual gosto de acompanhar. E agorar estava ali, a rir-se para mim, e a perguntar-me: Levas-me?

Claro que sim! Foi a troco de uma nota de 10, e lá sai da feira de velharias e antiguidades deste domingo de sorriso esboçado.

 

Curiosamente, havia sido induzido em erro: Já em casa, num olhar mais atento pela grafia e composição da capa, dou conta que "Águas de Março" é um tema que não faz parte deste LP, ao contrário do que o post do João Santareno me fizera crer, mas que sim: Elis de facto o canta (Águas de Março) no dito Festival de Jazz de Montreux (1979), isto a fazer fé no que youtube sobre estas coisas tem a dizer.

Em contrapartida, temos neste vinil - e não menos popular - a  "Garota de Ipanema" do mesmo Tom Jobim com Vinícius de Morais, na interpretação de Elis Regina, que citando o PortoMaravilha: "talvez não seja um acaso se Garota de Ipanema / The girl from Ipanema é canção mais vendida no mundo." Pois, mas porque será? Pergunto-me eu. Fica o vídeo da interpretação em Montreux - 1979.

 

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Paulo Jerónimo

por MrCosmos | link do post


Perguntas Frequentes (2)

 

 

 (Clicar para ampliar)

Porquê deixo, às vezes,  de apanhar TDT à noite?

A propagação de ondas e sinais rádioeletricos sofrem variações após o "cair da noite", comparativamente às emissões diurnas.

 Houve zonas, consideras mais criticas, como por exemplo em Alqueidão da Serra, onde após o desligamento  dos retransmissores analógicos verificada a 13 de fevereiro,  o problema se agravou, verificando-se mesmo conflitos entre os ecos gerados pelos vários emissores  que chegam àquela localidade, e que emitindo todos na mesma frequência (C56 = 754000Mhz) , pode ser  esta uma forte probabilidade para o "apagão completo" noturno verificado em vários pontos  de algumas localidades.  De salientar que o Processo de implementação de TDT em Portugal se encontra precisamente neste momento na chamada "fase piloto", onde ajustes técnicos nas emissões e eventuais alterações poderão ocorrer.

Isto não significa, ou inviabiliza, que vários equipamentos de antenas que permaneçam desadequados para a TDT e que possam estar a trabalhar "satisfatoriamente"  bem durante o dia, mas no limite dos valores necessários , caiam à noite para valores de  quebra na receção de TDT. Para um bom esclarecimento, nada como a verificação do caso por um técnico especializado.

 

Pertenço a uma Zona Sombra e  tenho de me ligar por parabólica via satélite. Vou ter de passar a pagar alguma mensalidade?

Não. Os únicos custos relacionados podem ser com a aquisição/adaptação da sua instalação e aparelhos para a TV digital. A partir daí não tem de pagar mais nada para continuar a receber televisão em sinal aberto dos 4 canais nacionais mais um 5º canal em HD.

 

 Mas o que é isso do 5º Canal em HD?

Uma das premissas relacionadas com a introdução de TDT em Portugal tinha que ver com a disponibilidade de um 5º canal a emitir em HD (resolução de alta definição, até 1080 linhas).

Esse canal aparece, sempre apareceu, nos aparelhos de TV compatíveis com norma Mpeg4, mas acabou por ficar "vazio", sem conteúdos,  ocupando o  seu respetivo multiplex  de emissão, e que representa  mais de metade da frequência destinada à TDT.  O futuro do 5º canal em HD desconhece-se, havendo no entanto  alguns movimentos civis pressionando junto da Assembleia da República para que, no mínimo, o espetro ocupado em vão pelo 5º canal HD possa ser substituído pela emissão livre em SD (Standard Digital, até 576 linhas) dos restantes canais pagos pelo erário público e que apenas emitem em plataformas de tv pagas  (RTP Informação; RTP Memória;  RTP África; RTP Internacional ; e ARTv, o canal do Parlamento).  Aguardemos portanto...

 

O meu televisor ou box digitalizadora desliga-se sozinha ao fim de algumas horas. Será Avaria?

Não. Praticamente todos os aparelhos, a titulo de “poupança de energia”, vêm programados de fabrica para se desligarem automaticamente ao fim de algumas horas, para não correrem o risco de ficarem acessos por esquecimento.  Tal função pode ser desativada no menu de características do aparelho.

 

A minha Televisão é demasiado antiga, nem sequer tem ficha Scart 21 pinos para ligar uma box. Há Solução para a TDT?

Há solução sim. Apesar de ficarem mais caras (entre os 50,00€ a 75,00€ em média) e serem escassas no mercado, existem boxes digitalizadoras que podem ser ligadas precisamente pela mesma  ficha de 75 Ohm onde agora liga a antena de TV. Ou em alternativa, pode adquirir uma box digitalizadora convencional e um segundo acessório complementar: um modulador RF de sinal (cerca de 25,00€), que converte os sinais da ficha Scart da box, em frequências modeladas para ligar à tal ficha do cabo de antena.

 Ou ainda: porque não usar as ligações de um Leitor VHS antigo, mesmo que já não reproduza cassetes, que fará perfeitamente a mesma função do referido modulador  RF? Resultará.

Paulo Jerónimo

(Publicado na edição do jornal  'O Portomosense' 1.mar.2011)

por MrCosmos | link do post

  

  

    

Lembro-me dele desde que me lembro de ser gente. O Fantasporto - Festival Internacional de Cinema, que conclui amanhã sua 32.ª edição, dispensa apresentações.

 

Porque é que - apesar dos cortes austeros e gerais que se vivem na cultura Pt - este certame sempre acabou por ser em boa parte desprezado em Portugal, ao contrario da notoriedade que traduz entre a industria de cinema estrangeira, já é outra questão.

Ou então não... É apenas e sempre mais do mesmo: o apanágio das províncias.

 

Este post pode ser lido como continuação de Fantasporto: 'Nobre, Invicto e Leal' .

--

Paulo Jeónimo

 

por MrCosmos | link do post

 

Viverei o suficiente para ver a sociedade tolerar também a prática do infanticído {#emotions_dlg.unknown}

 


A primeira resposta em concreto, para a pergunta que me faço desde o dia em que foi aprovada a liberalização do aborto pela sociedade portuguesa (2007), surgiu-me ontem aqui.

 

 

também relacionado: a 1ª reportagem publicada pela ZonaTv

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Paulo Jerónimo

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