Considero a Bd Manga, Homunculus, a melhor Manga de sempre no âmbito das que li.

É uma opinião subjectica.

Penso que é uma reflexão a propósito do que é o cérebro humano e das "neurociências". É de atualidade!

Com o número quinze, múltiplo de três, findou o relato... mas não a nossa interrogação que, essa, continua....

 

Este post deve, absolutamente, ser lido como a continuação de Homunculus: A referência da Bd Manga

Foto: Imagem da penúltima página do tomo XV.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

Na semana posterior ao arranque do novo ano létivo escolar que introduziu a norma para a Língua Portuguesa ao abrigo do novo Acordo Ortográfico, era já curioso constatar como o "resmungão" povo luso já o vinha adotando sem se aperceber mesmo, pelo menos na leitura do seu dia a dia, desde há vários meses, nos jornais, telejornais ,blogs, outdoors, etc, sem assaltos nem alaridos.

 

Gostava de saber a resposta de quantos terão reparado objectivamente, e dado pelas diferenças nesta breve introdução do texto segundo as mais flagrantes alterações do AO...

Contam-se pelo menos três: léctivo ; adoptando; dia-a-dia (com hífens) - eventualmente quatro: tele-jornais (com hífem).

Importa de facto por isso recordar e repetir, o que destacávamos já aqui há atrasado numa entrevista de Rui Zink.

E sim, o "C" de facto não cai alí porque não é mudo, pronuncia-se, portanto, escreve-se.

 

"A elite portuguesa é ignorante" (aqui completa):

 

 

"-Jornal do Fundão  - E é preciso tanto “barulho” sobre o novo acordo ortográfico?

 -Rui Zink - Sou completamente a favor. Nós não somos os donos da língua... a única forma de evitar que a língua que nós falamos passe a ser uma espécie de mirandês, muito bonito, com interesse arqueológico, mas sem projecção internacional, é colarmo-nos ao Brasil. Quando as pessoas dizem “ai, mas nós é que falamos o bom Português”, eu não sabia que em Portugal havia tanta gente a falar bom português, a escrever bom português, a ler bom português e não sabia que nós tínhamos exactamente o mesmo sotaque de São Miguel ao Porto....


Houve uma coisa que me horrorizou... Há uns três anos fui a Paris e vi um dicionário “Francês - Brasileiro” e logo na introdução diziam que o português de Portugal já não tem nada a ver com o português do Brasil... Já são duas línguas completamente opostas. É evidente que a França aqui, embora seja nossa amiga, é rival. E eu tive oportunidade numa conferência que dei a certa altura dizer: “ah, pois, eu no outro dia estava com uns senhores que estavam a falar senegalês”. E aí os franceses levantaram-se logo a dizer “não é senegalês, é francês”... E eu disse: “Oh meus filhos da p***, se vocês falam do brasileiro e do português, então, também há o senegalês”. Quando o nosso adversário nos quer dividir, acho um tiro no pé este nacional-patriotismo em relação à ortografia perfeita, até porque nós não usamos a mesma ortografia que o Fernando Pessoa usou."

 

Nota da redação: «“Oh meus filhos da p***» - palavra incognita e censurada pelo maior jornal português antí censura de sempre, Jornal do Fundão - em bom português, continua-se a escrever, ler e declamar da mesma maneira de sempre: Oh meus filhos da puta!

por MrCosmos | link do post

 

 

 

Na entevista dada à revista So Foot, deste mês de Setembro, o escritor,  Rui Zink, releva que em Portugal tudo é pretexto para falar de futebol.

Como aponta Rui Zink, mais é demasiado.

 

Fonte: So Foot, sept 2011, p.124 /  Foto: Porto: Fotografias e texto de Werner Radasewsky e Gunter Scheneider, ed. Nicolai

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Bertrand Bonello, autor de L'Apollonide (Souvenirs de la maison close), filme em competição em Cannes 2011 e que estará nas salas no dia 21 deste mês de Setembro de 2011,  foi entrevistado pela revista So Foot.

Não resisti à tentação e à revelação de publicar o que nos apresenta sobre Godard:

 

"O Sonho de Jean-Luc Godard, era de realizar, creio,  um jogo de futebol com a tf1. Mas eles disseram-se: "É tão maluco que vai filmar tudo menos a bola." E penso que é o que teria feito."

Fiquei a pensar: O que é a loucura cinematográfica, no que diz respeito ao futebol?

 

Este post pode ser lido como uma continuação de Mentiras e Limites da Camêra no futebol

Fonte: So Foot, Setembro de 2011, p.123 /  Imagem: Foto do filme : L'Apollonide

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

Não editarei este post em Francês.

Também não darei qualquer foto.

Pensei que a bacia do Alqueva tivesse sido feita para ajudar a rega de plantações.

Mas não!

Ofícios ou agências de viagem propõe passeios pelo Alqueva e pelo Alentejo.

Três dias são 1500 euros... E só a estadia!

Quem pode?

Um jovem prof Francês tem,  por mês, um salário máximo de 1300 euros...

 

Este texto não é um texto populista. Que se reconheçam as greves, as manifestações...cada vez mais abafadas, pela imprensa, na Europa.

A teoria Marxista, quer se queira ou não, está cada vez mais de actualidade.

 

Ou seja, o nosso futuro está nas mãos da pequena burguesia.

Quem teve a sorte de aprender o questionamento?

Internacionalismo ou nacionalismo?

E a pequena burguesia és tu e também sou eu.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

Se em 1610 o Sport Lisboa e Benfica já existisse, certamente que o clube mais grande do mundo também estaria incluído no livro de Frei Nicolau de Oliveira, tamanha que é a grandeza da fanfarronice a que nos habituaram pelos vários meios de propaganda, como o agora presente delírio por conseguirem um empate (imagine-se!) contra, segundo J. Jesus, uma das 3 melhores equipas do mundo na atualidade: o "Manster Unaite" B.

 

Porra, que é grande!

E são as variáveis das ordens de grandeza.

por MrCosmos | link do post

 

 

 

O filme de Nanni Moretti é um acontecimento cinamatográfico invulgar.

Ele põe em cena o Cardinal Melville que não quer ser Papa.

Não quero, com isto, escrever que o Cardinal de Melville fosse contra o Papado, o capitalismo... Ele queria era ser livre. Daí o seu silêncio e o enorme grito que rasga o silêncio.

 

Tem encontro com a História, mas fica sentado enquanto a multidão o espera vê-lo no balcão, na Praça São Pedro, em Roma.

A noção de responsabilidade colectiva e pessoal é questionada pelo filme.

O Cardinal de Melville é, fantasticamente, incarnado por Michel Piccoli.

Michel Piccoli deu uma grande entrevista à revista Télérama. Passo a traduzir as palavras, deste grande actor, que me parecem pôr em relevo a evolução do cinema (mas também do teatro) no seio das nossas sociedades ocidentais.

 

Leia-se:

A sua carreira dá uma impressão de liberdade, de diversidade, mas também de fidelidade: A Ferreri, Buñuel, Varda, Sautet, Godard, Oliveira...

 

O que sempre me interessou na minha profissão foi de viajar, de poder fazer tudo e ainda mais. Estando sempre atento às pessoas que pediam para trabalhar comigo. Tive a sorte de ter sido escolhido por pessoas excepcionais e duma grande elegância. Foram encontros e relações apaixonantes... Nunca calculei para atingir o cume. O que é o cume? Se queremos guardar prazer para exercer esta profissão, é preciso estarmos disponíveis, egoistamente, para as coisas mais enriquecedoras. Para si mesmo. Mesmo se tenho a pretensão de pensar que fiz muitas coisas que eram enriquecedoras para o público. Mas a profissão de actor é cada vez mais "dificultuoso" ("difficultueux" no texto Francês). Insisto nesta palavra. Hoje todas as moças querem seguir cursos de cinema ou de teatro. Antes, nas famílias abastadas como modestas era uma vergonha, era quase prostituição. Hoje é valorizante...

 

Este post pode ser lido como a continuação de O Papa Terrível

Fonte citada: Télerama, nº 3215, Agosto 2011, p.11 /Foto: Cartaz do filme.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 

Após o Planeta dos Macacos, eis nos no Planeta dos Sábios...

Jul realizou com Charles Pépin uma enciclopédia, em Bd, da filosofia e dos filósofos.

O álbum, La Planète des sages, ed. Dargaud, estará disponível a partir de 26 de Agosto.

É este álbum uma maneira lúdica de divulgar a filosofia ? Fica a pergunta...

 

Imagem: BDCAF'mag, nº38, p.14 / Este post pode ser lido como a continuação de: Sê Macaco e grita

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

 [clicar para aumentar / cliquez pour agrandir]

 

Discurso de Art Spiegelman, aquando a atribuição do Sonderpreis, a 16 de Junho de 1990, Salão da BD de Erlangen (RFA):

 

"É uma coisa estranha, para um rato, receber um prémio doado por uma assembleia de gatos; Por ter contado a maneira como os gatos mataram os ratos. É uma coisa estranha, para mim, Judeu, estar, aqui, na Alemanha, para receber um prémio; Por descrever como os vossos pais e os vossos avôs foram cúmplices do assassinato dos meus avôs e da minha família. É estranho também para vós de me entregar este prémio; Isso, não é sem problema. Como poderiam não mo ter entregue? Isso, poderia ser interpretado como uma ausência de sensibilidade, sob o ponto de vista da nossa história comum. Por um outro lado, dar-me este prémio poderia ser entendido como o resultado duma consciência culpável, uma espécie de reparação de guerra ao filho dum "escapado".

 

Ach! Ei-los bem os Judeus a falarem de novo de culpabilidade num serão tão belo! Nós temos uma longínqua tradição para infligir a culpabilidade que nos chega, directamente, desses abomináveis dez mandamentos (" Não fodas a mulher do teu vizinho", "Sê gentil com o teu papai e a tua mamai"). É mais educado falar em remorsos ou na responsabilidade do que na culpabilidade. É um conceito desagradável: A culpabilidade. Mas, apesar de tudo, penso que não merece a sua má reputação. Eu mesmo sinto-me culpado por imensas coisas: Pelos sem abrigo em Nova Iorque, pelos meus pensamentos impuros, pela masturbação, por não utilizar produtos recicláveis - e a culpabilidade talvez seja o agente civilizador mais útil, para impedir que as pessoas não se comportem de modo ainda pior do que poderiam fazer duma outra maneira. É talvez uma coisa explosiva  viver com a culpabilidade, mas é talvez o preço que nós humanos devemos pagar para aprender a verdadeira compreensão.

 

E, francamente, sentir-me-ia em mais segurança numa Alemanha culpável do que numa Alemanha deixando-se cair na euforia nacionalista, neste presente em que me parece que, duma certa maneira, ela ganhou a Segunda Guerra Mundial, após quarenta e cinco anos.

 

Vejam, o meu pai nunca mais quis pôr um pé na Alemanha após a guerra. Nunca recebeu um pão com a forma Max e Moritz ( prémio tradicional do Salão da BD d' Erlangen) da parte dos vossos pais ou avôs. O seu pão tinha a forma dum caixão e, na maior parte das vezes, nem sequer havia isso. O meu pai zangava-se, quando eu comprava o que quer seja fabricado na Alemanha. Andava muito zangado que desenhasse com uma caneta Rotring fabricada na Alemanha. Quando era criança, achava a sua atitude ridícula, mas, agora, penso ele tinha razão. Os Rotring proporcionam um traço intenso e mecânico. Desenho, agora, exclusivamente com uma caneta Pelikan: É mais flexível e viva. Danke schon por este prémio."

 

Art Spiegelman

 

Este post deve ser lido como a continuação de  Maus: Uma obra Prima da Bd 

Fonte: L'Autre Journal nº5, oct 1990, p. 194

 

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

foto perfil.jpg

pauloc.jeronimo@gmail.com

pesquisar
 
arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D

2016:

 J F M A M J J A S O N D

2015:

 J F M A M J J A S O N D

2014:

 J F M A M J J A S O N D

2013:

 J F M A M J J A S O N D

2012:

 J F M A M J J A S O N D

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

2009:

 J F M A M J J A S O N D

Controle de invasão ET
comentários recentes
Hand ball is actually a nice game to watch. I firs...
Children are not good with lies. They doesnt know ...
Woww!!! I am glad you have shared this old picture...
Alors, dit-il,Au Revoir ! , dit-elle. Alexandre O'...
Jovem, apesoado, dotado, submisso, procura homem d...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
nice work, I can see your point, I can't agree wit...
.