Parece-me que existe uma obra indispensável para melhor compreender a evolução do jornalismo :

"L'Etat séducteur: Les Révolutions médialogiques du pouvoir" de Régis Débray.

Se esta obra data de 1993 e que o seu teor teórico pode ser posto em causa, também não é menos verdade que nos lega um testemunho indispensável, o de Jean Claude Guillebard, jornalista do Sud-Ouest-Dimanche em 1970.

 

Leia-se:

"... Esperava-se dos nossos artigos que estes emocionassem, raramente, que explicassem. O Biafra esperava que nos interessássemos pela sua causa e, nós, ocupámo-nos, prudentemente, dos seus sofrimentos. O Biafra, por isso, morreu."

 

Fonte: Obra citada, p. 117, Paris, Gallimard, 1993 /  Foto: Contra capa da revista Latitudes, jun 2011

Nuno

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Esta fotografia parece-me interessante.

Publicada pelo diário Libération, em 11 de Abril do ano em curso, esta foto, tirada em Lisboa, mostra-nos que as Portuguesas e os Portugueses não sabem ler ou não querem ler ?

 

Fontes e foto: Op. Cit

Nuno

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Parece que os homens também já têm direito ao seu dia internacional: 15 de Julho.

Eu não sabia, acho que não foi assinalado em Portugal, como de resto a maioria da população mundial desconhece que o género masculino já está consagrado de igual modo ao das crianças, dos idosos - o único do género que actualmente me pareceria ser premente assinalar, se descontasse-mos as injustiças do mundo não ocidental - ou ao dia estérico das mulheres.

Mas mais dia menos dia com interesses comerciais ou não, do mal o menos, e sendo assim, até que aplaudo a justiça da introdução de mais uma efeméride agora também masculina.

No entanto, não deixa de ser curioso ou irónico, que os homens modernos do sec. XXI tenham hoje de reclamar "igualdade de tratamento ou direitos"...

 

Cá se fazem, cá se pagam, dizem elas. Neste caso ao Boticário...

Este post pode ser lido na continuidade de "A Efeméride e o Mundo Feminizado"

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O filme de Fernando Trueba e Javier Mariscal mergulham-nos numa história de amor onde o Jazz é rei.

Se o cenário decorre no fim dos anos 40 em Cuba, país poluído pela prostituição e os dólares, o mesmo cenário mostra-nos que os Cubanos integrarão no Jazz novos ritmos latinos e africanos.

 

O filme "Chica & Rita" (trailer aqui) é uma bela obra muito bem documentada que mostra que o cinema de animação ainda existe.

Interessante observar que os mídias Franceses optaram, quer pela imagem em preto e branco quer pela imagem em cor, no que diz respeito à apresentação do filme.

Este filme é não só uma homenagem ao cinema de animação como também é uma homenagem ao Jazz dos anos cinquenta.

 

Imagens: Midias fr

Nuno

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O texto de Agnès Pellerin apresenta-nos uma história do Fado que esclarece a ambivalência desta forma musical.

É um olhar exterior a Portugal que mostra que o Fado sempre soube, graças às suas origens populares, guardar a ideia que a vida é movimento.

As suas origens populares permitiram-lhe conservar, "bom ano mau ano", uma recusa de qualquer identificação com os modelos elitistas, ou seja, a expressão de desconfiança em relação à cultura oficial.

 

O texto de Agnès Pellerin pode ser lido aqui:  link (aguardar pela descarga do pdf)

O Cosméticas deixa, aqui, bem expresso, o seu agradecimento à revista Latitudes.

 

Fonte: Revista Latitudes, nº26, Abril 2006

Nuno

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"A ideia de nada pedir aos mais fortunados de entre nós (...) não me parece ser um bom esquema."

 

Palavras de Barack Obama, sexta dia 14 de Julho, respondendo aos "republicanos".

Fonte: Mídias fr /  Desenho: Champy, Libé, p.14, 7 de Jul de 2011

Nuno

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De hoje para amanhã, a Europa descobre as fotografias de Agusti Centelles.

Porquê só agora ?

Nas suas fotos, Centelles mostra o combate heróico dos Repúblicanos Espanhóis.

Combate heróico que nos remete para a memória. Para quem se esqueceu da memória.

 

A Guerra Civil Espanhola lembra-nos que :

Pela primeira vez na história moderna da humanidade:

a) Os civis são um alvo prioritário para os franquistas e os seus aliados: nazis, salazaristas e fascistas italianos... 

Uma árvore resistirá: Guernica!

b) Pela primeira vez na história moderna da humanidade, as mulheres tomam as armas.

Desta memória quedam e não só a árvore de Guernica e os textos de Georges Orwell.

 

Este post deve ser lido como a continuação de "Google o terceiro hemisfério do seu cérebro".

Foto: Télérama, nº3207, p. 50, 29 de Jun de 2011 / fonte: Mídia & História

Nuno

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O número de Junho de 2011 da revista So Foot apresenta um balanço futebolístico da época 2010-11.

No que diz respeito ao futebol Português, nada de novo é transcrito quanto ao futebol Português.

O FC Porto é o único clube Português que é citado.

 

Após Mourinho, Villa Boas vai continuar a poder pensar a modernidade longe dum passado Benfiquista sem memória e longe dum estádio museu que mergulha nas "trevas da memória".

Todavia, não deixa ser curioso que o jornalista da So Foot indicasse que o FC Porto tivesse ganho a Liga Sagres com 130 pontos de avanço.

Efeito do calor que por aqui se faz sentir no mês de Junho ?

 

Fonte: So Foot, jun 2011, p. 35 /  Foto: op.cit.

Nuno

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A Moody's despertou a padeira escondida que existe em cada um de nós.

Povo de brandos costumes sim, mas que não lhes pisem os calos, ou vai tudo corrido à pazada.

 

Desde encomendas mal cheirosas, a centenas de milhares a perfilarem para contra o website da Moody's marchar, marchar, marchar, os mais velhos do canto da Europa alertam os Iankees que respeitinho é bom, e eles gostam.

 

Sobre a BD

por MrCosmos | link do post

 

 

 

O último número da revista Next ( jun 2011 ) dedica várias páginas a Ana Girardot.

Uma actriz de 22 anos que começa a ganhar nome.

Se a apresentação da actriz é conforme a qualquer "artigo jornalístico", já me parece interrogativa a foto publicada por Next e que aqui se reproduz.

Com efeito, os versos citados são os da canção de Jacques Brel, "Le Moribond".

Jacques Brel escreve e musica esta canção porque sabe que tem um cancro. O seu poema é um hino à vida!

Curioso que os últimos versos não apareçam: "Quero que riam... Quero que dancem quando me enterrarem".

 

O que se procura vender?

Foto: Next, jun, 2011, p. 56

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

Porque é que os Xutos chegaram onde chegaram?

Porque no longíquo ano de 1982, no país de Fátima, onde as velhas usavam bigode e se vestiam de negro, tiveram os tomatinhos no sítio para tocarem Blasfémias destas.

 

Ou porque ainda, neste primeiro álbum "78/82", sem pejo se puseram dedos na ferida como o da trilha sonora abaixo reproduzida, "Mãe", envolta de perturbações ligadas à violência doméstica. Em português, para Português ouvir, sem os subterfúgios duma lingua estrangeira.

De resto aprecie-se o leque de temas do primeiro álbum dos já trintões. Não era pra todos.

 

"Sémen" .1  
"Leo" .2  
"Dantes" .3  
"Falhas" .4  

"Quando Eu Morrer" .5  

"Mãe" .6  
"Quero-te" .7  

"Viuvinha" .8  
"Morte Lenta" .9  
10. "Medo".10  
 "Avé Maria".11  
"Toca e Foge".12  
"Papá Deixa Lá".13  
"Quero Mais".14  

                               

                                 Xutos & Pontapés | Faixa: 06 mãe | Albúm: 78/82  | Ano: 1982

 

Mãe tenho ciúmes do pai   
Quando se deita contigo Mãe   
E te chupa as tetas   
E te esborracha os seios   
E se monta em ti   
E se vem depois. Mãe   
Mãe eu não suporto o pai   
Mãe vou dar cabo do pai   
Quando ele diz Mãe   
Gosta de mim Mãe   
Quando ele diz Mãe   
Gosta de ti Mãe   
Quando ele diz Mãe   
Que nos ama aos dois   
E depois bate sem fim   

 

Eu vim cá para fora   
Toda a gente chora   
Toda a gente berra   
Foste tu   
Foste tu   

    Mãe eu já matei o pai
    Mãe
    Foi uma morte sem dor
    Agora sou só eu Mãe
    Agora és só tu Mãe
    Agora somos só dois
    E depois, e depois
    Mãe
    Morreste também
    Mãe
    Traíste-me assim
    Agora sou só eu Mãe
    E procurei o fim Mãe

    Eu vim cá para fora
    Toda a gente chora
    Toda a gente berra
    Foste tu
    Foste tu
por MrCosmos | link do post

 

Um Americano, algo criador, decidiu brincar virtualmente.

Decidiu fingir que era uma homosexual que vivia em Damasco.

Páginas de apoio são criadas... O planeta parece se mobilizar...

 

Só que...

O blog, A gay girl in Damascus, para se ilustrar roubou a foto duma Croata no Facebook.

 

 

Os mídia que cairam na brincadeira não apreciaram...

Foto: Télérama, nº 3206, p.178 /  Fonte: mídias fr

Nuno

por PortoMaravilha | link do post

 

 

Após o sucesso de bilheteira que foi Avatar tomei conhecimento do artigo de Walter Murch, descrito como o "designer" e editor de som mais respeitado no cinema moderno.

Walter Murch, vencedor da academia de Oscars, é responsavel pelo desenvolvimento e introdução do sistema de som em canal 5.1 que revolucionaria o cinema elevando-o para um novo patamar a titulo sonoro, e basicamente na sua carta enviada a o 3D nunca singrará. Segundo o texto de Roger Ebert:

 

"Recebi uma carta que encerra, em meu entender, a discussão sobre 3D. Ele não funciona com o nosso cérebro e nunca Singrará.
A noção de que somos convidados a pagar um prêmio para testemunhar uma imagem inferior por inerência de nos confundir o cérebro é ultrajante. O caso está encerrado.
"

 

Na sua carta Murch explica, numa argumentação técnica, as dificuldades e questões que eu proprio me colocava ao assistir ao 3D, sem resposta para elas. É que ao longo dos anos, até hoje, o 3D sempre me gerou o desabafo de: "Isto soa a falso".

Passamos a traduzir a carta de Walter Murch à Roger Ebert, onde as inserções introduzidas em parentesês rectos são de minha responsabilidade, complementando o que entendo ser a interpretação da argumentação original do autor.   


Walter Murch

  "Olá Roger,

 

  Eu li sua opinião sobre o "Green Hornet",

  e embora não tenha visto o filme, concordo

  com  seus comentários sobre 3D.

  A imagem 3D é escura, como menciona,

  e pequena. De alguma forma os óculos

  "reúnem-se com" a imagem - mesmo em uma

  tela Imax enorme -  e ao olhar-se sem óculos,

  a imagem aparece a meia distância.


  Eu editei um filme 3D na década de 1980,

  "Captain Eo", e apercebi-me que o movimento

  horizontal estroboscópico ocorre muito mais

  cedo em 3D do que em 2D. Isto era verdade

na época,e ainda é verdade agora. Tem algo a ver com a quantidade de energia do cérebro dedicada a estudar as bordas das coisas. Quanto mais conscientes estamos das bordas, mais depresa um efeito estrábico [desalinhamento/desfoque] salta à vista.


O maior problema com o 3D, porém, é a "convergência / foco" associada. Um par de outras questões , tal como a escuridão e a "pequenez", são pelo menos teoricamente solucionáveis. Mas o problema mais profundo é que o público deve focar seus olhos no plano da tela - que dizem estar à 80 metros de distância. A distância é constante e nada mais importa.
Mas o que os olhos vêm na tela [a realidade tridimensional que se tenta representar] deveria convergir em talvez 10 metros de distância, de 60 pés [18mt], 120 pés [36mt], e assim por diante, dependendo da ilusão pretendida. Assim, filmes em 3D nos obrigam a concentrar em uma distância [sempre fixa: a distância a que estamos colocados da tela/ecrã]  mas convergem para outra [a distância (profundidade) variável da realidade filmada]. E 600 milhões de anos de evolução nunca apresentaram esse problema antes [ao cérebro]. Todos os seres vivos colocam os olhos sempre, focados e convergentes, no mesmo ponto.



Se olharmos para o saleiro na mesa, perto de nós, vamos concentrar-nos em seis pés [182cm] e os nossos olhos convergem (tilt in) [movimento descendente] em seis pés. Imagine a base de um triângulo entre os olhos e o vértice do triângulo repousa sobre a coisa que está olhando. Mas, então, ao olhar pela janela e concentrar-se em 60 pés os olhos convergem também para 60 pés. O triângulo imaginário que tem agora "abriu" para que suas linhas de visão sejam quase - quase - paralelos uns aos outros.
Podemos fazer isso. Filmes em 3D não funcionariam se não pudéssemos fazê-lo. Mas é como que estar a bater na cabeça e esfregando seu estômago, ao mesmo tempo: difícil. Assim, o "CPU" do nosso cérebro perceptual tem trabalho duro extra, e é por isso que depois de mais ou menos 20 minutos muitas pessoas têm dores de cabeça. Elas estão fazendo algo para o qual em 600.000 mil anos de evolução não foram preparadas. Este é um problema profundo que nenhuma quantidade de ajustes técnicos pode corrigir. Nada vai corrigi-lo de repente na produção "holográfica" real de imagens.

Conseqüentemente, a edição de filmes em 3D não pode ser tão rápida quanto para filmes em 2D, devido a esta mudança de convergência: é preciso um número de milissegundos para o cérebro/olho "pegar" o que o espaço de cada "disparo" [plano/imagem] é, e ajustar.


E, por último, a questão da imersão. Filmes em 3D lembram ao público que eles estão em um relacionamento "perspectiva" certos para a imagem. É quase um truque brechtiano. Se a história do filme tem realmente agarrado uma audiência na ilusão de que eles estão "dentro" da imagem, em uma espécie de sonho no espaço "sem espaço", uma boa história vai dar-lhe mais dimensionalidade do que a assistência consegue realmente enfrentar.

Portanto: escuro, pequeno, estrábico, induzindo dor de cabeça, alienante. E caro. A pergunta é: quanto tempo vai levar as pessoas a perceberem e ficarem fartos?

 

Texto original | este post pode ser lido na continução/contradição de "A Transmissão Simbólica: Folheto N.º 8"


PC Jerónimo da Silva

por MrCosmos | link do post

 

 

 

Os Manga souberam encontrar uma diversidade que a Bd Franco-Belga ou os comics US nunca souberam explorar.

Os Manga criaram uma diversidade fora de série que parece acompanhar o estilhaçar do indivíduo no âmbito do ultra-liberalismo.

Como se os Manga estivessem para a Bd como Fernando Pessoa ( perdoem-me os puristas) está para a literatura ou a poesia.

Veja-se esta diversidade que pode ajudar a entender a BdManga :

 

Shôjo: Manga para meninas adolescentes.

Josei: Para moças e adultos.

Shôjo-ai: Romance sentimental entre mulheres.

Shônen-ai: Romance sentimental entre homens.

Yaoi: Romance sexual entre homens.

Yuri: Romance sexual entre mulheres.

 

Tal como na teoria dos conjuntos, existem intersecções.

Todavia, o Cosméticas, precursor do aquém e do além, defenderá sempre que não existem fronteiras num relato contado em imagens.

 

Imagem: detalhe da Manga "Ultra Haeven" de Keiichi Koike

Nuno

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