A revista So Foot deste mês apresenta um artigo de duas páginas dedicado a Hulk.

Se o artigo em si (ler aqui link) não nos apresenta nada de revolucionário, já a sentença de Maria de Socorro, mãe de Hulk, me parece, após os Cosmonautas e os Astronautas, "Espaçonauta" :

 

"Hulk mamou até aos três anos e meio. A ciência pode dizer o que quer, mas o segredo da força do meu filho está escondida no meu soutien-gorge."

Fonte: So Foot, jun 2011, p. 70-73

Nuno

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Quem já viu um pássaro destruir o seu ninho?

É o anúncio, segundo um provérbio Chinês da Antiguidade, que anuncia a desordem e as trevas no Império.

 

Imagens: Bd de Quino / Next, nº36, p. 68.

Este post pode ser lido como a continuação de: "Festejar Mafalda para melhor esquecer Quino?"

Nuno

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Porque é que as pontas do Castelo de Porto de Mós são verdes ? (Link)

Uma outra excepção cultural Portuguesa ? 

 

Fontes : Quadro de Porto de Mós / Bd: Le Trône d'Argile, p.2, Delcourt, Paris, 2006

Nuno

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Este post não procura de modo algum justificar as barbaridades cometidas por um homem que, em nome duma ideia ou crença, matou milhares de inocentes e que nunca respeitou a democracia. Que isto seja explícito.

É em defesa da democracia parlamentar (sim parlamentar) que passo a traduzir o texto de Philippe Ramos ( Último filme : "Jeanne captive", Quinzaine des Réalisateurs, Cannes, 2011 ) :

 

"Fort Obama :

 

O Presidente Obama, os políticos e os militares que o rodeiam não gostam de "westerns". É pena porque, lembrando-se de " Fort Apache", poderiam se ter perguntado se não era inadmissível comparar a resistência Índia com o terrorismo islamista. Parece que nada disso os interessava, tendo uma opinião resoluta sobre o assunto : E, para grande desespero da comunidade Índia, deram, como nome de código ao terrorista islamista Oussana Ben Laden, o nome dum dos maiores chefes da resistência Apache, a saber Géronimo. Com isto, Obama não só deixou sujar a memória dum homem como também deixou sujar uma comunidade que luta pelos seus direitos e dignidade. Este presidente que pelo passado citou Martin Luther King, parece ter riscado do seu vocabulário a palavra resistência."

 

Fonte : "Le Libé des Cinéastes", 11 de Maio de 2011, p.29

Imagem : Vinheta da Bd de Charlier e Giraud: "Géronimo l'Apache", p. 47 ( ed. Dargaud )

Nuno

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O rapto de Eusébio ocupa o honroso segundo lugar das 53 estórias mais loucas da história do futebol, segundo a revista So Foot.

Se não se pode provar a "estória", também não se pode provar que a "estória" esteja errada.

Save Energy: Stay in Bed !

Eis o que escreve a revista So Foot ( Fev de 2011, p.74 ) :

"Prometido ao Sporting Portugal, Eusébio teria sido raptado a 16 de Dezembro de 1960 no aeroporto de Lisboa por homens de mão do Benfica. Em seguida, teria sido sequestrado, num quarto dum hotel, até que assine. Os sócios do Benfica, esses, pretendem que só se tratava de proteger o avançado dum eventual rapto do Sporting. Escolhe o teu campo, primo!"

Nuno

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Quem pode ainda acreditar que Facebook é um espaço de Liberdade, de Igualdade e de Fraternidade?

Esta foto foi tirada aquando da realização do e-g8, em Maio, em Paris. O Tio Patinhas, criador da Facebook, oferece uma camisola, com o logo da sua empresa, ao presidente Francês.

 

Foto :Télérama, nº3203, Junho de 2011.

Este post deve ser lido como a continuação de : "Facebook : A Censura não rima com Arte..."

Nuno

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Parece-me interessante ler ou descobrir que o editorial  de Vincent Giret do diário Francês "Libération" de sábado dia 5 de Junho, começa com uma citação de Michel Serres:

Escreve este filósofo : " A espécie humana perdeu os seus laços com a terra, com o planeta, os seus ritmos, os seus  limites e os seus perigos ; Os políticos não estão armados, intelectualmente, para afrontar a crise climatérica. "

Não deixa de ser curioso que os índios, quer do Norte quer do Sul, do continente Americano, contassem :

"Quando a última árvore morrer, quando o último riacho terá sido envenedado, quando o último peixe terá sido comido, saberemos então que o dinheiro não se come. "

 

Fonte : Libé, p.2, 5 de Jun de 2011 / Foto : Cabeça troféu Munduruku, Térérama hors série, Março 2005.

Este post ser lido como a continuação de "A  Transmição Simbólica: nº 15"

Nuno

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O "Centre National d'Education Pédagogique" acaba de publicar um trabalho de grande qualidade em torno do filme de Manoel de Oliveira: "Singularidades de uma rapariga Loura".

Tive conhecimento desta publicação no meio desta semana.

E fiquei a pensar se Manoel de Oliveira, tal como Saramago, por exemplo, não é mais conhecido e admirado no estrangeiro do que em Portugal ?

 

Ou talvez o poeta e filósofo Hans Magnus Enzensberger tenha razão, quando escreve : " como explicar que ninguém detesta os Portugueses, exceptuando os próprios Portugueses ".

 

Fonte : H. M. Enzensberger, Ach Europa!, Frankfurt am 1987.

Nuno

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O que se fala por aí... (Link)

 

 

E o grande vencedor (esquecido) da noite voltou a ser a abstenção. O que só demonstra o nosso atraso democrático.

But, who cares?

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Contrariamente às ideias pré-concebidas, o Salazarismo e a noção do escudo, moeda forte, não resistem ao exame escrito !

Como bem lembrou o Grande Chefe Apache : Quantos jornais Portugueses publicam a sua memória ?

 

Fonte : Jornal do Fundão, 6 de Janeiro de 2011.

Nuno

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Publicado em 2010, "Journal d'un soldat : 1914-1918", é uma mais valia para a historiografia.

Trata-se dum testemunho reproduzido por Michel e Eunice Vouillot. Um diário que narra a vida nas trincheiras.

Agradecemos vivamente a disponibilidade e a gentileza dos autores que nos concederam esta entrevista.

 

O que os levou a publicar as memórias dum diário dum soldado que viveu nas trincheiras ( 1914-18 ) ?

Recebemos tardiamente (1995) de meu pai cinco caderninhos “molesquine" escritos à mão. A narração é pessoal, muitas das pessoas citadas já tinham morrido. Eu e a minha esposa sentimo-nos investidos duma responsabilidade: não podíamos deixar perder-se esta voz numa gaveta, tanto mais que há poucos diários escritos por soldados nas trincheiras. Foi escrito todos os dias, numa urgência de testemunho vivo e pungente.

 

A historiografia Francesa considera, quanto à primeira guerra mundial, que existem duas noções nos batalhões Franceses : "O Consentimento" e a"Obrigação". As memórias de Joseph podem ser uma mais valia e darão entender melhor estas duas noções ?

Essas noções apareceram com os historiadores modernos (muitos deles marxistas) e a vontade de classificar os modos de pensamento de forma rigorosa e sem matizes. Neste diário, assistimos à evoluição dum homem recém-casado, recentemente extraído da sua aldeia, muito embora duma província evoluída, republicana e leiga. Um homem que fora empurrado havia pouco para a cidade na alvorada do século 20, para o mundo operário de Saint Denis nos arredores de Paris, e operariado de esquerda. Foi empurrado por razões económicas, pois ficou porfundamente enraizado no concelho onde nascera : Para ele, a região do Jura limitava-se às fronteiras do seu concelho. Se no princípio da guerra, tinham sido ludibriados pela propaganda, pouco a pouco, apareceram motins e soldados foram fuzilados para servirem de exemplo. Em Fismes (Aisne, a oeste de Verdun), em abril de 1917, não se ouvia cantar a Internacional; Joseph Prudhon ouviu a Carmagnole, hino revolucionário republicano: “Ouvi cantar a Carmagnole”. Joseph revela muitas vezes uma revolta desesperada (a que alguns chamam “consentimento”?), não podemos citar tudo: 10-08-1916 : Somos muito mal tratados há um certo tempo : massa e feijão duro como balas, carne avariada, que nojo. 18-08-1917 : Quando, bom Deus, quando vai acabar esta vida de mártires ! Enquanto felizardos nunca sabem nada desta vida. Que nojo! Aqui só vão ficar os mártires, os pobres imbecis da frente. 13-02-1918 : Se ao menos a terra se virasse com tudo o que contém, pelo menos a guerra e as misérias acabavam para os mártires, e também os prazeres para os nossos algozes, os nossos assassinos.

 

Como explicam que qualquer cidade ou lugar Francês tenha um monumento aos mortos da primeira guerra mundial e não da segunda ?
No início dos anos 20, com a “Chambre bleu horizon” (Assembleia dos deputados da direita), houve um grande trabalho de memória, bastante bem demonstrado pelo filme, La Vie et rien d’Autre (A Vida e nada mais) do realizador Bertrand Tavernier. Após 1945, contentaram-se de acrescentar os nomes dos pobres da Segunda Guerra, muito menos numerosos. Se formos visitar aldeias alemãs, veremos um fenómeno inverso: aí, são os da frente do Leste que atingem os récordes, seguidos pelos de 1914-18.

  

Como explicam o interesse actual dos Franceses pela primeira guerra mundial ?

Em criança, muitos pais e avós fugiam de certos idosos qui falavam em lenga-lenga, repetindo sempre como moinhos as estórias das trincheras. Conheci alguns. Não era o caso dos meus avós que se limitavam a dizer: era duro, era terrível… e recordavam os queridos familiares mortos na guerra. Tal como eu, os netos não querem que esta Memória faneça com a morte do último Poilu (barbudo). Não sou historiador, e assim sinto o interesse da minha geração: não conheci a Primeira, mas a Segunda guerra com a ocupação da França.

 

O que significa : " La der des ders" ?

Falei com o meu pai nascido em 1915 que conserva a memória intacta e lúcida e ele confirma que a “der des ders” lembra la “der” (derradeira) rodada na taberna. Era tentador retomar esses termos, depois da estúpida carnificina que só enriqueceu os donos das forjas. Os governos de 1919-1933 afirmavam que seria a derradeira guerra. Aliás, os soldados esperavam que a guerra ia ser curta e a última: Desejemos que a horda do Guilherme / seja em breve remetida para o reino dele / Como assassinos roídos pela vergonha / Que esses vilões maltrapilhos sejam excluídos do mundo / Que em melhores dias / o solo de França nunca mais receba nenhum deles…. (Poema de J Prudhon, no abrigo de Amblény, 4-12-1914).

 

Em 1919, o tratado de Versalhes, humilhando uma Alemanha exangue, nada augurava de bom, como infelizmente se havia de vir a verificar.

 

Imagem : Capa do livro

Nuno

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Não creio que haja muito a dissertar sobre as manifestações (ou acampamentos?) Espanholas.

A Espanha é uma democracia !

 

E talvez os "indignados" se tenham esquecido deste panfleto clandestino, aquando das grandes greves dos mineiros Asturianos no final da década 60. Esses mesmos mineiros foram vítimas duma repressão sangrenta. 

Que não se confundam alhos com bugalhos : Haverão menos vampiros. LoL !

 

Imagem : Foto, p. 21, nº 9 da revista "Internationale Situationniste", Agosto 1964 /  Fonte : Arquivo pessoal.

Nuno

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