Captação de imagens no Estágio Progresso I (2005) | Preparação Técnica de Árbitros 1ª Categoria da LPFP

O homem que escreve a crónica aqui linkada, de seu nome Rui Santos, apelidado por uns de anti-SLB - e por isso já foi agredido à saida dos estúdios da SIC -  por outros de anti-FCP, e por outros ainda de anti-SCP, sendo que também a mim os seus argumentos “me tiram do sério” algumas vezes , só vem demonstrando ao longo dos anos ser um dos jornalistas com mais coragem no mundo desportivo.
Ciente de que esta minha assunção será pouco popular entre os adeptos, onde me encaixo, pode ser precisamente na sua impopularidade entre os leitores/espetadores e o facto de ser considerado "anti-todos" dos três grandes clubes do futebol portugês alguns dos argumentos que só demonstram isso mesmo: a sua habitual isenção quando se trata de pensamento critico naquilo que analisa.
A minha mulher já me perguntou algo do tipo: "porquê fazes tanta questão do ouvir, se vais começar já a resmungar com o que ele diz?"
Precisamente por isso, porque normalmente gosto de investir mais tempo com quem me põe a movimentar repetidamente a cabeça no sentido lateral (da esquerda para a direita), discordando, do que quem me suscita ao movimento inverso concordante (cima-baixo), assumindo que sim.
Eu explico caso tenha ficado confuso: dá mais gozo quem nos excita os neurónios pelo trânsito da massa cerebral, do que quem pelo exercício de "cocegas nos ouvidos" nos adormece a massa cinzenta.

 

Concordando com a argumentação da crónica de Rui Santos sobre quem realmente aproveita, ou tenta aproveitar, pressionando a arbitragem -que são as equipas que procuram acautelar por esta via pontos perdidos por falta de um futebol capaz em campo - e sobre a falta de condições e margem de erro para a arbitragem portuguesa, continuo a discordar na sua insistência da "verdade desportiva demagógica", como o é no caso do recurso à vídeo-arbitragem na grande parte da mesma.
Basta, ai sim, perder tempo, a apreciar as guerras de faca e alguidar do folclore televisivo do "dia seguinte" à jornada de futebol, para se chegar a mesma conclusão que ouvi lançada certa vez por um árbito perzpicaz na plateia do XIII Encontro Nacional da Associação de Árbitros Portuguesa (APAF) e que calou o já então comentador desportivo Fernando Seara (pertencente ao painel de intervenientes da mesa do encontro) perante a conclusão lançada pelo árbitro na plateia: "Se é verdade que 3 homens em campo (árbitros) falham  por vezes ao tomar alguma decisão, não é menos verdade, que três homens, num programa televisivo de segunda feira à noite ("Jogo Falado" - onde Fernando Seara era comentador), analisando as mesmas jogadas gravadas, não chegam a conclusão nenhuma ..." .
Este raciocínio (palmas!) só demonstra a subjetividade presente no recurso à video arbitragem: se pode servir de ajuda? pode. Se vai apaziguar os espíritos mais indignados com as decisões contrariantes às vontades? pelo contrário, incendiará mais. Porque depois dirse-a nos programas de segunda feira à noite, e pelos cafés deste pais: "Olha que até depois de verem o lance gravado tiveram coragem de nos roubar!!" 

 

Não sendo a video arbitragem tecnologia de "verdade científica" - ao contrario do "Chip na Bola" e demais tecnologias para a linha de golo - a mesma está ferida de morte numa "cultura da bola" como a nossa. 
E digo isto inclusive com convicção técnica, com a experiência exata e específica na recolha de imagens vídeo para análise posterior de exercícios nos próprios estágios de treino da Arbitragem Portuguesa de 1ª categoria. Existem sempre casos pontuais onde os próprios árbitros (e quem mais capacitados do que eles?) analisando as imagens, não chegam a um concenso. Vão ser os apaixonados comentadores e adeptos que observam as mesmas imagens a chegar lá?
Como tal, e perante uma duvida tão existencial quanto ao dentro ou fora da linha de Grande Área (?) , conforme sucede na dúvida que resulta da decisão do primeiro penalti marcado contra o S.L. Benfica na última jornada, concluir pelas imagens de uma câmara (pensada para os fora-de-jogo)  que não se encontra devidamente alinhada com a linha em causa onde o lance se desenvolve, é uma falásia. Sei-o, tecnicamente, e no exercício especifico de alinhamento de câmaras e recolha de imagens precisamente para avaliação de casos idênticos (em ambiente de treino) que estando a camara atrasada como esta, então os dados estão desde logo viciados para que se possa concluir sim ou não, como Rui Santos, defensor da video-arbitragem, o faz.

 

Depois, mais uma vez, Rui Santos cai em cima de uma personalidade que me convence ser cada vez mais um dos seus "ódios de estimação": Vitor Pereira, Presidente da Comissão de Arbitragem.
Objectivo é que Vitor Pereira tem sido, também ele, considerado "anti-todos os três grandes clubes", seja observando-se as reclamações dos adeptos ou dos vários agentes de futebol entre os 3 Grandes, conforme as coisas correm mais ou menos de feição. Sendo que uns demonstram-no de forma mais espalhafatosa do que outros. Aqui, e escusando-me a fazer juízos de valor sobre os outros, ao contrário da crónica em questão, as conclusões parecem-me também bastante obvias, e conforme já inicialmente concluído no que isto traduz quanto a isenção de atuação. Se agrada/desagrada a todos praticamente em igual medida...

 

Pergunta: sabem qual foi o tema em analise e discussão naquele XIII Encontro Nacional de Arbitragem Portuguesa no longíquo ano de 1999 em Porto de Mós?
Resposta: Andou à volta dos prós e contras quanto ao recurso às novas tecnologias pela arbitragem. A discussão prolongou-se pelos dois anos seguintes: no XIV Encontro em Tomar, e no XV - o de Almada-Seixal, conforme tive oportunidade de acompanhar todos eles perante a solicitação de minhas intervenções técnicas ligadas ao registo e produção audiovisual.
Pois é, a Arbitragem Portuguesa já discutia isto, e penso que deva ter tirado as suas conclusões, há 13 anos atrás...
Vitor Pereira, convidado no XIII encontro a emitir a sua opinião resultante das experiências colhidas pelo próprio nos testes relacionados com o assunto, salvo erro meu, no Mundial de Futebol dos Estados Unidos em que esteve presente, recordo ter pairado sobretudo  a convicção de que as paragens para analise/decisão nos monitores video era prejudicial para a dinámica do jogo e para os próprios atletas que tendiam a "arrefecer" com mais esta paragem de jogo forçada.

 

Captação de imagens no Estágio Progresso II (2007) | Preparação Técnica de Árbitros 1ª Categoria da LPFP

 

No que toca as novas tecnologias a Arbitragem Portuguesa tem estado na vanguarda ao longo dos anos.
Em Porto de Mós, 1999, a Arbitragem Portuguesa foi responsavel por um dos primeiros, senão mesmo o primeiro (pelo menos naqueles moldes) "live Stream", e que sucesso (!) das primeiras transmissões video em direto do encontro na internet, o que alargou o debate e intervenção para pontos tão longiquos quanto o Zimbabwe, onde foi observado. Estavamos 5 anos antes do nascimento do YouTube...
Pela Arbitragem portuguesa tem sido  recorrente o uso e importância dadas ao apoio audiovisual dos treinos/estágios; a nossa é das ligas pioneiras no recurso a comunicação rádio entre a equipa de arbitragem, vulgo auriculares; várias outras ligas da europa, nomeada e concretamente os seus setores de arbitragem, têm os olhos postos no que se faz por cá; organismos como a UEFA e FIFA reconhecem tal vanguarda de métodos implementados pela Arbitragem portuguesa e apoiada também em novas tecnologias; em 2005 os métodos de treinamento da Arbitragem Portuguesa fizeram "furor" no Brasil. Tudo isto se deve a... Vitor Pereira.
Disto tudo, a pena que fica, é constatar que Vitor Pereira se encontre posisionado anos-luz à frente do futebol nacional. Não por ele obviamente, mas pelo futebol e mentalidades em si, atrasadas que são, estão e temos. Aliás, o facto de os nossos árbitros serem premiados como os melhores à escala planetária, e queimados dentro de portas, só demonstra realmente o nosso atraso, e não que o homem apenas seja "bom de sedução" internacionalmente, caro Rui Santos.

 

Afinal onde está o erro fundamental? Cadé o défice? O que é que precisa realmente mudar? Será tanto na arbitragem?
Então e os jogadores (que falham de baliza aberta), os treinadores, os dirigentes, adeptos, opinion makers, imprensa? Estes são para cozer com batatas e feijões... em lume brando.

 

Paulo C. Jerónimo
por MrCosmos | link do post
Excelente post que da' continuidade de certa maneira ao texto "mentiras e limites da camera" ja' aqui traduzido.

Se os arbitros não podem chegar a um acordo quanto a uma mesma imagem podemos pensar que a problematica da arbitragem video ja' deveria estar ultrapassada.

E' que existe um outro aspecto que pode prejudicar muito (e alias ja' esta' a prejudicar) o futebol: é o grande plano. Este tem afugentado muitos telespectadores que se cansam de verem as caras deste ou daquele imensas vezes durante um desafio... So' se ver uma parte ou porção cada vez mais reduzida do revaldo também não ajuda muito a se concentrar num jogo... ver treinadores e bancos de suplentes também não... sem contar a impressão de se estar além com o esgamento que as publicidades proporcionam das imagens do jogo...

O futebol esta' numa "curva" decisiva para o seu futuro e a imagem televisiva pode dar vontade de ir ver jogos ao vivo como também pode provocar o efeito contrario.

Nuno
PortoMaravilha a 30 de Setembro de 2012 às 23:21

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