(clicar para ampliar / cliquez pour agrandir)

 

Tendo contacto com «a rede» e revendo-me nela, cosidero-me pertencente àqueles apelidados pela geração web, surgida nos anos 90.
Nessa mesma década, profissionalmente, tive de contornar o que já me era completamente estranho e considerava arcaico, a solicitação de contacto via Telefax, perguntando de imediato as empresas do outro lado da linha: "Qual é o  seu email"? 

 

Sou do tempo e "estive por dentro" do Mirc, dos chats, do estouro do vídeo online e em tempo real, tudo ainda no sec. XX. Ou agora no XXI, sou igualmente apolinário da blogosfera ou das redes sociais.
De modo que acaba por ser intrinseco e pacifico entre as novas gerações o descriminar abertamente «na rede» as suas etapas de vida, alguns dados pessoais, fotos, e gostos pessoais online. E toda esta prosa para aqui chegar: à lista de gostos pessoais.

 

Carlos Lisboa teve sempre um lugar cativo nos meus gostos, e foi sempre transportado no meu leque de "exemplos de atitude de vida" pessoais. O basketball foi o único desporto que levei mais a serio enquanto praticante, e de atividade escolar.

A lista apresentada na imagem inicial, foi a única que, entre  as outras várias de preenchimento para o perfil, quando a compus, tive o cuidado da manter por ordem cronológica, conforme fui estabelecendo contacto emocional com os atletas que considero influentes e exemplos relevantes a destacar.

Tal como Cristiano Ronaldo nunca me foi considerado digno de entrar nesta galeria desportista pessoal, onde como digo, pesa mais e sobretudo o exemplo de atitude do atleta do que os êxitos desportivos em geral (porque para mim desporto é isso: formação de pessoas) - depois disto, Carlos Lisboa e pior: enquanto treinador (formador) em que o atleta se veio a tornar, também não podia lá continuar. 

 

O problema não é o errar. O grave é não reconhecer, não emendar.
Impresionante como a clubite acaba por destruir personalidades que um dia já foram, acima de tudo, icones nacionais.
Tristes os que se revêem na sua atitude e como exemplo a louvar...
No dia Internacional da criança, talvez vale-se a pena pensar em que "homens" estamos a formar.
Paulo Jerónimo
por MrCosmos | link do post
Paulo, concordo em absoluto que Carlos Lisboa deveria ter-se referido a esse incidente e nunca ignorá-lo, como se não tivesse nunca existido. Não o condeno - quem sou eu, para isso - pelo gesto, porque todos, mesmos os ícones, têm direito a gestos ou palavras infelizes, particularmente em momentos difíceis como foram seguramente os que passou naquela noite, naquele pavilhão. Mas condeno-o por não ter reconhecido publicamente aquele acto, desculpando-se e pedindo desculpa.
Mas, daí a ficar proscrito, vai alguma distância.
Espero é que, para o lugar dele onde pôs a cruz, não leve um tal de Marçal...
Eduardo Louro a 1 de Junho de 2012 às 16:00
Olá Eduardo, O Marçal já lá esta.
Mas ollha que também já risquei, em determinadas alturas, alguns portistas.
Nem o presidente é poupado se for o caso...
O Eduardo até recordara os textos, eventualmente:
Fim de Ciclo: Obrigado presidente http://cosmeticas.org/62514.html
Mourinho Bullshits http://cosmeticas.org/81180.html
etc...
MrCosmos a 2 de Junho de 2012 às 16:14
Esse tipo de comportamento, essa homofobia... deve ser denunciada e condenada, independentemente da cor do clube.

Tem piada porque se um jogador é citado como exemplo é Cristiano Ronaldo. O canal franco-alemão, "Arte", canal cultural por excelencia, fez uma reportagem que punha em valor o trabalho de Ronaldo. Era o unico a ficar horas, apos os treinos, a trabalhar o remate, o arranque... Um documento que mostrava a solidão do seu trabalho. O que decepcionou muitos jovens que acreditavam que tudo aparece por milagre.

Um exemplo que mostra que sem esforço, trabalho, etc. não pode haver progressão nem evolução.

Nuno

PortoMaravilha a 2 de Junho de 2012 às 00:09
Sim Nuno, ao Ronaldo é reconhecido esse grande mérito, e por mim tb.
Eu é que não consigo equilibrar a balança, pesando os contras do atleta, e eles não são feitos só de "prós"...
O maior e melhor jogador Portugues de todos os tempos.

Um dos raros futebolistas a ser apreciado por quem "detesta" futebol. E' o portugues mais conhecido no mundo e a culpa é so' dele!

Nuno

O Benfica conquistou o título nacional de basquetebol ao FC Porto, no pavilhão do FC Porto. Foi uma grande “bergônha”. A culpa foi do Carlos Lisboa, useiro e vezeiro, que não só é treinador do Benfica como também se chama Lisboa, só para provocar.
O pavilhão onde tudo se passou é obra recente. Já não é aquele velho pavilhão das Antas para onde o presidente do FC Porto, a 1 de Março de 1994, convocou os jornalistas e os sócios do clube vendo-se forçado a anunciar a iminente chegada ao local da GNR - “a pretexto de que está aqui uma bomba”.
Lembram-se? Mas o presidente do FC Porto não se acobardou: “Se estiver aqui uma bomba eu espero que ela expluda!” – disse o grande pacificador, o nosso Dalai Lama da bola. E a casa veio abaixo. Em aplausos, felizmente.
Não me entendam mal. Este episódio dramático não foi o princípio de nenhuma era. Foi antes a consagração de um regime já plenamente reconhecido na Assembleia da República e noutros órgãos de soberania.
A culpa disto é, foi e sempre será de Lisboa.

E exemplos não faltam. Alguns anos antes, em 1983, quando Lisboa era treinador da equipa de futebol do Benfica que foi às Antas jogar com o FC Porto a final da Taça de Portugal, diligentemente transferida do Jamor, também houve grandes faltas de respeito pelo público da casa.

O Benfica ganhou a final por 1-0, Lisboa não se aguentou, festejou provocatoriamente o saboroso triunfo no campo do adversário e, por culpa do seu treinador, os jogadores do Benfica receberam o troféu no relvado mas regressaram às cabinas com muita, mas mesmo muita dificuldade debaixo de uma grande e mais do que justificada saraivada de legítimo desagrado.

Em 28 de Abril de 1991 voltou-se ao mesmo. Lisboa fora escandalosamente reconduzido como treinador da equipa de futebol que foi ao estádio das Antas ganhar por 2-0. E praticamente conquistar o título outra vez na casa do rival. Também desta feita Lisboa voltou a fazer das suas provocações.
Valeu à honra dos ofendidos a bravíssima intervenção de um polícia “à civil” que “encabeçou um grupo de indivíduos”, pacifistas, que se encarregam de aplicar um espiritual correctivo aos gozões da Capital. E de tal forma que os dirigentes de Lisboa, provocadores, depois de “insultados, empurrados com brutalidade, agredidos a soco e a pontapé” viram-se obrigados, por cobardia, “a refugiar-se dentro de uma ambulância da Cruz Vermelha”, tal como viria a constar do relatório encomendado pelo Ministério da Administração Interna.
E foi muito bem feito terem festejado o título dentro da ambulância que, para lhes fazer o gosto e fazer as honras da casa, até era Vermelha, da Cruz.
Alguns anos mais tarde, Carlos Lisboa, por ser ecléctico, já não era o treinador da equipa de futebol do Benfica mas sim o treinador da equipa de hóquei em patins do Barcelona que foi ao Porto conquistar ao FC Porto a final da Liga Europeia da modalidade. E, perante isto, estavam à espera do quê?
Foi outra vergonha a que Lisboa, via Barcelona, foi fazer desta feita ao pavilhão Rosa Mota na presença do então ministro da Administração Interna, Fernando Gomes. Desconheço se houve relatório governamental sobre os incidentes.
Mas a verdade é que, devido às atitudes provocatórias do treinador, reincidente nestes comportamentos – de levar o punho esquerdo à nádega esquerda e o punho direito à nádega do mesmo lado, de ambas as vezes com sugestivo ímpeto -, os jogadores de hóquei em patins do Barcelona não puderam festejar o título europeu em campo e tiveram de patinar a mil à hora até ao túnel que os protegeu da justa indignação popular.
Para mal dos nossos pecados, estas situações parecem não ter fim.
Este país está numa decadência moral de tal ordem que Lisboa, depois de ter sido treinador de futebol e de hóquei em patins, surge-nos agora como, imagine-se só…, treinador de basquetebol.
E não há quem o prenda!
Infelizmente, Lisboa não só não mudou nem um bocadinho nestes anos todos como também já vai na terceira modalidade. É, digamos, a imagem viva da impunidade à solta.

Continua
Anónimo a 3 de Junho de 2012 às 00:17
Continuação...

Na semana passada, o Porto Canal nem conseguiu celebrar em sossego a sua noite recorde de audiências graças ao grande número de benfiquistas que sintonizaram a estação para verem Lisboa, outra vez - caramba! – a portar-se como o energúmeno que sempre foi e a impedir que os seus campeões pudessem festejar o título, outra vez, na casa do adversário, outra vez.
É justo que se diga que durante o jogo, o público comportou-se de forma cívica e desportiva entoando cânticos para Lisboa e Companhia o santo tempo todo: “SLB, SLB, filhos da puta, SLB”. Se Lisboa não gostou do que ouviu a noite inteira não é por ter sangue nas veias em vez de água, como seria desejável a bem da tranquilidade do país.
É porque, para além de grosseiro, é também ignorante. O presidente do clube anfitrião até já explicou publicamente, numa roda de jornalistas, que o conceito de “filho da puta” nos círculos em que se movimenta é muito diferente daquele que é atribuído por Lisboa.

Lisboa, sempre Lisboa, oh eterna culpa!
Meu querido apagão."




Leonor Pinhão
-------------------







A ser verdade...



"Venho só dizer uma coisa....faço parte do corpo de intervenção que esteve no Dragão Caixa no jogo em questão, vou deixar aqui detalhes do que realmente se passou, se quiserem fazer isto publico estão à vontade, irão ter a confirmação disto tudo dentro de dias, no nosso relatório.Posto isto:



-O jogo foi por si bastante quentinho, por algumas vezes tivemos de intervir junto de adeptos por arremessos de objectos perigosos para a integridade de todos os atletas, uma vez que em movimento dificilmente acertas no alvo pretendido,os jogadores do banco foram os mais protegidos, mas também os mais massacrados;

-No término da partida, os festejos dos jogadores do Benfica, foram contidos, havendo aquela situação entre o Atleta Nuno Marçal e o treinador Carlos Lisboa;

-Após este incidente os adeptos começaram arremessar todo tipo de objectos para dentro campo, de seguida o atleta Nuno Marçal dirigiu-se À claque SD nos seguintes modos:

"Vocês vão deixar que eles festejem??Façam qualquer coisa, partam-nos todos..."

Ainda com os ânimos mais exaltados, tivemos de recorrer À força física e colocar em sentido alguns espectadores;

-Após carga policial, muitos de eles resolveram ir buscar paralelos, sim leram bem, paralelos ,para agredir o nosso corpo, como estávamos junto de outro publico, essas pedras caíram junto do mesmo abrindo cabeças de mulheres e ferindo até crianças; depois o Sr. Presidente da instituições vem dizer que fomos nós que batemos em crianças e em mulheres, quando são eles próprios a agredir as próprias mulheres e filhos;

-Para terminar, o jogador Rolando, defesa da equipa de futebol, estando presente no pavilhão ao terminar o encontro, foi abordado por um grupo de adeptos, dando-lhe um excerto de porrada desde a saída do pavilhão,até à sua viatura.

Poderão em breve confirmar isto tudo, mas disto ninguém feio falar o presidente e a sad desta instituição..."

-------------
Continua...
Anónimo a 3 de Junho de 2012 às 00:25
Mas vocês não conseguem dissociar uma vez que seja o fenómeno desportivo da clubite e rivalidade?!

Alguém questiona o Benfica? O discurso do Seu presidente? O contra discurso/comunicado do meu? Se alguém disse um dia "mata!" eu já posso justificar aclamar um "esfola!". As nossas diferenças começar, provavelmente por aí. No Cosméticas não temos qualquer problema em apontar o dedo para dentro. Pessoalmente dispenso lições de moral, ainda para mais de episódios e uma era no futebol que pura e simplesmente eu repudiei, Onde o FCP não se passeou sozinho!

Posso desabafar pura e simplesmente a minha desilusão por um homem que considerava exemplar e que insiste em manter-se num erro?
Obrigado!
MrCosmos a 3 de Junho de 2012 às 09:54
Continuação... :)


Domingo, 3 de Junho de 2012Carlos Lisboa explica porque motivo fez os gestos no Dragão Caixa


Regressemos ao final do jogo 5. Os gestos que as pessoas viram e reviram na televisão protagonizados por si foram um impulso do momento ou tiveram um certo contexto?

Carlos Lisboa - Sinceramente, acho que se está a dar uma grande importância a algo que, visto bem, à distância e a frio, não a tem. Foi um jogo emotivo; num pavilhão cheio em que as duas equipas valorizaram a modalidade. Não é a infeliz atitude de alguém, um único indivíduo que eu nem conheço, na bancada de convidados e estrategicamente colocado à frente do nosso banco, não a apreciar o espetáculo, mas sempre a procurar chamar a atenção com vários cartazes ofensivos à minha pessoa (que lhe devem ter feito perder muito tempo e dinheiro) que merece o meu comentário. Mas, quem não se sente não é filho de boa gente, como já me diziam na minha infância.

Apesar dessa justificação, se pudesse voltar atrás tentava não fazer os tais gestos?

CL - Na altura, a quente, terei esbracejado e dito para esse indivíduo guardar noutro sítio esse cartaz e para não ofender ninguém... Sinceramente, não vale sequer a pena estar a dar-se importância a um episódio que não a tem e que espero não se repita! Aliás, se eu soubesse que essa situação, com esse indivíduo, iria conduzir a esta celeuma toda teria feito o que estou a fazer agora: ignorá-lo. Para que não subsistam dúvidas: no fim do jogo, e apesar de estarmos todos a ser alvo de objetos que eram arremessados por algumas pessoas (que não representam a totalidade das que estavam no pavilhão) que se deslocaram para a bancada por detrás do nosso banco, fomos festejar para o meio do campo, como é normal, a conquista deste campeonato, quando a certa altura vejo um dos tais cartazes a voar na nossa direção, o que não é, de facto, normal, nem pode, nem deve, acontecer.»

- Extracto da entrevista a Carlos Lisboa, ao jornal Record, 3 de Junho de 2012

----------------

Continua
Anónimo a 3 de Junho de 2012 às 23:28
Continuação

Presidente da Federação de Basket diz que Pinto da Costa lhe confirmou que iria acabar com a modalidade
"É algo que não me surpreende. Há três semanas, falei com o senhor Pinto da Costa, que me comunicou a intenção de acabar com a secção. Da minha parte, disse que não havia razões para tal, mas o senhor Pinto da Costa disse que ia mesmo acabar com o basquetebol", referiu à Antena 1.
Mário Saldenha lamenta que a decisão "tenha sido tomada tardiamente", lembrando que o FC Porto "tinha contratado jogadores a outros clubes, que ficam pendurados, nomeadamente o Mário Fernandes, ao CAB Madeira, o José Silva, ao Barreirense e o André Bessa, que regressava do Guimarães".
------
Da decisão resultou de uma reunião entre os principais dirigentes do clube e ficou a dever-se, em grande parte, às dificuldades financeiras por que passam as modalidades dos azuis e brancos.
Está apenas por saber se a extinção vai abranger também os escalões de formação, que incluem as equipas de minis, iniciados, cadetes e juniores.
O FC Porto conta no palmarés com 11 de títulos de campeão nacional, 13 Taças de Portugal, cinco Super- taças, seis Taças da Liga e um Troféu António Pratas.
------

Depois de ler esta noticia!!!!!!!
Oh…:D
Em grande parte esta decisão é devido as finanças e a pequena parte qual é??????
Anónimo a 12 de Julho de 2012 às 23:27
O final

Publicada em Reflexão Portista por Miguel Lourenço Pereira a 19 de Julho de 2012

Quinta-feira, 19 de Julho de 2012




Destruir um pedaço do escudo




O FC Porto decidiu extinguir a secção de basquetebol profissional, avançam os site dos jornais desportivos “A Bola” e “O Jogo“.
Segundo “A Bola”, a decisão resultou de uma reunião entre os principais dirigentes do FC Porto e ficou a dever-se, em grande parte, às dificuldades financeiras por que passam as modalidades dos azuis e brancos.
Também “O Jogo” fala em “dificuldades financeiras” como causa principal para a opção do FC Porto. Segundo este jornal, os escalões de formação continuam em actividade, pelo que a modalidade não fecha portas no FC Porto.
À TSF, o presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, Mário Saldanha, confirmou a notícia, que diz ter recebido com “tristeza”.
“Era um dos clubes mais antigos inscritos na federação, é um clube com imensos títulos, tem dado muita projecção ao basquetebol português. É, portanto, uma situação que entristece qualquer pessoa que seja da família do basquetebol”, referiu o dirigente à TSF.
O FC Porto ainda não comentou a notícia.



O FC Porto falhou o prazo limite de inscrição na Liga portuguesa de basquetebol e vai ficar afastado da temporada 2012/2013, revelou esta quinta-feira fonte da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB).
O prazo de inscrição terminou esta quinta às 18h e nenhum pedido de inscrição por parte da equipa dos “dragões”, finalistas na última temporada e campeões em 2010/11, foi recebido nos serviços administrativos do organismo.
Segundo a mesma fonte, o FC Porto não deu, para já, qualquer justificação ou explicação à FPB por esta ausência do próximo campeonato nacional.

in Porto24


Face à actual conjuntura federativa, à forma como o basquetebol tem vindo a ser gerido em Portugal e à actual situação económica, a direcção do FC Porto deliberou tomar as seguintes medidas:
1 – Suspender a sua equipa sénior de basquetebol;
2 – Proceder à liquidação e dissolução da Futebol Clube do Porto – Basquetebol, S.A.D., iniciando desde já todas as “démarches” para tal desiderato, solicitando a convocatória da competente assembleia-geral para o efeito e transferindo a actividade da modalidade para o Futebol Clube do Porto;
Comunicado oficial FC Porto


Confirma-se, a mais triste noticia da nação azul e branca nos últimos tempos. Desde a primeira notícia até ao comunicado oficial - que só surgiu depois de oficialmente já se saber que o FC Porto deixava de fazer parte da liga - passaram largos dias, largos cem anos. Uma postura vergonhosa por parte da direcção de um clube que, a não ser que me engane, ainda é dos adeptos e não de um politburo eterno e caduco

Nem nas mais tristes derrotas, nem quando sairam cá para fora as escutas do Apito Dourado, nem quando vejo o dinheiro que se gasta em serviços inexplicáveis, comissões por renovação de contrato e afins senti tanta tristeza e vergonha por ser sócio do FC Porto. Um clube referência pelo seu historial nas mais diversas modalidades. Apesar do nome, sempre fomos um clube de modalidades, do hockey ao andebol, do basket ao bilhar, da natação ao ciclismo, do volley ao futebol. Nos últimos anos a directiva deste clube, cujo presidente chegou ao poder a defender que era um homem das secções que entendia as realidades do clube, tem futebolizado em excesso o FCP e deixado morrer as modalidades amadoras.

Primeiro foi o fim do projecto de volley. Depois o vergonhoso periodo de transição entre o pavilhão Américo de Sá e o Dragão Caixa, onde se obrigou as equipas campeãs nacionais de basket, andebol e hockey a dormir sempre em casa alheia enquanto o orçamento da SAD para o futebol inchava e inchava. E agora, sem uma só palavra - que é o mais grave - o fim de um projecto que ainda o ano passado se sagrou campeão nacional e este ano chegou à final dos play-offs. Nem o clube nem a SAD abriram a boca quando começaram os primeiros rumores de que era o fim. Só depois de fecharam as inscrições para a liga da próxima época o clube se dignou a falar. Pouco, muito pouco!


1 de 2
Anónimo a 19 de Julho de 2012 às 23:40
Agora pode vir o próprio Jorge Nuno dar uma entrevista no PortoCanal de vinte horas que, digo eu, chega bastante tarde.

Se o presidente do FCP sempre soube gerir bem a sua imagem e da sua presidência junto dos adeptos, muitos terão dificuldade em compreender este longo silêncio a não ser no profundo desprezo e desinteresse pelo basket do clube. A peregrina ideia de criar uma SAD para o basket num país sem historial significativo na competição foi o enésimo erro da gestão directiva do clube e esta é a consequência inevitável. Mas o dinheiro que passa das quotas dos sócios para a SAD para pagar comissões a empresários e silêncios que podiam ser incómodos, podia perfeitamente garantir um orçamento viável para quatro ou cinco modalidades top, incluindo o basket, o volley e até o futsal. Mas isso não dá dinheiro, não faz amigos e o FC Porto, nos últimos tempos, mergulhou num cluster fechado aos adeptos, aos sócios para transformar-se numa máquina de gerar dinheiro para um núcleo cada vez mais restrito. O basket é um dano colateral. Talvez não seja o último!

O FC Porto cresceu, sobretudo, quando sentiu que devia tornar-se mais do que um clube, um símbolo local e regional, um clube de modalidades capaz de atrair a todo o tipo de adeptos, um clube com um ideário e uma mística que valia igual no balneário dos cestos, dos stickes ou das chuteiras. Começar a desmembrar esta herança histórica é o primeiro passo para destroçar a própria essência de um clube que hoje deixa-me, mais do que uma profunda tristeza, uma imensa vergonha!

-----

Sobre a atitude do Carlos Lisboa desde o principio que acreditei ele tinha reagido e não provocado. E quem não se sente...
Com pena que vejo o FCPorto acabar com o Basquete
Fechar a modalidade por razoes financeiras depois de contratar jogadores para a época que se ia iniciar!!!!!?


2 de 2
Anónimo a 20 de Julho de 2012 às 00:11
Caro amigo anónimo,
a suspensão da equipa profissional de basquet do FCP é das mais tristes notícias dos últimos tempos para os portistas, e não menos infeliz para o basquetebol nacional.
Com a retirada do FCP todo o campeonato sofre uma machadada, que espero, faça repensar várias coisas quer internamente aos portistas, quer externamente aos clubes e federação em geral.

Não vou na conversa demagógica de que o futebol, ou os seus administradores, bem que podiam meter uns milhões no basquet e blá blá blá. As modalidades têm de ser sustentáveis e competitivas sobretudo por sí só, ainda para mais tratando-se de SAD independente, senão têm de ser repensadas. Se não há patrocínios, se a própria liga de basquet se arrasta na lama...

A não inscrição da equipa de Basquetebol é uma tristeza, e o sentimento é geral. Fico no entanto esperançado porque a estrutura de formação da modalidade mantém-se a funcionar, e quero acreditar que em pouco tempo o FCP pode regressar.
Mas deixa-me acrescentar que a manutenção da mesma equipa, para se verificarem episódios como os do ano passado, de salários em atraso, mais que uma tristeza era o prolongar de uma vergonha!
E manter as coisas por aparência ou por mera vaidade de dizer que se tem também não me parece boa gestão.
Apesar de haver adeptos que prefiram ser entretidos com "papas e bolos" , que lhes vendam ilusões ano após ano, que acabem por encontrar nas suas modalidades a fuga para as suas frustrações... A suspensão da equipa profissional de basquet do FCP é triste mas não sabemos ainda se foi ou não a mais acertada. É isto é que é criticável, que não seja explicado. Largos dias têm cem anos...
MrCosmos a 23 de Julho de 2012 às 11:49

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