Aucun historien digne de ce nom ne peut concevoir que le stade de Benfica ait été construit par des travailleurs bénévoles sous le Fascisme Salazariste.

La paresse et surtout le repos étaient une notion méconnue des adeptes de Benfica?

Dans un pays où plus d'un tiers de la population avait fui le Portugal, pour des raisons économiques ou politiques... cela ne relève pas du mythe mais de la propagande...

C'est bien connu : les adeptes de Benfica étaient des machines et n'avaient pas besoin de repos.

 

A moins que Lisbonne ne soit un ilot perdu dans un océan inconnu qui a pour nom Portugal?

De la même façon, aucun historien ne peut accepter l'idée que les assemblées générales de Benfica ont été un exemple d'apprentissage de la démocratie. Comme si le Fascisme Salazariste pouvait autoriser l'apprentissage de la démocratie.

Le 25 Avril 1974  et la démocratie vont permettre l'affirmation du FC. Porto et par conséquence l'affirmation d'autres clubs et régions du Portugal.

Et ce n'est peut être pas un hasard si le seul stade de foot portugais digne d'interêt est ici.

Un stade bien loin de Benfica et de Lisbonne.

 

Cependant, certains porte-paroles du FC.Porto ou certains de ses supporters continuent à appeler Benfica, "le club du régime". Ce qui est confus politiquement. A qui font-ils référence?

C'est que le Portugal n'est pas un "régime" mais une démocratie.

 

Image: Le droit à la paresse, Paul Laforgue, couverture du livre, ed.Maspero, Paris 1975

Nuno

 

 

Muito foram desrespeitados os emigrantes, em férias em Portugal, quando empregavam a palavra "retrete" por reforma ou, por exemplo, a palavra "vacanças" por férias.

Tendo vivido debaixo do fascismo, tais regalias sociais eram-lhes desconhecidas. Limitaram-se a "aportuguesar" conceitos linguísticos e regalias sociais que faziam parte da sua vivência quotidiana em França e que o fascismo Português sempre lhes negou.

No âmbito deste contexto, nenhum sociólogo ou historiador esclarecido pode acreditar que o Estádio da Luz tivesse sido construído, em suas horas livres por benévolos cidadãos que trabalhavam do nascer ao pôr do sol.

A menos que Lisboa não fosse Portugal... E que os trabalhadores de Lisboa tivessem regalias que os outros trabalhadores fora de Lisboa não tinham...

 

Estranha também a ideia, para um historiador, que as Assembleias do Benfica fossem uma aprendizagem da democracia... Como se o Salazarismo, herdeiro nato das práticas da Inquisição, não tivesse olho em tudo... 

A história, quando pode ser ensinada, desencadeia questionamentos e interrogações.

Estranho que se esqueçam os panfletos dos desertores e dos pacifistas e, também, de movimentos políticos que denunciavam a presença do Benfica, em Colombes, para levantar o moral dos Portugueses que viviam em bairros de lata, para lembrar "a pátria amada"... ou/e  remessas amadas...

 

E, actualmente, também, não deixa de ser curioso que o Benfica se proclame o clube com mais adeptos no mundo. O que é ridículo! Mas não nascerá esta ideia na continuidade da megalomania desenvolvida pelo Fascismo Salazarista?

E talvez não seja uma simples contradição se, após o 25 de Abril de 1974,o FC. Porto é o clube com maiores simpatizantes na e/imigração, em França.

Mas esta dialéctica, algo que custa a entender aos jornalistas desportivos que só pensam no Benfica e, por arrastamento, no Porto (realidade obrigatória ) ... só deu luz ao direito à preguiça, graças ao FC.Porto: Ao Direito de ser a "Sua Terra".

E talvez não seja um acaso se o Direito à Preguiça originou uma obra de arte longe do (ou de?)  Benfica e de Lisboa? 

 

Qual é o único estádio de futebol digno de interesse em Portugal: Link ?

Contudo, fica para saber como é que alguns dos porta-vozes  do FC. Porto e alguns dos seus adeptos podem empregar, ainda hoje, a palavra "regime", referindo o Benfica?

Ao que se referem e a quem se referem? É muito confuso politicamente...

É que Portugal, apesar das suas imperfeições, é um país democrático. Não é um regime!

 

Imagem:Le droit à la paresse, Paul Lafargue, capa da obra, ed. Maspero, Paris, 1975

Nuno

por PortoMaravilha | link do post
Nuno, abres com este post uma caixa de pandora...

Sobre a tua dúvida:
"Contudo, fica para saber como é que alguns dos porta-vozes do FC. Porto e alguns dos seus adeptos podem empregar, ainda hoje, a palavra "regime", referindo o Benfica? Ao que se referem e a quem se referem?"

Ao que é que se referem? Referem-se ao passado, evidentemente, ao tempo da ditadura, tempo esse no qual - e conforme a própria direcção do SL Benfica admitiu, sem querer, actualmente - tempo esse em que o regime de Salazar procura retirar proveitos próprios da popularidade que o SLB gozava, e como tal (e a partir daqui já são interpretações terceiras) privilegiava-se e catapultava-se o clube de Lisboa mais popular, em detrimento dos restantes nacionais em nome da "glória" da nação.

Estou convicto que a direcção do Benfica não mede na plenitude a dimensão destas palavras quando sem querer faz esta assunção:

"O Benfica nunca se serviu do regime (antes pelo contrário); o Benfica foi aproveitado pelo regime, depois de por ele prejudicado ao longo de muitos anos." Declarações que constam daqui: http://www.slbenfica.pt/incslb/pdf/verdadesdeturpadas.pdf

"O Benfica foi aproveitado pelo regime" !
Concordo plenamente! E com isso o SLB goza de privilégios como mais nenhum tinha, no apogeu dos "três efês" em Portugal: Fado, Fátima e Futebol.

MrCosmos a 9 de Novembro de 2011 às 10:50
Não creio ter levando qualquer caixa de Pandora.

Precisando alguns dados: O estádio da cidade de Colombes foi o maior estádio da região de Paris até à contrução do "Parc des princes" em 1972. O estádio de Colombes já não tinha condições para ser um recinto de espectáculo ( segurança, conforto, etc.).

No link que acima referi, é lembrado que Portugal era só Lisboa a todos os planos da sociedade: Desafio entre Benfica e Sporting. E, diga-se, de passagem o jornal "Expresso" não era tão revolucionário quanto isso antes do 25 de Abril de 1974 . Lol !

O que dá continuadade ao que escrevi.

Foi o FC Porto que proporcionou aos Franceses da segunda ou terceira geração de origem Portuguesa, encontrarem as raízes da terra que não é Portugal. Porque de Portugal só conhecem a terra dos pais, avôs ou bisavôs

Monção, Pombal..., por exemplo. Lisboa não é Portugal ou a Terra !

Da mesma maneira que os bancos Portugueses não conseguem atrair, na sua maioria, as economias dos jovens Franceses de origem Portuguesa, também os clubes Portugueses ficam agarrados ao passado.

Pela primeira vez na história do futebol Português um clube regional ( mas não será que os dirigentes do Porto empregam esta palavra?), o Braga, acedeu a uma final europeia. E se empregam esta palavra é por mimetismo? Ou estarão mais preocupados com a regionalidade que consigos próprios?

E este acontecimento foi um desaguo do Porto.

E talvez seja esta problemática que atravessa o FC Porto. Dirigentes que condenam o centralismo, mas que querem ser centralistas.

Para terminar, é questionante que num país onde o futebol é discussão para tudo, não exista uma publicação onde o futebol abra portas para o mundo: Ou será que as caravelas encalharam nos losangos?

E pergunto-me até que ponto o Porto soube apresentar-se como um clube anti-salazarista? O Barcelona soube fazê-lo, como clube anti franquista, e daí o seu sucesso.

Porque é que o Porto não se apresentou como um clube anti-salazarista?

Para continuação, a consulta junto dum psicanalista é de ( qual é vosso preço aí?)

Rock and LoL !

Nuno
"E talvez seja esta problemática que atravessa o FC Porto. Dirigentes que condenam o centralismo, mas que querem ser centralistas."

Lol! O Porto Canal tem como Slogan: "O Norte Começa Aqui"!
MrCosmos a 10 de Novembro de 2011 às 18:55
Sou Lisboeta por condição e Benfiquista por opcção.
E sabem que mais, adoro.
Tenho opnião sobre o assunto mas não vou dar para caixa de pandora. Riu-me ao ler o que dois Portistas escrevem sobre a minha condição e opcção.
Bem hajam


Ps. Acompanho regularmente no posts do Cosmeticas.org



GGarcia a 9 de Novembro de 2011 às 23:16
@GGarcia,

Obrigado pelo comentário.
E tchim-tchim com um cálice de vinho do Porto ou copa de Champagne?
Parece que Vinho do Porto e Champagne revendicam o direito de primeira apelação controlada no mundo.
Mas ambos são gostosos.

Nuno
PortoMaravilha a 10 de Novembro de 2011 às 21:07
Não sabia que o canal Porto tinha como slogan: " O Norte começa aqui".

Voltamos de novo ao mimetismo...

O documento dado pelo site "sudexpresso" e que me parece uma mais valia para a historiografia Portuguesa aponta bem que foram duas equipas de Lisboa que se defrontaram. A emigração Portuguesa pouco se reconheceu nesse centralismo Português exportado artificialmente. Passados anos , o estudo de Albertino Gonçalves, " Os residentes face aos emigrantes/ Imagens e clivagens", publicado pelas edições Afrontamento, mostra que em 1996 só 47,2% da camada popular emigrante tinha o futebol como fonte de referência.
Sem dúvida que sofrem do peso rugbi e não só em França, mas penso que também entenderam que Lisboa não é a sua terra.

E eu continuo a pensar como os Portistas não entendem que o calcanhar não foi só um hino ao futebol, mas também a afirmação dum continente oprimido.

E talvez aí o FC Porto tenha sido um clube digno duma capital provinciana como Lisboa. Não soube (ou não quis) aproveitar a abertura que deu aos clubes da terra como a continentes.

Veja-se o caso de Hulk: Não sei se é citado ou não na imprens pt, isto: No Japão o futebol, tal como em vários países, é considerado um desporto de mulheres. A afirmação de Hulk na cena futebolística pode dar uma nova equilibragem.

Mas seria longo a desenvolver. A vida é estranha: Em França, onde o futebol vai morrendo, apareceu a revista "So Foot", desenhando pontes entre cinema, literatura ....( só lhes falta a Bd, ehh / tentam fazer mas mesmo muito maus) , em Portugal onde o futebol parece ser rei, a meu conhecimento nada.

E continuo a perguntar se as Caravelas não encalharam no losango.

Nuno
PortoMaravilha a 10 de Novembro de 2011 às 20:52
E se a teoria dos "benefícios no tempo do regime" não pegam e serão negadas e apelidadas certamente como teorias de conspiração e provincianismo para muitos que hoje as salientem, Igualmente se deve fechar os olhos ao que continua a suceder com o(s) clube(s) preteridos-natos pelo centralismo vigente...

via site oficial do FCP:

"Circuito fechado

A Confederação do Desporto de Portugal realizou a sua gala anual esta semana no Casino Estoril. Para além de uma série de desportistas premiados pelos seus desempenhos no último ano desportivo, entenderam os responsáveis atribuírem o prémio Alto Prestígio ao Benfica e ao Sporting.

Estas distinções valem sempre o que valem, mas não deixa de ser surpreendente e estranho que os responsáveis pela Confederação tenham distinguido dois grandes clubes de Lisboa e tenham esquecido, por exemplo, os finalistas da última Liga Europa, FC Porto e Braga, os dois clubes que nos últimos anos mais têm feito pela imagem internacional de Portugal.

Pela primeira vez dois clubes portugueses disputaram uma final europeia, pela quarta vez nos últimos oito anos uma equipa portuguesa venceu um troféu internacional – e só para recordar o quão difícil é vencer competições internacionais basta recordar que os agora distinguidos venceram troféus internacionais há 47 anos (Sporting) e 49 anos (Benfica) – mas os senhores da Confederação do Desporto de Portugal decidiram homenagear esses emblemas com o prémio Alto Prestígio.

Desconhecem-se os critérios de tais escolhas, necessariamente muito criativos, mas para os mais desatentos convirá também recordar que caso queiram retirar o futebol e concentrar a argumentação nas chamadas modalidades, o FC Porto venceu todas e até tem uma equipa (hóquei em patins) que há dez anos consecutivos conquista o campeonato nacional, mas isso ainda deve estar no “quase prestígio”, longe de atingir o épico “alto prestígio”...

É este funcionamento em circuito fechado, alheado da realidade, que o FC Porto continuará sempre a denunciar e a combater. Para ao menos no Desporto o país ser realmente do Minho ao Algarve, sem esquecer as regiões autónomas."
MrCosmos a 11 de Novembro de 2011 às 14:19
E, sem qualquer dúvida, o documento apresentado pelo site "SudExpress" toma ainda mais valor historiográfico e lembra a memória.

O que mostra bem que a popularidade não é inata, mas fabricada.

Como está Sr. Doutor, Como está Sr. Engenheiro?

Nada mudou em 50 anos? Como se diz por cá: Lisboa ainda pensa que é capital do Império... ?

Todavia, parece-me que existe uma falha no comunicado. Porque não evidenciar que a nível internacional é raro ver duas equipas dum mesmo país jogarem uma final Europeia ou internacional? Não bastaria para quem sabe ler?

A revista "So Foot" e muitos mais souberam.

Porquê desaguar o comunicado numa modalidade (com todo o respeito por esta) que ninguém conhece e que nem sequer é olímpica?

Se, quanto ao Porto, o circuito está fechado em Portugal, já não o está no plano internacional. Então...

Mas talvez seja fácil de escrever estas linhas quando se vive fora do contexto.

Nuno



PortoMaravilha a 11 de Novembro de 2011 às 23:56

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