Je n'ai jamais été témoin de jéhovah.

Je pense que la croyance appartient à la sphère privée de chacune et de chacun.

Sur cela je ne fais pas de commentaires. Cela ne me regarde pas.

Toutefois, en tant que citoyen je ne peux que m'interroger sur ce tract distribué par les témoins de jéhovah dans ma boîte à lettres.

Ainsi, Christoph Colomb, Vasco da Gama et bien d'autres... n'ont jamais existé...

 

Et que dire de la  lettre de Pêro Vaz de Caminha? Celle-ci, fait selon l'Unesco partie de la mémoire de l'humanité.

Un texte ou un pan de mémoire de l'Humanité que l'on efface?

La culture Amer-indienne est-elle un foussoyeur de mythes (Lien) ?

Et le raccourci dans ce tract est clair: Entre l'histoire de Rome et l'histoire des Usa, le temps et la mémoire semblent ne pas exister.

 

Photo: Tract des Témoins de Jéhovah Français, jan 2011.

 

Nuno

 

 

 

Nunca fui testemunha de Jeová.

Não farei qualquer comentário quanto à crença de cada um ou cada uma. Penso que a crença releva da esfera privada.

E respeito isso.

Em contrapartida, fiquei meio atónito quando descobri este panfleto na minha caixa de correio.

As Grandes Descobertas Portuguesas nunca existiram? A Conquista do Oceano Atlântico nunca existiu?

 

A Carta de Pêro Vaz de Caminha que faz parte dos textos da memória da humanidade, segundo a Unesco, será que nunca existiu?

Ou será que a cultura Índia destrói mitos  (Link) ?

De Roma chega-se, por magia, aos Estados Unidos?

 

Foto: Panfleto das Testemunhas de Jeová Francesas de 2011.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post
Eu até que encontro alguma explicação lógica nessa exposição das TJ.
Há que ver que os impérios apresentados são de fundamento bíblico, excepto o último, que se trata de mera especulação/interpretação das TJ.
Conforme os escritos bíblicos, tais impérios mencionados nos escritos sagrados, têm que ver com as potencias mundiais que interferiram/chocaram com o "Povo de Deus", primariamente os Hebraicos/Judeus, posteriormente os Cristãos.

Ora é sabido que a escrita da bíblia acaba durante a vigência do Império Romano. Logo é lógico que mais nenhum Império posterior a esse seja citado no "Registo Sagrado"..
No entanto as TJ especulam, relacionado com profecias apocalípticas, e apregoam aos sete ventos que o ultimo império em vigência que confrontará o "Povo de Deus" (que consideram ser eles próprios) sofrerá a ira divina no dia do Juízo Final, e como a potencia vigente nesta era atual pode-se considerar que é a América...

Daí o salto de Roma para a América (A Inglaterra é mera paisagem, quem "pariu" a besta) .
E se formos a ver, as TJ nem estão a ser inéditos, pois o próprio cânon bíblico salta/ignora vários outros impérios que foram determinantes na história da humanidade, como a Assíria ou os oriundos da India, China, entre vários outros que não se relacionaram com o "Povo Escolhido" segundo as Escrituras.
Já mais discutivel, é o caso do Egipto, responsável pelo êxodo dos Hebreus, e que é menorizado nestas listagens dos impérios mais influentes, como de resto apresenta o panfleto da figura, ao excluirem um império tão determinante pois representa a ignição do monoteísmo ao Deus Yhave (Jeová)...


MrCosmos a 20 de Outubro de 2011 às 21:46
As potências Egito e Assíria são mencionadas nas Escrituras, mas anteriores à Babilônia. a profecia do panfleto, de Daniel, menciona as potências à partir de Babilônia - menciona apenas cinca das sete totais.

Portugal, verazmente, bem que deveria está contida na narrativa bíblica ou mesmo ter sido lembrado por nós, TJ's, ao interpretarmos as profecias das Escrituras!

De tempos a tempo, porém, nós temos novas 'luzes de entendimento' - Vai que, antes de 'o dia está firmemente estabelecido', Portugal apareça em nossa narrativa profética, dando a devida importância a esta potência! - Provérbios 4:18.

Wandrey
Wandrey, obrigado pelo teu comentário.
Apraz-me nestes assuntos poder trocar ideias de forma cordata e sem fundamentalismos, casos cada vez mais raros.

Tens razão, as Escrituras mencionam a Assíria, falha minha.
Sempre achei a profecia de Daniel interessante, mas tenho de rever meus apontamentos sobre o assunto.
Com a tua opinião de que Portugal de facto deveria ser encontrado na interpretação bíblica é que fiquei intrigado. Eis uma boa questão.
MrCosmos a 21 de Outubro de 2011 às 13:32
Na verdade, foi por poucos que Portugal não entra entre as nações 'interpretadas ' na profecia de Daniel. Nós, TJ's, ainda chegamos a 'localizar': Espanha, França e Holanda na profecia de Daniel! Mas, acredito que o amigo, como um bom português que aparenta ser, não iria gostar se incluíssemos Portugal entre as três nações a que nós interpretamos nesta profecia. Isso se dá devido ao fato de que as três nações mencionadas 'aparecem' na profecia de modo negativo.

A profecia e sua interpretação pelas testemunhas de Jeová é sobre o rei do norte e o rei do sul, e consta no capítulo 7 do livro de Daniel. A profecia ali aponta para 'UM ATEMORIZANTE ANIMAL QUE TEM UM CHIFRE DIFERENTE'. Este animal é interpretado como sendo Roma. O "chifre pequeno", que 'humilha' as três nações é 'a Grã Bretanha', dizemos. E quem foram os "três reis" que esta humilhou? Foram "a Espanha, os Países-Baixos [ou holanda] e a França". - Livro Profecias de Daniel I, capítulo 9, págs, 137-140 - publicado pelas Testemunhas de Jeová.

Realmente, ser fundamentalista não é producente.

Grande abraço desde o outro lado do mar.

Wandrey

Será caso para dizer antiga aliança politica entre Inglaterra e Portugal é que coloca Portugal fora desse Rol?

Seja como for, apreciei saber o que mencionou. Obrigado mais uma vez.
Abraços.
MrCosmos a 21 de Outubro de 2011 às 19:53
Obrigado pelos comentários que me obrigam a pensar e a pesquisar.

Não sei o que é uma profecia? Culto que se adressa a ignorantes? Como a profecia Maya?

As edições Bayard editam desde já há alguns anos uma bela revista que se chama " Le Monde de la Bible". Nesta revista, existe uma pesquisa arqueológica quanto ao que é citado na Bíblia. E nela escrevem autores de várias obediências religiosas, desde a Torah até os evangelhos e até pagãos

O que é interessante é que mostra que não há profecias mas ambivalências, na leitura da Bíblia.

Ora parece-me que se esquece "La Cité Antique" de Fustel de Coulanges.

Não concordo (em tudo) com o autor. Mas não deixa de ser interessante, o que escreve quanto ao que a África negra dá ao Egipto quanto à construção das piramedes, organização social... e, no fundo, a batalha que se travou no Egito entre monotaismo e politaismo.

Haveria mais para escrever....

Nuno




Oi Nuno,
Tenho de discordar contigo sobre as "ambivalências na leitura da Bíblia".

A coletânea bíblica consegue ser bastante coerente. Agora é preciso algum esforço e conhecimento de causa para apurar isso.
Mas compreendo a opinião de quem acusa a mesma de ser contraditória e uma enorme confusão.
E é isso quanto a mim, que ela tem de fascinante.
Como dizes, dá pano pra mangas.
MrCosmos a 21 de Outubro de 2011 às 22:37
A Bíblia é sem qualquer dúvida a transcrição de textos que no mundo ocidental ( no mundo do Mediterraneo, depois, graças aos Portugueses, nas Américas e, logo, no mundo Atlântico e, em parte no Pacífico) é essência de muitas obras e artes e até de filosofias ( o Marxismo e o socialismo romântico de Fournier... por exemplo).

A ambivalência, quanto a mim, não é contraditória com a coerência. Antes pelo contrário.

Foi essa ( e é ) mesma ambivalência que pede a a re-tradução que se verifica nas casas editoriais, dando luz a novas edições da Bíblia. Não estamos num processo de contradição do relato, da arte... que diz respeito à essência do que é humano... Mas sim no questionamento, não como negação ou contradição, mas como aprofundamento do que a Bíblia nos apresenta.

A ambivalência, para mim, mas posso me enganar, significa dois em um. Se não houvesse esse trabalho sobre a ambivalência, talvez a tese do Canadiano Frye nunca se afirmasse: Toda a literatura ocidental e os seus fios conductores assentam nos sete pecados capitais.

Mas tens razão, Grande Chefe Apache: Utilizando a tua expressão que bem gosto:Dá pano para mangas.

Nuno


Continuando e aprofundando a ideia de ambivalência:

Como sou curioso fui pesquisar.

Numa Bíblia pt leio: "Deus criou os céus" ; Numa Bíblia fr leio " Dieu créa le ciel".

Se eu já estava convencido que as línguas têm um sexo, em breve me vou convencer que há línguas que têm, simbolicamente, um duplo plural

E tanto melhor!

Nuno
PortoMaravilha a 31 de Outubro de 2011 às 22:47

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