La Bd, Portugal, de Cyril Pedrosa est grave et légère au même temps.

La Bd nous montre la vie de Simon Muchat, auteur de Bd en quête d'inspiration.

Pour combler ce manque, Simon Muchat part à la recherche de ses origines. Saisissant une invitation à un festival de Bd, il part au Portugal pays de ses ancêtres.

Cette Bd questionne les rapports intimes que les adultes ont ou/et peuvent avoir avec leur enfance et leur passé.

Cette Bd est l' un des succés les plus importants da la rentrée pour le rayon Bd.

Cette Bd a été publiée avec le concours du "Centre National du Livre".

 

Photo: Planche de la Bd.

Nuno

 

 (clicar para aumentar / cliquez pour agrandir)

 

A Bd Portugal não é uma obra de leitura fácil.

Se o belo grafismo do autor, Cyril Pedrosa, é fácil e deslizante, já menos poderão ser os sentimentos complexos que o autor trata na sua obra.

Não creio que esta Bd seja uma obra, meramente, autobiográfica.

Existem, todavia, nela aspectos que reenviam para a memória: Simon Muchat, autor de Bd, deixou de ter inspiração criativa e parte em busca das suas origens, desaguando em Portugal. E desagua em Portugal porque é convidado para um festival de Bd.

 

Portugal é o país do avô de Simon Muchat. E Simon Muchat descobre, pouco a pouco, uma parte das suas origens.

A reflexão que nos livra Cyril Pedrosa é leve. Mas, ao mesmo tempo, grave porque questiona as relações que os adultos podem ter com o seu passado e com a sua infância.

Esta Bd é, actualmente, um dos maiores sucessos da "Rentrée", sendo destacada quer nas livrarias especializadas quer nas revistas especializadas.

O Albúm foi editado graças ao apoio do "Centre National du Livre".

E, graças a este apoio, a Bd não foi publicada, passem-me a expressão, em fatias de salpicão, ou seja, em folhetins.

 

Foto: Prancha da Bd.

Nuno

por PortoMaravilha | link do post
A revista "Télérama" ( 1 a 7 de Outubro do ano em curso ), revista que todas as bibliotecas municipais, universitárias, de escolas segundárias... assinam tem um excelente artigo sobre a Bd de Cyril Pedrosa. O artigo termina com a palavra "magistral".

Queda saber quanto tempo esta obra levará a ser publicada em Portugal?

Nuno

PortoMaravilha a 5 de Outubro de 2011 às 22:37
Olá das terras (ainda) do sol.

Já tinha ouvido uma entrevista de Cyril Pedrosa. impressionante: ele dizia que em Lisboa onde nunca tinha vindo e nem entendia um palavra, tinha a impressão de estar em casa, de ter vivido sempre ali.
Isso deve ser o que se chama a memória genética, não?
Assunto para psicólogos?

"A minha pátria é a língua portuguesa"... ?
Eunice a 9 de Outubro de 2011 às 22:03
Achei piada que nas inúmeras revistas que tenho lido, nenhuma tivesse escolhido a mesma prancha para ilustrar a Bd. O que mostra a qualidade da Bd.

Eunice, concordo contigo: O enorme problema é que os Portugueses não aceitam que um estrangeiro escreva, pense... sobre Portugal.

Só os Portugueses é que sabem falar de Portugal...pretendem...

E também não deixa de ser muito curioso que fosse alguém de língua estrangeira que escrevesse "A minha pátria é a língua Portuguesa"...

Quer se queira ou não Pessoa é de língua Inglesa. Ver a este respeito a obra de Jorge de Sena.

Nuno



Estou de acordo, mas ninguém se zangue com o que vou escrever.
Os portugueses de dentro são invejosos dos emigrantes e detestam
os franceses que chamam gauleses porque os portugueses se integraram e
tiveram êxitos pessoais em França. Claro que os portugueses emigrados
trabalham o dobro, é por isso que saem de cá, porque a vidinha
rotineira não lhes agrada e que querem ser “alguém”, isto é, querem deixar de ser Zé-Ninguém: pátria madrasta. E coitados, estão sempre com o coração a bater por um berço traidor. Não é?
Há um certo desprezo até em certas expressões: franceses da Alcochete, patos bravos... que eram manifestações de inveja pelo facto dos emigrantes poderem vir de férias e de gente que era (em muitos casos) analfabeta, mas tinha a inteligência de aprender outra língua e de se poder virar no estrangeiro: muitos dos que tinham estudado não conseguem falar nem como os franceses de Alcochete!
Afinal os países de imigração são menos xenófobos que os portugueses da Jangada de Pedra.
Eunice a 15 de Outubro de 2011 às 22:58
Gostei do comentário.

Que nos lembra a capacidade dos Portugueses a se adaptarem em mundos diferentes. Talvez sejam as suas raízes africanas que lhes permitiram isso. Gilberto Freyre escreve que os Africanos nunca consideraram os portugueses como europeus.

Que essa capacidade de adaptação foi vista e é vista como sinal de inteligência por sociólogos, historiadores.... do mundo inteiro não é segredo.

Os senhores doutoures ou engenheiros e outros advogados nunca entenderam porque é que um Português é um bom trabalhador ou profissional em França. Nunca o entenderam porque continuam monárquicos e que, para eles, uma tarefa manual é desvalorizante.

Agora eu pergunto? Quem tem mais valor: Um bom electricista ou um mau médico?

Custa mais aceitar que as revendicações dos emigrantes nunca fossem aceites.

As remessas(que eram enormes/ parece que baixaram dum terço em 30 anos) eram destinadas a investimentos na terra e não na capital. Mentiram os bancos. Mas não é um fenómeno novo.

Concordo: Existe, em Portugal, um grande desprezo pelos emigrantes. Mas se verificares, e já começam a haver dados, os avôs já não vão passar férias a Portugal: Optam pela Tunísia, Croácia, Balneares, etc... Parece, segundo tenho ouvido, que são melhor tratados...

Esse orgulhosamente sós, revendicado por quem ainda pensa que é capital dum Império, não é xenofobo. É pior! Pertence a quem falhou ou escorregou num degrau da escada da evolução da inteligência.

Penso que Manoel de Oliveira responde bem à questão do "orgulhosamente sós" no seu filme "non ou a vã maneira de mandar". Escolheu non porque non pode ser lido da esquerda para a direita ou vice versa.

Já agora e, em primeira mão, sabes que ele está a rodar um novo filme no centro da França e que procura figurantes dos 7 aos 77 anos :

Nuno




ADIRO o que esreves:

"Esse orgulhosamente sós, reivindicado por quem ainda pensa que é capital dum Império, não é xenófobo. É pior! Pertence a quem falhou ou escorregou num degrau da escada da evolução da inteligência. Penso que Manoel de Oliveira responde bem à questão do "orgulhosamente sós" no seu filme "non ou a vã maneira de mandar"."

Foi por isso mesmo que o prémio Nobel de Literatura luso-espanhol e sobretudo universal se escapuliu. Cheguei a esta conclusão: luso-descendentes pelo mundo fora com carisma em todos os domínios "investigação, política, empresários" vindos sobretudo do povo não os teriam deixado "subir" pois reservavam os lugares à "panelinha". Isso é muito velho, meu amigo! A burguesia ainda não te recuperou, hã? Ideais, ou ideias revolucionários?

Essa dos avós abandonando férias em Portugal não sabia. Normal: melhor ir gastar o nosso dinheiro onde somos respeitados. Ficam os ingleses no Algarve nos seus lugares à inglesa (e outros) tratando os portugueses de atrasados. E então respeita-se os estrangeiros arrogantes, pois talvez haja um pouco de masoquismo em Portugal, pais que sofre de inferioridade para com outros países. Então: sós e mal acompanhados?
Falamos assim porquê? porque o Amor à terra dói: o nosso berço está muito maltratado!
Vamos fazer de figurantes para o maior, o M. de Oliveira? que figurantes já somos no espetáculo da sociedade!

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?.......

Carlos Drummond de Andrade

Eunice a 16 de Outubro de 2011 às 15:29
Sim, o nosso berço, o planeta Terra, está muito mal tratado.

Terra: É a palavra exacta. Só que a Terra não é Portugal.

E não deixa de ser curioso o emprego desta palavra pelos Portugueses para designar um país.

A confusão que existe entre os termos Terra e País (ou nação) , existente no seio dos Portugueses, mostra a ambiguidade dos conceitos e, quanto a mim, a ideia que a noção de nação, em Portugal, é muito recente e não operacional. A indústria do futebol soube muito bem aproveitar essa temática ( ou fractura?).

Tu vens com o teu comentário, citando o maior poeta de língua Portuguesa, mostrar que Portugal não existe.

Mas existe a Língua Portuguesa.

E talvez seja nesse campo que os "orgulhosamente sós" comecem a se questionar. O amarelo fala e escreve Português também como eu? Não pode ser: É a minha língua!

Não é fácil entender, para um não iniciado em linguística, a real significação da frase de Pessoa: " A minha pátria é a língua Portuguesa".

Nuno



É pá, voces agora deixaram-me baralhado. E fui perguntar ao google o que é isso de ser Portugês, mas o gajo devolveu-me isto, o sacana: http://www.engenium.net/393/o-que-e-ser-portugues-ser-portugues-e.html

Mas que se lixe: Eu tenho orgulho em ser Português!
:-)
MrCosmos a 17 de Outubro de 2011 às 23:57
Estás baralhado? Isso é bom. Estás no bom caminho.

E quem está baralhado sabe jogar com muitos baralhos

Vou te baralhar ainda mais: Porque é que o Brasil deu num só país e a colonização Espanhola em vários países?

Não existe uma resposta histórica concreta a esta resposta.

E havia tão poucos pt na altura comparativamente aos outros estados...

Cada vez mais me parece que existe uma dimensão esotérica na língua pt e que me parece independente de Portugal como nação ou estado. ( Leia-se isto num 2º grau).

Cito unicamente Valéry Larbaud. Este autor Francês cita que o Português tem um futuro do conjuntivo que reenvia para o homem e um infinitivo pessoal que reenvia para Deus ( não o das igrejas quaisquer sejam elas).

Embora a sua citação se limite às línguas latinas é interessante. E novamente aparece a citação de Pessoa. A língua já neste campo é independente da nacionalidade. E não deixa ser pertinente a filiação que existe, quanto à língua, entre gerações, mas não quanto a um estado Portugal, que nunca foi nação.

Não sei se fui claro.

Nuno





PortoMaravilha a 18 de Outubro de 2011 às 21:45

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