Il me semble qu'il existe un ouvrage essentiel pour mieux pouvoir comprendre l'évolution du journalisme:

"L'Etat séducteur: Les Révolutions médialogiques du pouvoir" de Régis Débray.

Si l'oeuvre date de 1993 et que sa teneur théorique peut être discutée, il n'est pas moins vrai que ce meme texte nous laisse un témoignage indispensable, celui de Jean Claude Guillebard, journaliste à Sud-Ouest Dimanche en 1970.

 

Lisons :

"...on attendait de nos articles qu'ils émeuvent, rarement qu'ils expliquent. Le Biafra attendait que l'on s'intéresse à sa cause et nous ne  nous sommes prudemment occupés que de ses souffrances. Il en est mort."

 

Source: Oeuvre citée, p.117, Paris, Gallimard, 1993 /  Photo: Dos de la couverture de la revue Latitudes, Jun 2011

Nuno

 

 

Parece-me que existe uma obra indispensável para melhor compreender a evolução do jornalismo :

"L'Etat séducteur: Les Révolutions médialogiques du pouvoir" de Régis Débray.

Se esta obra data de 1993 e que o seu teor teórico pode ser posto em causa, também não é menos verdade que nos lega um testemunho indispensável, o de Jean Claude Guillebard, jornalista do Sud-Ouest-Dimanche em 1970.

 

Leia-se:

"... Esperava-se dos nossos artigos que estes emocionassem, raramente, que explicassem. O Biafra esperava que nos interessássemos pela sua causa e, nós, ocupámo-nos, prudentemente, dos seus sofrimentos. O Biafra, por isso, morreu."

 

Fonte: Obra citada, p. 117, Paris, Gallimard, 1993 /  Foto: Contra capa da revista Latitudes, jun 2011

Nuno

por PortoMaravilha | link do post
Quanto a mim, um dos melhores postos do Cosméticas.

Obrigado pelo trabalho Grande Chefe Apache!

As palavras de Guillebard, talvez por ter escrito num jornal regional, nunca foram entendidas ou difundidas.

Régis Debray recuperou-as no seu ensaio. Mas fica-se por saber quem leu a obra citada?

As palavras de Guillebard contrapõem-se às fotos de Paris Match, nos anos 70 sobre o Biafra.

A foto em si, como ilustração, parece estar a ser recusada cada vez mais nos artigos de fundo. O que também pode levantar problemas.

A humanidade está a viver, actualmente, quanto ao Biafra, o mesmo drama com a Somália.

Espera-se ver como reagirá o jornalismo perante um caso que lembra que a ajuda alimentar se tornou um dado geo-político. Tal não ero o caso no Biafra, nos anos 70.

O testemunho de Guillebard parece-me indispensável porque nos reenvia para a memória. E como qualquer memória interpela...

Nuno



PortoMaravilha a 29 de Julho de 2011 às 23:22

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