"Eu nunca tive chulos. Os meus chulos, sabe quem são? Sempre foram?

É os sites da internet e são os jornais. Que se um dia for legalizado isto em Portugal, eles deixam de poder publicar, os jornais."  - Uma prostituta no programa "Linha da frente" - RTP, ontem (link).

 

A prostituição, um negócio com regras mas sem lei, cresce a bom ritmo em Portugal, apesar da crise. Alberga um bom quinhão da imigração na clandestinidade.

As "Trabalhadoras do Sexo" sentem-se reféns dos sites e jornais, jornais estes que não têm pejo em explorar este campo de negócio altamente rentável, taxando este tipo de anúncios com preços bem mais altos do que os restantes. A sociedade, essa encara as "páginas centrais" dos matutinos diários com a maior das naturalidades.

Será mais uma vez o lobby gay a ter que vir defender a sua classe, para que o Bloco de Esquerda - aos saltinhos de tanta excitação! - venha finalmente apresentar um projecto de lei que regule a mais velha profissão do mundo?

 

E já agora, como venderia o Culatra o seu peixe, em pleno século XXI (?) :

 

 

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por MrCosmos | link do post
Gostei do link que apresenta a rtp. Bem elaborado e bem questionante.

Não haja dúvidas que Portugal tem, quer quanto à toxicomania quer quanto à prostituição, tido um trabalho invulgar que vai sendo reconhecido. Há duas semanas ( ou serão três ? / o tempo passa tão rápido ), o diário Liberation dedicou duas páginas ao facto de Portugal ser o único senão um dos raros países da ue a não considerar o toxicomano como um deliquinte, mas como um doente.

Também é verdade que as conquistas antropologicas de Abril vão sendo pouco a pouco postas em causa.

Quando se fala de prostituição em Portugal, pelo que vi pela peça, esquece-se a prostituição homo-sexual. Esta em França é um dado muito importante. O que mostra que não existe nem lobby gay e que os homos não constituem só por si uma classe.

A peça está excelente : Ela remete para o que foram as casas de passe ( aqui o debate está em curso quanto às "maisons closes ) . As maisons closes ou as casas de passe apresentavam uma melhor higiene sanitária ?

É uma pergunta que podemos levantar.

Já existe, em contrapartida, uma diferença importante, quanto os anúncios. Nos diários matutinos Franceses não existem anúncios classificados com números cor de rosa.

E talvez um dado importante : A frequencia de clientes quanto à prostituição baixou. Existe não só medo da Sida e várias outras doenças, como também a prostituição se está a tornar cada vez mais virtual.

Em França é algo que se nota. La messagerie rose, cujas chamadas são jazigos de pepitas para as operadoras telefónicas, mostra o medo que começa a haver de outrém e também a ideia que realizar fantasmas só pela voz pode ser mais seguro que um encontro de rua.

A Bd IRS de Vrancken e Desberg expõe bem esta problemática.

Eu não sei se a prostituição é a mais velha profissão do mundo. E a partir de quando ?

Para terminar, talvez seja bom lembrar que, quer as casas de passe quer as maisons closes, pelo passado tinham escravas vindas da província ou das colónias que, sendo escravas, não tinham direito à palavra.

Parabéns ao trabalhadores do sexo !

Aqui também são necessários !

Nuno





PortoMaravilha a 24 de Fevereiro de 2011 às 20:45
Esqueci acrescentar o seguinte :

Já aqui tinha apresentado http://cosmeticas.org/29170.html a problemática dos gay nos guetos ou favelas ou bairros de lata ou musseques. E deste ponto de vista, não creio que haja grande diferença entre Portugal ou a França.

Se no início era o verbo ( e o politeísmo ;- ) ! ? ) ... Intão...

Nuno

PortoMaravilha a 25 de Fevereiro de 2011 às 20:05
Eu considero que existe um certo lobby sim. Se a defenição "gay", neste grupo de pressão , que encontrou gaurida e ganhou voz/força, sobretudo pela representação na Assembleia da Republica da Estrema Esquerda, se tal pecar por exagerada, então posso defenir melhor, no sentido que tal grupo/lobby é bem mais lato do que uma questão de orientação sexual. Certo.

Trata-se do mesmo grupo de pressão impulsionador, para além da legislação de casamento no mesmo género, da tentativa precisamente de legislar sobre salas de chuto assistidas a toxico-dependentes, pela liberilização do aborto, pelas trocas de seringas, etc, etc.

Isso é de todo mau? Não me parece, mas há desiquilíbrio.
Os traumas da Ditadura persistem. Neste pais não se admite qualquer ideologia considerada de estrema direita, mal conotada por sinal, mas já a estrema esquerda tem uma auto-estrada sem portagens pela frente que esperemos nunca se vir a tornar assustadora.

Consequências?
o actual estado: Um país cada vez mais maternalista: que desculpa/incentiva o filho preguiçoso, que lhe dará sempre cama, comida e roupa lavada, que lhe transmite em parte o "fornicai e multiplicaivos"! Se não houver dinheiro, não te preocupes: Alguem tera Obrigação de te sustentar a tí e aos teus vício. É constitucional...

- Atitudes paternalistas (o Estado Novo queimou-as) ai de quem as invoque: "Queres Dinheiro, cama, comida, e vícíos? Ok, então trabalha!

Vai lá vai...

MrCosmos a 27 de Fevereiro de 2011 às 13:50
Não creio que exista extrema esquerda em Portugal ( mas posso estar enganado ).

Creio que o grande drama de Portugal foi que os responsáveis pelos massacres, torturas, neplam e outros jogos de bola com cabeças de prisioneiros mortos nunca tivessem sido julgados.

Queda saber se ainda há estado com o turbo liberalismo : A França vai resistindo, sem dúvida, devido à sua tradição de luta inscrita nos frontões das câmeras : Liberdade, Igualdade, Fraternidade ! Mas até quando ?

O grupo Francês total realizou em 2010 um beneficio de 8 bilhões e centenas de milhões de euros. É possível, neste ambito de crise, pedir a um jovem que se porte bem ? Ou até a um adulto ?

Não tenho qualquer partido nem opção a propor.

Mas acho que as nossas vidas valem mais que os lucros deles.

Se o ultra liberalismo consiste em nos querer dar a pensar que somos nós próprios uma empresa ( daí o número abismal de suicídos, a multiplicação de consultas no psi , o consumo de drogas ... ) , não é de admirar que os problemas sejam expostos de maneira indivual e não colectiva . Sem colectivo não há memória.

Ora parece-me que Portugal esteve isolado durante meio século da cena internacional e de tudo o que era pensamento.

Sendo um pouco provocador : Não foi durante o fascismo que se acentuou a separação entre homens e mulheres ? As escolas eram mistas ? Os bancos das Igrejas eram mistos, os bares eram mistos... ? Puxando o diabo pelo rabo : No fundo Portugal sempre foi uma sociedade onde homens e mulheres viveram separados durante muito tempo.

Sendo um pouco provocador : A homosexualidade em Portugal não resulta dessa ausência do pai e da mãe . Ele no futebol ou no café e ela na cozinha ( estou a caricaturar ) . Mas em que espaço se encontravam ?

Este verão, em Portugal, aconteceu-me uma história um pouco insólita e questionante ao mesmo tempo : Um senhor, no meio duma conversa, veio-me dizer que já estava farto dos africanos e disto e daquilo. Respondi-lhe que também já estava farto dos Portugueses que chegam a França para viver das prestações sociais alimentadas pelos meus impostos. O que é extraordinário é que esse senhor me tivesse respondido : não tinha pensado nisso.

E eu compreendo-o muito bem. É que uma grande força do turbo liberalismo é saber que se pode apoiar na dificuldade de abstração dos cidadãos. E confesso que sou o primeiro a não saber muito bem o que podem representar 8 bilhões de euros de beneficio.

Haveria muito mais que escrever, mas quantos jornais em Portugal são independentes dum grande grupo económico ?

Quem sabe que Salazar decretou dia de luto aquando da morte de Hitler ?

Que espaço é dado ao politeismo nos programas de história ( por aqui muito pouco ) ?

Nuno
PortoMaravilha a 27 de Fevereiro de 2011 às 23:57

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