Algo que me deixa perplexo :

Muitos analistas não repararam que quase toda a imprensa internacional escrita, citando a actualidade de Tunis até ao Cairo, omite o papel da rádio no desempenho dos acontecimentos nestes dois países.

 

Como se a rádio não existisse !

Porquê ?

Nuno

por PortoMaravilha | link do post
A rádio tem sabido actualizar-se e acompanhar a evolução dos tempos. Não imagino a vida sem rádio.
Sabemos bem qual foi o papel da rádio na Revolução Portuguesa (foi fundamental!) uma revolução única e que deu/dá que pensar ao mundo. Tudo numa única madrugada. Agora, o papel da rádio nos longos 18 dias do Egipto, o mundo desconhece, de facto.

O mérito vai todo basicamente para as redes sociais. Como é que é então com a rádio, mon ami?
MrCosmos a 11 de Fevereiro de 2011 às 21:53
Olá Paulo,

Qualquer adepto de futebol não pode imaginar a vida sem rádio. Se o stream cai há sempre o relato de futebol ....

Indo directamente ao assunto : Quer na Tunísia quer no Egipto, a taxa de analfabetismo é enorme. E o poder de compra muito baixo.

Quem sabe ler, quem pode ter acesso às redes sociais ?

Foi a rádio quem recuperou e deu base às redes sociais ( eram Egípcias ou Tunisinas ou já mundialistas ? : Pergunta um pouco provocadora)

As redes sociais sendo alfabetizadas podem estar em contacto com a rua que não é alfebetizada, contrariarmente à rádio ?

O trabalho de rua foi imensamente pujante.

O primeiro elemento de sedução é a voz. Aí a rádio desempenhou o seu papel.

E Al-Jazira, com as suas imagens, também desempenha um papel importante para quem não sabe ler..

Não creio que se possa comparar o que se passa na Tunísia e no Egipto com Portugal do 25 de Abril.

Portugal nunca foi uma colónia e a dimensão não é mesma.

Desculpa este pequeno comentário, mas a tua pergunta é mesmo para dissertação. Sendo que o essencial foi escrito.

Nuno



Não comparo as revoluções do oriente com o 25/4, apenas salientava a preponderância da rádio naquela madrugada portuguesa.

Já quanto as redes sociais, até que ponto os acontecimentos de Tunísia e Egipto podem influenciar o "fenómeno à parva dos Deolinda" no toca a reunir para 12/Março, conforme já mencinado aqui http://cosmeticas.org/108751.html?thread=234703#t234703



MrCosmos a 14 de Fevereiro de 2011 às 13:09
Olá Paulo,

Muito obrigado pela informação.

Felizmente que o 25 de Abril deu a possibilidade às pessoas de saberem ler.

Os acontecimentos de Tunis até ao Cairo foram obra de uma revolta que já tinha assento ou raízes profundas. No fundo, simbolicamente, tudo começa com uma imulação. Talvez tenha sido o elemento catalizador dessas raízes, já que se imolar ou se suicidar é contrário ao Islão.

Em seguida serão imagens de amadores que chegarão à cadeia televisiva Al Jazira que as vai pôr em linha. Pouco ou ninguém apontou a persiguição de que foram vítimas os reportores desta cadeia televisiva que mudava constatemente de frequencia, para fugir à censura. Como também ninguém se lembra que o primeiro governo Tunisino de transição cai após um debate nesta mesma cadeia televisiva.

A rádio talvez por estar em contacto directo com a população e por existir em outros países ( há que lembrar que a Tunísia e, em menor escala, o Egípto são países onde a população fala Francês ) teve uma actuação de rua invulgar.

As agressões de que foram vítimas jornalistas franceses de rádio e cuja imprensa francesa deu relevo em páginas remotas, mostram que por detras dos acontecimentos também se joga uma enorma batalha pelo audimato ( futuro )

Ainda hoje, em França, a rádio é primeiro mídia muito em frente da internet.

Não nego a actuação das redes sociais. Mas estas não bastam só por si para que se encontre uma explicação do quando ou do momento.

Existem, segundo os dados que tenho, unicamente cerca de dois milhões de Tunisinos com conta no Facebook. Isto para um país de 11 milhões aproximadamente e onde cerca de 30 porcento da população é analfabeta.

As manifestações no Egipto mostram, acho eu, que o Egipto se dividiu em dois Nile TV e Al Jezira.

Al Jezira desempenhou o seu papel idóneo de informação. Esperemos que continue.

As redes sociais foram um dos vectores mas não o estilhaçar das revoluções Tunisina e Egipcia.

E eu continuo, entre tantos outros narradores, a ser um narrador radiofónico...

E sendo maquievélico diria que se quer provar que o povo é manipulável e que FaceBook é capaz de penser por nós.

Nuno
PortoMaravilha a 14 de Fevereiro de 2011 às 21:30
Paulo,

Não sei.

Creio todavia que a situação em Portugal não é comparável.

Portugal faz parte da ue e os seus habitantes podem viajar no âmbito da ue. Deste ponto de vista, Mário Soares foi visionário, fazendo da sua política externa ( pelo que li ) a integração na cee a primeira das prioridades.

Já os Tunísinos não tem qualquer porta de saída.

Melhor que eu, se ouviste a rádio, deves saber que duas embarcações com homens Tunisinos se afundaram ao largo da costa Italiana.

E o que é estranho é que alguns continuam a não pensar na distribuição da riqueza. Se esta não existir num futuro imediato, vamos mergulhar na Barbarie.

Barbarie que nada tem a haver com a Idade Média.

Nuno
PortoMaravilha a 14 de Fevereiro de 2011 às 23:19

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